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BRASILEIRÃO

Com um a mais, Cruzeiro bate líder Santos na estreia de Ceni e quebra longo jejum

Equipe paulista jogou com um a menos desde o primeiro minuto

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Rogério Ceni começou o trabalho como treinador do Cruzeiro com o pé direito. Em sua estreia no comando celeste, o ex-goleiro viu o time mineiro corresponder à sua filosofia ofensiva e vencer o líder Santos por 2 a 0, neste domingo, no estádio do Mineirão. A equipe paulista jogou com um a menos desde o primeiro minuto, quando Gustavo Henrique foi expulso, após interferência do árbitro de vídeo (VAR), por carrinho em Pedro Rocha.

Ainda assim, a estrela de Ceni, bastante agitado na beira do campo, brilhou. Em sua primeira substituição como treinador do clube azul, ele promoveu a entrada de Fred ainda no primeiro tempo. E o camisa 9 correspondeu, abrindo caminho para a vitória pouco antes do intervalo. No início da etapa complementar, o centroavante ainda escorou para Thiago Neves, de primeira, cravar o 2 a 0.

O resultado põe fim à pior sequência do Cruzeiro no Brasileirão desde a implantação do sistema de pontos corridos na competição, em 2003. O time estava há 11 jogos sem vencer, algo que só havia acontecido em sua campanha de 2011, quando escapou do rebaixamento apenas na rodada final. O triunfo também tira a equipe da zona da degola no atual campeonato: com 14 pontos, o clube celeste tem dois a mais que o Fluminense e sobe para o 16º posto, uma posição acima da área de risco da tabela. Já o Santos perde a chance de despontar na liderança, estacionando nos 32 pontos, agora apenas dois à frente de Flamengo e Palmeiras.

No primeiro minuto de jogo, a polêmica já pairou sobre o Mineirão. Os donos da casa tomaram a bola com Henrique, no meio, e David lançou Pedro Rocha. O atacante ganhou de Gustavo Henrique na velocidade e caiu no gramado, pedindo falta após carrinho do zagueiro. Ele entraria cara a cara com o goleiro Éverson, mas foi tocado pelo santista no pé de apoio, para muita reclamação do agitado Ceni na área técnica.

Inicialmente, Anderson Daronco não marcou nada. Após a revisão do VAR, a falta foi marcada e o defensor foi expulso. Para remontar sua defesa, Jorge Sampaoli sacou Evandro e colocou Pará, de volta ao clube paulista. Com um a mais, o Cruzeiro foi para cima. Se não fosse por Éverson, o time mineiro teria goleado na primeira etapa. Aos 13, o arqueiro santista salvou os alvinegros em forte finalização de Dodô, ex-Santos. 

Onze minutos depois, Ceni processou sua primeira alteração: para explorar a superioridade numérica, o técnico lançou mão de Fred na vaga de Egídio. A substituição se mostraria decisiva. Antes, porém, nova intervenção de Éverson, que desviou chute de Thiago Neves para o travessão, aos 27. O Cruzeiro ainda teria nova chance, mas Pedro Rocha errou o passe e desperdiçou. Não faria falta: aos 43, Thiago Neves enfiou para Fred, que ajeitou para bater na saída do goleiro santista e abrir o placar no Mineirão, depois de 16 jogos sem marcar.

Antes do intervalo, o Santos quase empatou em chance isolada. Nos acréscimos, Sánchez cobrou falta com perigo pela intermediária esquerda do ataque e demandou grande defesa de Fábio, no cantinho. No segundo tempo, Sampaoli sacou Pará e colocou o zagueiro Luiz Felipe para reforçar a defesa. Mas não deu nem tempo de os visitantes se reorganizarem: no primeiro minuto, Fred fez o pivô para Thiago Neves, que bateu de primeira com a canhota para abrir 2 a 0 no placar.

No restante da etapa complementar, o Cruzeiro administrou a vantagem, com amplo domínio da posse de bola. Os comandados de Ceni até criaram novas chances, mas não ampliaram. No fim, o placar de 2 a 0 prevaleceu para sacramentar o triunfo da equipe celeste na estreia do novo técnico, que saiu aplaudido. Na próxima rodada, o Cruzeiro visita o CSA, no domingo, às 19 horas Um pouco mais cedo, o Santos recebe o Fortaleza, ex-time de Ceni, às 16h.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 2 X 0 SANTOS

CRUZEIRO - Fábio; Orejuela, Dedé (Cacá), Fabrício Bruno e Egídio (Fred); Henrique e Dodô; Thiago Neves, Marquinhos Gabriel e David (Robinho); Pedro Rocha. Técnico: Rogério Ceni.

SANTOS - Éverson; Evandro (Pará (Luiz Felipe)), Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Jorge; Diego Pituca, Felipe Jonatan, Sánchez (Alison), Derlis González e Soteldo; Eduardo Sasha. Técnico: Jorge Sampaoli.

GOLS - Fred, aos 43 minutos do primeiro tempo, e Thiago Neves, a 1 minuto do segundo.

ÁRBITRO - Anderson Daronco (Fifa/RS).

CARTÕES AMARELOS - Fred e Thiago Neves (Cruzeiro); Jorge Sampaoli (Santos). 

CARTÃO VERMELHO - Gustavo Henrique.

RENDA e PÚBLICO - Indisponíveis.

LOCAL - Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

Arteta x Luis Enrique

Arsenal e PSG duelam em final da Champions com Guardiola onipresente

Final é neste sábado, em Budapeste, a partir das às 12h (MS). Duelo será transmitido em TV aberta pelo SBT

30/05/2026 07h10

Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, sempre admitiram a influência que tiveram de Guardiola em suas carreiras de treinador

Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, sempre admitiram a influência que tiveram de Guardiola em suas carreiras de treinador

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Um foi eleito melhor técnico do mundo pela Fifa. Outro vive a ascensão após sete anos desde que começou a ser o treinador principal de uma equipe. Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, atravessam diferentes momentos de suas carreiras, mas compartilham algumas semelhanças.

Ambos são hoje dois dos principais técnicos na Europa. Os comandantes de Arsenal e PSG, desenvolveram trabalhos com estilos próprios. É impossível desvinculá-los, porém, de uma fonte que os forjou no ofício: Pep Guardiola, antecessor de Luis Enrique no Barcelona e de quem Arteta foi auxiliar no Manchester City.

Por isso que, mesmo sem sequer estar empregado, Guardiola estará presente de alguma forma na Puskas Arena, em Budapeste, onde Arsenal e PSG definem o título da Champions League às 13h (de Brasília) deste sábado.

Os dois técnicos, além de Guardiola, compartilham a vivência no Barcelona dos anos 1990, influenciado pela filosofia de Johan Cruyff. Arteta não chegou a jogar pelo profissional do clube. Curiosamente, ele virou profissional no PSG. Já Luis Enrique, ainda em campo, foi vitorioso com a equipe catalã.

PRATELEIRAS DOS GIGANTES

Quando chegou ao PSG, Luis Enrique já tinha um título de Champions League, em 2015, com o Barcelona. Ele encontrou um elenco com Neymar, Messi e Mbappé, enquanto o clube francês ainda apostava em grandes estrelas na obsessão pelo título europeu.

Durou pouco, já que o brasileiro e o argentino logo deixaram a equipe. Mbappé concentrou holofotes e não conseguiu a conquista da Champions. Ela veio justamente quando o francês já havia deixado o clube e por mérito do coletivo criado por Luis Enrique

Mesmo que uma peça-chave do time seja Ousmane Dembelé, vencedor da Bola de Ouro, o PSG se consolidou como melhor equipe do mundo a partir do seu jogo em grupo. Luis Enrique implementou ideias ofensivas, com rápidas transições e contando com liberdade para os jogadores, principalmente com o camisa 10, que quase não tem posição fixa. Foi assim que vieram títulos da Champions League e Intercontinental, além da manutenção do domínio na França e o vice no Mundial de Clubes.

Agora, caso vença mais um título neste sábado, Luis Enrique alcança o patamar de Carlo Ancelotti, Bob Paisley, Zidane e Guardiola, todos com três ou mais conquistas de Champions League O italiano, atualmente na seleção brasileira, é o recordista, com cinco orelhudas.

"Lembro-me dele com muito carinho por como ele era com os jovens e como foi como jogador. Como técnico, ele é alguém que teve a liderança de seguir um caminho e, mesmo com todo o barulho contra, continuar nesse caminho e acabar vencendo da maneira que venceu. Ele é um exemplo para todos", falou Arteta, ao Marca, sobre Luis Enrique.

MELHOR ANO DA CARREIRA

Quando o Arsenal disputou a final da Champions League pela primeira vez, perdendo para o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Mikel Arteta estava na metade da sua carreira como jogador.

Já quando o Arsenal o contratou como treinador, em 2009, ele nunca tinha exercido a função de técnico principal. O espanhol então deixou de ser auxiliar de Guardiola para ser um dos principais rivais na Inglaterra.

Hoje ele comanda uma equipe que tem sido fatal em contra-ataques e lances de bola parada, postura mais reativa do que o adversário deste sábado. Foi como conseguiu fazer o Arsenal voltar a vencer a Premier League após 22 anos no seu melhor como treinador. Um título inédito da Champions League pode representar também o melhor temporada da história do Arsenal.

"Não estou surpreso em vê-lo vencer a Premier League. O Arsenal mereceu. Eles foram os mais consistentes. É a melhor equipe da Inglaterra. Se não me engano, esta é a sexta ou sétima temporada dele no Arsenal, e dá para ver claramente o tipo de equipe que construiu", diz Luis Enrique, em avaliação sobre o adversário.

O CAMINHO DOS FINALISTAS

O Arsenal liderou a fase de liga da Champions com oito vitórias em oito jogos. Foram apenas quatro gols sofridos (dois do Kairat, um da Inter de Milão e um do Bayern de Munique).

A goleada por 4 a 0 sobre o Atlético de Madrid na fase de liga foi um cenário que não se repetiu no mata-mata. O Arsenal passou por Bayer Leverkusen (1 a 1 e 2 a 0), Sporting (1 a 0 e 0 a 0) e, novamente, o time de Diego Simeone (1 a 1 e 1 a 0).

Já o PSG precisou jogar a repescagem, após ficar apenas em 11º na fase de liga. A temporada começou com desgaste após a disputa do Mundial de Clubes. O time ainda caiu na Copa da França na segunda rodada para o Paris FC.

Veio, contudo, a recuperação na Champions, a partir da classificação às oitavas, eliminando o Monaco (3 a 2 e 2 a 2). Os próximos resultados mostraram um PSG no topo da Europa. Passou por Chelsea (5 a 2 e 3 a 0), Liverpool (2 a 0, duas vezes) e Bayern de Munique (5 a 4 e 1 a 1).

FICHA TÉCNICA

PSG X ARSENAL

PSG - Safonov; Hakimi, Marquinhos, Willian Pacho, Nuno Mendes; Zaïre-Emery, Vitinha, João Neves; Doué, Dembélé, Kvaratskhelia. Técnico: Luis Enrique.

ARSENAL - Raya; Timber, Saliba, Gabriel, Calafiori; Rice, Lewis-Skelly, Ødegaard; Saka, Gyökeres, Trossard. Técnico: Mikel Arteta.

ÁRBITRO - Daniel Siebert (ALE).

HORÁRIO - 13h (de Brasília).

LOCAL - Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria (HUN).

TÊNIS

Vitória de Fonseca contra Djokovic fará tênis ter campeão de Grand Slam inédito

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Roland Garros registrará um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam

29/05/2026 23h00

João Fonseca derrotou Djokovic em Rolando Garros

João Fonseca derrotou Djokovic em Rolando Garros Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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Brasil, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Noruega, Canadá, Holanda, Chile, Rússia, República Checa ou novamente Espanha? Muitos países ainda estão na disputa do cobiçado troféu de Roland Garros e uma coisa é certa: um campeão inédito de Grand Slam será conhecido no segundo Major da temporada. Graças à vitória de João Fonseca diante do número quatro do mundo, o experiente Novak Djokovic.

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência do atual bicampeão Carlos Alcaraz, fora por lesão, e a eliminação na estreia do líder do ranking, Jannik Sinner, Roland Garros registrará daqui uma semana um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam ainda em atividade.

E João Fonseca tentará acabar com o jejum brasileiro que vem desde Gustavo Kuerten, vencedor na terra batida francesa em 1997, 2000 e 2001. Ele garante estar bem fisicamente, apenas de ter jogado em cinco sets somente duas vezes - seu rival será o norueguês Casper Ruud, que também se desgastou com triunfo por 4/6, 7/6 (7/4), 6/4, 6/7 (4/7) e 7/5 sobre o norte-americano Tommy Paul após 4h47 de jogo.

"Para os próximos jogos, é descansar. Não tenho tanta experiência ainda (em cinco sets), não sei como e onde posso chegar, mas estamos tirando lições, é apostar no coração e entrar com tudo dentro de quadra", disse, em coletiva.

Dos tenistas em atividade, apenas Djokovic, o atual bicampeão Alcaraz e o veterano Stanislas Wawrinka tinham vencido em Roland Garros. Até para Sinner o troféu em Roland Garros seria inédito - é o Grand Slam que falta em sua galeria.

Entre os principais nomes do ranking, Alexander Zverev (3 do mundo), Félix Auger-Aliassime, Flávio Cobolli e Andrey Rublev são tenistas que sonham em desencantar em Roland Garros. Para isso, precisam desbancar o talento de jovens promissores que vêm embalados, casos de João Fonseca, Rafael Jódar, Jakub Mensik e Lerner Tien, todos de no máximo 20 anos e bem na disputa.

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