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Em partida eletrizante, Lusa vence o Náutico em jogo polêmico com acusações de racismo

O zagueiro da Portuguesa, Vinicius Machado acusou um policial militar de racismo; o clube formalizou a denúncia na manhã de hoje (1).

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Em partida eletrizante com sete gols, a Portuguesa venceu o Náutico em jogo polêmico, no Estádio Jacques da Luz, na noite de ontem (29), pela 7º rodada do Campeonato Estadual. Com a vitória, a Lusa sobe na tabela com 12 pontos e cola no Operário em busca da melhor campanha na competição.  

O primeiro gol da partida aconteceu aos 17 minutos da primeira etapa, quando em uma saída errada na defesa adversária, João Paulo deu um lindo passe para Lucas Caetano, que ganhou a disputa com o goleiro Marcão e a bola sobrou para Felipe que empurrou com o gol vazio, abrindo o placar para o Náutico, 1 a 0. 


Logo após aos 18 minutos, David caiu dentro da área, mas o juiz não viu falta. Minutos depois, o árbitro corrigiu a decisão com ajuda do bandeira e marcou pênalti. O meia Vieira foi para a cobrança, mas o goleiro adversário espalmou, mas a bola sobrou para Raylan deixar o placar tudo igual.  

 Foto: Luciano Siqueira/ Portuguesa

Mais no finalzinho do primeiro tempo, aos 43 minutos o Náutico pulou na frente com o atacante Lucas Caetano. A vantagem durou poucos minutos, quando o meia David ganhou da marcação adversária na velocidade e empatou a partida em 2 a 2.  


Na volta do segundo tempo, as emoções continuaram e Lucas Caetano novamente marca o 3º gol do Jacaré Alviverde. A Lusa conseguiu igualar o resultado após um lindo voleio de dudu, que fez 3 a 3. 

O meia da Portuguesa brilhou novamente,  aos 21 minutos, com Dudu deu uma linda assistência para Rhuan, fazer o 4 a 3. 


Com a vitória, a Lusa chega aos 12 pontos e cola no Operário na vice-liderança do grupo A. O Costa Rica e o Coxim vem logo  atrás. Já o Náutico está rebaixado para a Série B do Estadual.  


Jogador acusa policial de racismo  

Reprodução

O clássico entre Portuguesa e Náutico tinha tudo para ser um dos melhores jogos do Campeonato Sul-Mato-Grossense, se não fosse as cenas lamentáveis de racismo que aconteceram aos 18 minutos do primeiro tempo. 

O lance polêmico foi um pênalti para a Lusa em que que o árbitro demorou para marcar. Os atletas do banco de reservas reclamaram bastante do lance, quando uma equipe policial que fazia a segurança do jogo, entrou em campo, sem a solicitação do árbitro da partida, João Bosco Echeverria. 

Segundo a nota da PM ao Correio do Estado, "na observação do comandante que cuidava da equipe que estava no estádio, foi necessária a intervenção da polícia, a fim de resguardar a equipe de arbitragem e atletas. Após cerca de 20 minutos, os ânimos se acalmaram e a partida pode ser reiniciada sem maiores problemas", relatou.   

De acordo com a assessoria da Portuguesa, no meio do bate-boca, o zagueiro Vinícius Machado apontou para o policial o acusando de racismo. 

O zagueiro tentou sair de campo, mas a comissão técnica da Lusa acalmou os ânimos e o atleta decidiu ficar em campo, visivelmente abalado.  

Questionado sobre o caso, a assessoria da Polícia Militar disse que a "instituição não compactua com qualquer tipo de desvio de conduta de seus integrantes, e que está investigando o caso" 

Ainda de acordo com a assessoria da Portuguesa, o zagueiro Vinicius Machado, juntamente com a equipe jurídica, formalizou a denúncia de racismo na Corregedoria Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, na manhã de hoje (1). 

 

 

Confirma a nota da Portuguesa nas redes sociaiss: 

Divulgação/ 

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BRASILEIRÃO

Corinthians briga por G-5 do Brasileiro com o Cruzeiro antes de decisão na Libertadores

Partida acontece na Neo Química Arena neste domingo, às 18h30 (horário de MS)

16/08/2026 08h00

Goleiro do Corinthians, Hugo Souza

Goleiro do Corinthians, Hugo Souza Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

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O Corinthians tem se saído bem dentro de campo, mesmo com o turbilhão político nos bastidores, e terá a chance de entrar no G-5 do Brasileirão, se vencer o Cruzeiro na Neo Química Arena, às 19h30 deste domingo. A atenção, contudo, está dividida com a disputa das oitavas da Libertadores, com o Rosario Central, cuja rodada de volta está marcada para as 21h30 de quinta-feira, após empate sem gols na Argentina.

O resultado do meio da semana foi importante para que o crescimento da crise vivida no Parque São Jorge fosse contida. Ainda há, entretanto, muita insatisfação da torcida quanto à decisão tomada pelo presidente Osmar Stábile de não renovar o contrato do atacante holandês Memphis Depay.

É possível que ocorram manifestações sobre o caso nas arquibancadas, pois será o primeiro jogo em casa após o desfecho da negociação. Até mesmo a casa de Stábile foi alvo de protestos "Fora ratos" e "Acabou a paz" foram algumas das mensagens escritas em faixas colocadas em frente à residência do dirigente

Até mesmo o elenco foi afetado pela situação, uma vez que a renovação estava encaminhada e a reviravolta só chegou aos jogadores - inclusive ao próprio Memphis - quando o clube publicou uma nota nas redes sociais.

"Foi uma frustração, mas, como foge do nosso controle, isso acaba servindo para unir mais os jogadores. Foi um evento triste, mas serviu de motivação para uma entrega maior e, desta forma, conseguir um bom resultado aqui na Argentina", comentou o técnico Fernando Diniz depois do empate com o Rosario Central.

Na mesma coletiva, o treinador deixou em aberto possibilidades sobre como escalar o time contra o Cruzeiro, em seguida a uma viagem internacional, com pouco tempo de descanso. "É pensar bem e procurar fazer o melhor para o Corinthians", disse o treinador

Diniz nem sempre é adepto da cultura de poupar atletas antes de jogos importantes, mas, desta vez, pode mandar a campo um time alternativo. O problema é que tem poucas opções ofensivas em razão da lesão muscular ainda em tratamento de Yuri Alberto e da saída de Memphis. Também continua como baixa o volante André, um dos pilares do meio de campo alvinegro, que se recupera de lesão de grau dois na posterior da coxa direita.

O time alvinegro tem 32 pontos contra 33 do Cruzeiro, e aquele que vencer se garante entre os cinco primeiros colocados do campeonato. Aos corintianos, isso depende também de um tropeço do Bahia, que também tem 33 e joga contra a Chapecoense, às 11 horas deste domingo, na Arena Condá.

Os cruzeirenses vivem situação parecida à do Corinthians, afinal empataram por 1 a 1 com o Flamengo no primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. A diferença é que jogaram em casa, no Mineirão, e vão ter que surpreender os flamenguistas no Maracanã na quarta-feira, às 21h30.

O Cruzeiro tem, portanto, uma sequência de dois jogos como visitante, já que enfrentam o time paulista em Itaquera. Em frente a um cenário em que precisa decidir se poupa alguns jogadores, o técnico Artur Jorge garante que sua equipe não perde as principais características mesmo quando sofre grandes mudanças.

"Identidade não vai mudar nunca. Temos que mudar o 11 inicial algumas vezes. Somos das poucas equipes que fará, a partir do jogo contra o Corinthians, quatro partidas com intervalo de dois dias. Perceba o que isso representa em termos de exigência física para o elenco. O grupo está totalmente identificado com a ideia de jogo para que possamos poupar nossos principais valores contra quem quer que seja", afirmou.

O técnico português não conta com o atacante Kaique Kenji, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Cássio, ídolo do Corinthians, ainda se recupera de grave lesão multiligamentar no joelho esquerdo e continua entregue ao departamento médico, assim como Gabriel Pec, Luis Sinisterra e Villarreal.

Wesley, atacante formado na base do Corinthians e recentemente contratado pelo Cruzeiro após passagem pelo Al-Nasser, da Árabia Saudita, deve reencontrar a torcida alvinegra em Itaquera, agora como adversário. Ele chegou a abrir conversas para voltar a vestir a camisa corintiana, mas as negociações não avançaram porque o clube está impedido de registrar novos jogadores, com três transfer bans ativos.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS X CRUZEIRO

CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Angileri; Allan, Matheus Pereira, André Carrilo e Breno Bidon; Lingard e Gui Negão. Técnico: Fernando Diniz.

CRUZEIRO - Otávio; Fagner (William), Fabrício Bruno, Villalba e Gabriel Rojas; Lucas Romero (Zé Lucas), Gerson (Matheus Henrique) e Matheus Pereira; Arroyo, Kaio Jorge (Lucho Rodriguez) e Wesley.

ÁRBITRO - Davi De Oliveira Lacerda (ES).

HORÁRIO - 19h30.

LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

ESPORTE

Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

Oposta segue liberada para atuar pelo Osasco no Campeonato Paulista

15/08/2026 23h00

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco Divulgação: Osasco São Cristóvão Saúde

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O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar, na sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade segundo a qual somente atletas do sexo biológico feminino podem disputar as competições femininas da entidade. A oposta Tifanny, primeira atleta trans a disputar a Superliga, em dezembro de 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou com a equipe o título da temporada 2024/2025.

Em nota, o Osasco afirmou ter sido "surpreendido" pela decisão da CBV. Segundo o clube, a medida foi tomada "sem qualquer participação ou opinião prévia do clube". O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que "está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos". O Osasco também declarou "integral apoio a Tifanny".

Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Volleyball (FPV). A entidade informou que, como o Campeonato Paulista teve início antes da publicação da nova política, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

Assim, Tifanny segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. Neste sábado (15), a equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30 (horário de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

Nova política

Segundo a CBV, o novo critério de elegibilidade busca estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão cumprir os critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

A norma anterior previa que mulheres trans poderiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação entra em vigor nas próximas edições da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que permitiu a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), atendendo a pedido da própria CBV. Antes da decisão, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou, em regime de urgência, um requerimento relacionado à participação de atletas trans em eventos esportivos no município.

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