Economia

TRÂMITES

Venda de fábrica de fertilizantes de Três Lagoas deve ser concluída em novembro

Petrobras reiniciou o processo de comercialização da subsidiária, localizada em Três Lagoas, no início deste ano

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Em fevereiro, a Petrobras anunciou a retomada no processo de venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), localizada em Três Lagoas. 

A novela da negociação deve ter um fim no próximo mês. De acordo com o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, o cronograma já está atrasado.  

“A Petrobras tem nos informado, mas sem muitos detalhes. E o cronograma correto já está atrasado do inicialmente previsto, que até o final de setembro a gente já tivesse a proposta vinculante, mas dentro do cronograma a ideia é que até o mês de novembro seja concluída”, disse Verruck ao Correio do Estado.

O secretário ainda avalia que o processo segue em trâmites normais. 

“A informação que a Petrobras tem nos passado é que continua dentro do cronograma para que até o final do mês de outubro eles consigam fazer a análise de proposta, para que em novembro possam anunciar, se assim a tiver, a empresa vencedora do certame”, destacou Verruck.

Tentativa frustrada de venda começou em 2018

A venda da fábrica tem sido uma novela. As obras foram paralisadas em dezembro de 2014, com 83% já concluídas, por ilegalidades apontadas pela Operação Lava Jato.  

Em 2018, a subsidiária da Petrobras foi colocada em processo de venda, junto da Araucária Nitrogenados (Ansa), na Região Metropolitana de Curitiba. 

Conforme informado ao Correio do Estado, na época, a comercialização em conjunto dificultou a concretização do negócio.  

Em agosto do ano passado a gigante russa de fertilizantes Acron selou acordo para a compra da empresa. 

Com a concretização da compra das ações pelos russos, as obras do empreendimento estavam programadas para começar em 2020.  

Conforme o cronograma divulgado pelo governo do Estado, a finalização das tratativas deveria ter sido concluída em agosto, posteriormente em outubro e findou com o anúncio da Petrobras, no dia 26 de novembro, de que o negócio não foi concluído.  

O principal motivo para que o contrato não fosse firmado foi a crise boliviana que culminou na queda do ex-presidente Evo Morales. 

Além de ser o fornecedor oficial do gás natural – matéria-prima para o funcionamento da fábrica –, a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) era sócia com 12% do negócio, com opção de ampliar a participação para 30%.

Segundo o titular da Semagro a crise na Bolívia foi o grande entrave para o fechamento do negócio, mas o fato de a venda ser em conjunto e a matéria-prima não ser fornecida pela Petrobras também influenciaram no interrompimento das negociações.

Novas tratativas  foram iniciadas em fevereiro

Em nova oportunidade, anunciada em fevereiro, a venda da unidade é realizada de forma individual, e não de forma conjunta. 

A expectativa é que desta maneira mais compradores entrem na briga. O preço não foi divulgado pela Petrobras, mas o potencial comprador, depois de se enquadrar em todos os critérios de compliance (não estar inscrito em cadastros negativos nacionais e internacionais e nem envolvimento com corrupção) deverá ter capital superior a US$ 600 milhões (R$ 3,39 bilhões).

No início do ano, o secretário Jaime Verruck disse ao Correio do Estado que a venda casada das duas fábricas de fertilizantes teria atrapalhado o negócio.

 “Quando não saiu a venda da UFN3, sempre falei que a Ansa foi o que atrapalhou. Ninguém quer comprar uma empresa boa e uma ruim. O volume que ela produz [de ureia] perto do volume importado é muito pequeno”, disse o secretário na ocasião.  

Fornecimento de gás pode estar incluído

O Bradesco BBI será o responsável pela operação envolvendo a venda da UFN3, subsidiária que é 100% da Petrobras. 

Conforme o sumário executivo entregue ao mercado, a estatal destaca que a conclusão da unidade é de responsabilidade do potencial comprador. Conforme a empresa, a planta tem 80% de espaço físico concluído.

Já o contrato de fornecimento de gás natural poderá ser negociado com a Petrobras no âmbito de transação. A UFN3 consumirá, por dia, pelo menos 2,3 milhões de m³ de gás natural. 

A condição aberta pela estatal indica que ela deve continuar no mercado de distribuição no Gasoduto Bolívia-Brasil. Na transação com a Acron, o gás seria fornecido pela YPFB, que compraria de sua matriz na Bolívia.

Segundo o governo do Estado, a empresa russa novamente demonstrou interesse em concluir o negócio na oportunidade.

Subsidiária começou a ser construída em 2011

As obras da UFN3 tiveram início em 2011. Inicialmente, a unidade integrava um consórcio composto por Galvão Engenharia, Sinopec (estatal chinesa) e Petrobras. 

No início da década passada, quando foi lançada, a planta estava orçada em R$ 3,9 bilhões. 

Depois da Operação Lava Jato, em que os responsáveis pela Galvão foram alvo de delações premiadas, e foram envolvidos em denúncias de corrupção, as obras pararam. 

A Petrobras absorveu todo o empreendimento e acabou ficando com a parte das outras integrantes do consórcio. 

LOTERIAS

Resultado da Loteria Federal 06061-5 de ontem, quarta-feira (29/04): veja o rateio

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

30/04/2026 08h04

Confira o rateio da Loteria Federal

Confira o rateio da Loteria Federal Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 06061-5 da Loteria Federal na noite desta quarta-feira, 29 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

  • 5º prêmio: Itatiba/SP    R$ 20.363,00
  • 4º prêmio: Curitiba/PR  -  R$ 25.000,00
  • 3º prêmio: Vitória/ES  -  R$ 30.000,00
  • 2º prêmio: São José dos Pinhais/PR  -  R$ 35.000,00
  • 1º Prêmio: Araras/SP -  R$ 500.000,00

Resultado da extração 06061-5:

5º prêmio: 10064

4º prêmio: 03442

3º prêmio: 91726

2º prêmio: 41802

1º prêmio: 65393

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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Primeiro Trimestre

Construção civil puxa empregos e MS abre 156 vagas por dia em 2026

Saldo de empregos formais cresce 7% sobre 2025 e reforça avanço que foi puxado por grandes investimentos e obras

30/04/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul iniciou este ano em ritmo mais aquecido, com a abertura de 14.030 vagas formais no primeiro trimestre, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

O resultado representa crescimento de cerca de 7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 13.025 postos, e confirma um cenário de retomada mais consistente da atividade econômica no Estado.

Apesar de ainda ficar abaixo do desempenho de 2024, quando foram criadas 15.120 vagas no mesmo intervalo, o avanço deste ano sinaliza uma mudança de trajetória, com maior dinamismo em setores estratégicos e forte influência de investimentos industriais e obras de infraestrutura.

Os dados mostram que a construção civil liderou a geração de empregos no trimestre, com saldo de 5.297 vagas, seguida por serviços (4.257), indústria (2.350) e agropecuária (2.310). O único setor com resultado negativo foi o comércio, que fechou 184 postos no período.

Para o economista Eduardo Matos, o desempenho positivo reflete um ciclo econômico mais robusto, impulsionado principalmente pelos investimentos em grandes projetos industriais, como as fábricas de papel e celulose, mas também por outras cadeias produtivas.

“O crescimento aponta um ciclo de atividade mais forte, puxado, claro, por esses grandes investimentos de papel e celulose, mas também por outras cadeias, como a bioenergia, e ampliações de algumas plantas frigoríficas. Isso impulsiona inclusive obras civis. Quando isso acontece, a construção civil tende a aparecer em primeiro lugar, porque é o setor que reage mais rápido. Nós consideramos inclusive esse setor como um termômetro da economia”, afirma.

A liderança da construção civil no saldo de empregos reforça esse diagnóstico. O setor não apenas contrata diretamente, mas também exerce um efeito multiplicador relevante sobre a economia, estimulando uma cadeia ampla de fornecedores e serviços.

“Ela abre frentes de trabalho, contrata mão de obra, movimenta fornecedores e gera um efeito multiplicador na economia. A construção civil tem esse poder de acionar outros setores por meio do fornecimento de serviços e de materiais”, explica Matos.

Segundo ele, as obras ligadas às grandes fábricas têm impacto significativo, pois envolvem desde terraplanagem até construção de estruturas complexas, além de exigirem investimentos em logística, energia e infraestrutura urbana.

Ainda assim, o economista pondera que o bom desempenho do mercado de trabalho não pode ser atribuído exclusivamente às chamadas megafábricas.

“Não dá para colocar tudo somente nas megafábricas. Entram também as obras públicas e o próprio mercado imobiliário urbano, com residências e grandes incorporadoras chegando a Mato Grosso do Sul”, destaca.

Esse movimento, segundo ele, está associado também ao crescimento populacional em algumas regiões do Estado, impulsionado pela migração de trabalhadores atraídos pelos novos empreendimentos.

“O efeito multiplicador dessas obras gera renda e amplia a demanda por serviços e comércio. Muitas pessoas passaram a morar em Mato Grosso do Sul, e isso gera um efetivo de renda importante”, pontua.

PERFIL

Apesar do resultado positivo, Matos alerta para a qualidade e a sustentabilidade das vagas geradas, especialmente aquelas vinculadas às grandes obras industriais.

“Grande parte desses empregos tende a ser temporária, concentrada na fase de implantação das unidades industriais. É preciso olhar com atenção para a evolução do emprego em outros setores, principalmente na indústria e nos serviços, que são atividades permanentes e sustentáveis no longo prazo”, afirma.

Nesse contexto, o setor de serviços aparece como peça-chave para a manutenção do crescimento do emprego, já que tem forte dependência de mão de obra e responde diretamente ao aumento da demanda.

“Quando se amplia a capacidade de atendimento, amplia-se também a contratação. Indústria e serviços são primordiais para analisar o indicador de emprego no Estado”, diz.

Além disso, atividades estruturais como silvicultura, logística e operação das cadeias produtivas ligadas à indústria tendem a sustentar parte das vagas após a conclusão das obras.

Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade desse ciclo de expansão, impulsionado por projetos logísticos e novos investimentos. Um dos destaques é a Rota Bioceânica, que pode ampliar a competitividade do Estado e atrair empresas.

“Tudo isso fortalece a economia de forma estrutural, desde que haja continuidade nas políticas públicas e qualificação da mão de obra”, observa o economista.

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