Uma pesquisa de monitoramento de preços realizada pelo Procon de Mato Grosso do Sul mostrou que o preço do óleo diesel apresentou redução no mês de abril nos principais postos localizados nas saídas de Campo Grande.
Os dados foram coletados nos dias 10 e 23 de abril de 2026 nos estabelecimentos no anel viário da Capital.
Considerando os maiores valores encontrados no período, a redução chegou a quase 6% até a última pesquisa.
O litro do diesel s10 caiu 5,93% nas bombas de abastecimento, saindo de R$ 7,59 para R$ 7,14. É possível encontrar o combustível no valor de R$ 6,89.
Já o litro do diesel s500, a variação chegou a 5,38% entre os maiores valores, passando de R$ 7,29 para R$ 6,94 para pagamentos à vista e de R$ 7,44 para R$ 7,04 no pagamento em crédito.
Entre os menores preços do combustível, é possível encontrar o litro por até R$ 6,79, independente do pagamento, variação de 2,86% no período.
A pesquisa considera preços de seis postos situados em regiões estratégicas do anel viário de Campo Grande, localizados nas saídas para Sidrolândia, Três Lagoas, Corumbá e Coxim.
Estratégias
O monitoramento faz parte de estratégias para conter a alta de valores decorrente dos conflitos no Oriente Médio, além de avaliar os efeitos das medidas anunciadas pelo governo para conter a alta dos preços dos combustíveis no Brasil.
O governo federal já havia ofertado subsídios de até R$ 1,20 por litro na importação, dividido entre a União e os estados (R$ 0,60 cada), além de um incentivo fiscal adicional de R$ 0,32 por litro criado no mês de março. Também houve isenção de tributos fiscais, como o PIS/Cofins sobre o diodiesel.
A guerra no Oriente Médio impacta de forma significativa os preços dos derivados de petróleo em todo o mundo. No Brasil, cerca de 30% do diesel consumido é importado e precificado diretamente no mercado internacional.
A alta no mercado internacional acompanha a incerteza sobre a abertura do Estreito de Ormuz e o cessar-fogo na guerra entre Estados Unidos e Irã.
Nas refinarias da Petrobras, o diesel abriu com defasagem de 37% na última segunda-feira (27), conforme a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já a gasolina registra defasagem de 58%.


