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ENERGIA RENOVÁVEL

Procura por sistemas de geração de energia solar aumenta 60%

Custos para instalar placas fotovoltaicas vão de R$ 9 mil a R$ 25 mil; há ainda opção para alugar as placas
02/01/2021 08:00 - Súzan Benites, Thais Libni


A energia solar tem ganhado espaço em Campo Grande. Conforme pesquisa da reportagem do Correio do Estado, no segundo semestre de 2020 as empresas registraram um aumento de 60% na procura por instalações de sistemas de captação de energia solar. 

Mas você sabe quanto custa investir na geração de energia limpa? Empresários explicam que há variação dos preços dependendo da potência e da capacidade de geração. E há ainda empresa que aluga as placas para condomínios.  

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Na Capital, o investimento para uma casa que tenha em média cinco moradores, com dois ares-condicionados e consumo médio de 300 kWh mensais, varia de R$ 9 mil a R$ 25 mil.

De acordo com o profissional da área de vendas da empresa Ensol Engenharia Solar, Miguel Kabad Filho, os principais interessados hoje são os grandes consumidores de energia. No entanto, residências, condomínios e comércios se tornaram grandes interessados por perceberam a vantagem do investimento.

“Os principais benefícios da energia solar basicamente são: consumir sua energia pagando apenas a taxa mínima que a concessionária cobra por estar ligado à rede; não estar sujeito aos aumentos anuais da conta de energia nem às variações das bandeiras tarifarias; energia limpa, autossustentável e ecologicamente viável pelos próprios materiais; e a valorização do seu imóvel”, afirmou Kabad.

O gerente comercial da empresa Techsol Energia Solar, Thalyson Albres, explica que o retorno do investimento acontece de três a cinco anos após a instalação das placas, com durabilidade de 25 a 30 anos, proporcionando um retorno até 10 vezes maior que o investimento.  

Outro grande benefício da energia solar é a possibilidade de o usuário produzir em um local e mandar os créditos de energia para outro lugar, como, por exemplo, produzir energia em uma fazenda e alimentar prédios na cidade. O método de aquisição funciona de forma semelhante tanto para empresas quanto para pessoas físicas.

“Um consultor técnico da área vai realizar uma vistoria no imóvel, levantamento de dados e elaboração de um projeto de engenharia elétrica e encaminhar para a concessionária de energia, com prazo de 15 dias úteis. Com a aprovação do projeto, a equipe faz a instalação e uma vistoria é solicitada, que deve ser realizada em sete dias úteis. Após a vistoria, o medidor da pessoa é trocado e um medidor bidirecional é colocado no lugar, este marcará a produção e o consumo de energia”, explica Albres.  

“Com todo esse trâmite, atualmente os clientes podem estar economizando em até 60 dias após o início do processo”, conclui o gerente comercial.

ALUGUEL

Recentemente, uma startup que instala placas em condomínios demonstrou interesse em atuar em Campo Grande. 

A Edsun é uma greentech que faz a conexão entre investidores e consumidores de energia, fornecendo sem investimento por parte dos condomínios uma usina fotovoltaica instalada no local.  

“Esta usina atende à demanda mensal de energia e praticamente zera a conta de energia das partes comuns dos condomínios. Com isso ela cobra 70% do valor que era gasto anteriormente, gerando uma redução de custo imediata de até 30%”, explica o diretor da Edsun, Cristiano Meditsch, que ainda diz que os investimentos vêm de sócios.

“A captação dos recursos vem de investidores que serão sócios da usina fotovoltaica e remunerados pelo aluguel em um prazo de até 120 meses. Após este período, o investidor sai do negócio e a Edsun reduz o valor do aluguel para apenas 10% da última parcela, gerando uma redução de 90% nos custos com energia”, complementa.

Neste modelo de negócio, as usinas são instaladas para suprir a demanda de energia das áreas comuns dos condomínios, e não o consumo das unidades habitacionais. De acordo com a empresa, por enquanto o sistema de aluguel funciona somente para condomínios e escolas – não há oferta para pessoas físicas.

CONSUMIDORES

A economia e a geração de uma energia mais sustentável atrai o interesse de pessoas físicas e jurídicas. É o caso do proprietário do restaurante Wasabi Lounge, Antônio Cesar Hokama, que aderiu às placas solares em 2018: seu investimento foi de R$ 120 mil, feito por meio de financiamento.  

O empresário explica que sua conta mensal de energia elétrica era de R$ 3,7 mil e, com a instalação de placas fotovoltaicas, hoje paga apenas uma taxa de R$ 300.  

“O investimento em energia solar vale muito a pena, eu indico para todos meus amigos e me coloco à disposição para apresentar a minha aquisição como exemplo. Em três anos eu já tive o retorno do meu investimento”, explicou o empresário.

Há um mês, Alexander Ferreira, 31 anos, investiu na instalação do sistema em sua residência. “Nós investimos R$ 12 mil em um sistema de 500 kWh por mês, mas vai sobrar, a gente não gasta isso tudo”, conta.

Ele acredita que terá o retorno do investimento em menos de cinco anos.  

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