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Copa Truck tem primeira etapa em Campo Grande

Próximo domingo (08) será marcado por disputa de corrida de caminhões na pista do autódromo Orlando Moura

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Mais uma vez palco da Copa Truck, as pistas sul-mato-grossenses dão largada à temporada de 2026 da competição. No próximo domingo, 8 de março, a disputa inicia no autódromo Orlando Moura em Campo Grande (MS).

Ao todo, são cinco construtoras, 14 equipes e 37 pilotos que disputarão o campeonato em 9 etapas, todas em cidades diferentes - o que não acontece desde a criação da categoria em 2017.

Entre os nomes da temporada, Felipe Giaffone, Danilo Dinarani e Raphael Abbate encerraram a temporada passada da Super Truck Pro em primeira, segunda e terceira colocação, respectivamente. Além de Pedro Perdoncini, Djalma Pivetta e Maurício Arias, que estiveram na Super Truck Elite em 2025.

Nesta temporada, os dois melhores colocados da Elite subirão para a Pro, o que também aplica ao grid o "rebaixamento" para os pilotos que ficaram nas duas últimas colocações.

Com isso, Pedro Perdoncini e Arthur Scherer, primeiro e segundo lugar, sobem para disputar ao lado de Felipe Giaffone (R9 Competições), campeão, e Danilo Dinarani (Usual Racing), vice-campeão da última temporada.

Na Super Truck Pro, a classe principal da categoria, Danilo Dinari e Raphael Abbate correm pela tradicional equipe Usual Racing da Iveco e, na última temporada, garantiram o segundo e terceiro lugar. Neste ano, ambos os pilotos seguem na equipe com promessa de disputa acirrada pelo campeonato.

Usual Racing Iveco

Entre as mais tradicionais equipes do grid, a Usual Racing Iveco foi criada em 2019 e desde então participou de mais de 100 corridas com pódios e resultados expressivos ao longo dos anos. O mais recente foi com o piloto Danilo Dirani, que conquistou o vice-campeonato da Categoria Pro em 2025 e também em 2024.

WhatsApp Image 2026 03 05 at 09.20.57Danilo Dirani usa o número #28 - Foto: Divulgação

O piloto é atualmente um dos principais da Copa Truck e, quando pequeno, o ex-piloto ídolo do automobilismo, Ayrton Senna, o convidou para correr em sua pista de Kart, em Tatuí. Foi então que a paixão pelas corridas entrou em suas veias.

Com mais de 900 troféus e 30 títulos, o piloto é um dos maiores campeões de Kart Profissional. Danilo ainda correu profissionalmente na Fórmula 3 Sul-americana em 18 corridas disputadas, apenas não ganhou 4, acumulando: 14 vitórias, 14 pole positions e 18 melhores voltas.

Além dessas, o piloto de 43 anos também disputou a Fórmula 3 Inglesa, Fórmula Atlantic nos EUA e testou na GP2 e World Series. Com um pézinho na Fórmula 1, Danilo também integrou o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da British American Racing (BAR) Honda, atual equipe Mercedes, da F1.

O outro nome que se destacou na temporada passada e integra a Usual Racing, equipe da vice-campeã de construtoras, a Iveco, é Raphael Abbate. Com mais de 26 anos de história no automobilismo, o piloto também carrega o número 26.

Raphael Abbate começou sua história com a Usual Racing em 2022, quando começou a pilotar na categoria de caminhões, e retorna à equipe neste ano, após ficar 3 anos na ASG Motorsport por três temporadas.

Para encerrar, o time de pilotos da Usual Racing, Djalma Pivetta, chefe e piloto da equipe, disputa a Super Truck Elite.

WhatsApp Image 2026 03 05 at 09.20.59Djalma Pivetta é chefe e piloto da Usual Racing - Foto: Divulgação

Iniciando a carreira em 2015, o piloto entrou para o automobilismo com 44 anos, no Kart, diferente da maioria dos pilotos que iniciam no esporte desde pequenos, e logo depois integrou a Copa Truck, criando a própria equipe, com a marca "Usual", que já empreendia.

Em 2026, Djalma Pivetta vem para buscar o título da Super Truck Elite e subir para a classe Pro.

Copa Truck

Criada há 9 anos, a Copa Truck é a categoria de automobilismo de caminhões e consiste em duas categorias que correm juntas, a Pro, classe principal, e a Elite, que são pilotos com menos experiências na modalidade da corrida.

Porém, não há diferenciação de equipamentos de uma para a outra, ambas as categorias possuem os mesmos caminhões.

Apesar de os treinos acontecerem separados, a corrida é realizada com todos os pilotos ao mesmo tempo. O único momento em que são separados durante a corrida é na largada, em que os pelotões são separados por 200 metros de distância, mas todos largam em velocidade constante de 80 km/h.

Cada etapa da Copa Truck é formada por duas corridas, e ao final da corrida 1, os oito primeiros pilotos que chegaram primeiro das duas categorias fazem a inversão do grid. Ou seja, os pilotos que chegaram em primeiro largam em oitavo na corrida 2, de ambas as categorias, e os últimos largam das primeiras posições.

Neste ano, serão nove etapas em cidades diferentes, passando por oito estados, além do Distrito Federal. A Copa Truck vai de março a novembro, e conta com uma pausa em junho e julho, além do mês de outubro, que também não há corridas.

Nesta temporada, a categoria irá pela primeira vez para Cuiabá, além de retornar à Goiânia, após uma temporada.

Confira as datas das etapas e estados:

> 1ª etapa 8 de março - Campo Grande-MS,

> 2ª etapa 12 de abril - Santa Cruz do Sul-RS;

> 3ª etapa 03 de maio - Cascavel-PR;

> 4ª etapa 31 de maio - Interlagos-SP;

> 5ª etapa 02 de agosto - Cuiabá-MT;

> 6ª etapa 23 de agosto - Goiânia-GO;

> 7ª etapa 20 de setembro - Curvelo-MG;

> 8ª etapa 01 de novembro - Chapecó-SC;

> 9ª etapa 29 de novembro - Brasília-DF.

*Saiba

Nas temporadas de 2024 e 2025, Danilo Dirani, da Usual Racing, terminou o ano como principal adversário de Felipe Giaffone, atual tricampeão pela R9 Competições, devido ao vice-campeonato nos dois anos seguidos e promete reviver o duelo dentro das pistas para ver quem levará o título.

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Futebol

'Com essa lesão, não poderia continuar sua carreira', diz médico que operou Militão

Militão rompeu o tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda e está fora da disputa da Copa do Mundo de 2026

30/04/2026 23h00

Éder Militao

Éder Militao Foto/Reprodução

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O médico Lasse Lempainen, responsável pela cirurgia de Éder Militão, afirmou que o procedimento era inevitável diante da gravidade da lesão sofrida pelo zagueiro do Real Madrid. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, o especialista foi direto ao explicar o cenário clínico do jogador

"Não havia outra opção. O que posso dizer é que a lesão era muito grave. A única alternativa era a cirurgia: com esse problema no isquiotibial, ele não poderia continuar sua carreira profissional no mais alto nível", declarou o cirurgião.

Militão passou pelo procedimento após romper o tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda, lesão que o tirou da disputa da Copa do Mundo de 2026. Segundo o médico, apesar do impacto imediato, a decisão foi tomada pensando no futuro do atleta.

RECUPERAÇÃO EXIGE TEMPO E CAUTELA

De acordo com Lempainen, lesões musculares são comuns no futebol, mas nem todas exigem cirurgia. No caso de atletas de alto rendimento e com quadros mais severos - como o de Militão -, a intervenção se torna necessária.

Ele explicou que o tempo de recuperação varia, mas há um padrão para casos desse tipo: "Em termos gerais, quando um jogador sofre uma lesão grave de isquiotibial, leva entre quatro e seis meses para voltar a competir no mais alto nível."

O defensor brasileiro tem retorno previsto para cerca de cinco meses, o que o colocaria de volta aos gramados apenas no segundo semestre.

O médico também destacou que, mesmo após a cirurgia, não é possível eliminar completamente o risco de uma nova lesão. Ainda assim, há formas de reduzir esse perigo: "Sempre existe uma vulnerabilidade e um risco residual, como em outras lesões. Por isso, é fundamental uma boa cirurgia e uma reabilitação bem planejada, passo a passo, para minimizar esse risco ao máximo."

Militão pode voltar ao alto nível

Apesar do histórico recente de lesões, Lempainen demonstrou otimismo quanto à recuperação do jogador. Segundo ele, há diversos exemplos de atletas que retornaram ao mais alto nível após problemas semelhantes.

"Já tratei muitos esportistas de elite com esse tipo de lesão e eles conseguiram voltar ao máximo rendimento. Alguns, inclusive, tiveram seus melhores anos depois da cirurgia."

A nova lesão de Militão ocorre em um momento delicado para a seleção brasileira, comandada por Carlo Ancelotti. O zagueiro era peça importante no planejamento para a Copa do Mundo, mas está oficialmente fora do torneio.

A ausência se soma a outros problemas físicos no ciclo, ampliando as dúvidas sobre o setor defensivo. Ainda assim, a prioridade, neste momento, é garantir que Militão retorne em plenas condições - mesmo que isso signifique um período maior longe dos gramados.

Empate amargo

Operário empata no fim e é eliminado da Copa Verde

Com a eliminação o Operário se mantém vivo apenas na disputa do Brasileirão Série D

30/04/2026 11h00

Operário amarga empate fora de casa e está eliminado da Copa Verde

Operário amarga empate fora de casa e está eliminado da Copa Verde Foto: @felipesurto/Operário FC

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Em partida válida pela última rodada da fase grupos da Copa Verde, na última quarta-feira (29), o Operário foi até a cidade de Paranoá no Distrito Federal para enfrentar o Capital e em uma partida com um final emocionante, mas que acabou com ambas as equipes eliminadas. 

A partida era importante para ambas as equipes, pois visavam a classificação e os demais resultados da rodada estavam favoráveis, principalmente para a equipe do Operário, que em determinado momento chegou a liderar o grupo e estava se classificando momentaneamente. 

O JOGO

A partida começou com o Operário surpreendendo os donos da casa, logo aos nove minutos da primeira etapa. Após bela jogada pela ponta esquerda, Danilinho recebeu livre dentro da área e desviou a bola para dentro do gol. 

Abrindo o placar, dando esperança para a torcida operariana, que com o resultado de momento o time estava se classificando. 

Mas o bom momento do Galo da Capital ficou reservado à esse gol, após isso a partida foi de domínio completo do Capital, que buscava o gol a todo custo, e fez com que o goleiro Luiz Felipe trabalhasse bastante, seja em bolas paradas ou em jogadas trabalhadas pelas pontas. 

O gol de empate do time da casa veio no apagar das luzes do primeiro tempo, aos 53 minutos, último lance da primeira etapa. 

Após lateral cobrado na área a bola foi desviada e caiu nos pés de Deysinho, que deu um leve toque na saída do goleiro e deixou tudo igual no placar. 

No intervalo a tabela de classificação se encontrava da mesma forma que iniciou os jogos, com as três partidas terminando a primeira etapa empatados, ou seja, naquele momento não havia mudança de posição na tabela. 

E no momento os classificados eram o Araguaína que estava segurando o empate com o Vila Nova e o Rio Branco que empatava com o Primavera fora de casa. 

Restando apenas 45 minutos para definir os classificados a atenção era máxima dentro e fora de campo, pois qualquer gol em uma partida poderia mudar completamente o rumo da tabela. 

O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro tempo, o time do Distrito Federal tinha mais a bola e propunha mais o jogo e consequentemente levava mais perigo à meta defendida por Luiz Felipe, que continuou fazendo boas defesas e salvando o Operário. 

O Operário teve seus raros momentos de ataque no segundo tempo, já nos acréscimos o time quase desempata a partida, após cruzamento rasteiro na área, Alex Choco fez de tudo para chegar a tempo, mas não conseguiu desviar a bola e o Galo perdeu uma boa oportunidade. 

Na sequência do lance aos 49 minutos da etapa complementar Cesinha faz boa tabela, recebe fora da grande área e arrisca o chute rasteiro no canto direito do goleiro do Operário, fazendo um belo gol para virar a partida e colocar o Capital à frente do placar. 

O jogo ainda teve mais emoção, aos 51 minutos da segunda etapa, Luisinho toca para que recebe na entrada da grande área e bate cruzado, para empatar a partida. Mas o gol de nada adiantou, com os resultados dos outros jogos o Operário acabou eliminado da competição. 

A classificação final contou com uma reviravolta surpreendente, o Vila Nova, que se classificou em primeiro do grupo, garantiu a liderança aos 49 minutos da segunda etapa, quando virou a partida para cima do Araguaína. 

Completando os classificados, em segundo lugar ficou a equipe do Rio Branco-ES, que fez seu dever e segurou o empate fora de casa e ainda contou com a ajuda dos outros resultados. 

COMO FICA 

Os confrontos da próxima fase já estão definidos, pois de acordo com o regulamento da competição, o líder do grupo A enfrenta o segundo do grupo B e vice e versa. 

Então dessa forma, na semifinal os duelos serão, Vila Nova contra o também goiano Anápolis e o Rio Branco enfrentará a equipe do Gama do Distrito Federal, que liderou o grupo B. 

BOLA PRA FRENTE 

Com a eliminação, o Operário pode focar 100% de sua atenção no Brasileirão da Série D, onde o clube vive momento delicado, pois ainda não venceu na competição e se encontra fora da zona de classificação. 

O próximo compromisso do Galo da Capital é justamente pela competição nacional, onde na ocasião o clube vai até Minas Gerais para enfrentar o líder do grupo Uberlândia, que possui nove pontos em quatro partidas. 

A partida acontece no sábado (2), no Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia. A bola rola às 17h, horário de Brasília. 
 

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