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Capital tenta se consolidar como destino do vôlei nacional

Campo Grande volta a sediar etapas do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia

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Em busca de consolidação no calendário nacional de competições, Campo Grande receberá novamente etapas do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

Em reunião, ontem, na Federação de Desporte e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), o presidente da Federação de Voleibol de Mato Grosso do Sul (FVMS), José Amâncio da Mota, confirmou a vinda de etapas do Circuito Brasileiro Sub-19 (1ª etapa), que acontecerá do dia 6 ao dia 9 de maio, 4ª etapa do Aberto (de 10 a 13 de maio) e 4ª etapa do Top 12 (de 10 a 14 de maio).

Os jogos serão disputados em arena montada no Parque das Nações Indígenas, igualmente quando a Capital recebeu a 7ª etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, em julho de 2022.

Em entrevista ao Correio do Estado, o presidente da FVMS informou que o objetivo de trazer esses eventos para o Estado é motivar os atletas locais que praticam a modalidade.

“Queremos motivar nossos atletas a participar e assistir às competições nacionais aqui no Estado; com o circuito vindo para cá, podemos avaliar o nosso nível técnico contra os principais atletas do vôlei nacional”, disse.

José Amâncio também enfatizou que é dever da federação procurar sediar os eventos nacionais, tendo em vista as conquistas dos atletas nascidos em Mato Grosso do Sul.

“Temos oferecido atletas de alto nível revelados em nossa terra, como Talita Antunes, Saymon Barbosa, Benjamin, Victoria Lopes, Arthur Mariano e uma geração nova da base, a exemplo da dupla Cadu e Anthony. É interessante também que se possa disputar as etapas nacionais aqui em Mato Grosso do Sul”, pontua.

As três etapas do Circuito Brasileiro a serem disputadas em Campo Grande contarão com o apoio do governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte e da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc).

FORMATO DE DISPUTA 

Na classe adulta, o Aberto reunirá duplas entre o 8º e o 13º lugar no ranking nacional, além de dois convidados e até oito parcerias classificadas pelo qualifying (torneio qualificatório). 

Já o Top 12, segundo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), será disputado pelas duplas mais bem ranqueadas, além dos campeões das etapas anteriores do torneio Aberto.

Esta é uma forma de estimular a renovação da modalidade, já que todas as duplas podem brigar por uma vaga no Circuito Mundial.

De acordo com o calendário da CBV, neste ano, haverá mais duas competições que englobam o circuito, os Classificatórios Regionais e o torneio de desenvolvimento Challengers.

VÔLEI DE QUADRA

De acordo com o presidente da FVMS, há a intenção de a federação trazer mais um evento nacional para o Estado, desta vez na modalidade de quadra.

“Já enviamos um ofício à confederação nacional, pedindo para ser sede da final da Supercopa masculina de vôlei de quadra, com a partida acontecendo no novo ginásio de Maracaju”, declarou.

Segundo o representante da federação do Estado, a CBV ainda não deu uma resposta ao pedido de sediar o evento, que tem previsão para acontecer no dia 25 de setembro, na partida entre Sada Cruzeiro e Itambé Minas.

Saiba: Na etapa do Top 8, disputada em julho de 2022, em Campo Grande, o três-lagoense Arthur Mariano foi medalhista de bronze com a sua dupla Adrielson (PR). O ouro do Top 8 masculino foi para a dupla George (PB) e André (ES). 

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Esportes

Seleção brasileira terá 1ª convocação pós-Copa em 9 de setembro

Brasil fará amistosos contra Austrália e Índia na próxima Data Fifa

02/09/2026 23h00

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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A primeira convocação da seleção brasileira pós-Copa do Mundo está programada para a próxima quarta-feira (9), a partir das 15h (horário de Brasília). A data foi confirmada hoje pela CBF. O técnico italiano Carlo Ancelotti anunciará os 26 jogadores que enfrentarão Austrália e Índia em três amistosos fora do país na próxima Data Fifa (entre 21 de setembro e 6 de outubro). Os jogos serão os primeiros do ciclo de preparação para o Mundial de 2030, com sedes em Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai.

Ancelotti divulgará a lista de convocados na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo na CBF TV, no YouTube. É grande a expectativa em torno da primeira lista do técnico italiano após a eliminação precoce do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final do Mundial deste ano. Além de acompanhar os jogos no país, o treinador passou a última semana na Europa, acompanhando jogos com atletas brasileiros que defendem clubes franceses e ingleses.  

O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes na casa dos adversários. O primeiro confronto será em 25 de setembro (uma sexta-feira), às 7h (horário de Brasília), no estádio Queensland Country Bank, em Townsville. Quatro dias depois, as duas seleções voltam a duelar, no mesmo horário, no estádio Suncorp, em Brisbane. Já a partida contra a Índia está programada para 3 de outubro (um sábado), às 11h, no estádio Salt Lake, em Calcutá.

projeto de lei

Árbitros poderão ter proteção especial contra ameaças e agressões em MS

Projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa prevê protocolo com medidas de prevenção, segurança e resposta a casos de violência durante competições esportivas

02/09/2026 18h01

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem Foto: Pixabay

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Árbitros e demais profissionais que atuam nas equipes de arbitragem durante competições esportivas poderão contar com proteção do Estado. Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul propõe a criação de um protocolo específico para aumentar a segurança dos profissionais.

A proposta, de autoria do deputado Professor Rinaldo (União Brasil) prevê a criação da Política Estadual de Segurança à Arbitragem Esportiva, que será colocada em prática por meio de um protocolo com medidas de prevenção e resposta a situações de violência, ameaça, intimidação e constrangimento. 

As diretrizes, em caso de aprovação e sanção do governador, serão válidas para eventos profissionais e amadores.

O projeto estabelece que as medidas deverão levar em consideração as características de cada modalidade esportiva, o tamanho do evento, a estimativa de público, o histórico de ocorrências e o nível de risco identificado.

Dentre as mudanças previstas está a realização de uma avaliação das condições de segurança antes do início das competições.

O texto afirma que o árbitro principal ou o responsável pela equipe de arbitragem deverá verificar, por meio de um formulário ou checklist, aspectos como as condições do local, o controle de acesso do público, a segurança dos vestiários, as rotas de saída, a iluminação e a existência de meios de comunicação com os responsáveis pela organização.

Os organizadores dos eventos serão responsáveis por adotar medidas peventivas, como garantir áreas de acesso restrito, disponibilizar espaço seguro para a preparação e permanência dos árbitros, assegurar estacionamento ou local adequado para embarque e desembarque e adotar medidas para prevenir ameaças, agressões, tumultos e invasões da área de competição.

Nos casos de partidas consideradas de maior risco, o protocolo prevê reforço das medidas e, quando necessário, o acionamento dos órgãos de segurança pública.

Também está prevista a possibilidade de interrupção da competição caso ocorra qualquer situação que represente risco concreto e iminente à integridade física ou psicológica da equipe de arbitragem.

Caso o problema persista e as condições mínimas de segurança não sejam restabelecidas, a partida poderá ser suspensa ou encerrada, conforme as regras da modalidade e das entidades esportivas responsáveis.

O projeto busca ainda proteger o árbitro de eventuais retaliações. A equipe de arbitragem não poderá sofrer prejuízo por interromper ou se recusar a iniciar uma atividade esportiva diante de uma situação de risco devidamente fundamentada e registrada.

A proposta estabelece que essa decisão, por si só, não poderá resultar em desconto de remuneração, perda de diária, multa ou exclusão de escala, sem prejuízo da apuração dos fatos pelas instâncias competentes.

Por fim, o protocolo cria previsão de um relatório específico para registrar ocorrências envolvendo ameaças, agressões, intimidações, invasões da área de competição, danos patrimoniais ou outras situações que comprometam a segurança dos árbitros.

O documento deverá reunir informações sobre o local, horário, envolvidos, providências adotadas e eventuais provas, como fotografias e vídeos obtidos licitamente.

Além das medidas de segurança, a proposta prevê ações educativas e de capacitação, com campanhas de respeito à arbitragem, orientação de atletas, dirigentes, comissões técnicas e torcedores e divulgação dos canais para comunicação e registro de ocorrências.

Na justificativa do projeto, o deputado afirma que a iniciativa parte do diagnóstico de que árbitros estão expostos a agressões físicas e verbais, ameaças e outras formas de violência, que podem comprometer a integridade dos profissionais e desestimular a permanência na atividade. 

O objetivo seria mudar a forma de enfrentamento da violência no esporte, priorizando a prevenção e o planejamento antes das competições, estabelecendo responsabilidades e criando mecanismos para preservar a integridade dos profissionais responsáveis pela arbitragem.

O protocolo não substituirá a atuação das forças de segurança pública, dos serviços de emergência, das entidades esportivas ou da Justiça Desportiva.

O projeto de lei ainda passará por discussão e votação na Assembleia Legislativa e, caso seja aprovado, vai à sanção do governador.

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