Economia

Balança

Vendas caíram em seis dos 10 maiores exportadores de Mato Grosso do Sul

Chapadão do Sul exportou menos por conta da soja e milho

RENATA PRANDINI

23/01/2017 - 06h00
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Dos dez municípios que mais exportam em Mato Grosso do Sul, seis encerraram o ano de 2016 com a balança comercial em queda. Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a balança comercial do Estado encerrou o ano passado com recuo de 7,62% no faturamento com as exportações fechando a US$3,32 bilhões.

A maior parte desse resultado, 61,7%, se deve ao comportamento de dez municípios do Estado, que juntos, concentram movimentação de R$ 2,4 bilhões, aproximadamente. Três Lagoas, que aparece na liderança do ranking,  registrou queda de 8,65% nas exportações no ano passado. O desempenho se deve a celulose, carro-chefe das exportações, que caiu 6,38%, fechando a US$c955,3 milhões, e também ao do papel, que recuou 31%, aproximadamente.

A variação foi ainda maior em Corumbá, terceiro maior exportador do Estado. O município encerrou o ano de 2016 com queda de 20,2% nas exportações. O minério de ferro foi o responsável por esse resultado, com faturamento de R$ 85,1 milhões no ano passado, o produto registrou uma diminuição de 38,47% na balança. As vendas com o ferro também caíram 22,16% no ano passado. O cenrio foi amenizado com o com o crescimento registrado nas exportações de maquinários, 224%.

Já Dourados, segunda maior cidade do Estado em população e 5ª maior exportadora, o recuo das exportações foram de 9,13%, fechando US$ 127,4 milhões. Os dados da balança exterior apontam decréscimo em quatro dos cinco principais produtos para a exportação do Estado: torta e resíduos de óleo de soja (-90,70%), óleo de soja (-61,43%), milho (-61,83%). Porém, na soma de todos os itens, o resultado foi equilibrado pelo crescimento considerável das exportações da carne suína congelada, que cresceu 265% (faturamento de US$ 835,1 mil). 

*A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Sistema Interligado Nacional

ONS estuda necessidade de acionar plano emergencial no feriado

Operador Nacional do Sistema Elétrico diz que medida pode ser adotada para assegurar o equilíbrio entre geração e carga, preservando a estabilidade

05/09/2026 20h00

"equipes técnicas seguem monitorando o cenário para garantir a adequada operação durante os períodos de carga reduzida" Paulo Ribas

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Através do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) foi informado que, após análise das condições operativas, identificou-se como "média" a probabilidade de acionamento do Plano de Gestão de Excedentes de Energia já neste domingo (6), e como "baixa" no feriado de segunda-feira, 7.

A medida pode ser adotada em situações nas quais, após a redução da geração coordenada pelo ONS, permanece a necessidade de restringir a produção de energia das distribuidoras para assegurar o equilíbrio entre geração e carga, preservando a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

"Assim, as equipes técnicas seguem monitorando o cenário para garantir a adequada operação durante os períodos de carga reduzida", informou o ONS. "Sendo assim, no sábado e no domingo, dias 5 e 6, serão realizadas as programações para os dias seguintes, quando será confirmada ou não a necessidade de acionamento do plano", informa o ONS.

ECONOMIA

Cartões avançam na corrida para manter relevância em era de pagamentos por robôs

Na corrida pela vanguarda do comércio agêntico, operadoras de cartão querem ser mais que apenas "plásticos no bolso" e lutam para se firmar como camada invisível onde as "máquinas" vão efetuar transações

05/09/2026 15h30

Esforços das bandeiras nessa frente buscam garantir a manutenção da competitividade em uma economia em transformação

Esforços das bandeiras nessa frente buscam garantir a manutenção da competitividade em uma economia em transformação Divulgação

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Sendo necessárias algumas décadas para os cartões paulatinamente derrubarem a hegemonia do papel-moeda na carteira do consumidor, nesse processo, as bandeiras se firmaram como uma espécie de "ponte" segura conveniente entre o comprador, o banco e o comerciante. Porém, na próxima era dos pagamentos digitais, um quarto elo entrará na jogada e promete revolucionar o modelo de negócios do setor: os agentes de inteligência artificial.

Na corrida por essa vanguarda do comércio agêntico, as operadoras de cartão querem ser mais que apenas "plásticos no bolso" e trabalham para se firmar como a camada invisível onde as "máquinas" vão efetuar transações.

No futuro, um assistente de IA vai comparar preços, escolher a melhor opção e concluir a compra de forma completamente autônoma.

Nos últimos meses, Mastercard, Visa e Elo avançaram nos primeiros passos concretos na disputa para intermediar a nova cadeia. No entanto, executivos da indústria consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) admitem incerteza sobre o cronograma para retirar o modelo agêntico da fase experimental e torná-lo tão trivial e difundido quanto fazer um Pix.

"Acredito que a autonomia total - do tipo em que você só percebe a compra quando o produto chega à sua casa - ainda vai levar um tempo. Isso se deve a uma questão cultural, à necessidade de construir confiança e aos próprios desafios de segurança", reconhece o vice-presidente de tecnologia da Elo, Eduardo Merighi, em entrevista ao Broadcast.

Os desafios já começam antes da decisão de compra. Depois da resistência nos primeiros anos do e-commerce, o varejo finalmente conseguiu acostumar o consumidor a seguir etapas muito particulares para obter produtos na internet: entrar em um buscador, encontrar a melhor loja, clicar no botão "comprar", autorizar a transação e receber o item em casa. Delegar todo esse processo a um robô exige um rompimento do paradigma cultural que demanda tempo.

Historicamente, grandes mudanças no segmento da adquirência demoram cerca de uma década para atingir escala global, lembra o diretor digital da Mastercard, Pablo Fourez. A tarja magnética só substituiu de vez o velho "clack-clack" das maquinas manuais em meados dos anos 80, embora a tecnologia tenha sido desenvolvida cerca dez anos antes. Do chip ao pagamento por aproximação no celular, a dinâmica de adoção foi semelhante.

A era da IA, por outro lado, parece encurtar os prazos. ChatGPT, Gemini e Claude nem existiam há cerca de quatro anos e já transformaram a experiência digital de pessoas e empresas. No caso da tecnologia agêntica, a velocidade da disseminação deve ficar no meio entre os dois extremos, projeta Fourez. "As ferramentas estão aprendendo muito rápido e o momento de investir é agora", argumenta.

Investimentos

Os esforços das bandeiras nessa frente buscam garantir a manutenção da competitividade em uma economia em transformação. O comércio por agentes de IA para consumidores (B2C) deve movimentar entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões globalmente até 2030, de acordo com estudo da consultoria McKinsey & Company. O sucesso do Pix, que ajudou na digitalização dos pagamentos, posiciona o Brasil como um dos mercados mais promissores para a nova tecnologia, avaliam executivos.

Por isso, as principais bandeiras em operação no Brasil têm ampliado investimentos em iniciativas voltadas para a IA. A Elo, coontrolada por Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal, recentemente expandiu para 5 mil clientes um agente de IA em parceria com a agência de viagens digital Decolar. A ferramenta realiza toda a jornada de compra de passagens áreas, da busca à transação, e é integrada ao outros canais, como o WhatsApp. Apenas na etapa de concluir a aquisição, o usuário ainda precisa intervir para dar a palavra final.

As rivais Visa e Mastercard, por sua vez, fizeram os primeiros testes no Brasil de transações em tempo real de pagamentos agênticos, em março. A Visa trouxe ao País um programa para certificar emissores e credenciadores para a condução de operações feitas por agentes de IA. Em vez de criar uma rede do zero, a estrutura atualiza sistemas já existentes (como APIS de tokenização e autenticação biométrica) para viabilizar essas transações.

Em junho, a Visa anunciou uma parceria com a OpenAI para habilitar o comércio agêntico, primeiramente nos EUA. "Ainda não sabemos quando [essa solução] virá para o Brasil, mas estamos nos preparado tecnologicamente para recebê-la", afirma o diretor-executivo de soluções para pagamentos digitais da Visa, Leandro Garcia.

Já a Mastercard tem concentrado os esforços no chamado Agent Pay, uma infraestrutura que promete trazer segurança, autenticação e confiança ao comércio agêntico. Para além do foco no consumidor final, a credencidadora estendeu o conceito para automação entre empresas, com o Agent Pay For Machines, que permite que agentes de IA executem pagamentos corporativos de forma autônoma conforme orçamentos pré-definidos. Na semana passada, a bandeira anunciou ainda uma solução que adapta sites de lojistas para serem lidos por agentes.

 

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