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ELIMINATÓRIAS

De MS, goleiro naturalizado deve ficar no banco contra o Brasil

Convocado para as rodadas de setembro das eliminatórias, o murtinhense Carlos Coronel iniciou no banco no último jogo do Paraguai, do qual foi um empate sem gols contra o Uruguai

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Nascido em Porto Murtinho, o goleiro Carlos Coronel deverá ser opção no banco de reservas da seleção paraguaia contra o Brasil, nesta terça-feira (10), às 20h30 (horário de MS), pela 8ª rodada das eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2026.

Na última sexta-feira (06), o Paraguai empatou sem gols contra o Uruguai, fora de casa, em partida que marcou a despedida do goleador Luis Suárez da seleção celeste. Neste jogo, o goleiro titular da albirroja foi o conhecido da população brasileira Gatito Fernández, que defende as cores do Botafogo desde janeiro de 2017, enquanto Coronel ficou no banco.

Na Copa América deste ano, que aconteceu em junho e julho, Carlos também foi convocado pelo técnico Daniel Garnero para a disputa da competição. Porém, em três jogos da seleção paraguaia no torneio continental (incluindo uma derrota de 4x1 diante do Brasil), o murtinhense acabou sendo reserva em todos.

Ao todo, Coronel tem nove partidas com a camisa vermelha e branca, sendo seis em 2023 durante as eliminatórias e mais três neste ano em junho, em amistosos oficiais. Hoje, é goleiro titular do NY Red Bull (EUA) e, desde o término da Copa América, foi titular em seis das sete partidas que a equipe disputou.

Atualmente, a seleção paraguaia ocupa a sétima colocação das eliminatórias, ou seja, indo para a repescagem, com seis pontos (uma vitória, três empates e três derrotas). Enquanto isso, o Brasil está na quarta posição, com 10 pontos conquistados (três vitórias, um empate e três derrotas). Confira a classificação completa:

Fonte: Conmebol

Segundo o Transfermarkt, site especializado em valores dos jogadores profissionais, Carlos Coronel é avaliado em 1 milhão de euros (R$ 6,2 milhões, na cotação atual).

Trajetória - Carlos Coronel

Carlos nasceu no dia 29 de dezembro de 1996, em Porto Murtinho, mas com mãe paraguaia. Ele nunca jogou profissionalmente no Brasil, mas já passou por times de base nacionais, como o Red Bull Brasil sub-20, de Campinas. Também já foi aprovado em uma peneira no São Paulo, mas foi dispensado logo depois. 

"Eu tinha uns 15 anos quando fiquei um mês em Cotia no CT e fui aprovado, mas depois fui dispensado. O motivo exato (da dispensa) eu não consigo te dizer. Talvez tenha acontecido algo entre o meu representante na época e algum diretor do São Paulo", disse Carlos ao canal de esportes ESPN.

Depois disso, Carlos passou por Desportivo Brasil e Paraná até chegar ao Red Bull Brasil, em 2011. Antes mesmo de estrear no profissional, ele mudou-se para o Red Bull Salzburg e foi cedido por três temporadas ao Liefering, clube satélite que disputava a segunda divisão austríaca à época.

"Era a sede do projeto e viajava bastante para acompanharem meu desenvolvimento. Foi bem importante porque precisava de um tempo para me adaptar ao estilo de jogo, língua e cultura diferentes. É tudo muito parecido com o time principal, se você estiver pronto, sobe".

Com atuações de destaque, o brasileiro foi incorporado ao elenco principal do Salzburg, mas não teve espaço no time titular nos anos seguintes. Por isso, foi emprestado em 2019 ao Philadelphia Union e ao Bethlehem Steel, ambos dos EUA.

O goleiro voltou ao Salzburg depois que o titular se machucou em um acidente de moto. O brasileiro passou a revezar no banco de reservas até receber uma chance contra o Napoli pela Liga dos Campeões. Ele entrou no segundo tempo na vaga do lesionado Stankovic na derrota por 3 a 2 para os italianos.

"Foi uma coisa que aconteceu muito rápido. É a maior competição de clubes do mundo, todos acompanham. Foi um grande feito na minha carreira e espero jogar mais jogos pela Champions".

O brasileiro fez mais oito jogos na temporada, incluindo outros dois duelos pela Liga dos Campeões: vitória sobre o Genk por 4 a 1 e o empate por 1 a 1 com o Napoli - ao lado de Erling Haaland, atualmente no Manchester City. Após começar a temporada 2020-21 como reserva outra vez, Carlos resolveu mudar de ares e se transferir para o NY Red 

Nas duas temporadas pela equipe norte-americana, ele foi titular absoluto e conseguiu chegar aos playoffs da MLS. O goleiro já enfrentou Messi em partida em outubro do ano passado, mas não foi o único grande atacante que já enfrentou. Já teve o gosto de enfrentar alguns grandes atacantes em amistosos contra Liverpool e Real Madrid.

"Contra o Liverpool senti um pouco mais de pressão porque tinha Mané, Salah e Firmino no auge depois de vencerem a Champions. Foi bem especial. Joguei também contra o Benzema e fiz algumas defesas. São experiências que agregam muito".

Também participou de um amistoso pelo NY Red Bulls contra o Barcelona, que terminou com derrota por 2 a 0.

"O mais complicado foi o Lewandowski porque ele se posiciona muito bem. Você tenta ler a situação e muitas vezes ele se movimentava muito. Toda bola aérea ele ganhava".

*Colaborou Neri Kaspary

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Baixas

Brasileirão 2026 chega a 20 técnicos demitidos e só 6 clubes não trocaram de treinador

No caso de Seabra, ele até começou com uma boa campanha e levou a equipe paranaense

28/10/2026 23h00

Fernando Seabra, ex-treinador do Coritiba

Fernando Seabra, ex-treinador do Coritiba Foto: Divulgação / Twitter

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Na noite da última terça-feira, 27, Fernando Seabra não resistiu a uma sequência de sete jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e foi demitido do Coritiba, tornando-se a mais nova vítima da competição. Com isso, a Série A, em sua 32ª rodada, soma 20 técnicos demitidos em 2026.

No caso de Seabra, ele até começou com uma boa campanha e levou a equipe paranaense, em seu retorno à primeira divisão, a frequentar a parte de cima da tabela. Porém, na reta final, o clube perdeu fôlego e posições na tabela, enfrentando uma sequência negativa e ficando na 12ª posição do torneio, com 39 pontos conquistados, a cinco da zona de rebaixamento.

Com a troca de comando no Coritiba, o Campeonato Brasileiro chega à marca de 20 mudanças de treinadores nesta edição, com apenas seis clubes mantendo o mesmo técnico desde o início da competição.

Os únicos comandantes que seguem à frente de suas equipes desde a primeira rodada da competição são: Abel Ferreira, no Palmeiras (2ª); Rogério Ceni, no Bahia (7ª); Vagner Mancini, no Red Bull Bragantino (10ª); Rafael Guanaes, no Mirassol (15ª); Odair Hellmann, no Athletico-PR (4ª); e Jair Ventura, no Vitória (14ª)

Já a primeira saída aconteceu ainda na 3ª rodada do Brasileirão, quando o Atlético-MG optou pela troca no comando técnico após empatar em 3 a 3 com o Remo e encerrou o trabalho de Jorge Sampaoli.

Além disso, até aqui, seis equipes estão em seu terceiro treinador na competição, já tendo realizado três mudanças no comando, ou seja, demitido dois treinadores. São elas: Vasco, Remo, São Paulo, Botafogo, Chapecoense e Corinthians.

TREINADORES DEMITIDOS NESTA EDIÇÃO DO BRASILEIRÃO:

Fernando Seabra, Coritiba

Fernando Diniz, Corinthians

Paulo Pezzolano, Internacional

Léo Condé, Remo

Luís Castro, Grêmio

Franclim Carvalho, Botafogo

Luis Zubeldía, Fluminense

Renato Gaúcho, Vasco

Fábio Matias, Chapecoense

Roger Machado, São Paulo

Dorival Júnior, Corinthians

Gilmar Dal Pozzo, Chapecoense

Martín Anselmi, Botafogo

Juan Vojvoda, Santos

Tite, Cruzeiro

Hernán Crespo, São Paulo

Juan Carlos Osorio, Remo

Filipe Luís, Flamengo

Fernando Diniz, Vasco

Jorge Sampaoli, Atlético-MG

futebol

Vini Jr. é 17º e Brasil iguala sua pior Bola de Ouro em 30 anos

A última vez que o Brasil ficou sem representantes entre os dez primeiros foi em 2021

26/10/2026 19h00

Vini Jr ficou em 17º lugar no Bola de Ouro

Vini Jr ficou em 17º lugar no Bola de Ouro Divulgação/Fifa

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O Brasil teve seu pior desempenho em uma Bola de Ouro desde 2010. Na premiação que acontece nesta segunda-feira, 26, em Londres, Vini Jr. foi o brasileiro mais bem colocado, ficando em 17º lugar. O resultado iguala a pior marca do País em 30 anos, quando Ronaldo Fenômeno terminou na 26ª posição.

A temporada do camisa 7 do Real Madrid não foi das melhores. No período avaliado pela premiação, o jogador marcou 28 gols e deu 16 assistências, porém não conquistou títulos individuais nem com seu clube.

Pela seleção, o atleta teve uma boa Copa do Mundo, na qual marcou quatro vezes e deu uma assistência. Na competição, porém, o Brasil caiu nas oitavas de final para a Noruega. Além de Vini, Gabriel Magalhães, zagueiro do Arsenal, também ficou no top 30, na 21ª posição.

BRASIL NÃO REPETIA DESEMPENHO TÃO ABAIXO DESDE 2010

A última vez que o Brasil ficou sem representantes entre os dez primeiros foi em 2021. Naquela edição, Neymar terminou na 16ª posição e foi o brasileiro mais bem colocado da votação.

Em 2010, Maicon também foi o destaque nacional na lista, ao terminar em 17º lugar. A marca passou a representar a pior colocação de um brasileiro desde então, agora igualada por Vini Jr.

Antes disso, Ronaldo Fenômeno ficou em 26º lugar, em 1995. A edição marcou a primeira vez que a Bola de Ouro permitiu a participação de jogadores de qualquer nacionalidade, desde que atuassem por clubes europeus.

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