O tempo foi o maior adversário da advogada Diana de Oliveira Gonçalves, 33 anos, que viajou de Campo Grande com destino a Lima, no Peru, para ver o Flamengo ser campeão da Copa Libertadores da América. Mas, assim como o time do coração - que venceu o River Plate por 2x1-, a advogada superou todos os obstáculos e conseguiu ver de perto a festa rubro-negra.
Com as passagens em mãos e sem o ingresso do jogo, Diana contou ao Correio do Estado na quinta-feira (21), que o desembarque na cidade ocorreria 1h após o início da partida e, por isso, uma verdadeira maratona ocorreria para realizar o sonho e comemorar o título junto com o Mengão.
Diana saiu de Campo Grande às 12 horas, do dia 21 de novembro, com destino a Congonhas. O itinerário da viagem foi construído com base na primeira informação sobre a final da Libertadores, que seria no Chile e não em Lima, no Peru. Devido aos protestos e a instabilidade no Chile, a partida mudou de lugar e os problemas da advogada começaram.
Depois de passar por Congonhas, em São Paulo, Bolívia e desembarcar no Chile, Diana decidiu tentar adiantar o voo até Lima, no Peru. “Eu fui no guichê da Latam e eles queriam cobrar 1.500 dólares para antecipar a minha passagem. Fiquei triste, falei que não tinha e fui embora, sai andando. Eis que eu avisei uma menina que trabalha na Latam e fui conversar com ela. Contei toda a minha história, minha trajetória e tudo mais”, relembra Diana.
“Um anjo na minha vida”, se derrete a torcedora, que viu a colaborada da Latam conseguir adiantar em 4h o voô do Chile ao Peru. “Cheguei em Lima às 17h30 da tarde de sexta-feira. Estou a caminho do hostel. O ingresso está tudo certo também, só correr para o abraço amanhã”, contou Diana.
Apaixonada pelo flamengo
Diana é carioca e descobriu o amor pelo Flamengo por meio do tio flamenguista. “Sempre fui fanática. Já viajei o Brasil inteiro quando era da torcida no Rio de Janeiro. Ia a todos os jogos, não faltava um”, explica.
A advogada se mudou para Campo Grande após casar e mesmo com a separação decidiu permanecer na Capital sul-mato-grossense. “Eu me apaixonei pela Cidade Morena”, conta. Aqui a torcedora, que era presidente da Raça Feminina do Rio de Janeiro, faz parte da diretoria da torcida de Campo Grande.


