Esportes

futebol

Comercial volta a representar MS na Copinha após quatro anos

Última participação do Colorado na competição foi em 2018, quando a equipe foi eliminada na fase de grupos

Continue lendo...

Após quatro anos sem estar entre os classificados para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Comercial volta a representar Mato Grosso do Sul na competição de base em 2023.

O time está nas últimas semanas de preparação para a estreia na Copinha, quando o clube campo-grandense enfrentará o Cruzeiro (MG), na primeira rodada do Grupo 10, no dia 2 de janeiro, às 14h (horário de MS), na cidade de Penápolis (SP).

O treinador Denis Alacoque, do time sub-20 do Comercial, informou em entrevista ao Correio do Estado que o elenco da Copinha vem treinando e se preparando no Tênis Clube desde o dia 13 de novembro.

“Começamos a preparação a dois meses da Copinha. Apresentei à comissão técnica um trabalho de preparação física de alta performance e intensidade em dois períodos. Após os primeiros 20 dias, fizemos trabalhos aeróbicos, técnicos e táticos”, declarou Alacoque.

O Comercial fez, durante esse período, vários amistosos com equipes de Mato Grosso do Sul, enfrentando União ABC e Grêmio Santo Antônio, ambos de Campo Grande. O time também jogou partidas contra equipes do interior, como a seleção de Sidrolândia e Terenos.

Os jogadores do clube são, em sua maioria, de fora do Estado, vindos por meio de uma parceria com a equipe paranaense Cambé, que tem a categoria de base administrada pela empresa Select Gold. O técnico Denis Alacoque e mais 13 jogadores da equipe foram integrados ao elenco comercialino que disputou o Estadual sub-20 deste ano.

Com experiência de oito anos como treinador e coordenador de categorias de base, Denis Alacoque começou sua carreira em 2015, em um centro de formação de atletas no estado de Minas Gerais. O treinador também teve passagens pelo Valeriodoce (MG) e por clubes de Santa Catarina e Paraná.

“Um clube profissional, hoje, sem base, não vai muito longe, o investimento no profissional é muito grande. Você tem de criar uma metodologia e uma filosofia de trabalho para seguir um planejamento e uma ideia de jogo que se torne uma característica do clube”, esclareceu o técnico sobre investimentos na base.

DESAFIOS

Além de enfrentar o grande time do Cruzeiro na fase de grupos da Copinha 2023, a equipe do Comercial também terá pela frente duas equipes do futebol paulista, o Capivariano e o Penapolense.

Analisando os adversários e a expectativa para os jogos, o treinador do Colorado acredita que os jogadores estão preparados, apesar da ansiedade dos atletas aumentar nos dias que antecedem o torneio. O trabalho psicológico com os jogadores já está sendo feito.

“Agora entra o trabalho emocional com os atletas, o nível de concentração tem de aumentar. Eu vim de clubes de Minas Gerais, minha filosofia de jogo é de lá, já joguei muito contra o Cruzeiro [adversário na primeira rodada], conheço a equipe. Somos considerados azarões do grupo, mas vou dizer para você, vamos surpreender muita gente”, destacou o técnico.

VAGA NA COPINHA

O Comercial garantiu a vaga para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior fora dos gramados, isto porque o Náutico Futebol Clube, equipe vice-campeã do Sul-Mato-Grossense sub-20 de 2022, não tem os critérios necessários para participar da competição nacional, segundo a Federação Paulista de Futebol (entidade organizadora do torneio).

O motivo para a participação do Naútico ser barrada pela federação foi a exigência de que todas as equipes que disputam a Copinha devem ser registradas como clubes profissionais pelas federações estaduais e terem, pelo menos, mais de um ano completo após o registro.

No caso do Náutico, o clube se profissionalizou no fim de 2021 e completou um ano de profissionalização no mês de novembro, porém, segundo o regulamento da Copa São Paulo, as federações estaduais devem informar os clubes classificados para a competição nacional até o mês de outubro, já que os jogos do Campeonato Estadual sub-20 foram disputados neste ano no mês de junho.

Com o impedimento do Náutico, o Esporte Clube Comercial, que terminou a competição estadual na terceira colocação, foi o clube escolhido pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) para assumir a vaga na Copinha 2023.

RETROSPECTO

Com a segunda vaga de Mato Grosso do Sul herdada para a Copinha 2023, o Comercial se tornou o clube do Estado com o maior número de participações na competição.

Ao todo, o Colorado esteve presente em oito edições do torneio, as duas últimas foram em 2015 e em 2018.
Até então, o detentor deste recorde era o Cene, de Campo Grande, que tinha a marca de representar o Estado em sete edições seguidas, de 2003 a 2009.

Mesmo tendo participado da Copinha em diversas oportunidades, o Comercial nunca passou da primeira fase da competição.

Em 2018 o clube bateu na trave, jogou na sede da cidade de Capão Bonito precisando apenas de uma empate na última rodada para se classificar à segunda fase. O Colorado perdeu, por 1 a 0, contra o Atlântico (BA), equipe que já estava eliminada da competição, em último lugar no grupo.

Antes desse resultado, o Comercial apresentou bom desempenho no empate contra o Coritiba e na vitória contra o Elosport (SP).

Saiba: Além do Comercial, Mato Grosso do Sul também terá outra equipe de Campo Grande representando o Estado na Copa São Paulo de Futebol Júnior. O União ABC garantiu a segunda vaga do Estado na competição: o Tricolor campo-grandense vai enfrentar no torneio de base o Mirassol (SP), a Chapecoense (SC) e o Inter de Minas (MG). Os jogos do União ABC serão disputados na cidade de Bálsamo, no estado de São Paulo.

Assine o Correio do Estado

 

 


 

futebol

Conmebol anuncia datas e horários das semifinais da Copa Libertadores

Fase terá Flamengo, Fluminense, Palmeiras e o argentino Estudiantes

21/09/2026 23h00

Foto: Vitor Silva / Botafogo

Continue Lendo...

As datas e horários das semifinais da Copa Libertadores da América foram definidas nesta segunda-feira (21) pela Conmebol. O primeiro duelo será entre Fluminense e Palmeiras no dia 14 de outubro (uma quarta-feira), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. No dia seguinte, no mesmo horário, o Estudiantes (Argentina) recebe o Flamengo, em local ainda indefinido.

Os jogos de volta ocorrerão na semana seguinte. O Verdão decidirá a vaga em embate contra o Tricolor carioca no Nubank Parque, em São Paulo, no dia 21 de outubro, às 21h30. No dia seguinte, será a vez de o Flamengo duelar contra o Estudiantes no Maracanã, também às 21h30.

Os times que avançarem à final receberão prêmio de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 36 milhões). A decisão do título será no dia 28 de novembro no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Quem vencer levantará a taça e será contemplado com US$ 25 milhões (R$129 milhões). Já o vice-campeão receberá US$ 7 milhões (R$ 36 milhões).

Nos últimos cinco anos, somente times brasileiros decidiram a taça Libertadores, com exceção da final de 2023, quando o Fluminense faturou o título ao ganhar do Boca Juniors (Argentina). Em 2020, o Palmeiras foi campeão com vitória sobre o Santos. No ano seguinte, o Verdão voltou a levantar a taça ao superar o Flamengo.

Em 2022, o Flamengo foi campeão ao bater na final o Athletico-PR. Em 2024, o Botafogo conquistou o título inédito ao superar o Atlético-MG. Já no ano passado, o Flamengo arrematou seu quarto título da Libertadores ao derrotar o Palmeiras.

Semifinais da Copa Libertadores

Jogos de ida

  • 14/10 - Fluminense x Palmeiras - às 21h30, no  Maracanã;
  • 15/10 - Estudiantes x Flamengo - às 21h30, em local ainda a ser definido;

Jogos de volta

  • 21/10 - Palmeiras x Fluminense - às 21h30 - no Nubank Parque;
  • 22/10 - Flamengo x Estudiantes - às 21h30, no Maracanã.

Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

Continue Lendo...

O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).