Economia

PROJETO

Vamos lançar Renda Brasil com valor mais alto que Bolsa Família, diz Guedes

Programa vai atender além do público do Bolsa Família, trabalhadores que de atividades informais

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo criará um novo programa social, Renda Brasil, que, além do público atual do Bolsa Família, também incluirá trabalhadores que hoje exercem atividades informais.

Em evento virtual promovido pela Associação Brasileira de Indústria de Base (Abdib), o ministro disse querer "dignificar" essas atividades e que é preciso dar ferramentas para os trabalhadores saírem da assistência social.

"Qualquer brasileiro que cair, em qualquer momento, ele cai no Renda Brasil. Mas se ele não tiver mutilações físicas, defeitos que o impeçam... Às vezes é um idoso, mutilado, que vende bala no sinal, aí talvez não consiga ser empregado e merece ser amparado no Renda Brasil. Mas o outro, mais jovem, pode ter caído emergencialmente. Temos que ter as ferramentas para ele sair da assistência social", disse.

O ministro afirmou que o Renda Brasil reunirá programas sociais existentes e terá valor mais alto do que o Bolsa Família.

IBGE

Comércio varejista de MS se mantém estável na virada do ano

De dezembro de 2025 a janeiro de 2026, a variação no volume de vendas do comércio varejista no Estado foi de 0,0%

11/03/2026 14h30

A nível nacional, a alta foi puxada pelas atividades farmacêuticas

A nível nacional, a alta foi puxada pelas atividades farmacêuticas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O comércio varejista de Mato Grosso do Sul se manteve estável no mês de janeiro, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (11) na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com o mês de dezembro de 2025, as vendas do varejo sul-mato-grossense não apresentaram variação na série com ajuste sazonal. 

Em relação a janeiro de 2025, o comércio registrou alta de 4,3%, e a variação acumulada em 12 meses, ou seja, de janeiro do ano passado ao de 2026, ficou em 1,0%. 

No comércio varejista ampliado, que é aquele que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, o volume das vendas registrou queda de 0,7%. 

Em comparação ao mesmo mês no ano de 2025, houve aumento positivo de 1,6% e no acumulado dos últimos 12 meses, o aumento foi de 2,1%. 

Nacional

De forma nacional, o volume de vendas do comércio varejista no mês de janeiro de 2026 variou 0,4% frente ao mês anterior (-0,4%). 

De acordo com o gerente da PMC, Cristiano Santos, mesmo com a variação baixa, o resultado de janeiro é o ponto mais alto da série sem sazonalidade. 

“Apesar da variação baixa, até interpretada mais como estabilidade na passagem de dezembro para janeiro, a taxa positiva faz janeiro atingir o ponto mais alto da série da margem, igualando-se, em volume, a novembro de 2025. É bom lembrar que renovações do pico não são tão comuns assim. Antes dessas duas (novembro de 2025 e janeiro de 2026), tinha sido em março de 2025”.

Os resultados foram puxados pela atividade farmacêutica, que inclui produtos de higiene pessoal e beleza, que registrou alta de 2,6%. 

“Esse desempenho, de variação próximo à estabilidade e patamar alto a médio e longo prazos, tem como protagonista a atividade farmacêutica, que, à exceção do mês de dezembro, tem apresentado crescimento constante na série da margem desde julho de 2025, registrando em janeiro a maior variação (2,6%) dentre as oito atividades pesquisadas”, comentou Cristiano.

Além das atividades farmacêuticas, outras três registraram alta na série com ajuste sazonal na passagem de dezembro para janeiro: 

  • Tecidos, vestuário e calçados (1,8%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%); e 
  • Hiper, supermercados, produtos  alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).

Móveis e eletrodomésticos tiveram variação nula (0,0%) e as outras três atividades tiveram resultados negativos: 

  • Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-9,3%);
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%); e 
  • Combustíveis e lubrificantes (-1,3%).

“Depois de um forte crescimento nos três meses anteriores, janeiro veio com uma queda de 9,3%. Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar e em épocas de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor seus estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções. Além disso, o setor vem de uma Black Friday e também um Natal mais forte em vendas”, explicou Cristiano. 


 

BR-163

Prefeituras de MS faturam milhões com imposto sobre pedágio

Campo Grande lidera repasses; ao todo, 21 municípios receberam recursos do ISSQN cobrado sobre obras e pedágios

11/03/2026 08h30

Cidades faturam mais com pedágios nas rodovias de MS

Cidades faturam mais com pedágios nas rodovias de MS Divulgação

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Durante todo o ano passado, a Motiva Pantanal, concessionária da BR-163, repassou um total de R$ 34,6 milhões em Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para 21 prefeituras de Mato Grosso do Sul. Os recursos são destinados às prefeituras por onde passam os 845 quilômetros da BR-163 em MS.

O valor transferido às prefeituras do Estado é de aproximadamente 5% sobre o montante de obras, serviços e também da arrecadação do pedágio. O critério para distribuição é a extensão proporcional da rodovia dentro de cada município.

O município que mais recebeu ISSQN cobrado sobre obras e pedágio foi a Capital, Campo Grande, por onde passam 82 quilômetros da rodovia. Ao todo, foram transferidos R$ 5,08 milhões do tributo.

O valor é de grande valia para o município: equivale, por exemplo, a quase metade dos R$ 11 milhões de renúncia fiscal – do mesmo ISSQN – de que o Consórcio Guaicurus, que opera o sistema de transporte coletivo urbano, é beneficiado.

“O repasse de ISSQN demonstra como os investimentos na BR-163/MS contribuem também diretamente para o desenvolvimento dos municípios de Mato Grosso do Sul. À medida que avançamos com as obras e melhorias na rodovia, esses recursos tendem a crescer, fortalecendo o desenvolvimento local, gerando empregos e oportunidades”, avalia o diretor-presidente da Motiva Pantanal, Nelson Soares Neto.

Outras cidades

A prefeitura de Bandeirantes é a segunda maior beneficiada. No ano passado, recebeu nada menos que R$ 3,63 milhões em transferências da Motiva Pantanal, empresa que recebeu novo nome em 2025, depois de ter a concessão renovada. Até o ano passado, a concessionária chamava-se CCR MSVia.

O município de Itaquiraí, no Cone-Sul do Estado, recebeu ao longo de 2025 R$ 2,66 milhões em ISSQN; Rio Verde de Mato Grosso do Sul, no norte de MS, R$ 2,63 milhões; e Mundo Novo, no Cone-Sul, primeiro município da BR-163 após a divisa com o Estado do Paraná, um total de R$ 2,41 milhões referentes ao tributo. Essas cidades completam o top 5 das que mais recebem repasses.

Limítrofe com Campo Grande, Nova Alvorada do Sul teve R$ 2,1 milhões em repasses e Coxim, no Norte do Estado, R$ 2 milhões. Fechando os municípios que recebem mais de R$ 2 milhões por ano da Motiva Pantanal aparece São Gabriel do Oeste, com R$ 2,005 milhões em repasses.

Cidades cuja sede do município está relativamente distante da BR-163, mas que têm pequenos trechos cortados pela rodovia, também ficaram com repasses de ISSQN.

É o caso de Rochedo, que teve transferências de R$ 63,2 mil; Camapuã, R$ 74,2 mil; e Sidrolândia, que recebeu R$ 221,9 mil.

Cidades faturam mais com pedágios nas rodovias de MS

BR-163

Entre as frentes em execução estão: faixas adicionais em Mundo Novo e Itaquiraí; duplicações em Campo Grande, Jaraguari, Bandeirantes e São Gabriel do Oeste; novas vias marginais em Coxim; implantação do primeiro Ponto de Parada e Descanso (PPD) previsto no contrato; retornos e dispositivos de segurança distribuídos ao longo do trecho.

Além disso, a concessionária intensificou a recuperação de pavimento, com R$ 81,2 milhões aplicados em drenagem, correções estruturais, recapeamento e sinalização.

Já no cronograma deste ano estão previstas a continuidade das duplicações em andamento, como em Campo Grande, Jaraguari, Bandeirantes e São Gabriel do Oeste; a antecipação de novas faixas adicionais em Itaquiraí, Mundo Novo, Eldorado e Nova Alvorada do Sul; início de novas duplicações em Nova Alvorada do Sul, São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso; obras para o 1º PPD e avanço na implantação de outros dois PPDs; e manutenção do pavimento, com R$ 202,5 milhões destinados à conservação de todo o trecho.

“Com a otimização do contrato de concessão, a Motiva Pantanal vem intensificando o ritmo de investimentos. Foram cerca de R$ 390 milhões aplicados na rodovia em 2025 e devem superar R$ 1,1 bilhão neste ano. Isso significa que, com as obras e melhorias ao longo do trecho, que proporcionam mais segurança e fluidez aos motoristas da rodovia, também há um reflexo positivo para os municípios e a economia local. Com mais investimentos na rodovia, aumentam os recursos que permanecem nas cidades, contribuindo para o fortalecimento de áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura”, explica Nelson Soares Neto.

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