Gol de Vini Jr. garante partida equilibrada contra Marrocos após início de sufoco
Disputada No estádio MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelo Grupo C do Mundial, que tem sede nos Estados Unidos e também reúne Haiti e Escócia, o Brasil enfrentou o Marrocos neste sábado (13) mas o placar não saiu do empate, com o jogo terminando em 1 a 1.
Conforme análise do jornalista Ricardo Magatti, esse resultado pode até ser celebrado, tendo em vista que o desempenho dos comandados de Carlo Ancelotti no MetLife Stadium "foi muito ruim, sobretudo na etapa inicial".
Dominado em parte do jogo, o Brasil fez um péssimo primeiro tempo, cometeu erros defensivos, mostrou pouca inspiração no ataque e dependeu do arroubo genial de Vini Jr. para evitar a derrota, que por alguns minutos parecia ser inevitável.
Está claro que o Brasil terá de jogar mais futebol para ser capaz de desafiar os melhores e ir mais adiante no Mundial da América do Norte.
O experiente treinador italiano fez escolhas que se mostraram equivocadas. Escalados entre os titulares, o zagueiro-lateral Ibañez, o meio-campista Lucas Paquetá e o centroavante Igor Thiago não aproveitaram a oportunidade e foram três dos piores em campo.
Análise de jogo
Produziu quase nada ofensivamente o Brasil, extremamente dependente dos arroubos de criatividade de Vini Jr, autor de um bonito gol aos 31 do primeiro tempo, quando os milhares de brasileiros no estádio viam, apreensivos, a equipe errar demais, incluindo no lance que resultou no lindo gol marroquino anotado pelo atacante Saibari.
Foi de Paquetá o erro que gerou o contra-ataque do Marrocos. Aynaoui roubou a bola e tocou para Mazraoui, que viu Brahim Díaz livre. O talentoso meia-atacante achou Saibari, que tocou por cima de Alisson, estático, aos
Raphinha esteve apagado pela direita e não funcionou. Ancelotti insistiu com o astro do Barcelona e o manteve até o fim. Suas mexidas não incluíram Endrick, que sempre correspondeu quando foi acionado. Neymar, lesionado, não foi nem opção para o treinador. O camisa 10 assistiu à partida do banco, sem chuteiras e de boné.
Fez a diferenças aos marroquinos a superioridade técnica e física no meio de campo. Casemiro também esteve bem longe do ideal e foi substituído no intervalo, bem como Ibañez - ambos haviam sido advertidos com o amarelo.
No segundo tempo, Ancelotti tentou corrigir os muitos buracos no meio de campo. Fabinho, na vaga de Casemiro, fez jogo seguro. Danilo, Santos entrou no final e fez mais que Paquetá. Teve duas oportunidades para marcar, e não o fez, o meio-campista do Botafogo.
O Marrocos não apertou mais. O Brasil até passou bastante tempo no campo ofensivo, só que produziu pouco, insuficiente para a virada na estreia de uma competição que promete ser dura ao time pentacampeão, incomodado com o jejum de 24 anos sem títulos mundiais.
O próximo adversário do Brasil é, em tese, o mais frágil: o Haiti. O duelo com a seleção caribenha será na próxima sexta-feira, 19, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No dia 24, a equipe brasileira fecha a primeira fase contra a Escócia, em Miami.
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