A suinocultura de Mato Grosso do Sul registrou crescimento de quase 50% nos últimos três anos, destaque como uma das principais frentes do agronegócio estadual.
O desempenho do setor foi destaque no 4º Encontro de Lideranças da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, realizado na última quinta-feira (23), evento que reuniu produtores, autoridades e investidores para discutir estratégias de expansão e fortalecimento da cadeia produtiva.
O governador Eduardo Riedel (PP) ressaltou a evolução da atividade, destacando a consistência do crescimento e o nível de profissionalização alcançado.“É uma cadeia estruturada, profissionalizada e com crescimento impressionante. Em três anos, avançou cerca de 50%. Mais do que posição em ranking, o que importa é essa curva consistente de crescimento”, afirmou.
Segundo dados apresentados, o Estado conta atualmente com mais de 300 granjas em operação, cerca de 121 mil matrizes e uma produção anual de aproximadamente 3,6 milhões de suínos abatidos. A cadeia produtiva gera cerca de 32 mil empregos diretos e movimenta diversos setores, como produção de grãos, genética animal e serviços.
Setor em números
Em 2025, foram contabilizados 262 estabelecimentos beneficiados, mais de 108 mil matrizes e 3,29 milhões de animais abatidos, com R$ 91 milhões em incentivos. Já em 2026, até o momento, são 257 estabelecimentos, 110,5 mil matrizes e mais de 1 milhão de abates, soma de R$ 39,2 milhões em incentivos.
Nos últimos anos, a suinocultura sul-mato-grossense recebeu cerca de R$ 2 bilhões em financiamentos por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). No cenário internacional, o setor também apresenta avanço.
As exportações de carne suína ultrapassam 20 mil toneladas, com crescimento de 11% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos estão países asiáticos e do Oriente Médio, como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.
Outro elemento considerado estratégico é a Rota Bioceânica, que deve reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade do produto sul-mato-grossense no mercado externo, especialmente na Ásia.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o crescimento da suinocultura está diretamente ligado à adoção de novas tecnologias e à chegada de investimentos, incluindo indústrias e cooperativas de outras regiões do país.
Desde 2020, mais de R$ 300 milhões em incentivos estaduais foram destinados ao setor. A expectativa do governo é manter o ambiente favorável para novos investimentos, garantindo a continuidade do crescimento e a geração de renda no Estado.

