Esportes

Arteta x Luis Enrique

Arsenal e PSG duelam em final da Champions com Guardiola onipresente

Final é neste sábado, em Budapeste, a partir das às 12h (MS). Duelo será transmitido em TV aberta pelo SBT

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Um foi eleito melhor técnico do mundo pela Fifa. Outro vive a ascensão após sete anos desde que começou a ser o treinador principal de uma equipe. Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, atravessam diferentes momentos de suas carreiras, mas compartilham algumas semelhanças.

Ambos são hoje dois dos principais técnicos na Europa. Os comandantes de Arsenal e PSG, desenvolveram trabalhos com estilos próprios. É impossível desvinculá-los, porém, de uma fonte que os forjou no ofício: Pep Guardiola, antecessor de Luis Enrique no Barcelona e de quem Arteta foi auxiliar no Manchester City.

Por isso que, mesmo sem sequer estar empregado, Guardiola estará presente de alguma forma na Puskas Arena, em Budapeste, onde Arsenal e PSG definem o título da Champions League às 13h (de Brasília) deste sábado.

Os dois técnicos, além de Guardiola, compartilham a vivência no Barcelona dos anos 1990, influenciado pela filosofia de Johan Cruyff. Arteta não chegou a jogar pelo profissional do clube. Curiosamente, ele virou profissional no PSG. Já Luis Enrique, ainda em campo, foi vitorioso com a equipe catalã.

PRATELEIRAS DOS GIGANTES

Quando chegou ao PSG, Luis Enrique já tinha um título de Champions League, em 2015, com o Barcelona. Ele encontrou um elenco com Neymar, Messi e Mbappé, enquanto o clube francês ainda apostava em grandes estrelas na obsessão pelo título europeu.

Durou pouco, já que o brasileiro e o argentino logo deixaram a equipe. Mbappé concentrou holofotes e não conseguiu a conquista da Champions. Ela veio justamente quando o francês já havia deixado o clube e por mérito do coletivo criado por Luis Enrique

Mesmo que uma peça-chave do time seja Ousmane Dembelé, vencedor da Bola de Ouro, o PSG se consolidou como melhor equipe do mundo a partir do seu jogo em grupo. Luis Enrique implementou ideias ofensivas, com rápidas transições e contando com liberdade para os jogadores, principalmente com o camisa 10, que quase não tem posição fixa. Foi assim que vieram títulos da Champions League e Intercontinental, além da manutenção do domínio na França e o vice no Mundial de Clubes.

Agora, caso vença mais um título neste sábado, Luis Enrique alcança o patamar de Carlo Ancelotti, Bob Paisley, Zidane e Guardiola, todos com três ou mais conquistas de Champions League O italiano, atualmente na seleção brasileira, é o recordista, com cinco orelhudas.

"Lembro-me dele com muito carinho por como ele era com os jovens e como foi como jogador. Como técnico, ele é alguém que teve a liderança de seguir um caminho e, mesmo com todo o barulho contra, continuar nesse caminho e acabar vencendo da maneira que venceu. Ele é um exemplo para todos", falou Arteta, ao Marca, sobre Luis Enrique.

MELHOR ANO DA CARREIRA

Quando o Arsenal disputou a final da Champions League pela primeira vez, perdendo para o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Mikel Arteta estava na metade da sua carreira como jogador.

Já quando o Arsenal o contratou como treinador, em 2009, ele nunca tinha exercido a função de técnico principal. O espanhol então deixou de ser auxiliar de Guardiola para ser um dos principais rivais na Inglaterra.

Hoje ele comanda uma equipe que tem sido fatal em contra-ataques e lances de bola parada, postura mais reativa do que o adversário deste sábado. Foi como conseguiu fazer o Arsenal voltar a vencer a Premier League após 22 anos no seu melhor como treinador. Um título inédito da Champions League pode representar também o melhor temporada da história do Arsenal.

"Não estou surpreso em vê-lo vencer a Premier League. O Arsenal mereceu. Eles foram os mais consistentes. É a melhor equipe da Inglaterra. Se não me engano, esta é a sexta ou sétima temporada dele no Arsenal, e dá para ver claramente o tipo de equipe que construiu", diz Luis Enrique, em avaliação sobre o adversário.

O CAMINHO DOS FINALISTAS

O Arsenal liderou a fase de liga da Champions com oito vitórias em oito jogos. Foram apenas quatro gols sofridos (dois do Kairat, um da Inter de Milão e um do Bayern de Munique).

A goleada por 4 a 0 sobre o Atlético de Madrid na fase de liga foi um cenário que não se repetiu no mata-mata. O Arsenal passou por Bayer Leverkusen (1 a 1 e 2 a 0), Sporting (1 a 0 e 0 a 0) e, novamente, o time de Diego Simeone (1 a 1 e 1 a 0).

Já o PSG precisou jogar a repescagem, após ficar apenas em 11º na fase de liga. A temporada começou com desgaste após a disputa do Mundial de Clubes. O time ainda caiu na Copa da França na segunda rodada para o Paris FC.

Veio, contudo, a recuperação na Champions, a partir da classificação às oitavas, eliminando o Monaco (3 a 2 e 2 a 2). Os próximos resultados mostraram um PSG no topo da Europa. Passou por Chelsea (5 a 2 e 3 a 0), Liverpool (2 a 0, duas vezes) e Bayern de Munique (5 a 4 e 1 a 1).

FICHA TÉCNICA

PSG X ARSENAL

PSG - Safonov; Hakimi, Marquinhos, Willian Pacho, Nuno Mendes; Zaïre-Emery, Vitinha, João Neves; Doué, Dembélé, Kvaratskhelia. Técnico: Luis Enrique.

ARSENAL - Raya; Timber, Saliba, Gabriel, Calafiori; Rice, Lewis-Skelly, Ødegaard; Saka, Gyökeres, Trossard. Técnico: Mikel Arteta.

ÁRBITRO - Daniel Siebert (ALE).

HORÁRIO - 13h (de Brasília).

LOCAL - Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria (HUN).

Esporte

Felipão visita seleção na Granja Comary a convite de Ancelotti e conversa com elenco

Após o discurso, ele acompanhou o treino dos jogadores

28/05/2026 23h00

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28)

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28) MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

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Luiz Felipe Scolari visitou a Granja Comary nesta quinta-feira, 28, e conversou com os jogadores da seleção brasileira que iniciaram a preparação para a Copa do Mundo de 2026.

O convite foi feito diretamente pelo técnico Carlo Ancelotti. Felipão foi o último treinador campeão do mundo pelo Brasil, em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul.

Foi uma retribuição a Felipão ter comparecido, em maio de 2025, ao evento de apresentação de Carletto.

Na ocasião, o italiano foi presenteado com uma camisa retrô da seleção, dada pelo ex-treinador, e ouviu que se precisasse de ajuda na adaptação ao Brasil e futebol brasileiro, poderia ligar para ele a qualquer momento.

"Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: 'eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro'", disse Felipão aos jogadores, segundo a CBF.

Após o discurso, ele acompanhou no gramado do centro de treinamento da CBF o segundo trabalho do grupo após a apresentação para o Mundial.

Neymar, que está tratando a lesão na panturrilha direita, não esteve no campo, mas acompanhou o discurso. Felipão foi o técnico da seleção em 2014, na primeira Copa do camisa 10.

"Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Vocês têm um cara que irá comandar vocês e que conhece de futebol. Portanto, aceitem, dialoguem, conversem", foi outra parte do discurso de Felipão, divulgado pela CBF.

Felipão é coordenador técnico do Grêmio. Ele conversou bastante tempo com Weverton, goleiro gremista e com quem trabalhou em 2018, no Palmeiras.

Líderes do elenco como Casemiro e Raphinha também tiveram um contato mais direto com o treinador, além de Juan, ex-zagueiro nas Copas de 2006 e 2010 e que hoje tem cargo na diretoria de seleções da CBF.

Força

Fonseca cita 'mentalidade' em virada e prevê duelo com Djokovic: 'Sempre quis jogar contra ele'

Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2

27/05/2026 23h00

Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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Após vencer o croata Dino Prizmic com uma virada heroica na segunda rodada de Roland Garros, nesta quarta-feira, João Fonseca destacou que sua mentalidade foi um dos pontos principais para conseguir reverter o resultado desfavorável no saibro de Paris. Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2.

"Tenho aprendido cada vez mais que um dos principais fatores para chegar no topo, o que mais diferencia ali os jogadores top-50, top-20, top-10, top-5, top-1, é como eles conseguem lidar com pressão, com a expectativa, nos momentos mais importantes da partida. Se eles conseguem executar os melhores golpes deles dentro dos momentos importantes. Então, tudo vem em questão da mentalidade. Obviamente, é uma das coisas mais difíceis do tênis, porque o resto, enfim, você consegue controlar um pouco, treinar um pouco... Enfim, físico você treina, técnica você treina e a mentalidade precisa de experiência", disse o tenista.

"O fato de eu conseguir (lidar bem com a questão mental) vem um pouco com uma coisa mais pessoal, talvez, pela minha base, pela minha família que me ajudou a sempre me deixar mais tranquilo. Respiração é uma coisa que me ajuda a deixar mais calmo, a pensar com mais clareza. E lidar com pressão, lidar com expectativa vem desse ponto. (...) O tênis tem muito disso, ainda mais em cinco sets, acho que leva muito mais o lado físico, o lado mental. Então, acho que tem um pouco disso, a mentalidade é realmente muito importante", completou.

Para garantir a classificação na terceira rodada, Fonseca, atual número 30 do mundo, flertou com a derrota. Em duelo equilibrado, ele foi superado nas duas primeiras parciais por 3/6 e 4/6. No terceiro set, o brasileiro começou a reação e venceu por 6/3. No quarto, ele dominou totalmente em quadra e triunfou por 6/1. No set desempate, ele fechou por 6/2.

Ao avançar para a terceira fase, Fonseca igualou sua melhor performance em Roland Garros. Em 2025, ele foi eliminado na terceira rodada para o britânico Jack Draper por 3 sets a 0.

"Hoje eu perdi os dois primeiros sets e eu só fui focando em game a game, não fui pensando que tinha mais três sets, eu só fui mantendo, mantendo e as coisas foram acontecendo, o tempo foi passando e consegui ficar. Feliz com a forma como eu encarei acho que todo esse momento da partida. E me sinto preparado. De novo, vou ter que jogar um belíssimo tênis, vou ter que apresentar um belíssimo tênis. Mas eu acho que, no final das contas, é desfrutar desse momento. Não é qualquer um que consegue entrar na Philippe Chatrier contra o Djokovic, que tem essa oportunidade. Então é desfrutar e tentar fazer nosso melhor", avaliou.

Segundo Fonseca, a torcida também foi importante para ele alcançar a vitória nesta quarta. "Eu acho que a torcida brasileira fez um belíssimo papel hoje, me ajudou a me manter firme, manter acreditando, mesmo 2 sets abaixo, eles estavam lá acreditando. Talvez, quando eu perdi o segundo set, nem eu acreditava, só fui mantendo. Eles foram me ajudando, foram indo comigo nos momentos difíceis, nos momentos bons e foi um excelente trabalho da minha equipe."

Na próxima fase do Grand Slam de Paris, Fonseca enfrenta a lenda Novak Djokovic, um dos maiores tenistas da história, três vezes campeão de Roland Garros. Esta será 12ª vez que o jovem encara o sérvio, sendo que em todas as oportunidades anteriores ele foi derrotado. Para o brasileiro, este será mais um momento especial em sua carreira.

"Óbvio que sempre quis jogar contra o Djokovic, sempre foi uma coisa que eu pensei, que, antes dele se retirar, antes dele se aposentar, eu queria jogar uma partida com ele, ter essa oportunidade", finalizou.

A partida entre Fonseca e Djokovic pela terceira rodada de Roland Garros será na sexta-feira, 29, na quadra Philippe Chatrier. O horário do jogo ainda não foi definido.

 

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