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Fabiana Murer supera trauma e avança à final em Pequim

Nos Jogos Olímpicos de 2008, sua vara sumiu na fase classificatória

GAZETA ESPORTIVA

24/08/2015 - 13h36
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Principal atleta da equipe brasileira em Pequim, Fabiana Murer estreou sem sustos no Mundial. Na madrugada desta segunda-feira, ela não passou pelo sufoco sofrido nos Jogos Olímpicos de 2008, na capital chinesa, onde sua vara sumiu na fase classificatória. Desta vez, no entanto, o instrumento estava onde deveria e a campineira conquistou uma das 14 vagas na final, que será disputada na próxima quarta-feira, a partir das 8 horas (de Brasília).

No Estádio Nacional, o Ninho do Pássaro, Murer saltou 4,55m na única tentativa que fez. Além de Fabiana, apenas a norte-americana Jennifer Suhr, ouro em Londres 2012, começou com o sarrafo na altura de 4,55m. A representante dos Estados Unidos, entretanto, precisou de duas chances.

Na zona mista do estádio, a brasileira foi questionada se já havia esquecido o incidente com a vara na Olimpíada de 2008, disputada no mesmo palco. Eis a resposta da campeã mundial em Daegu 2011: “Estou tão focada na disputa que nem penso nisso, o que houve ficou para trás. A única coisa certa é que será uma disputa difícil, com várias saltadoras em busca do pódio”.

Já nos 400m, Geisa Coutinho terminou em sexto lugar na série 2 da fase preliminar, com 52s72, e não avançou às semifinais. A jamaicana Stephanie-Ann McPherson cravou o melhor tempo geral, com 50s34.

No salto em distância, Higor Silva e Alexsandro Nascimento não conseguiram um lugar na briga por medalhas. O primeiro saltou 7,60m e ficou na 27ª posição no geral, enquanto o segundo queimou as três tentativas a que tinha direito e foi eliminado. Com 8,36m, o norte-americano Jeff Henderson passou em primeiro.

No lançamento do disco, Andressa de Oliveira e Fernanda Borges também não obtiveram sucesso e deixarão Pequim sem sequer disputar a final. Andresa terminou em 19º, com 59,08m, enquanto Fernando ficou em 26º, com 56,74m. A cubana Denia Caballero foi o destaque das eliminatórias, com 65,15m.

Nesta terça-feira, mais dois brasileiros vão à pista do Ninho do Pássaro, ambos na fase classificatória dos 200m rasos: Bruno Lins, na segunda série, às 19h37, e Aldemir Gomes da Sulva Júnior, às 20h12. Nesta mesma prova, o jamaicano Usain Bolt buscará o tetracampeonato mundial da distância.

Alternativa

Ferrari usará asa traseira rotativa em treino do GP da China para reduzir vantagem da Mercedes

Disposta a acabar com o jejum de 18 anos sem títulos, a escuderia italiana vai utilizar a moderna asa traseira

12/03/2026 23h00

Foto: X / Scuderia Ferrari

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O bom desempenho na largada da temporada de Fórmula 1, com terceiro e quarto lugares na Austrália, há uma semana, não foi suficiente para a Ferrari.

Disposta a acabar com o jejum de 18 anos sem títulos, a escuderia italiana vai utilizar a moderna asa traseira rotativa "flip-flop", no treino livre para o GP da China, na madrugada desta sexta-feira, no Circuito Internacional de Xangai, tentando reduzir a vantagem da rival Mercedes, que abriu 2026 com dobradinha.

Utilizada na segunda semana da pré-temporada no Bahrein, a asa traseira inovadora da Ferrari chamou bastante atenção. Trata-se de um componente que vai além de simplesmente mudar de uma posição inclinada para uma posição plana, girando completamente de cabeça para baixo, criando um espaço maior para a passagem do ar e, por consequência, reduzindo o arrasto ao dirigir em retas

"Passamos um dia inteiro ou mais trabalhando na asa e acho que traz alguma vantagem", reconheceu o inglês Lewis Hamilton, quarto na Austrália, ao ser questionado sobre a novidade. "Sou muito grato à equipe porque, na verdade, ela estava prevista para mais tarde, e eles trabalharam muito para desenvolvê-la e trazê-la para cá", seguiu, admitindo que a Ferrari antecipou a utilização do sistema que pode ser um diferencial nas pistas.

"Além da peça em si, o que é interessante é a mensagem que sua chegada à China transmite", seguiu Hamilton, feliz com a antecipação da utilização de Macarena, nome dado à asa traseira. A escuderia não ergue um título de pilotos desde 2007, com Kimi Raikkonen, e espera desencantar com o inglês ou com Charles Leclerc, terceiro em Melbourne. Ela ainda foi campeã de Construtores em 2008.

O heptacampeão sabe que a Mercedes mostrou-se bem à frente das concorrentes no GP da Austrália, com dobradinha com George Russell e Kimi Antonelli e aposta que a asa rotativa possa reduzir essa desvantagem, mesmo seu desempenho não sendo totalmente conhecido.

"É ótimo ver que a equipe está lutando, se esforçando, buscando a vitória e trabalhando incansavelmente na fábrica para trazer melhorias, porque esse é o objetivo", acrescentou. "No ano passado, não consegui ver todo o potencial da equipe nesse modo, porque estávamos focados no carro deste ano."

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Estádio Pedro Pedrossian

Após quatro anos de interdição, reforma do Morenão deve sair do papel neste ano

Estádio não recebe uma partida oficial desde abril de 2022 e deve ser concedido ao Governo do Estado

12/03/2026 16h30

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul deve assinar neste mês o convênio para concessão do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, interditado há quase quatro anos.

A formalização do acordo entre o Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi confirmada nesta quarta-feira (11) pelo governador Eduardo Riedel e é considerada um passo importante para a reabertura do estádio.

Segundo o governador, após a assinatura do convênio, a expectativa é avançar na reforma do espaço e dar continuidade às próximas etapas de obras. 

O estádio que não recebe uma partida oficial desde abril de 2022, e atualmente, passa por uma reforma financiada pelo Governo do Estado, investimento de R$ 9,4 milhões por meio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte).

Conforme o Executivo Estadual, o objetivo é recuperar a estrutura do estádio para permitir a retomada de partidas de futebol e a realização de eventos.

Na sexta-feira (10), o diretor-presidente da Fundesporte, Silvio Lobo Filho, acompanhou uma vistoria nas obras ao lado do promotor Luiz Eduardo Lemos de Almeida, titular da 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. Também participaram da visita representantes da UFMS, incluindo o pró-reitor de Administração e Infraestrutura, Augusto Malheiros, e o pró-reitor de Extensão, Cultura e Esporte, Marcelo Fernandes.

De acordo com Silvio Lobo Filho, a meta é entregar o estádio com condições adequadas de uso. “Queremos entregar o estádio com o gramado adequado, as arquibancadas e vestiários em condições, além de toda a parte estrutural pronta para ser utilizada”, afirmou.

Destacou que o andamento das obras é acompanhado de perto por órgãos técnicos. A fiscalização é realizada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e pela própria Fundesporte, garantindo que as exigências técnicas sejam cumpridas em cada fase da reforma.

A revitalização do Morenão foi dividida em três etapas principais: recuperação da estrutura e dos banheiros, adequações na parte elétrica e intervenções voltadas à acessibilidade e segurança contra pânico.

Segundo Augusto Malheiros, apesar de a previsão oficial de conclusão ser apenas no final do ano, existe a possibilidade de utilização antecipada do estádio. Isso poderá ocorrer caso parte das etapas da reforma seja finalizada antes do cronograma previsto e haja viabilidade contratual e operacional para a liberação do espaço.

Saiba*

Construído há mais de 50 anos, o Morenão não recebe um jogo oficial desde abril de 2022, vitória do Operário por 1 a 0 frente ao Dourados, partida válida pelo Campeonato Sul-Mato-Grossense daquele ano. 

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