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Bayern desencanta em mata-mata contra Real em jogaço e desafia campeão PSG na semi da Champions

Em temporada ruim, para o Real Madrid restam apenas remotas chances em La Liga de evitar fechar o segundo ano seguido sem títulos

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Em um espetáculo de futebol, o Bayern de Munique desencantou em mata-matas diante do Real Madrid após ficar no caminho diante dos oponentes nos três últimos encontros (tinha 8 a 5 contra).

Em duelo vistoso e elétrico, no qual ficou três vezes atrás do marcador no Allianz Arena, os bávaros buscaram gigante virada nos minutos finais, por 4 a 3, com gols de Luis Díaz aos 43 e Olise, aos 49 do segundo tempo, e avançaram à semifinal com novo triunfo, após vitória por 2 a 1 no Santiago Bernabéu.

Depois de ser eliminado nos mata-matas das edições de 2016/17, 2017/18 e 2023/24 para os merengues, o Bayern de Munique finalmente saiu ganhador diante dos rivais, o que não ocorria desde 2011/12, quando passou com 3 a 1 nas penalidades.

Em busca do heptacampeonato, terá nas semifinais o atual campeão e embalado Paris Saint-Germain, com confrontos nos dias 28 ou 29 de abril, na França, e 5 ou 6 de maio na Alemanha.

Pavlovic, Kane (50º gol na temporada), Luis Díaz e Olise anotaram os gols bávaros, frustrando uma noite perfeita de Arda Güler, autor de dois gols e que também contou com bola nas redes de Mbappé.

GOL RELÂMPAGO E PRIMEIRA ETAPA GIGANTE

Confronto mais comum na história da Champions League, Bayern de Munique e Real Madrid entraram em campo para o 30º encontro na competição. E com os alemães em desvantagem de 12 vitórias contra 13 dos merengues e outros quatro empates.

Além deste embate das quartas de final, eles já haviam se encarado nas semifinais de 2023/24, 2017/18, 2013/14, 2011/12, 2000/01, 1999/2000, 1986/87 e 1975/76, além de outras três quartas em 2016/17, 2001/02 e 1987/88, e nas oitavas de 2006/07 e 2003/04. O Real Madrid tinha oito avanços, diante de cinco dos bávaros. Ainda se encontraram na fase de grupos em 2000 com um triunfo para cada.

Antes de a bola rolar, foi prestado um minuto de silêncio na Allianz Arena para José Emílio Santamaría, ex-zagueiro e ídolo do Real Madrid. Alguns torcedores alemães não respeitaram o momento, para desagrado de Mbappé, que balançou a cabeça reprovando a atitude.

O árbitro apitou o início da definição e o Real Madrid precisou de somente 36 segundos para deixar o confronto igual com presente de Neuer para Arda Güler. O goleiro errou o passe e deu nos pés do jovem turco, que acertou no ângulo, de primeira.

O Real Madrid começou em cima, parecia à vontade e perto de ampliar, mas o Bayern precisou de um ataque para reagir, com Pavlovic deixando tudo igual aos seis, escorando de cabeça a cobrança de escanteio de Kimmich. Desta vez, foi Lunin quem falhou, pulando para dentro do gol.

Mbappé teve chance de recolocar os merengues na frente, mas acabou desarmado por Laimer na hora de finalizar. Lunin se redimiu da falha do gol ao espalmar a batida colocada de Kimmich. O nome da primeira etapa, contudo, era Arda Güler, que fez nova pintura, desta vez cobrando falta no ângulo e nova falha de Neuer - o turco ainda não havia anotado na Champions e desencantou logo nas quartas.

Mais uma vez o Real Madrid teve pouco tempo para celebrar. Em lance no qual o Bayern reclamou de duas penalidades, a jogada seguiu e a bola caiu nos pés de Harry Kane na área. O artilheiro inglês girou com qualidade e deixou tudo igual. Antes do intervalo, entretanto, Mbappé aproveitou a assistência de Vini Júnior para anotar o terceiro. Irritado, Vincent Kompany pediu cabeça no lugar para seus comandados.

SEGUNDA ETAPA ABERTA E GOLS DECISIVOS NO FIM

As equipes voltaram do descanso dispostas a buscar o gol da vaga direta, sem necessidade de prorrogação. O Bayern com o time todo postado no ataque, mas com o Real Madrid também encaixando suas escapadas com perigo. Mbappé, cara a cara, viu Neuer espalmar de braço direito seu voleio em defesa espetacular.

Lunin também mostrou suas qualidades ao esticar a mão para evitar que a batida de Olise terminasse nas redes. Com o passar do tempo, o Real Madrid optou apenas por se defender, perigosamente chamando os alemães para seu campo. Para piorar, Camavinga levou o segundo amarelo e o consequente vermelho - o volante entrou na segunda etapa para reforçar a marcação.

Com um jogador a mais, o Bayern foi todo ao ataque na busca do gol da igualdade e da vaga e Luis Díaz acertou um chutaço de fora da área, aos 43 minutos da etapa final, para garantir o alívio e a grande festa dos bávaros. Ainda deu tempo de Olise, aos 49, decretar a virada. Em temporada ruim, para o Real Madrid restam apenas remotas chances em La Liga de evitar fechar o segundo ano seguido sem títulos.

Arteta x Luis Enrique

Arsenal e PSG duelam em final da Champions com Guardiola onipresente

Final é neste sábado, em Budapeste, a partir das às 12h (MS). Duelo será transmitido em TV aberta pelo SBT

30/05/2026 07h10

Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, sempre admitiram a influência que tiveram de Guardiola em suas carreiras de treinador

Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, sempre admitiram a influência que tiveram de Guardiola em suas carreiras de treinador

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Um foi eleito melhor técnico do mundo pela Fifa. Outro vive a ascensão após sete anos desde que começou a ser o treinador principal de uma equipe. Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, atravessam diferentes momentos de suas carreiras, mas compartilham algumas semelhanças.

Ambos são hoje dois dos principais técnicos na Europa. Os comandantes de Arsenal e PSG, desenvolveram trabalhos com estilos próprios. É impossível desvinculá-los, porém, de uma fonte que os forjou no ofício: Pep Guardiola, antecessor de Luis Enrique no Barcelona e de quem Arteta foi auxiliar no Manchester City.

Por isso que, mesmo sem sequer estar empregado, Guardiola estará presente de alguma forma na Puskas Arena, em Budapeste, onde Arsenal e PSG definem o título da Champions League às 13h (de Brasília) deste sábado.

Os dois técnicos, além de Guardiola, compartilham a vivência no Barcelona dos anos 1990, influenciado pela filosofia de Johan Cruyff. Arteta não chegou a jogar pelo profissional do clube. Curiosamente, ele virou profissional no PSG. Já Luis Enrique, ainda em campo, foi vitorioso com a equipe catalã.

PRATELEIRAS DOS GIGANTES

Quando chegou ao PSG, Luis Enrique já tinha um título de Champions League, em 2015, com o Barcelona. Ele encontrou um elenco com Neymar, Messi e Mbappé, enquanto o clube francês ainda apostava em grandes estrelas na obsessão pelo título europeu.

Durou pouco, já que o brasileiro e o argentino logo deixaram a equipe. Mbappé concentrou holofotes e não conseguiu a conquista da Champions. Ela veio justamente quando o francês já havia deixado o clube e por mérito do coletivo criado por Luis Enrique

Mesmo que uma peça-chave do time seja Ousmane Dembelé, vencedor da Bola de Ouro, o PSG se consolidou como melhor equipe do mundo a partir do seu jogo em grupo. Luis Enrique implementou ideias ofensivas, com rápidas transições e contando com liberdade para os jogadores, principalmente com o camisa 10, que quase não tem posição fixa. Foi assim que vieram títulos da Champions League e Intercontinental, além da manutenção do domínio na França e o vice no Mundial de Clubes.

Agora, caso vença mais um título neste sábado, Luis Enrique alcança o patamar de Carlo Ancelotti, Bob Paisley, Zidane e Guardiola, todos com três ou mais conquistas de Champions League O italiano, atualmente na seleção brasileira, é o recordista, com cinco orelhudas.

"Lembro-me dele com muito carinho por como ele era com os jovens e como foi como jogador. Como técnico, ele é alguém que teve a liderança de seguir um caminho e, mesmo com todo o barulho contra, continuar nesse caminho e acabar vencendo da maneira que venceu. Ele é um exemplo para todos", falou Arteta, ao Marca, sobre Luis Enrique.

MELHOR ANO DA CARREIRA

Quando o Arsenal disputou a final da Champions League pela primeira vez, perdendo para o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Mikel Arteta estava na metade da sua carreira como jogador.

Já quando o Arsenal o contratou como treinador, em 2009, ele nunca tinha exercido a função de técnico principal. O espanhol então deixou de ser auxiliar de Guardiola para ser um dos principais rivais na Inglaterra.

Hoje ele comanda uma equipe que tem sido fatal em contra-ataques e lances de bola parada, postura mais reativa do que o adversário deste sábado. Foi como conseguiu fazer o Arsenal voltar a vencer a Premier League após 22 anos no seu melhor como treinador. Um título inédito da Champions League pode representar também o melhor temporada da história do Arsenal.

"Não estou surpreso em vê-lo vencer a Premier League. O Arsenal mereceu. Eles foram os mais consistentes. É a melhor equipe da Inglaterra. Se não me engano, esta é a sexta ou sétima temporada dele no Arsenal, e dá para ver claramente o tipo de equipe que construiu", diz Luis Enrique, em avaliação sobre o adversário.

O CAMINHO DOS FINALISTAS

O Arsenal liderou a fase de liga da Champions com oito vitórias em oito jogos. Foram apenas quatro gols sofridos (dois do Kairat, um da Inter de Milão e um do Bayern de Munique).

A goleada por 4 a 0 sobre o Atlético de Madrid na fase de liga foi um cenário que não se repetiu no mata-mata. O Arsenal passou por Bayer Leverkusen (1 a 1 e 2 a 0), Sporting (1 a 0 e 0 a 0) e, novamente, o time de Diego Simeone (1 a 1 e 1 a 0).

Já o PSG precisou jogar a repescagem, após ficar apenas em 11º na fase de liga. A temporada começou com desgaste após a disputa do Mundial de Clubes. O time ainda caiu na Copa da França na segunda rodada para o Paris FC.

Veio, contudo, a recuperação na Champions, a partir da classificação às oitavas, eliminando o Monaco (3 a 2 e 2 a 2). Os próximos resultados mostraram um PSG no topo da Europa. Passou por Chelsea (5 a 2 e 3 a 0), Liverpool (2 a 0, duas vezes) e Bayern de Munique (5 a 4 e 1 a 1).

FICHA TÉCNICA

PSG X ARSENAL

PSG - Safonov; Hakimi, Marquinhos, Willian Pacho, Nuno Mendes; Zaïre-Emery, Vitinha, João Neves; Doué, Dembélé, Kvaratskhelia. Técnico: Luis Enrique.

ARSENAL - Raya; Timber, Saliba, Gabriel, Calafiori; Rice, Lewis-Skelly, Ødegaard; Saka, Gyökeres, Trossard. Técnico: Mikel Arteta.

ÁRBITRO - Daniel Siebert (ALE).

HORÁRIO - 13h (de Brasília).

LOCAL - Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria (HUN).

TÊNIS

Vitória de Fonseca contra Djokovic fará tênis ter campeão de Grand Slam inédito

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Roland Garros registrará um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam

29/05/2026 23h00

João Fonseca derrotou Djokovic em Rolando Garros

João Fonseca derrotou Djokovic em Rolando Garros Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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Brasil, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Noruega, Canadá, Holanda, Chile, Rússia, República Checa ou novamente Espanha? Muitos países ainda estão na disputa do cobiçado troféu de Roland Garros e uma coisa é certa: um campeão inédito de Grand Slam será conhecido no segundo Major da temporada. Graças à vitória de João Fonseca diante do número quatro do mundo, o experiente Novak Djokovic.

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência do atual bicampeão Carlos Alcaraz, fora por lesão, e a eliminação na estreia do líder do ranking, Jannik Sinner, Roland Garros registrará daqui uma semana um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam ainda em atividade.

E João Fonseca tentará acabar com o jejum brasileiro que vem desde Gustavo Kuerten, vencedor na terra batida francesa em 1997, 2000 e 2001. Ele garante estar bem fisicamente, apenas de ter jogado em cinco sets somente duas vezes - seu rival será o norueguês Casper Ruud, que também se desgastou com triunfo por 4/6, 7/6 (7/4), 6/4, 6/7 (4/7) e 7/5 sobre o norte-americano Tommy Paul após 4h47 de jogo.

"Para os próximos jogos, é descansar. Não tenho tanta experiência ainda (em cinco sets), não sei como e onde posso chegar, mas estamos tirando lições, é apostar no coração e entrar com tudo dentro de quadra", disse, em coletiva.

Dos tenistas em atividade, apenas Djokovic, o atual bicampeão Alcaraz e o veterano Stanislas Wawrinka tinham vencido em Roland Garros. Até para Sinner o troféu em Roland Garros seria inédito - é o Grand Slam que falta em sua galeria.

Entre os principais nomes do ranking, Alexander Zverev (3 do mundo), Félix Auger-Aliassime, Flávio Cobolli e Andrey Rublev são tenistas que sonham em desencantar em Roland Garros. Para isso, precisam desbancar o talento de jovens promissores que vêm embalados, casos de João Fonseca, Rafael Jódar, Jakub Mensik e Lerner Tien, todos de no máximo 20 anos e bem na disputa.

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