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Comercial perde para o Operário e cai para a Série B

O Colorado foi eliminado da competição com dois pontos marcados em oito partidas

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O Comercial perdeu para o seu maior rival e foi rebaixado para a Série B do Campeonato Sul-Mato-Grossense de Futebol pela primeira vez em sua história. A situação vexatória do Esporte Clube Comercial, segundo time com o maior número de títulos (9) do Campeonato Estadual, já era prevista, em virtude da crise financeira pela qual o Colorado passa no futebol desde 2017.

A partida, disputada no Estádio Jacques da Luz, neste domingo (19), pela última rodada da fase de grupos do Estadual, terminou com o placar mínimo de 1 a 0 para o Operário, com gol do atacante Kaique Marcial aos 29 minutos do segundo tempo.

Sem vitórias há oito jogos, o Comercial só escaparia do rebaixamento se vencesse o Operário no clássico Comerário e se o Coxim perdesse para o Costa Rica.

Nenhum dos dois possíveis resultados se concretizou e o Colorado amarga o rebaixamento para o Campeonato Sul-Mato-Grossense Série B 2024.

SEGUNDA DIVISÃO

Em entrevista no fim da partida, o presidente do Comercial, Cláudio Barbosa, ressaltou que a crise financeira do Colorado vem se agravando desde 2017.

“Não vamos guardar nenhuma boa lembrança desse Estadual. Começamos mal e até conseguimos trazer alguns atletas, mas infelizmente não foi suficiente. Para fazer futebol, precisa ter dinheiro, e a situação financeira do Comercial começou a desandar em 2017”, declarou Cláudio Barbosa à rádio Esporte MS.

De acordo com o presidente do clube, é necessário mais apoio ao Comercial, para que o clube monte um planejamento para retornar à elite do futebol sul-mato-grossense.

“Precisamos de apoio, críticas são bem-vindas se forem construtivas, mas agora temos de pensar no planejamento para a Série B do Estadual de 2024”.

O técnico do Comercial, Ronildo Rocha, citou em entrevista ao fim do jogo que faltou planejamento ao time neste Estadual e que era necessário mais profissionalismo no clube. 

“Está sendo dolorido esse rebaixamento, era algo que não esperávamos, uma situação humilhante, tivemos pouco planejamento. Teve muita coisa extracampo que dificultou também, muitos abraçaram a causa, mas não foi o suficiente para alcançar o objetivo”, disse.

DECEPÇÃO

Torcedores do Comercial que estiveram presentes na derrota do Colorado no clássico Comerário falaram com a reportagem do Correio do Estado sobre o momento pelo qual o clube está passando.

Para Marcio Felice Ribas, 57 anos, empresário, é lamentável a situação do Comercial.

“É um time tradicional de Campo Grande, tem uma história, mas é lamentável a situação financeira e do time em si. O treinador é inexperiente, não serve para ser técnico, somando tudo isso, infelizmente, o Comercial caiu”, disse.

O JOGO

Sabendo que precisava da vitória, o Colorado não se intimidou e, logo nos primeiros minutos da partida, conseguiu criar duas oportunidades de gol.

Em cobrança de falta para o meio da área do Operário, o zagueiro Henrique Mumu, do Colorado, subiu mais alto e tentou abrir o placar de cabeça, mas a bola parou no travessão do Galo.

A segunda chance do Comercial foi com o camisa 10, Eduardo Samler, que conduziu a bola e finalizou rasteiro na entrada da grande área; o goleiro Samuel do Operário saltou na bola e fez uma bela defesa.

Mesmo começando bem a partida, o Comercial não conseguia manter a posse da bola e, com isso, o Galo chegou ao ataque em diversas oportunidades, com bolas levantadas na área.

No segundo tempo, os 45 minutos foram menos intensos do que o primeiro tempo. Com poucas chances claras de gol, a partida se encaminhava para terminar com um empate sem gols.

Porém, em contra-ataque rápido do Galo, aos 29 minutos, o Operário pegou a zaga colorada toda desajustada, Jeferson Reis deu um passe para o atacante Kaique Maciel, que o deixou cara a cara com o goleiro Breno, e Kaique finalizou na saída do último defensor para estufar as redes.

FIM DA FASE DE GRUPOS

Além da vitória Operariana, a última rodada da fase de grupos do Estadual 2023 terminou com outros três jogos. No grupo dos times campo-grandenses, o Coxim venceu o Costa Rica em casa, por 1 a 0.

Pelo Grupo B, o líder Dourados venceu fora de casa o já rebaixado Operário de Caarapó por 2 a 1; e no Estádio Saraivão o jogo terminou tudo igual, com Ivinhema e Novo empatados em 1 a 1.

Com o fim das 10 rodadas da fase de grupos do Estadual, oito equipes se classificaram para a próxima fase e apenas os quintos colocados de cada grupo foram eliminados da competição e, consequentemente, rebaixados para a Série B 2024. A próxima fase será disputada no formato mata-mata, com partidas de ida e volta.

Saiba: Veja os confrontos da próxima fase  

  • • (4º Grupo B) Aquidauanense x Costa Rica (1º Grupo A)
  • • (3º Grupo A) Serc x 
  • Ivinhema (2º Grupo B)
  • • (4ª Grupo A) Coxim x Dourados (1º Grupo B) 
  • • (3º Grupo B) Novo x 
  • Operário (2º Grupo A)
     

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nova política

Vôlei brasileiro passa a exigir teste genético para atletas mulheres

CBV diz que se alinha a parâmetros do COI e da Federação Internacional

14/08/2026 19h30

Foto: Divulgação/CBV

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A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta-feira (14) que somente atletas do sexo biológico feminino poderão participar de competições organizadas pela entidade. A nova política de elegibilidade de atletas da categoria feminina foi publicada no final da tarde de hoje no site da CBV. Segundo a entidade, o novo critério tem como objetivo estar em conformidade com as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

A verificação será feita por testagem e triagem do gene SRY. Normalmente o exame é realizado por meio de exame de sangue ou esfregaço bucal.

“Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais.”, afirmou Radamés Lattari, presidente da CBV, no site da entidade.

A nova política de elegibilidade entra em vigor nas competições da Superliga A e B (A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.

Entre as atletas que podem ser afetadas pela nova diretriz está a jogadora Tiffany, mulher trans que atua no Osasco São Cristóvão Saúde. Em fevereiro, a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia decidiu pela participação de Tiffany em partida contra o SESC RJ Flamengo na cidade de Osasco.

Na ocasião, a CBV recorreu ao STF, pedindo a suspensão da lei municipal de Osasco que proibia a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. Na ocasião, a ministra entendeu que a norma não estava de acordo com a Constituição e representava retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana.

Queda de sanção

FIA retira restrição e russos e belarussos voltam a defender bandeira de seu país nas corridas

Liberação de pilotos russos e belarussos de voltarem à pista pode beneficiar um retorno de Nikita Mazepin à fórmula 1

13/08/2026 23h00

Liberação de pilotos russos e belarussos de voltarem à pista pode beneficiar um retorno de Nikita Mazepin à fórmula 1

Liberação de pilotos russos e belarussos de voltarem à pista pode beneficiar um retorno de Nikita Mazepin à fórmula 1 Foto: Divulgação / FIA

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A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta quinta-feira que as restrições a pilotos da Rússia e de Belarus por causa da guerra com a Ucrânia, impostas desde março de 2022, chegaram ao fim e eles poderão disputar corridas defendendo a bandeira de seu país e ouvirem o hino nacional no pódio.

Até esta semana, os pilotos destes países estavam obrigados a correr sob a bandeira da FIA. Mesmo as seleções destes países não podiam disputar eventos sob a chancela da federação. Apenas quem tinha dupla nacionalidade competia, e defendendo as cores de outro país.

"Atualização sobre a resposta da FIA ao conflito na Ucrânia. O objetivo desta circular é notificar todos os membros da FIA, detentores de licenças, competidores e oficiais, organizadores e outras partes interessadas da FIA sobre a decisão recente do Conselho Mundial de Automobilismo (WMSC), adotada em 3 de agosto de 2026. Pilotos, equipes nacionais, competidores individuais e oficiais da Rússia e de Belarus têm permissão para participar de competições internacionais ou zonais sem quaisquer restrições", anunciou a FIA em nota oficial.

"A exigência de assinar um termo de neutralidade não se aplica mais", continuou o comunicado. "A exibição de símbolos nacionais, cores e bandeiras da Rússia e de Belarus (em uniformes, equipamentos e veículos), bem como a execução de seus hinos nacionais, é permitida em competições internacionais ou regionais."

A liberação de pilotos russos e belarussos de voltarem à pista pode beneficiar um retorno de Nikita Mazepin à fórmula 1. O piloto da Rússia defendeu a Haas na temporada de 2021, mas acabou demitido pela escuderia norte-americana no ano seguinte por causa das restrições imposta após os ataques à Ucrânia. Deu lugar para Kevin Magnussen.

A autorização dos pilotos não significa que o Grande Prêmio da Rússia voltará ao calendário. Ao menos não de imediato. A prova ocorreu no circuito de Socchi até 2021. Depois, o contrato acabou rompido pela FIA justamente pela guerra. Belarus também não pode receber GPs.

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