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Vitória de Fonseca contra Djokovic fará tênis ter campeão de Grand Slam inédito

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Roland Garros registrará um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam

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Brasil, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Noruega, Canadá, Holanda, Chile, Rússia, República Checa ou novamente Espanha? Muitos países ainda estão na disputa do cobiçado troféu de Roland Garros e uma coisa é certa: um campeão inédito de Grand Slam será conhecido no segundo Major da temporada. Graças à vitória de João Fonseca diante do número quatro do mundo, o experiente Novak Djokovic.

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência do atual bicampeão Carlos Alcaraz, fora por lesão, e a eliminação na estreia do líder do ranking, Jannik Sinner, Roland Garros registrará daqui uma semana um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam ainda em atividade.

E João Fonseca tentará acabar com o jejum brasileiro que vem desde Gustavo Kuerten, vencedor na terra batida francesa em 1997, 2000 e 2001. Ele garante estar bem fisicamente, apenas de ter jogado em cinco sets somente duas vezes - seu rival será o norueguês Casper Ruud, que também se desgastou com triunfo por 4/6, 7/6 (7/4), 6/4, 6/7 (4/7) e 7/5 sobre o norte-americano Tommy Paul após 4h47 de jogo.

"Para os próximos jogos, é descansar. Não tenho tanta experiência ainda (em cinco sets), não sei como e onde posso chegar, mas estamos tirando lições, é apostar no coração e entrar com tudo dentro de quadra", disse, em coletiva.

Dos tenistas em atividade, apenas Djokovic, o atual bicampeão Alcaraz e o veterano Stanislas Wawrinka tinham vencido em Roland Garros. Até para Sinner o troféu em Roland Garros seria inédito - é o Grand Slam que falta em sua galeria.

Entre os principais nomes do ranking, Alexander Zverev (3 do mundo), Félix Auger-Aliassime, Flávio Cobolli e Andrey Rublev são tenistas que sonham em desencantar em Roland Garros. Para isso, precisam desbancar o talento de jovens promissores que vêm embalados, casos de João Fonseca, Rafael Jódar, Jakub Mensik e Lerner Tien, todos de no máximo 20 anos e bem na disputa.

Força

Fonseca cita 'mentalidade' em virada e prevê duelo com Djokovic: 'Sempre quis jogar contra ele'

Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2

27/05/2026 23h00

Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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Após vencer o croata Dino Prizmic com uma virada heroica na segunda rodada de Roland Garros, nesta quarta-feira, João Fonseca destacou que sua mentalidade foi um dos pontos principais para conseguir reverter o resultado desfavorável no saibro de Paris. Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2.

"Tenho aprendido cada vez mais que um dos principais fatores para chegar no topo, o que mais diferencia ali os jogadores top-50, top-20, top-10, top-5, top-1, é como eles conseguem lidar com pressão, com a expectativa, nos momentos mais importantes da partida. Se eles conseguem executar os melhores golpes deles dentro dos momentos importantes. Então, tudo vem em questão da mentalidade. Obviamente, é uma das coisas mais difíceis do tênis, porque o resto, enfim, você consegue controlar um pouco, treinar um pouco... Enfim, físico você treina, técnica você treina e a mentalidade precisa de experiência", disse o tenista.

"O fato de eu conseguir (lidar bem com a questão mental) vem um pouco com uma coisa mais pessoal, talvez, pela minha base, pela minha família que me ajudou a sempre me deixar mais tranquilo. Respiração é uma coisa que me ajuda a deixar mais calmo, a pensar com mais clareza. E lidar com pressão, lidar com expectativa vem desse ponto. (...) O tênis tem muito disso, ainda mais em cinco sets, acho que leva muito mais o lado físico, o lado mental. Então, acho que tem um pouco disso, a mentalidade é realmente muito importante", completou.

Para garantir a classificação na terceira rodada, Fonseca, atual número 30 do mundo, flertou com a derrota. Em duelo equilibrado, ele foi superado nas duas primeiras parciais por 3/6 e 4/6. No terceiro set, o brasileiro começou a reação e venceu por 6/3. No quarto, ele dominou totalmente em quadra e triunfou por 6/1. No set desempate, ele fechou por 6/2.

Ao avançar para a terceira fase, Fonseca igualou sua melhor performance em Roland Garros. Em 2025, ele foi eliminado na terceira rodada para o britânico Jack Draper por 3 sets a 0.

"Hoje eu perdi os dois primeiros sets e eu só fui focando em game a game, não fui pensando que tinha mais três sets, eu só fui mantendo, mantendo e as coisas foram acontecendo, o tempo foi passando e consegui ficar. Feliz com a forma como eu encarei acho que todo esse momento da partida. E me sinto preparado. De novo, vou ter que jogar um belíssimo tênis, vou ter que apresentar um belíssimo tênis. Mas eu acho que, no final das contas, é desfrutar desse momento. Não é qualquer um que consegue entrar na Philippe Chatrier contra o Djokovic, que tem essa oportunidade. Então é desfrutar e tentar fazer nosso melhor", avaliou.

Segundo Fonseca, a torcida também foi importante para ele alcançar a vitória nesta quarta. "Eu acho que a torcida brasileira fez um belíssimo papel hoje, me ajudou a me manter firme, manter acreditando, mesmo 2 sets abaixo, eles estavam lá acreditando. Talvez, quando eu perdi o segundo set, nem eu acreditava, só fui mantendo. Eles foram me ajudando, foram indo comigo nos momentos difíceis, nos momentos bons e foi um excelente trabalho da minha equipe."

Na próxima fase do Grand Slam de Paris, Fonseca enfrenta a lenda Novak Djokovic, um dos maiores tenistas da história, três vezes campeão de Roland Garros. Esta será 12ª vez que o jovem encara o sérvio, sendo que em todas as oportunidades anteriores ele foi derrotado. Para o brasileiro, este será mais um momento especial em sua carreira.

"Óbvio que sempre quis jogar contra o Djokovic, sempre foi uma coisa que eu pensei, que, antes dele se retirar, antes dele se aposentar, eu queria jogar uma partida com ele, ter essa oportunidade", finalizou.

A partida entre Fonseca e Djokovic pela terceira rodada de Roland Garros será na sexta-feira, 29, na quadra Philippe Chatrier. O horário do jogo ainda não foi definido.

 

copa do mundo 2026

Brasil chega à Copa atrás dos favoritos, mas ainda com força para brigar pelo hexa

27/05/2026 08h03

Reprodução

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A convocação de Carlo Ancelotti recolocou a Seleção Brasileira no centro das discussões sobre a Copa do Mundo de 2026. Com Neymar de volta, Vinicius Jr. em papel de protagonismo e jovens como Endrick e Rayan no grupo, o Brasil chega ao Mundial com talento, mas sem o favoritismo absoluto de outros ciclos. Se compararmos elencos e resultados recentes, nossa seleção está atrás de rivais com ciclos mais consolidados.

As projeções recentes colocam França, Espanha, Portugal, Inglaterra e Argentina no mesmo pelotão ou acima do Brasil. A diferença não está apenas nos nomes convocados. Títulos, finais, experiência em mata-mata e capacidade de manter desempenho sob pressão ajudam a explicar essa hierarquia.

As apostas já começaram e devem movimentar o torneio. E se você quer também participar dessa emoção e aprender como apostar na Copa do Mundo com Superbet, antes de palpitar nos jogos, fique por dentro dos favoritos.

Para facilitar o seu trabalho preparamos um resumo sobre as seleções mais forte que vão disputar a taça, seus elencos, resultados recentes, caminhos e, também, possíveis cruzamentos.

Espanha e França chegam com peso de decisão recente

A Espanha aparece no topo de muitas projeções porque transformou renovação em resultado. Campeã da Eurocopa de 2024 ao vencer a Inglaterra por 2 a 1 na final, mostrou que não vive apenas de promessa. Lamine Yamal e Nico Williams deram velocidade pelos lados, Rodri comandou o meio-campo, e nomes como Pedri, Fabián Ruiz e Dani Olmo reforçam um time jovem, técnico e testado em jogo grande.

O ponto mais forte da Espanha é a sensação de projeto em andamento. Não é uma seleção envelhecida tentando segurar um ciclo, nem um grupo jovem demais para ser confiável. É um elenco que já venceu um torneio relevante e chega à Copa com base clara.

A França tem outro tipo de força. Foi campeã mundial em 2018, vice em 2022 e segue com Kylian Mbappé como um dos jogadores mais decisivos do planeta. Ao redor dele, aparecem Dembélé, Tchouaméni, Camavinga, Theo Hernández e Saliba, formando um elenco físico, profundo e acostumado às grandes competições.

Mesmo quando não encanta, a França compete. Essa talvez seja sua maior vantagem neste momento. O time de Didier Deschamps já provou que sabe atravessar mata-mata, resistir a jogos difíceis e chegar longe mesmo com oscilações.

Portugal, Inglaterra e Argentina têm argumentos diferentes

Portugal ganhou força depois do título da Nations League de 2025, conquistado sobre a Espanha nos pênaltis após empate por 2 a 2. Cristiano Ronaldo ainda é personagem central, mas o elenco já não depende apenas dele. Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Vitinha, Rafael Leão e Nuno Mendes dão profundidade técnica a uma seleção com várias soluções ofensivas.

A Inglaterra segue perseguindo um título que escapa há décadas. A derrota para a Espanha na final da Euro 2024 reforçou a sensação de que talento não falta, mas ainda falta transformar campanha forte em conquista. Harry Kane, Jude Bellingham, Bukayo Saka, Phil Foden, Cole Palmer e Declan Rice formam uma base de alto nível.

A Argentina entra com o argumento mais direto: sabe ganhar. Foi campeã mundial em 2022 e campeã da Copa América em 2024, vencendo a Colômbia na final com gol de Lautaro Martínez na prorrogação. Messi já não vive o auge físico, mas ainda influencia o jogo, enquanto De Paul, Enzo Fernández, Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro sustentam uma base competitiva.

Brasil precisa transformar talento em campanha confiável

O Brasil não fica atrás por falta de jogadores. Vinicius Jr. é um dos atacantes mais perigosos do mundo, Raphinha vive fase madura, Rodrygo oferece versatilidade, Endrick e Rayan trazem juventude, e Neymar pode acrescentar criatividade se estiver fisicamente bem.

A questão é coletiva. Espanha, França e Argentina chegam com respostas recentes em torneios grandes. Portugal vem de título europeu de seleções. A Inglaterra, mesmo sem taça, tem uma geração que bateu na trave em finais. O Brasil ainda precisa mostrar que Ancelotti conseguiu transformar peças fortes em um time confiável.

O grupo contra Marrocos, Haiti e Escócia pode ajudar nesse processo. Mas, para brigar pelo hexa, a Seleção terá que crescer rápido. Em 2026, camisa e talento seguem pesando, mas os principais rivais chegam com resultados recentes que o Brasil ainda busca recuperar.
 

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