O volume de serviços do País avançou 0,3% no mês de abril de 2026 frente ao mês anterior, após uma queda de 5,9% no mês de março. Com relação ao mês de março do ano passado, o volume caiu 3,3%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a Pesquisa, Mato Grosso do Sul foi um dos 14 estados brasileiros que tiveram expansão no volume de serviços na passagem do mês de março para abril, com destaque para os estados de São Paulo (1,4%), Paraná (3,0%), Minas Gerais (1,4%) e Alagoas (23,3%).
O setor vinha se recuperando no primeiro bimestre do ano após queda brusca no final do ano passado. Agora, volta a crescer após impacto negativo no mês de março.
"O resultado de março pode ser explicado por conta do modelo de ajuste sazonal. Foi um mês com uma quantidade elevada de dias úteis (22) e o modelo acaba suavizando o movimento, o que acabou gerando uma pressão maior sobre o mês passado. Já abril acabou beneficiado por essa base de comparação mais baixa do mês anterior", explicou o gerente da PMS, Rodrigo Lobo.
O acumulado de janeiro a abril deste ano em Mato Grosso do Sul foi de 0,4%, frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos doze meses foi a 4,8%, mantendo o ritmo de expansão frente ao observado em março (5,6%).
Em todo o País, o volume de serviços avançou 1,2% no mês de abril em comparação ao mês anterior, recuperando a perda de 1,1% no mês de março.
De acordo com a pesquisa, todas as cinco atividades apresentaram avanço, com destaque para os transportes, que cresceu 0,9%.
"De fato, o mês de abril trouxe uma recuperação integral do revés observado em março. Esse movimento também se deu de forma disseminada, ou seja, se em março todos os cinco setores recuaram, em abril, fizeram o movimento inverso, quando todos cresceram", afirmou Rodrigo.
Em relação ao mês de abril de 2025, o volume de serviços no País teve expansão de 1,9% neste ano, registrando o 25º resultado positivo consecutivo.

Setores
O destaque para a expansão do mês ficou para os transportes, que recuperou parte da boa perda observada em março, de -1,6%.
Para Rodrigo, essa volatilidade é influenciada pelos preços das passagens aéreas, já que em fevereiro e março, houve avanço de 18,4% nos preços e, em abril, uma queda de 14,45%.
"O resultado do setor de transportes é explicado, em grande medida, pelo avanço de 7,0% observado no segmento de transporte aéreo de passageiros. Esse avanço ocorre após dois resultados negativos seguidos, quando o segmento perdeu, de forma acumulada, 16,6%, entre fevereiro e março de 2026", afirmou.
O avanço também foi observado nos setores de comunicação e informação exerceu o principal impacto positivo, com um crescimento de 6,3%. O resultado foi impulsionado pelo aumento da receita em desenvolvimento e licenciamento de softwares, além de consultoria em tecnologia da informação, tratamento de dados e outras atividades.
Entre as atividades turísticas, a expansão foi de 4,1% frente ao mês anterior, recuperando parte da perda observada desde fevereiro, quando acumulou uma retração de 5,2%.
Regionalmente, 14 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de crescimento verificado na atividade turística nacional (4,1%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (5,5%), seguido por Bahia (10,8%), Rio de Janeiro (2,5%) e Pernambuco (6,9%).
Por outro lado, Amazonas (-3,4%) liderou as perdas do turismo neste mês, seguido por Ceará (-0,3%) e Santa Catarina (-0,2%).

