O setor da construção liderou a criação de empregos formais em Mato Grosso do Sul no mês nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta terça-feira (31).
Foram 4.428 novos postos de trabalho criados no setor, o equivalente a aproximadamente 42,7% de todas as 10.369 vagas criadas no Estado em 2026.
No mês de fevereiro, o setor em destaque foi o setor de serviços, com um saldo de 6.157 novos postos de empregos formais. O saldo é resultado de 14.826 admissões e 12.360 demissões, impulsionados pelo segmento de produção de bens e serviços industriais.
Ao todo, foram 6.157 empregos criados no segundo mês do ano em Mato Grosso do Sul, número saldo de 40.073 admissões e 33.916 desligamentos nos setores. O saldo foi positivo em todos os setores, ou seja, houveram mais admitidos que desligados.
A construção aparece logo em seguida, com 1.752 empregos criados, fruto de 4.475 trabalhadores admitidos e 2.723 demitidos.
No setor do agronegócio, foram 5.629 empregados e 4.681 desligados, gerando um saldo de 948 novos postos de trabalho.
A indústria também gerou saldo positivo, de 871 empregos, resultado de 6.541 admissões e 5.670 demissões.
O saldo do comércio foi o mais baixo, porém, ainda positivo. Ao todo, foram 8.602 novos empregados e 8.482 trabalhadores desligados, gerando um saldo de 120 postos.
Como no mês de janeiro, a maior taxa de contratação veio do público masculino, com 4.063 candidatos admitidos. Entre as mulheres, foram 2.094 contratações.
A faixa etária dominante nos novos postos de trabalhos foi entre os candidatos de 18 a 24 anos, com 1.963 novos postos de trabalho, seguido pelos candidatos de 30 a 39 anos, com 1.095 novos empregos.
Em destaque, foram 745 novos empregados menores de 17 anos no Estado.
Nacional
O Brasil registrou a criação de 255.321 empregos de carteira assinada no mês de fevereiro de 2026. O resultado é decorrente de 2.381.767 admissões e 2.126.446 demissões no período.
Nenhum dos grandes setores da economia tiveram resultado negativo, ou seja, em todos houveram mais admissões do que demissões. O destaque nacional também foi o setor de serviços, responsável pela criação de 177.956 vagas.
Os resultados positivos também vieram pela Indústria (32.027), Construção (31.099), Agropecuária (8.123) e pelo Comércio (6.127).
No setor de serviços, os destaques foram nas áreas de educação (49.013 novos postos) e atividades administrativas e complementares (37.972).
Na indústria, o abate e fabricação de produtos de carne puxaram a criação de vagas. Na Construção, os maiores avanços foram em obras de edifícios e infraestrutura.
Das 27 unidades da Federação, 24 tiveram resultados positivos, com destaque para São Paulo (95.896). Por outro lado, os três estados que tiveram saldo negativo foram Alagoas, Rio Grande do Norte e a Paraíba.
No acumulado do ano, em janeiro e fevereiro, já foram criados 370.339 postos de trabalho formal no País. Em Mato Grosso do Sul, o saldo do primeiro bimestre do ano é de 10.369 vagas formais.


