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Cristiano Ronaldo supera marca de Pelé e Messi em vitória de Portugal

Com o pênalti convertido por ele, e os gols marcados por João Félix e Rafael Leão, Portugal estreou no Qatar com uma vitória por 3 a 2

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Após cavar um pênalti, Cristiano Ronaldo pegou a bola, deu-lhe um beijo e junto com ela foi fazer o que sabe de melhor. Aos 20 minutos do segundo tempo do duelo contra Gana, o português se tornou nesta quinta-feira (24) o primeiro jogador da história a marcar em cinco edições de Copas do Mundo.


Com o pênalti convertido por ele, além dos gols marcados por João Félix e Rafael Leão aos 32 e aos 34 também da etapa final, Portugal estreou no Qatar com uma vitória por 3 a 2. Andre Ayew e Bukari marcaram por Gana.


Ao balançar a rede no estádio 974, em Doha, o camisa 7 português deixa para trás Pelé, o argentino Lionel Messi, além dos alemães Miroslav Klose e Uwe Seeler. Todos eles marcaram em quatro edições de Mundiais.


Pelé, por exemplo, marcou em 1958, 1962, 1966 e 1970, enquanto o craque argentino balançou as redes em 2006, 2014, 2018 e também na estreia da Argentina neste ano, na derrota para a Arábia Saudita, por 2 a 1.
Ao todo, o camisa 7 português soma, agora, oito gols na história das Copas: um na Alemanha (2006), um na África do Sul (2010), dois no Brasil (2014), três na Rússia (2018) e um no Qatar (2022).


O triunfo deixa a seleção europeia em boa situação no Grupo H, uma vez que Uruguai e Coreia do Sul ficaram num empate sem gols, horas antes do confronto no estádio 974.


Foi o segundo confronto entre Gana e Portugal na história das Copas. No primeiro, em 2014, os europeus venceram por 2 a 1, sendo um dos gols justamente de Cristiano Ronaldo.


Assim que a bola rolou, aliás, o atacante já acumulou mais uma marca para seu currículo. Ele entrou para um seleto grupo de atletas com cinco Copas.


Fazem parte dessa lista os mexicanos Antonio Carbajal (1950-1962) e Rafael Márquez (2002-18), o alemão Lothar Matthäus (1982-98), o italiano Gianluigi Buffon (1998-2014), além de nomes que também entraram neste Mundial: o argentino Lionel Messi (2006-2022) e os mexicanos Andrés Guardado e Guillermo Ochoa (2006-2022).


Mas essa marca estava longe de ser a única que o craque buscava no Qatar. No primeiro tempo, ele foi quem mais tentou balançar a rede. Até conseguiu, aos 30 minutos, mas o lance foi anulado porque o árbitro entendeu que ele cometeu uma falta na origem da jogada.


Depois de um primeiro tempo movimentado, mas sem gols, a etapa final teve cinco bolas na rede. Primeiro, Cristiano Ronaldo abriu o placar de pênalti, aos 20 minutos. Ayew empatou logo em seguida, aos 28. Mas João Félix, aos 33 e Rafael Leão, aos 35, colocaram os portugueses em vantagem.
Antes do fim, houve tempo apenas para Bukari descontar, aos 44 minutos.



PORTUGAL


Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Danilo Pereira e Raphael Guerreiro; Rúben Neves (Rafael Leão), Bruno Fernandes e Bernardo Silva (João Palhinha); Otávio (William Carvalho), João Félix (João Mário) e Cristiano Ronaldo (Gonçalo Ramos). T.: Fernando Santos.

 

GANA


Ati-Zigi; Seidu (Tariq Lamptey), Djiku, Amartey, Salisu e Baba; Partey, Abdul-Samed, Kudus (Osman Buakri) e André Ayew (Jordan Ayew); Iñaki Williams. T.: Otto Addo.

 

Estádio: 974, em Doha (Qatar)
Horário: Às 13h (de Brasília) desta quinta-feira (24)
Árbitro: Ilsmail Elfath (Estados Unidos)
Auxiliares: Kyle Atkins (Estados Unidos) e Corey Parker (Estados Unidos)
VAR: Armando Villarreal (Estados Unidos)
Gols: Cristiano Ronaldo, 19' aos 2° T, e João Félix, aos 32' do 2° T (Portugal), Rafael Leão, aos 34' do 2° T. André Aywe, aos 27' do 2° T, e Osman Bukari, aos 43' do 2° T
Cartões amarelos: Andre Ayew, Iñaki Williams, Kudus Mohammed, Alidu Seidu (Gana). Danilo Pereira e Bruno Fernandes (Portugal).

 

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Esporte

Felipão visita seleção na Granja Comary a convite de Ancelotti e conversa com elenco

Após o discurso, ele acompanhou o treino dos jogadores

28/05/2026 23h00

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28)

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28) MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

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Luiz Felipe Scolari visitou a Granja Comary nesta quinta-feira, 28, e conversou com os jogadores da seleção brasileira que iniciaram a preparação para a Copa do Mundo de 2026.

O convite foi feito diretamente pelo técnico Carlo Ancelotti. Felipão foi o último treinador campeão do mundo pelo Brasil, em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul.

Foi uma retribuição a Felipão ter comparecido, em maio de 2025, ao evento de apresentação de Carletto.

Na ocasião, o italiano foi presenteado com uma camisa retrô da seleção, dada pelo ex-treinador, e ouviu que se precisasse de ajuda na adaptação ao Brasil e futebol brasileiro, poderia ligar para ele a qualquer momento.

"Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: 'eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro'", disse Felipão aos jogadores, segundo a CBF.

Após o discurso, ele acompanhou no gramado do centro de treinamento da CBF o segundo trabalho do grupo após a apresentação para o Mundial.

Neymar, que está tratando a lesão na panturrilha direita, não esteve no campo, mas acompanhou o discurso. Felipão foi o técnico da seleção em 2014, na primeira Copa do camisa 10.

"Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Vocês têm um cara que irá comandar vocês e que conhece de futebol. Portanto, aceitem, dialoguem, conversem", foi outra parte do discurso de Felipão, divulgado pela CBF.

Felipão é coordenador técnico do Grêmio. Ele conversou bastante tempo com Weverton, goleiro gremista e com quem trabalhou em 2018, no Palmeiras.

Líderes do elenco como Casemiro e Raphinha também tiveram um contato mais direto com o treinador, além de Juan, ex-zagueiro nas Copas de 2006 e 2010 e que hoje tem cargo na diretoria de seleções da CBF.

Força

Fonseca cita 'mentalidade' em virada e prevê duelo com Djokovic: 'Sempre quis jogar contra ele'

Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2

27/05/2026 23h00

Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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Após vencer o croata Dino Prizmic com uma virada heroica na segunda rodada de Roland Garros, nesta quarta-feira, João Fonseca destacou que sua mentalidade foi um dos pontos principais para conseguir reverter o resultado desfavorável no saibro de Paris. Depois de sair perdendo por 2 sets a 0, ele virou o placar e fechou o jogo por 3 sets a 2.

"Tenho aprendido cada vez mais que um dos principais fatores para chegar no topo, o que mais diferencia ali os jogadores top-50, top-20, top-10, top-5, top-1, é como eles conseguem lidar com pressão, com a expectativa, nos momentos mais importantes da partida. Se eles conseguem executar os melhores golpes deles dentro dos momentos importantes. Então, tudo vem em questão da mentalidade. Obviamente, é uma das coisas mais difíceis do tênis, porque o resto, enfim, você consegue controlar um pouco, treinar um pouco... Enfim, físico você treina, técnica você treina e a mentalidade precisa de experiência", disse o tenista.

"O fato de eu conseguir (lidar bem com a questão mental) vem um pouco com uma coisa mais pessoal, talvez, pela minha base, pela minha família que me ajudou a sempre me deixar mais tranquilo. Respiração é uma coisa que me ajuda a deixar mais calmo, a pensar com mais clareza. E lidar com pressão, lidar com expectativa vem desse ponto. (...) O tênis tem muito disso, ainda mais em cinco sets, acho que leva muito mais o lado físico, o lado mental. Então, acho que tem um pouco disso, a mentalidade é realmente muito importante", completou.

Para garantir a classificação na terceira rodada, Fonseca, atual número 30 do mundo, flertou com a derrota. Em duelo equilibrado, ele foi superado nas duas primeiras parciais por 3/6 e 4/6. No terceiro set, o brasileiro começou a reação e venceu por 6/3. No quarto, ele dominou totalmente em quadra e triunfou por 6/1. No set desempate, ele fechou por 6/2.

Ao avançar para a terceira fase, Fonseca igualou sua melhor performance em Roland Garros. Em 2025, ele foi eliminado na terceira rodada para o britânico Jack Draper por 3 sets a 0.

"Hoje eu perdi os dois primeiros sets e eu só fui focando em game a game, não fui pensando que tinha mais três sets, eu só fui mantendo, mantendo e as coisas foram acontecendo, o tempo foi passando e consegui ficar. Feliz com a forma como eu encarei acho que todo esse momento da partida. E me sinto preparado. De novo, vou ter que jogar um belíssimo tênis, vou ter que apresentar um belíssimo tênis. Mas eu acho que, no final das contas, é desfrutar desse momento. Não é qualquer um que consegue entrar na Philippe Chatrier contra o Djokovic, que tem essa oportunidade. Então é desfrutar e tentar fazer nosso melhor", avaliou.

Segundo Fonseca, a torcida também foi importante para ele alcançar a vitória nesta quarta. "Eu acho que a torcida brasileira fez um belíssimo papel hoje, me ajudou a me manter firme, manter acreditando, mesmo 2 sets abaixo, eles estavam lá acreditando. Talvez, quando eu perdi o segundo set, nem eu acreditava, só fui mantendo. Eles foram me ajudando, foram indo comigo nos momentos difíceis, nos momentos bons e foi um excelente trabalho da minha equipe."

Na próxima fase do Grand Slam de Paris, Fonseca enfrenta a lenda Novak Djokovic, um dos maiores tenistas da história, três vezes campeão de Roland Garros. Esta será 12ª vez que o jovem encara o sérvio, sendo que em todas as oportunidades anteriores ele foi derrotado. Para o brasileiro, este será mais um momento especial em sua carreira.

"Óbvio que sempre quis jogar contra o Djokovic, sempre foi uma coisa que eu pensei, que, antes dele se retirar, antes dele se aposentar, eu queria jogar uma partida com ele, ter essa oportunidade", finalizou.

A partida entre Fonseca e Djokovic pela terceira rodada de Roland Garros será na sexta-feira, 29, na quadra Philippe Chatrier. O horário do jogo ainda não foi definido.

 

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