Esportes

COROAÇÃO

Brasil conquista prata e bronze na final do Mundial de Skate Park, de olho em Paris 2024

Augusto Akio (Japinha) e Pedro Barros conquistaram, respectivamente, a segunda e terceira colocação na competição que vale pontuação olímpica

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Após a Fadinha, Rayssa Leal, ser coroada como campeã e conquistar ouro no Mundial de Skate Street - no último domingo (5) -, dessa vez quem levou medalha, também de olho nas Olimpíadas de Paris (2024), foram os brasileiros Augusto Akio (Japinha) e Pedro Barros conquistaram prata e bronze na final do Skate Park, em Sharjah, nos Emirados Árabes. 

Em dia de competição que deu o título feminino, do Mundial de Skate Park, para a atleta de 14 anos, Sky Brown, quem entrou na pista já mira uma vaga nos Jogos de Paris- 2024, já que essa é uma das poucas disputas que vale pontos para o ranking olímpico. 

Sky levou o título com a nota de 90,83, sendo que duas atletas do Japão completaram o pódio. Kokona Hiraki terminou em segundo com 86, 66 e o terceiro lugar ficou com a campeã olímpica Sakura Yosozumi, que tirou 85,15.

Vez deles

Depois de iniciar as duas primeiras etapas da final na liderança, Augusto Akio e Pedro Barros acabaram ficando com o vice-campeonato e o terceiro lugar no pódio, obtendo uma dobradinha histórica.

Na última volta, porém, o primeiro lugar acabou ficando com o americano Jager Eaton, que com uma volta sensacional fez 93 pontos e garantiu o campeonato.

Apesar de ter ficado sem o primeiro lugar, o Brasil colocou dois skatistas no pódio. Akio, com 92 pontos terminou a final na segunda colocação. Pedro Barros, que atingiu a nota 90 logo na primeira vez que foi à pista também foi ao pódio.

A final masculina do Mundial de Skate Park começou com os brasileiros ganhando destaque desde a primeira aparição. Pedro Barros ofuscou a boa exibição do americano Tom Schaar, que obteve 87,79, e ganhou 90 pontos dos jurados.

No final da bateria, Augusto Akio, o Japinha, também não fez por menos. Conseguiu 88,06 e já garantiu a segunda melhor pontuação.

A boa exibição dos brasileiros inspirou os concorrentes e o nível se elevou. Jager Eaton obteve 89 pontos e Kieran Wooley foi ainda mais eficiente ao garantir 89,50 e colar em Pedro Barros.

Mas faltava ainda a nova performance de Japinha, e ele mais uma vez se superou. Com um desempenho solto e criativo, cravou 92 pontos e passou a assumir o primeiro lugar na disputa

Mas o que parecia ser uma festa brasileira passou a ser ameaçada com a performance do americano Jagger Eaton. Ele alcançou 93 pontos e assumiu a liderança. Barros acabou escorregando, perdeu a chance de voltar a ser primeiro e ficou com a terceira melhor nota.

Com chance de brigar pelo ouro, Japinha entrou para última volta inspirado, mas também acabou errando na manobra. Apesar da falha, ele garantiu a prata e, ao lado de Barros, completou o pódio nos Emirados Árabes

 

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nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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