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Comitê olímpico quer barrar termo 'olimpíada'

Comitê olímpico quer barrar termo 'olimpíada'

midianews

18/01/2013 - 06h00
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O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está se movimentando juridicamente para impedir que universidades e associações de pesquisa usem a palavra olimpíada em suas competições educacionais. A atitude provocou protestos das principais associações de cientistas do país.

No fim de 2012, a Unicamp foi notificada extrajudicialmente pelo comitê devido ao uso supostamente indevido do termo em um dos eventos organizados pela instituição, a Olimpíada Nacional em História do Brasil.

O texto diz que o uso das palavras olimpíada e jogos olímpicos "é privativo" dos comitês Olímpico e Paraolímpico do Brasil.

Organizadores de várias outras olimpíadas educacionais, como a de português e de astronomia, receberam notificações semelhantes.

Em carta aberta enviada nesta semana a Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) classificaram a ação como "despropositada".

No Brasil existem cerca de 20 olimpíadas educacionais nacionais.

REAÇÃO

A presidente da SBPC, Helena Nader, disse que os cientistas não vão abrir mão do uso da palavra.

"Eles [o COB] estão querendo ter o monopólio da palavra e isso nós não aceitamos. Olimpíada científica é um conceito internacionalmente consagrado. A sua proibição aqui só é prejudicial para o conhecimento", afirmou.
Jacob Palis, presidente da ABC, lamentou a iniciativa em um momento em que o Brasil é destaque na área.

"Nós recebemos, no ano passado, a Olimpíada Mundial de Astronomia. Agora há pouco, tivemos um jovem brasileiro [Matheus Camacho, 14] ganhando uma medalha de ouro em uma das maiores competições do mundo, a Olimpíada Internacional de Ciência. A decisão do COB é equivocada", disse.

A Unicamp afirmou que continuará usando o termo para designar a competição.

Para Mônica Guise Rosina, professora de propriedade intelectual da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, a notificação sobre a exclusividade do termo é "tecnicamente possível, mas absolutamente descabida".

"Essa terminologia já é usada há anos para as competições científicas. O problema seria se houvesse o risco das pessoas confundirem um evento com o outro."

OUTRO LADO

Em nota, o Comitê Olímpico Brasileiro afirmou que as cartas enviadas às instituições de ensino têm "caráter educativo", para garantir que "o termo 'olimpíadas', que é uma propriedade do COI (Comitê Olímpico Internacional), não seja vinculado a questões comerciais", completa.

A entidade disse à Folha que estuda autorizar o uso do termo para fins educacionais, como é o caso da olimpíada organizada pela Unicamp.

De qualquer modo, para evitar problemas, algumas competições já abandonaram o termo. É o caso da antiga Olimpíada Brasileira de Foguetes que, após ser notificada pelo COB, virou Mostra Brasileira de Foguetes.

"Já temos trabalho demais para montar os eventos. Não dispomos de tempo e dinheiro para ficar brigando com o COB", diz João Bastista Canalle, organizador da mostra.

A decisão do COB contraria os ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, que realizam olimpíadas educacionais. O ministério da Ciência disse, porém, não ter recebido qualquer notificação do COB.

Só a Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas teve, em 2012, quase 20 milhões de inscritos.

OUTROS ALVOS

Além das competições educacionais, livros e até uma rede de supermercados foram alvos de notificações do COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

A professora e pesquisadora da Escola de Educação Física e Esporte da USP Katia Rubio recebeu em janeiro de 2010 uma notificação extrajudicial determinando o recolhimento de seu livro "Esporte, Educação e Valores Olímpicos" em até dez dias.

O COB a acusava de uso indevido da palavra "olímpicos" e dos cinco anéis estilizados na capa. O não cumprimento da determinação poderia render multa e até detenção.

Semanas depois o COB reconheceu que o livro era uma produção intelectual destinada a disseminar "o valioso conhecimento sobre o Olimpismo".

Rubio tem 15 livros escritos e organizados na área de psicologia do esporte, e algumas das publicações anteriores já tinham termos ligados aos Jogos Olímpicos nos títulos.

O livro que foi alvo de notificação do COB, porém, foi lançado perto do anúncio de que os Jogos Olímpicos de 2016 seriam realizados no Rio.

Em 2009, os Supermercados Guanabara lançaram uma campanha publicitária intitulada "Olimpíadas Premiadas", protagonizada pelos atletas Diego e Daniele Hypólito.

O comitê tentou impedir a publicidade, mas o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro entendeu que não houve demonstração de que a empresa quis se passar por patrocinador oficial do evento esportivo.

"O COI é proprietário das marcas e autoriza seu uso em cada país, mas é preciso ter bom senso. O caso do supermercado abre um precedente legal porque analisou que não houve má-fé, e nem a Unicamp tem interesse comercial algum com a Olimpíada de História", afirma Alberto Murray Neto, advogado de Katia Rubio e ex-membro do COB.

 

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Pantanal bate o Costa Rica e vence a 2ª consecutiva no Estadual

Com gols de Coruja e Corona, a equipe soube administrar o resultado até o fim

01/02/2026 18h10

Coruja marcou o primeiro gol do time campo-grandense

Coruja marcou o primeiro gol do time campo-grandense Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Pela terceira rodada do Campeonato Sul-Mato-Grossense, o Pantanal venceu o Costa Rica por 2 a 1 no Estádio das Moreninhas neste domingo (1°) em Campo Grande, e emplacou a segunda vitória consecutiva no Estadual. Com gols de Coruja e Corona, a equipe soube administrar o resultado até o fim e se estabilizou após começo irregular na competição. 

O placar foi inaugurado com participação decisiva de Jean. O meia com passagens por São Paulo e Palmeiras cobrou falta rápida pela esquerda, Coruja tabelou com Max Eduardo e entrou livre na área para deslocar o goleiro Pereira aos 31' da primeira etapa. Aos 6' da etapa complementar, Corona ampliou em grande estilo, acertando um chute de primeira dentro da área após cobrança de escanteio, sem chance de defesa.

O Costa Rica diminuiu aos 24' do seguindo tempo, quando, em cobrança de pênalti,  Fernando deslocou o goleiro Rhuan, gol que não evitou a derrota dos visitantes. Com a vitória, o Pantanal soma sete pontos, duas vitórias em três jogos e sobe para o G-4, enquanto o Crec fica na 5ª colocação, com quatro. 

Como foi a rodada?

No sábado (31), o Bataguassu, vice-campeão da serie-B venceu o Corumbaense fora de casa em um jogo movimentado. O Carijó da Avenida saiu na frente com gols de Gabriel Lima e Charles, ainda no primeiro tempo, mas sofreu a virada na etapa final.

Chileno e Alex Choco, duas vezes, garantiram o triunfo do "Bata" por 3 a 2, com o gol decisivo saindo nos acréscimos. Com o resultado, Bataguassu chegou aos sete pontos e ocupa vice-liderança. Já o Corumbaense segue com apenas um ponto e divide a lanterna com o CR Aquidauana.

Também no sábado, o Naviraiense buscou a virada fora de casa contra o lanterninha Aquidauana. O time da casa abriu o placar no primeiro tempo com Geandro, após jogada de escanteio, mas o Jacaré reagiu no segundo tempo. João Carlos empatou aos 6' da etapa complementar e, aos 41' Porto marcou de carrinho após cruzamento pela direita, garantindo a vitória por 2 a 1.

Abrindo a rodada, o Dourados AC conquistou a primeira vitória no Estadual. Jogando em casa, o DAC venceu o Águia Negra por 1 a 0, em partida marcada pelas boas atuações dos goleiros. O único gol do jogo saiu no segundo tempo, com Luizinho convertendo cobrança de pênalti.

No fim deste domingo, Ivinhema e Operário fecham a rodada, confronto disputado no Estádio Saraivão, em Ivinhema. 

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DECISÃO

Corinthians desbanca favorito Flamengo, conquista a Supercopa Rei e empilha mais uma taça

Com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, mais de 71 mil pessoas assistiram o endividado time paulista bater o bilionário carioca

01/02/2026 17h45

Corinthians é o campeão da Supercopa Rei de 2026, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto

Corinthians é o campeão da Supercopa Rei de 2026, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto Foto: Wilton Júnior/Estadão

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O Corinthians desbancou o favoritismo do Flamengo e ganhou o título da Supercopa Rei. Neste domingo, o Timão venceu o rubro-negro por 2 a 0 no Mané Garrincha, em Brasília, na decisão entre os atuais campeões do Brasileirão e Copa do Brasil.

O primeiro gol do título foi marcado pelo zagueiro Gabriel Paulista, recém-contratado neste começo de temporada, aos 25 minutos do primeiro tempo. Já nos acréscimos da etapa final, Yuri Alberto ampliou para o Timão.

A equipe carioca teve a estreia de Lucas Paquetá, que nesta semana se tornou a maior contratação da história do futebol brasileiro (42 milhões de euros). O meia entrou no segundo tempo, mas pouco conseguiu produzir, já que o Flamengo jogou a etapa final inteira com 10 em campo por conta da expulsão de Carrascal por um lance com Breno Bidon no final do primeiro tempo.

O título mantém a boa fase do Corinthians dentro das quatro linhas - enquanto fora dela acumula uma dívida estratosférica de quase R$ 3 bilhões - e também é mais um baque para o Flamengo neste começo de ano.

A equipe rubro-negra acumula sua terceira derrota seguida neste começo de temporada. Contra Fluminense (Carioca), São Paulo (Brasileirão) e agora Corinthians.

Já o Timão acumula a terceira taça de campeão nos últimos 12 meses, tendo conquistado também os títulos do Paulistão e Copa do Brasil no ano passado e agora o bi da Supercopa.

COMO FOI O JOGO

Há quem acredite que os times de futebol são o reflexo de sua torcida em campo. Coincidência ou não, os milhares de corintianos que marcaram presença em Brasília, cujo número de flamenguistas é muito superior - inclusive no Mané Garrincha - empurraram o time para ir para cima do adversário no início de partida.

Os paulistas protagonizaram o primeiro lance de perigo da partida, com Memphis quase completando cruzamento de Yuri para o gol, e demonstraram disposição para pressionar a saída de bola do rival.

Os cariocas demonstraram qualidade para fugir da pressão por meio do toque de bola. Carrascal, motorzinho do time, serviu como o desafogo da equipe e Plata, pelo lado direito, deu trabalho em jogadas individuais. O Flamengo quase abriu o placar em chute de fora da área de Pulgar. O goleiro Hugo Souza, por duas vezes, impediu o gol rubro-negro quase em cima da linha, em finalizações de Pedro e Carrascal.

Rápido na transição, o Corinthians não ficou nas cordas graças à habilidade de Bidon e André, ambos "crias do Terrão", para articular jogadas no meio-campo. Aos 25 minutos, Gustavo Henrique desviou de cabeça após cobrança de escanteio e Gabriel Paulista completou do pé esquerdo para o fundo das redes. Castigo para o Flamengo, que era melhor na partida.

Apesar do gol, o Flamengo continuou com mais posse de bola e maior presença no campo adversário, mas não encontrou soluções para furar a defesa corintiana. Apagado, Arrascaeta mal tocou na bola. O outro camisa 10 da partida, Memphis Depay, teve grande chance de ampliar o placar aos 37 após contra-ataque puxado por Bidon, mas Rossi impediu o segundo da equipe alvinegra.

Pouco antes do intervalo, aconteceu outro evento que mudou a partida. Carrascal acertou o braço no rosto de Breno Bidon. Inicialmente, o árbitro em campo não marcou o lance e encerrou o primeiro tempo.

No entanto, antes de recomeçar o jogo na etapa final, após o intervalo, Rafael Klein reviu o lance no VAR e expulsou Carrascal, deixando o Flamengo com um homem a menos em campo.

Mesmo assim, o time rubro-negro seguiu pressionando. Mas o Corinthians novamente levou perigo e chegou a balançar as redes com Memphis Depay, mas o gol foi anulado por um impedimento de Yuri Alberto no começo do lance. Porém, a transmissão não mostrou o lance sendo revisado e tendo as linhas traçadas pelo VAR.

FICHA TÉCNICA - FLAMENGO 0 X 2 CORINTHIANS

FLAMENGO - Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Pulgar, Jorginho (De La Cruz) e Arrascaeta; Plata (Cebolinha), Carrascal e Pedro (Paquetá). Técnico: Filipe Luis.

CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista (André Ramalho) e Matheus Bidu; Raniele, André (Matheus Pereira), Carrillo (Garro) e Breno Bidon (Charles); Memphis (Kaio César) e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Junior.

ÁRBITRO - Rafael Rodrigo Klein

GOLS - Gabriel Paulista, aos 25 do primeiro tempo; Yuri Alberto, aos 52 do segundo tempo

CARTÕES AMARELOS - Memphis Depay, Bidon, Gabriel Paulista e Matheus Pereira

CARTÕES VERMELHOS - Carrascal (Flamengo)

PÚBLICO - 71.244

RENDA - não informada

LOCAL - Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF)

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