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Galo vence e Cruzeiro sai da ponta

Galo vence e Cruzeiro sai da ponta

LANCENET

24/10/2010 - 20h04
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Com três gols de Obina, o Atlético-MG derrotou o Cruzeiro por 4 a 3 em clássico dramático disputado neste domingo, no Parque do Sabiá.

Com o resultado, o Cruzeiro permanece com 54 pontos, mas na vice-liderança do Brasileirão. Já o Atlético-MG foi aos 34 pontos e deixa a zona do descenso.

O jogo:

Obina frusta a torcida do Cruzeiro:

O Atlético não se intimidou com a torcida cruzeirense e com os comandados do técnico Cuca e desde o início da partida se mostrou melhor organizado no Parque do Sabiá. Além de bem postado em campo, o Galo se aproveitou dos espaços deixados pelo setor direito da marcação do Cruzeiro, para chegar ao primeiro gol. Aos seis minutos, Leandro fez cruzamento preciso para Obina, que venceu a marcação de Caçapa e cabeceou sem chances para Fábio. Oitavo gol do atacante no Brasileirão e 22º na temporada. Atlético 1 a 0.

O gol sofrido animou o Cruzeiro. Montillo começou a se destacar. Trabalhando pela direita, o argentino criou boas oportunidades de gol para a Raposa. A melhor delas veio aos 11 minutos. Montillo recebeu de Jonathan, tabelou com Henrique e finalizou com muito perigo. O Cruzeiro chegou a equilibrar a partida, mas se descuidou na marcação e o Atlético foi faltal. Aos 26 minutos, Rafael Cruz fez cruzamento para a entrada da área, Renan Oliveira não alcançou, mas Obina estava lá e marcou. Atlético 2 a 0.

Cavadinha infeliz e terceiro de Obina:

A receita do Cruzeiro para reagir seguia a mesma: acreditar no talento do argentino para municiar Thiago Ribeiro e Farías. Aos 27 minutos, o argentino cobrou escanteio e o árbitro Sandro Meira Ricci marcou pênalti inexistente após trombada entre Werley - zagueiro do Galo - e Edcarlos, zagueiro da Raposa. Montillo chamou para si a responsabilidade e cobrou a penalidade. Mas o argentino apostou na 'cavadinha' e foi infeliz. Isolou a bola.

Quatro mintuos mais tarde, nova bobeada da marcação do Cruzeiro e o terceiro gol de Obina. Diego Souza iniciou a jogada no meio de campo e passou para Serginho. O volante fez cruzamento da direita e Obina, dividindo com Edcarlos, marcou o seu terceiro gol na partida e o terceiro do Galo. Atlético 3 a 0 em 30 minutos graças a eficiência ofensiva dos comandados de Dorival Júnior.

Cuca apostou na entrada de Gilberto para dar mais fôlego ao Cruzeiro e a aposta do técnico foi certeira. Gilbertou entrou aos 35 minutos na vaga de Diego Renan e em sua primeira jogada diminuiu o placar. Jonathan cruzou para a entrada da pequena área e o camisa 16, de direita, acertou bela finalização. Atlético 3 a 1. O Cruzeiro ainda teria boa chance de chegar ao segundo gol, mas o goleiro Renan Ribeiro fez a sua parte e o Atlético foi para o intervalo com boa vantagem.

Segundo tempo:

Nos primeiros minutos da segunda etapa, o Cruzeiro foi só pressão enquanto que o Atlético procurava trabalhar a bola, candenciando e jogo. Aos quatro minutos, Thiago Ribeiro fez boa jogada pela direita, mas Farías não aproeitou. Aos oito, novamente Farías teve a oportunidade de gol, mas Renan Ribeiro fez bela defesa e impediu o gol do argentino. Aos 18, nova oportunidade da Raposa. Após confusão na pequena área, Werley 'ajeitou' e Marquinhos Paraná finalizou para fora.

O Cruzeiro dominava a segunda etapa. Mas faltava a eficácia que o Atlético voltou a demostrar aos 21 minutos. Recuado em campo e apostando em uma oportunidade para decidir o clássico, o Galo chegou ao seu quarto gol com o capitão Réver. Serginho cobrou escanteio vindo da esquerda e o zagueiro cabeceou sem chances para Fábio. A bola ainda bateu na trave esquerda antes de entrar. Atlético 4 a 1.

Reação da Raposa:

Mas o Cruzeiro nãop desistia e tinha Thiago Ribeiro. Apagado em campo até então, o camisa 11 marcou duas vezes em sequência e colocou fogo no clássico. Aos 32, após cobrança de falta, Renan Ribeiro fez a defesa parcial e a bola sobrou para Thiago Ribeiro cabecear a fazer o segundo do Cruzeiro. No minuto seguinte, veio o terceiro da Raposa. Após vacilo da zaga do Atlético, o atacante, com liberdade, toca na saída de Renan Ribeiro e faz o terceiro. Cruzeiro 3 x 4 Atlético-MG.

A pressão da Raposa não surtiu efeito e o Atlético conseguiu uma dramática vitória, que o tirou da zona do rebaixamento.

Próximos compromissos:

Na próximo sábado(30), o Cruzeiro enfrenta o Grêmio Prudente, no Prudentão às 18h30. Já o Atlético-MG recebe o Botafogo, no mesmo horário no Parque do Sabiá.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 3 X 4 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG)
Data/Hora: 24/10/2010 às 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-DF)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG)
Renda/Público: Não divulgados.

Cartões amarelos: Diego Renan e Fabrício (CRU); Werley, Réver, Obina e Daniel Carvalho (ATL)
Cartões vermelhos: Não houve.

Gols: Obina, aos 6'1T(0-1), Obina, aos 23'1T(0-2), Obina, aos 30'1T(0-3), Gilberto, aos 35'1T(1-3), Réver, aos 21'2T(1-4) e Thiago Ribeiro, aos 31'2T(2-4) e Thiago Ribeiro, aos 33'2T(3-4)

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan(Pablo, intervalo), Edcarlos, Caçapa e Diego Renan(Gilberto, aos 35'1T); Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique, Montillo; Thiago Ribeiro e Farías. Técnico: Cuca.

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho, Renan Oliveira(Alê, aos 10'2T) e Diego Souza(Joedson, aos 36'2T); Diego Tardelli(Daniel Carvalho, aos 32'2T) e Obina. Técnico: Dorival Júnior.
 

ESPORTE

Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

Oposta segue liberada para atuar pelo Osasco no Campeonato Paulista

15/08/2026 23h00

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco Divulgação: Osasco São Cristóvão Saúde

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O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar, na sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade segundo a qual somente atletas do sexo biológico feminino podem disputar as competições femininas da entidade. A oposta Tifanny, primeira atleta trans a disputar a Superliga, em dezembro de 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou com a equipe o título da temporada 2024/2025.

Em nota, o Osasco afirmou ter sido "surpreendido" pela decisão da CBV. Segundo o clube, a medida foi tomada "sem qualquer participação ou opinião prévia do clube". O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que "está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos". O Osasco também declarou "integral apoio a Tifanny".

Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Volleyball (FPV). A entidade informou que, como o Campeonato Paulista teve início antes da publicação da nova política, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

Assim, Tifanny segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. Neste sábado (15), a equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30 (horário de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

Nova política

Segundo a CBV, o novo critério de elegibilidade busca estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão cumprir os critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

A norma anterior previa que mulheres trans poderiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação entra em vigor nas próximas edições da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que permitiu a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), atendendo a pedido da própria CBV. Antes da decisão, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou, em regime de urgência, um requerimento relacionado à participação de atletas trans em eventos esportivos no município.

CLASSIFICADAS

Ginástica rítmica: Brasil é bronze e garante vaga em Los Angeles 2028

Equipe brasileira volta ao pódio mundial após duas pratas em 2025

15/08/2026 17h00

Seleção Brasileira de ginástica rítmica

Seleção Brasileira de ginástica rítmica Foto: Melogym / CBG

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O conjunto brasileiro de ginástica rítmica está classificado para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028. Neste sábado (15), a equipe conquistou a medalha de bronze no conjunto geral do Campeonato Mundial da modalidade, em Frankfurt, na Alemanha.Seleção Brasileira de ginástica rítmicaSeleção Brasileira de ginástica rítmica

A formação é composta pela alagoana Maria Eduarda Arakaki, pela paulista Nicole Pírcio, pela capixaba Sofia Madeira, pelas paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves e pela amazonense Maria Paula Caminha.

A Espanha conquistou o título. O Japão, campeão mundial realizado no Brasil em 2025, ficou com a prata. As brasileiras deixaram para trás adversários de peso, como a China, atual campeã olímpica, e a Bulgária, vencedora dos Jogos de Tóquio, em 2021.

Na disputa do conjunto geral, as equipes realizam duas séries. Na mista, as ginastas se apresentam com três arcos e duas maças. Na apresentação com cinco bolas, cada ginasta utiliza um dos aparelhos. A pontuação final é a soma das notas das duas rotinas, que levam em conta aspectos como dificuldade, execução e composição artística.

Na série mista, o Brasil teve a segunda melhor nota do dia, com 28,700 pontos, ao som de Abracadabra, de Lady Gaga. Já na apresentação com cinco bolas, que teve Feeling Good, de Michael Bublé, como trilha, o conjunto obteve 26,800 pontos, a oitava melhor nota da prova. O total foi de 55,500 pontos.

Os países foram divididos em três grupos de 14 conjuntos. O Brasil competiu no segundo grupo e terminou provisoriamente na segunda posição, atrás apenas da Espanha, que teve a melhor nota nas duas séries.

A confirmação da medalha e da vaga olímpica dependia dos resultados do terceiro grupo, que reunia adversários como Japão, Bulgária e Rússia. Apenas as japonesas superaram a pontuação brasileira, garantindo o bronze ao Brasil e a classificação para os Jogos de Los Angeles.

Esta foi a segunda edição consecutiva do Mundial com o Brasil no pódio. No ano passado, quando a competição foi disputada no Rio de Janeiro, o mesmo sexteto conquistou duas medalhas de prata, no conjunto geral e na série mista.

O Mundial termina neste domingo (16). O conjunto brasileiro terá as duas finais por aparelhos. A prova com cinco bolas começa às 6h, enquanto a série mista está prevista para as 9h, ambas no horário de Brasília.

"Nós simulamos várias vezes esse dia. Independentemente de como fôssemos na primeira série, teríamos que entrar na segunda e ir muito bem também. É bem tenso para as ginastas porque, no fim das contas, elas têm menos de uma hora para se apresentarem novamente. Controlar as emoções não é fácil", avaliou a técnica da seleção brasileira, Camila Ferezin, à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

"Nossos conjuntos de cinco bolas e misto têm apresentações com dificuldades muito altas. Então, acredito que amanhã [domingo], elas possam ir ainda melhor", projetou a treinadora.

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