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Cristiano Ronaldo transformou Portugal e agora busca o ápice pela seleção

A estreia dos lusos será nesta quinta-feira (24), às 12h, contra Gana, no estádio 974, em Doha

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Primeiro foi Bernardo Silva. Depois, Rúben Neves, Bruno Fernandes e, por fim, o técnico Fernando Santos. Desde a chegada de Portugal ao Qatar, todos aqueles que foram questionados sobre Cristiano Ronaldo se esquivaram de fazer qualquer crítica ao craque.


Mais do que evitar que o litígio do atacante com o seu -agora- ex-clube Manchester United pudesse contaminar o ambiente da seleção, há entre os portugueses um enorme respeito ao camisa 7 por tudo que ele representa para o país.


Desde que Cristiano Ronaldo estreou pela seleção, Portugal nunca mais ficou fora de um torneio importante.
O atacante liderou seu país nos dois primeiros títulos oficiais da equipe principal, a Eurocopa e a Liga das Nações, e tem agora a chance de chegar ao ápice com a conquista da Copa do Mundo.


A estreia dos lusos será nesta quinta-feira (24), às 13h (de Brasília), contra Gana, no estádio 974, em Doha.
Será o quinto Mundial do craque, que mudou o patamar dos portugueses no cenário do futebol internacional. Não é nenhum exagero dizer que a história de Portugal se divide em dois momentos distintos, antes e depois da estreia dele.


Já faz 19 anos desde que ele vestiu a camisa lusitana pela primeira vez. Ele nem era ainda o dono da camisa 7 quando o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari o colocou no segundo tempo de um amistoso contra o Cazaquistão, em 2003.


O então camisa 16 entrou no lugar de Rui Costa, ídolo histórico em seu país, e de cara já mostrou suas habilidades. Infernizou a defesa adversários com seus dribles e velocidade.


Até aquele momento, Portugal tinha um histórico modesto no futebol, com participações em apenas três mundiais e três Eurocopas, entre 1930 e 2002.


Neste período, suas maiores glórias foram o terceiro lugar no Mundial de 1966, até hoje seu melhor desempenho no torneio, e a consagração individual de Luís Figo como melhor jogador do mundo em 2001.
Já com o camisa 7, são cinco Copas e cinco Euros consecutivas, incluindo a histórica campanha de 2016, quando ganhou a competição de seleções europeias pela primeira vez.


Soma-se a isso como motivo de orgulho para os portugueses os títulos individuais de Cristiano, sobretudo as cinco vezes em que ele foi eleito o melhor do planeta. É também o jogador com mais gols por uma seleção (117), e o artilheiro histórico da Liga dos Campeões (140).


É um currículo que contrasta com o momento atual vivido por ele, pelo menos, em sua trajetória por clubes. Neste instante, ele pode se considerar desempregado.


O rompimento com o Manchester United ocorreu após uma polêmica entrevista que ele deu para um programa de TV britânico, em que criticou a estrutura do clube, disse que se sentia traído por algumas pessoas e detonou o técnico Erik ten Hag, a quem disse não respeitar -por não se sentir respeitado.
Apesar disso, segundo a equipe inglesa, o desligamento ocorreu em "comum acordo". Já o atleta valorizou sua trajetória na equipe, mas disse que também era a hora certa de ir.


A conversa do jogador com o jornalista Piers Morgan ocorreu dias antes da estreia portuguesa na Copa. Segundo o jogador, "timing é sempre timing".


Ele acredita, inclusive, que o elenco português não foi nem será influenciado por questões individuais dele. "Todos me conhecem desde os 11 anos. Todos querem muito esta competição, todos querem jogar, que é algo que gosto de ver, a ambição é muito alta."


Na esteira do craque, surgiu junto com ele uma geração que fez Portugal deixar de ser um figurante no torneio para um time que realmente pode sonhar com o título. É com essa condição que o time chega ao Qatar.


Nomes como Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Rafael Leão e companhia não entram mais em campo com medo de adversários mais tradicionais, como a França, derrotada por Portugal na final da Euro, ou a Holanda, superada na decisão da Liga das Nações2019.


Se não todos, a maioria incorporou a mentalidade vencedora -muitas vezes acusada de egocêntrica- de Cristiano Ronaldo. O próprio astro reconhece isso.


"Essa seleção tem um potencial enorme. Podemos fazer algo grande por nosso país."


Nesta quinta-feira, os portugueses devem ir a campo com: Diogo Costa; João Cancelo, Danilo Pereira, Rúben Dias e Nuno Mendes (Raphael Guerreiro); William Carvalho, Rúben Neves e Bruno Fernandes; Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e João Félix (Raphael Leão).


Do outro lado, a Gana chega para sua quarta participação na Copa do Mundo após ter perdido o mundial da Rússia, em 2018. Antes disso, a seleção disputou as edições de 2014, 2010 e 2006.


Os ganeses buscam passar pela primeira vez da barreira das quartas de final, mas precisam superar um concorrido Grupo H, com Portugal, Uruguai e Coreia do Sul.


O técnico Otto Addo não tem desfalques confirmados, e deve ir para a estreia com: Ati Zigi; Mensah, Salisu, Amartey e Tariq Lamptey; Abdul Samed, Thomas Partey e Kudus; Andre Ayew, Jordan Ayew e Sulemana.

Estádio: 974, em Doha (Qatar)
Horário: Às 13h (de Brasília) desta quinta-feira (24)
Árbitro: Ilsmail Elfath (Estados Unidos0
VAR: Armando Villarreal (Estados Unidos)
Transmissão: Globo, SporTV e Globoplay

tênis

João Fonseca bate Djokovic em batalha épica e consegue maior vitória da carreira em Roland Garros

Duelo de quase cinco horas mostra poder de reação do brasileiro diante do atual número 4 do mundo

29/05/2026 15h31

João Fonseca venceu Djokovic em cinco sets

João Fonseca venceu Djokovic em cinco sets Foto: Federação Francesa de Tênis (FFT)

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Um jogo épico com final feliz. Assim pode ser definida a vitória de virada de João Fonseca sobre o sérvio Novak Djokovic nesta sexta-feira, na quadra Philippe Chartrier. A exemplo do que fez contra o croata Dino Prizmic na última rodada, o brasileiro superou uma desvantagem de 2 a 0, mostrou um incrível poder de reação e garantiu a vaga nas oitavas de final de Roland Garros com triunfo de 3 sets a 2, parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5 em 4h54 de duração.

Na partida mais esperada desta sexta-feira, falou mais alto a juventude e agressividade de João Fonseca (30º) diante da experiência do atual 4º do mundo. Considerado um dos grandes talentos da nova geração, o resultado positivo chega para mostrar que ele já começa a fazer frente aos tenistas do Top-10 da ATP.

Até o confronto desta sexta-feira, o cenário se mostrava amplamente desfavorável. Nas sete vezes anteriores em que enfrentou rivais deste quilate, o triunfo só veio em uma oportunidade, no embate contra Andrey Rublev em compromisso válido pelo Australian Open do ano passado.

Antes, ele amargou o revés nos confrontos contra o italiano Jannik Sinner, o espanhol Carlos Alcaraz, o alemão Alexander Zverev, além dos norte-americanos Ben Shelton e Taylor Fritz, e ainda o britânico Jack Draper.

Esta vitória de virada na terceira rodada do torneio parisiense já supera a campanha realizada pelo jovem tenista carioca na edição 2025 de Roland Garros. Neste ano, depois de estrear superando o francês Luka Pavlovic, ele venceu na última rodada, também de virada, o croata Dino Prizmic.

Dono de 24 títulos de Grand Slam e com três troféus de Roland Garros em seu extenso currículo, Djokovic entrou em quadra bastante focado e logo apresentou seu cartão de visitas, mostrando a sua maior categoria.

Com o saque na mão, o brasileiro foi surpreendido pela frieza e precisão do tenista de 39 anos e teve o serviço quebrado logo de cara.

João bem que tentou ousar no confronto para tentar tirar o rival da zona de conforto. Variou os golpes e apostou em bolas curtas, mas voltou a falhar em lances capitais. Esses erros custaram mais uma quebra. Absoluto, o sérvio abriu 5 a 1 e ficou muito perto de definir a parcial. O que ele não contava é com a reação de seu adversário.

Apostando na força do saque (obteve três aces), ele venceu três games seguidos e diminuiu a distância para 5 a 4. Pressionado, o experiente tenista reagiu, manteve o rival no fundo de quadra e definiu o primeiro set em 6/4 com uma linda bola curta.

A facilidade de leitura da partida foi o caminho encontrado por Djoko para abrir frente. Com os dois tenistas praticando um jogo de alto nível, ele aproveitou uma breve oscilação de Fonseca para obter a quebra no quinto game e cravar um 6/4 e fazer dois a zero em sets.

O terceiro set teve um início diferente em relação às outras duas parciais. Mais concentrado e com muita agressividade, o brasileiro conseguiu abrir 3 a 0 com uma quebra e contou com a apoio efusivo da torcida com a vantagem. Ele subiu o nível seu jogo, administrou o duelo e fechou a parcial em 6/3 com um belo ace.

A empolgação que tomou conta da quadra com a vitória do brasileiro no terceiro set aumentou ainda mais a temperatura do jogo quando Fonseca iniciou a quarta parcial quebrando o serviço do rival, fazendo 2 a 0. No entanto, do outro lado estava Novak Djokovic. Ele soube segurar a pressão, voltou a se impor e deixou tudo igual no quarto game: 2 a 2. O duelo se manteve equilibrado até o final, quando a estrela de Fonseca voltou a brilhar. Ele fechou o quarto set em 7/5 e levou a disputa para o quinto set.

Numa etapa da partida onde os erros costumam custar caro, o improvável continuou deixando a sua marca. Fonseca teve o serviço quebrado no quarto game, mas respondeu de forma imediata e deu o troco na sequência. Com 5 a 4 a seu favor, Djoko viu novamente um eficaz adversário confirmar seu serviço e manter a igualdade

Contando com o apoio da torcida e mais inteiro fisicamente, João passou a apostar em jogadas de efeito para surpreender o seu rival. Ao quebrar o serviço e ter o saque na mão, ele mostrou frieza para ser efetivo no momento final e fechou o quinto set em 7/5.

Esporte

Felipão visita seleção na Granja Comary a convite de Ancelotti e conversa com elenco

Após o discurso, ele acompanhou o treino dos jogadores

28/05/2026 23h00

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28)

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28) MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

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Luiz Felipe Scolari visitou a Granja Comary nesta quinta-feira, 28, e conversou com os jogadores da seleção brasileira que iniciaram a preparação para a Copa do Mundo de 2026.

O convite foi feito diretamente pelo técnico Carlo Ancelotti. Felipão foi o último treinador campeão do mundo pelo Brasil, em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul.

Foi uma retribuição a Felipão ter comparecido, em maio de 2025, ao evento de apresentação de Carletto.

Na ocasião, o italiano foi presenteado com uma camisa retrô da seleção, dada pelo ex-treinador, e ouviu que se precisasse de ajuda na adaptação ao Brasil e futebol brasileiro, poderia ligar para ele a qualquer momento.

"Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: 'eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro'", disse Felipão aos jogadores, segundo a CBF.

Após o discurso, ele acompanhou no gramado do centro de treinamento da CBF o segundo trabalho do grupo após a apresentação para o Mundial.

Neymar, que está tratando a lesão na panturrilha direita, não esteve no campo, mas acompanhou o discurso. Felipão foi o técnico da seleção em 2014, na primeira Copa do camisa 10.

"Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Vocês têm um cara que irá comandar vocês e que conhece de futebol. Portanto, aceitem, dialoguem, conversem", foi outra parte do discurso de Felipão, divulgado pela CBF.

Felipão é coordenador técnico do Grêmio. Ele conversou bastante tempo com Weverton, goleiro gremista e com quem trabalhou em 2018, no Palmeiras.

Líderes do elenco como Casemiro e Raphinha também tiveram um contato mais direto com o treinador, além de Juan, ex-zagueiro nas Copas de 2006 e 2010 e que hoje tem cargo na diretoria de seleções da CBF.

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