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3x0

Com 2 gols de Guerrero, Inter bate Cruzeiro e pegará Athletico em final

Com 2 gols de Guerrero, Inter bate Cruzeiro e pegará Athletico em final

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O torcedor do Internacional teve uma quarta-feira especial, ao festejar a classificação do seu time para a final da Copa do Brasil, ao bater o Cruzeiro por 3 a 0, no Beira-Rio, e ver seu arquirrival Grêmio ser eliminado pelo Athletico-PR, em Curitiba

Nesta quinta-feira, na sede da CBF, será realizado o sorteio para se saber onde serão os dois jogos da decisão. A partida de ida será no próximo dia 11 e a de volta dia 18.

Campeão em 1992, o Inter vai em busca de seu segundo título na Copa do Brasil. O time também foi finalista em 2009. O Athletico-PR chega pela segunda vez à decisão. Na primeira, em 2013, perdeu para o Flamengo.

Já o Cruzeiro, agora eliminado, sofreu também nesta quarta a sua primeira derrota sob o comando do técnico Rogério Ceni, que recentemente assumiu o lugar do demitido Mano Menezes e acumulou duas vitórias e um empate em três jogos à frente da equipe no Campeonato Brasileiro.

Os primeiros 15 minutos foram eletrizantes e esquentaram os mais de 45 mil torcedores que enfrentaram um frio de 10ºC em Porto Alegre. As equipes se revezaram na criação de boas oportunidades Cada lado poderia ter feito pelo menos dois gols. Logo a um minuto, Pedro Rocha forçou Marcelo Lomba a fazer bela defesa. Aos 15, Victor Cuesta por muito pouco não acertou o ângulo esquerdo de Fábio, após lindo chute cruzado de fora da área.

Com o passar do tempo, o ritmo diminuiu. O Cruzeiro ficou mais com a bola (teve 59% de posso) e levou grande perigo para Marcelo Lomba, aos 33 minutos, quando Thiago Neves buscou o canto direito, mas errou por muito pouco.

O que o técnico Rogério Ceni não esperava era por um erro na saída de bola do zagueiro Dedé, aos 39 minutos. O ataque estrangeiro do Inter não perdoou. O uruguaio Nico López lançou o argentino D'Alessandro pela direita, que cruzou na cabeça do peruano Guerreiro. O centroavante não desperdiçou e encerrou um jejum de 489 minutos sem gols. Foi o 12º dele no ano.

O Cruzeiro voltou surpreendentemente apático para o segundo tempo. O jogo ficou do jeito que o Internacional gosta. O time gaúcho cansou de ter contra-ataques, o problema foi a falta de velocidade de Guerrero e D'Alessandro.

Com liberdade para trocar passes, o Inter foi encurralando o Cruzeiro. Aos 24, Nico López mostrou categoria para encontrar Guerrero livre na lateral da área. O atacante matou no peito e bateu sem deixar a bola quicar no gramado: 2 a 0.

Dai para frente, o Inter recuou para iniciar a marcação em seu campo e deixou a bola com o desmotivado Cruzeiro, que não teve inspiração e nem iniciativa para buscar qualquer tipo de reação

Mas ainda havia tempo para o gol mais bonito da noite. Com o Cruzeiro totalmente desmantelado, Victor Cuesta lançou Edenilson, que partiu do campo defensivo e, ao chegar diante de Fábio, esbanjou categoria, ao tocar por cobertura de fora da área: 3 a 0.

 

 

nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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