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Aposta esportivas: governo quer limitar pagamento a pix e débito

Ao restringir o uso de cartão de crédito, governo federal quer evitar superendividamento das famílias

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está considerando permitir apenas o uso do Pix e cartões de débito como métodos de pagamento para apostas de alíquota fixa, que incluem apostas esportivas (conhecidas como bets) e jogos online.

A medida proposta também exigirá que, no caso de utilização do sistema de pagamentos instantâneos, a chave Pix seja obrigatoriamente vinculada aos dados do próprio jogador.

O objetivo dessa iniciativa é assegurar que os usuários possam destinar dinheiro para apostas apenas a partir dos fundos disponíveis em suas contas bancárias.

Ao proibir o uso de cartões de crédito nas apostas, o governo busca evitar que essa prática contribua para o superendividamento da população brasileira e para o desenvolvimento de vícios entre os apostadores.

Além disso, a restrição ao uso de boletos bancários para apostas e jogos online tem como intuito prevenir a lavagem de dinheiro, uma vez que esse meio de pagamento está frequentemente associado a atividades criminosas desse tipo.

Essas discussões fazem parte das negociações lideradas pelo Ministério da Fazenda, em colaboração com a Receita Federal e representantes das empresas do setor, para estabelecer as diretrizes que nortearão o funcionamento do mercado de apostas esportivas.

O próximo passo será consultar a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) sobre a viabilidade jurídica da medida. Posteriormente, a proposta ainda precisará ser aprovada pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda).

O projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas foi aprovado pelo Congresso no final do ano passado. Em uma edição extra do DOU (Diário Oficial da União) em 30 de dezembro, Lula sancionou o texto, com alguns vetos.

A principal disposição vetada determinava a isenção de tributos para ganhos obtidos em jogos e apostas abaixo de R$ 2.112. Segundo o presidente, manter esse trecho “resultaria em uma tributação de Imposto de Renda diferente daquela aplicada em outras modalidades lotéricas, gerando uma distinção tributária sem justificativa adequada”.

O veto do Executivo ainda está sujeito à análise do Congresso e pode ser derrubado. Alguns membros do setor veem com preocupação a decisão de Lula, pois acreditam que a falta de isenção pode não apenas afastar usuários, mas também incentivá-los a migrar para mercados clandestinos e ilegais.
Após a aprovação da lei, o governo federal está trabalhando na elaboração de uma série de portarias que detalharão aspectos mais específicos do mercado de apostas.

Existem dúvidas sobre como será conduzida a fiscalização do setor e quais serão as exigências e procedimentos para autorizar empresas a operar no Brasil. A lei estabelece diretrizes básicas, como a necessidade de uma empresa ter sede no Brasil, um capital social mínimo, a implementação de um call center no território brasileiro para atender os apostadores, estrutura corporativa e o pagamento de uma outorga de R$ 30 milhões válida por até 5 anos.

Agora, cabe ao governo, por meio de regulamentação, fornecer detalhes sobre as exigências delineadas na lei.

A nova legislação estabelece uma alíquota de 12% sobre a arrecadação das casas de apostas (deduzidos os prêmios pagos). Os apostadores também terão que pagar 15% do valor recebido com os prêmios.

Lula também sancionou a disposição que autoriza, além das apostas esportivas, a hospedagem de cassinos online em sites. Esse trecho gerou polêmica durante a tramitação do texto no Congresso, sendo inicialmente rejeitado pelo Senado e depois reintegrado à lei pela Câmara.

De acordo com estimativas do mercado, entre 60% e 80% do dinheiro movimentado pelo setor de apostas de alíquota fixa provém dos jogos online, categoria que engloba esses cassinos.

Por esse motivo, a medida é vista pelo governo e pelo setor como crucial para garantir atratividade. No entanto, críticos argumentam que ela pode aumentar os riscos de superendividamento dos usuários e o vício entre os jogadores.

Antes da aprovação da lei, o Ministério da Fazenda recebeu mais de 130 manifestações de empresas interessadas em ingressar no mercado de apostas brasileiro em um chamamento prévio. Isso ocorreu quando os cassinos online ainda estavam incluídos no texto em tramitação. Com base nisso, o governo estima que pode arrecadar cerca de R$ 3 bilhões apenas em outorgas.

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Decisão

Pantanal decide acesso inédito à Série A2 contra o Planalto em Goiás

O clube sul-mato-grossense precisa reverter a desvantagem de 1 a 0 para subir de divisão

08/08/2026 11h00

Reprodução Rede Social

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No próximo domingo (9), a equipe feminina do Pantanal vai até o estado de Goiás para enfrentar a equipe do Planalto. O duelo decisivo é válido pelo jogo de volta das quartas de finais, valendo vaga direto para o Brasileirão Feminino A2. 

A equipe pantaneira precisa reverter o placar caso queira avançar de fase, já que na partida de ida perdeu o confronto jogando no Jacques da Luz, por 1 a 0. 

A classificação do Pantanal representaria um marco para o esporte sul-mato-grossense, visto que nenhum clube do estado jamais disputou a segunda divisão nacional do futebol feminino. 

O time do Planalto é um velho conhecido do Pantanal, as equipes estavam alocadas no mesmo grupo na primeira fase, onde a equipe de Mato Grosso do Sul levou a melhor nos duelos, vencendo uma partida por 2 a 1 e empatando outra em 0 a 0. 

A matemática da vaga é simples, mas exigente. O Pantanal não pode empatar no agregado, se a diferença no resultado somado dos dois jogos for de apenas um gol em favor dos sul-mato-grossenses, a classificação será decidida nas cobranças de pênaltis.

Do outro lado, o Planalto joga pelo empate. Um resultado igualado garante aos goianos a primeira participação na Série A2 da sua breve história com o futebol feminino profissional, iniciado apenas em 2025.

A partida fecha a rodada final das quartas, já que os confrontos entre Coritiba x Realidade Jovem-SP, Portuguesa-AP x Tiradentes-PA e Juventude-SE x Prosperidade-ES, serão disputadas neste sábado (8). 

A bola rola para Planalto e Pantanal, às 15h, horário de MS e contará com transmissão ao vivo no Youtube pelo canal da CBF TV. 
 

LUTO

Morre pai de Lionel Messi aos 68 anos na Argentina

A família havia informado, em junho, que Jorge seguia em recuperação, embora seu estado de saúde ainda fosse considerado delicado

08/08/2026 10h00

Lionel Messi e seu pai Jorge Messi

Lionel Messi e seu pai Jorge Messi Foto:Reprodução/Instagram

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Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morreu na noite de sexta-feira (7), aos 68 anos, em Rosário, na Argentina. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Infobae. Ele enfrentava uma longa doença.

A família havia informado, em junho, que Jorge seguia em recuperação, embora seu estado de saúde ainda fosse considerado delicado. Na ocasião, Lionel Messi chegou a se emocionar após a estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026. Mais tarde, o camisa 10 explicou que as lágrimas não estavam relacionadas ao futebol, mas ao momento difícil vivido por sua família.

Jorge Horacio Messi esteve ao lado de Lionel desde o início da carreira. Foi ele quem acompanhou os primeiros passos do filho no futebol e participou da decisão que levou a família para a Espanha, quando Messi ainda era criança. A mudança permitiu que o argentino ingressasse nas categorias de base do Barcelona, onde começou a construir a trajetória que o levaria a se tornar um dos maiores jogadores da história do esporte.

Ao longo dos anos, Jorge também assumiu a função de empresário do craque argentino. Sempre atuando de forma discreta, foi responsável por administrar a carreira de Messi fora dos gramados, conduzindo negociações, contratos e decisões estratégicas, enquanto evitava exposição pública.

Em uma entrevista concedida em 2012, Jorge contou que a família chegou a pensar em voltar para a Argentina nos primeiros anos de Messi na Espanha. O motivo eram os problemas com a documentação, que impediram o jovem de atuar por um período. No fim, a decisão de permanecer no país partiu do próprio Lionel.

Jorge era casado com Celia Cuccittini e deixa os filhos Lionel, Rodrigo, Matías e María Sol. Até o momento, a família não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento.

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