Esportes

COPA LIBERTADORES 2019

Athletico perde para o Boca Juniors na Baixada e sai atrás nas oitavas

Confira os melhores momentos da partida

RAFAEL RIBEIRO

25/07/2019 - 08h12
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Em uma partida muito disputada, dura, equilibrada, o Boca Juniors conseguiu uma importante vitória para cima do Athletico Paranaense, por 1 a 0, em plena Arena da Baixada, saindo na frente na disputa pelas oitavas de final da Libertadores da América. O confronto segue em aberto, mas os argentinos levam para casa uma vantagem importante.

O placar foi aberto apenas no segundo tempo, aos 37 minutos, com o estreante Alexis MacAllister, que arriscou o chute da entrada da área e, contando com ajuda de um desvio na defesa, acertou o ângulo do time brasileiro. Marco Rúben, nos acréscimos, ainda desperdiçou uma penalidade para o Furacão.

As duas equipes voltam a se encontrar na próxima quinta-feira, dia 31 de julho, na Bombonera, em Buenos Aires. Com o resultado, um empate na volta garante para o Boca a classificação para as quartas de final.

O jogo – Com uma atmosfera festiva nas arquibancadas, com direito a volta de instrumentos e da famosa caveira, a torcida procuro empurrar desde antes de a bola rolar. A partida começou pegada e com menos de dois minutos, Bruno Guimarães já recebeu cartão amarelo. Aos três minutos, aproveitando rebote da barreira, MacAllister deu um balão e quase surpreendeu Santos, que cedeu escanteio.

Depois de segurar a pressão inicial dos argentinos, o Furacão passou a tocar mais a bola, a seu estilo, esperando por espaços para encaixar o ataque. Contra-ataque para Ábila, que passou no meio da defesa athleticana, aos nove minutos, tirou o goleiro Santos, mas ficou sem ângulo e não conseguiu completar para a rede. O troco veio com Rony, aos 12 minutos, finalizando de fora da área, à esquerda da meta, com perigo.

O jogo era aberto e muito equilibrado na Baixada. Aos 17 minutos, cobrança de falta na lateral da área rubro-negra, rasteira, e Santos apareceu para parar o desvio. De longe, aos 20 minutos, Nández arriscou o tiro rasteiro e Santos defendeu. No contra-ataque, Bruno Guimarães carregou a bola e soltou o pé, por cima da meta, raspando o travessão.

Vacilo de Bruno Guimarães, aos 30 minutos, entregando nos pés de Ábila, que invadiu a área e chutou para mais uma grande defesa de Santos. O Boca desta vez foi para a partida com uma postura mais agressiva em relação ao confronto da primeira fase na Arena. Aos 40 minutos, Nikão abriu espaço e bateu de longe. A bola raspou o poste direito de Andrada.

Para a segunda etapa, as equipes retonaram sem modificações. Logo no primeiro ataque, Marcelo Cirino disparou em velocidade e buscou o cruzamento que terminou nas mãos de Andrada. O Furacão retornou do intervalo tentando impor seu ritmo, pressionando. O Boca, por sua vez, tentava elevar a temperatura do jogo. Aos 14 minutos, Rony tentou resolver sozinho e isolou a bola.

Marco Rúben finalmente teve uma chance para finalizar, aos 18 minutos, aproveitando cruzamento para testar pela linha de fundo. Nikão, sem conseguir entrar na defesa, arriscou de muito longe, aos 20 minutos, e deu trabalho para Andrada. Bruno Guimarães, colocado, chutou bonito para grande defesa de Andrada. O Rubro-Negro neutralizou o ataque argentino, mas não conseguia acertar o último passe.

O Boca mudou sua formação, com as entradas de Hurtado e Tévez. O Athletico já não conseguia impor tanta intensidade na partida. Até que, aos 37 minutos, em contra-ataque, a bola sobrou para Alexis MacAllister, de fora da área, contando com desvio, acertar o ângulo e abrir o placar para o Boca Juniors. Nández teve a chance para ampliar, aos 40 minutos, e furou de frente para o gol. Aos 46 minutos, o árbitro consultou o VAR para confirmar penalidade em Rony. Na cobrança, Marco Rúben, aos 49 minutos, jogou na trave as esperanças do Furacão.

ATHLETICO PARANAENSE 0 X 1 BOCA JUNIORS

Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)
Data: 24 de julho de 2019, quarta-feira
Horário: 20h30 (de MS)
Árbitro: Daniel Fedorczuk (Uruguai)
Assistentes: Nicolas Taran (Uruguai) e Miguel A. Nievas (Uruguai)
Árbitro de vídeo: Andrés Rojas (Colômbia)
Assistentes de árbitro de vídeo: Cristian Garay (Chile) e Jhon A. Leon (Colômbia)
Cartões amarelos: Bruno Guimarães, Tiago Nunes, Lucho e Tomás Andrade (Athletico); Goltz, Capaldo, Abila, Marcone e Andrada (Boca)

Gol
BOCA: Alexis Mac Allister, aos 37 minutos do segundo tempo

ATHLETICO: Santos; Jonathan, Léo Pereira, Pedro Henrique e Márcio Azevedo; Lucho González (Tomás Andrade), Bruno Guimarães e Nikão (Bruno Nazário); Marcelo Cirino (Vitinho), Rony e Marco Ruben.
Técnico : Tiago Nunes

BOCA: Andrada; Weigandt, Goltz, Alonso e Mas; Capaldo, Marcone, Nández; Alexis Mac Allister, Zárate (Tévez) e Ábila (Hurtado).
Técnico: Gustavo Alfaro

CONFIRA OS MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA:

Esporte

Felipão visita seleção na Granja Comary a convite de Ancelotti e conversa com elenco

Após o discurso, ele acompanhou o treino dos jogadores

28/05/2026 23h00

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28)

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28) MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

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Luiz Felipe Scolari visitou a Granja Comary nesta quinta-feira, 28, e conversou com os jogadores da seleção brasileira que iniciaram a preparação para a Copa do Mundo de 2026.

O convite foi feito diretamente pelo técnico Carlo Ancelotti. Felipão foi o último treinador campeão do mundo pelo Brasil, em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul.

Foi uma retribuição a Felipão ter comparecido, em maio de 2025, ao evento de apresentação de Carletto.

Na ocasião, o italiano foi presenteado com uma camisa retrô da seleção, dada pelo ex-treinador, e ouviu que se precisasse de ajuda na adaptação ao Brasil e futebol brasileiro, poderia ligar para ele a qualquer momento.

"Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: 'eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro'", disse Felipão aos jogadores, segundo a CBF.

Após o discurso, ele acompanhou no gramado do centro de treinamento da CBF o segundo trabalho do grupo após a apresentação para o Mundial.

Neymar, que está tratando a lesão na panturrilha direita, não esteve no campo, mas acompanhou o discurso. Felipão foi o técnico da seleção em 2014, na primeira Copa do camisa 10.

"Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Vocês têm um cara que irá comandar vocês e que conhece de futebol. Portanto, aceitem, dialoguem, conversem", foi outra parte do discurso de Felipão, divulgado pela CBF.

Felipão é coordenador técnico do Grêmio. Ele conversou bastante tempo com Weverton, goleiro gremista e com quem trabalhou em 2018, no Palmeiras.

Líderes do elenco como Casemiro e Raphinha também tiveram um contato mais direto com o treinador, além de Juan, ex-zagueiro nas Copas de 2006 e 2010 e que hoje tem cargo na diretoria de seleções da CBF.

Força

Fonseca cita 'mentalidade' em virada e prevê duelo com Djokovic: 'Sempre quis jogar contra ele'

Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2

27/05/2026 23h00

Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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Após vencer o croata Dino Prizmic com uma virada heroica na segunda rodada de Roland Garros, nesta quarta-feira, João Fonseca destacou que sua mentalidade foi um dos pontos principais para conseguir reverter o resultado desfavorável no saibro de Paris. Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2.

"Tenho aprendido cada vez mais que um dos principais fatores para chegar no topo, o que mais diferencia ali os jogadores top-50, top-20, top-10, top-5, top-1, é como eles conseguem lidar com pressão, com a expectativa, nos momentos mais importantes da partida. Se eles conseguem executar os melhores golpes deles dentro dos momentos importantes. Então, tudo vem em questão da mentalidade. Obviamente, é uma das coisas mais difíceis do tênis, porque o resto, enfim, você consegue controlar um pouco, treinar um pouco... Enfim, físico você treina, técnica você treina e a mentalidade precisa de experiência", disse o tenista.

"O fato de eu conseguir (lidar bem com a questão mental) vem um pouco com uma coisa mais pessoal, talvez, pela minha base, pela minha família que me ajudou a sempre me deixar mais tranquilo. Respiração é uma coisa que me ajuda a deixar mais calmo, a pensar com mais clareza. E lidar com pressão, lidar com expectativa vem desse ponto. (...) O tênis tem muito disso, ainda mais em cinco sets, acho que leva muito mais o lado físico, o lado mental. Então, acho que tem um pouco disso, a mentalidade é realmente muito importante", completou.

Para garantir a classificação na terceira rodada, Fonseca, atual número 30 do mundo, flertou com a derrota. Em duelo equilibrado, ele foi superado nas duas primeiras parciais por 3/6 e 4/6. No terceiro set, o brasileiro começou a reação e venceu por 6/3. No quarto, ele dominou totalmente em quadra e triunfou por 6/1. No set desempate, ele fechou por 6/2.

Ao avançar para a terceira fase, Fonseca igualou sua melhor performance em Roland Garros. Em 2025, ele foi eliminado na terceira rodada para o britânico Jack Draper por 3 sets a 0.

"Hoje eu perdi os dois primeiros sets e eu só fui focando em game a game, não fui pensando que tinha mais três sets, eu só fui mantendo, mantendo e as coisas foram acontecendo, o tempo foi passando e consegui ficar. Feliz com a forma como eu encarei acho que todo esse momento da partida. E me sinto preparado. De novo, vou ter que jogar um belíssimo tênis, vou ter que apresentar um belíssimo tênis. Mas eu acho que, no final das contas, é desfrutar desse momento. Não é qualquer um que consegue entrar na Philippe Chatrier contra o Djokovic, que tem essa oportunidade. Então é desfrutar e tentar fazer nosso melhor", avaliou.

Segundo Fonseca, a torcida também foi importante para ele alcançar a vitória nesta quarta. "Eu acho que a torcida brasileira fez um belíssimo papel hoje, me ajudou a me manter firme, manter acreditando, mesmo 2 sets abaixo, eles estavam lá acreditando. Talvez, quando eu perdi o segundo set, nem eu acreditava, só fui mantendo. Eles foram me ajudando, foram indo comigo nos momentos difíceis, nos momentos bons e foi um excelente trabalho da minha equipe."

Na próxima fase do Grand Slam de Paris, Fonseca enfrenta a lenda Novak Djokovic, um dos maiores tenistas da história, três vezes campeão de Roland Garros. Esta será 12ª vez que o jovem encara o sérvio, sendo que em todas as oportunidades anteriores ele foi derrotado. Para o brasileiro, este será mais um momento especial em sua carreira.

"Óbvio que sempre quis jogar contra o Djokovic, sempre foi uma coisa que eu pensei, que, antes dele se retirar, antes dele se aposentar, eu queria jogar uma partida com ele, ter essa oportunidade", finalizou.

A partida entre Fonseca e Djokovic pela terceira rodada de Roland Garros será na sexta-feira, 29, na quadra Philippe Chatrier. O horário do jogo ainda não foi definido.

 

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