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EMOCIONADO

Galvão Bueno se redime ao narrar velório coletivo da Chapecoense

Galvão Bueno se redime ao narrar velório coletivo da Chapecoense

TERRA

03/12/2016 - 18h34
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Sim, jornalistas de TV também se emocionam e choram. Às vezes vistos como insensíveis, arrogantes e inconvenientes, eles não passam incólumes no contato com sentimentos intrinsecamente humanos, como tristeza e compaixão.

A cobertura da tragédia com o avião da Chapecoense fez veteranos do telejornalismo se renderem às lágrimas diante das câmeras. Uma emoção genuína, isenta de oportunismo e sentimentalismo.

Repórteres da Globo com experiência em relatar tragédias, como Ari Peixoto, Helter Duarte, Alberto Gaspar e Ricardo Von Dorff, choraram no ar; e não precisariam fazer diferente, já que a emoção não compromete o bom jornalismo, ainda mais em situações extremas como agora, quando a empatia prevalece.

Galvão Bueno, âncora da transmissão da chegada dos caixões ao Brasil e dos velórios, anulou os exageros típicos de seu estilo e fez a narração de maneira discreta e respeitosa.

Em alguns momentos emocionou-se a ponto de ficar com a voz embargada. Chorou quando as arquibancadas da Arena Condá, em Chapecó (SC), cantaram em coro “o campeão voltou, o campeão voltou”.

“Eles (os jogadores e dirigentes) estão de volta ao seu principal campo de batalha. Nossos meninos voltaram pra casa”, disse Galvão, que comparou este momento lúgubre ao luto coletivo suscitado em 1994 pela morte de Ayrton Senna, amigo pessoal do locutor.

Galvão soube respeitar o silêncio necessário em alguns trechos do cortejo e do funeral no estádio: “As imagens são mais fortes e contundentes do que qualquer discurso”.

O principal nome do jornalismo esportivo da Globo revelou um desejo: “Quero o mais rápido possível narrar a volta da Chape lá na Arena Condá”.

Quando foi exibida a chegada dos caixões do repórter Guilherme Marques e do produtor Guilherme Van der Laars na sede histórica do Botafogo, no Rio, ele se emocionou novamente.

“Que Deus os abençoe, queridos companheiros. (…) Em nome dessa casa (a TV Globo), obrigado pela dedicação, pelo esforço, pela competência, por tudo o que vocês fizeram.”

Galvão Bueno citou o filósofo grego Aristóteles ao comentar as homenagens aos mortos no desastre com a aeronave da LaMia. “A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”

Às 15h, no encerramento da transmissão na Globo, o narrador deixou um recado aos telespectadores: “Vida que segue, sim, mas uma nova vida, repleta de respeito e solidariedade. Seremos diferentes, seremos melhores a partir de hoje”.

FIM

São Paulo chega a rescisão com Oscar e terá que pagar R$ 10 milhões ao jogador

Para encerrar o vínculo, que iria até o fim de 2027, clube e jogador chegaram a um acordo financeiro bem abaixo do valor original previsto

03/04/2026 23h00

Oscar e São Paulo chegam a acordo de rescisão após meia querer aposentar devido problemas cardíacos

Oscar e São Paulo chegam a acordo de rescisão após meia querer aposentar devido problemas cardíacos Foto: Erico Leonan / São Paulo FC

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O São Paulo concluiu a saída do meio-campista Oscar. O rompimento contratual, que vinha sendo alinhado desde o início do ano, foi oficializado nos últimos dias e já aparece atualizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.

Para encerrar o vínculo, que iria até o fim de 2027, clube e jogador chegaram a um acordo financeiro bem abaixo do valor original previsto. Oscar aceitou receber R$ 10 milhões, abrindo mão da maior parte da quantia que ainda teria direito ao longo do contrato.

O avanço nas conversas só aconteceu após o meia flexibilizar a cobrança. Pessoas ligadas ao atleta entendiam que ele poderia exigir praticamente todo o valor restante - estimado em cerca de R$ 53 milhões.

Mesmo assim, a decisão foi por um caminho mais conciliador. O acordo considera apenas o período até novembro de 2025, quando o jogador enfrentou um problema de saúde que mudaria seus planos profissionais.

Na ocasião, durante exames realizados no CT da Barra Funda, Oscar sofreu um mal súbito e recebeu diagnóstico de síncope vasovagal - condição que provoca queda de pressão e dos batimentos cardíacos, podendo levar à perda momentânea de consciência.

Depois do episódio, o meia optou por não seguir atuando profissionalmente, o que acelerou a definição pela rescisão.

Formado nas categorias de base do São Paulo, onde surgiu em 2008, Oscar construiu carreira internacional antes de retornar ao clube. Na Europa, teve destaque com a camisa do Chelsea, após passagem inicial pelo Internacional no Brasil. Em seguida, atuou por anos no futebol chinês antes de voltar ao Morumbis em 2025.

Na última passagem pelo Tricolor, disputou 35 jogos e marcou dois gols, encerrando de forma indesejada sua trajetória nos gramados.

TCHAU

Gattuso deixa comando da Itália após vexame e ausência na Copa do Mundo

Tetracampeã ficou de fora da competição pela terceira vez consecutiva e amarga pior fase de sua história

03/04/2026 21h00

Gattuso é demitido do comando da seleção italiana depois de fracasso mundial

Gattuso é demitido do comando da seleção italiana depois de fracasso mundial Foto: Reprodução/X

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A Itália iniciou um novo capítulo após mais um fracasso. Gennaro Gattuso não é mais o técnico da seleção italiana. A saída foi oficializada nesta sexta-feira, poucos dias depois da derrota para a Bósnia, na repescagem europeia, resultado que deixou a Azzurra fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.

Em nota, a Federação Italiana confirmou a rescisão em comum acordo e agradeceu ao treinador pelo período à frente da equipe. A queda precoce no caminho ao Mundial acelerou mudanças profundas na estrutura do futebol italiano, que já vive um processo de reformulação.

Gattuso se despediu com um tom de frustração e reconhecimento pelo momento vivido. "Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que traçamos, considero que meu tempo como técnico da seleção chegou ao fim. A camisa da Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é justo facilitar as futuras avaliações técnicas desde o início", declarou.

O agora ex-treinador também agradeceu à direção e aos torcedores italianos. "Foi uma honra comandar a seleção. Mas o meu maior agradecimento vai para os torcedores, para todos os italianos que nunca deixaram de demonstrar seu amor e apoio", completou.

A crise vai além do banco de reservas. Após a eliminação, o presidente da federação, Gabriele Gravina, deixou o cargo, assim como Gianluigi Buffon, que integrava a estrutura da seleção. O cenário reforça o tamanho do abalo institucional vivido pela Itália, ausente do Mundial desde 2014.

Nos bastidores, a federação já se movimenta em busca de um novo comandante. O nome mais ambicioso é o de Pep Guardiola, atualmente no Manchester City e com contrato até 2027. O treinador espanhol já manifestou, em outras ocasiões, o desejo de trabalhar com seleções, mas uma eventual negociação é considerada complexa.

Outras alternativas também estão em pauta. Roberto Mancini, campeão da Eurocopa de 2020 com a própria Itália, Antonio Conte, hoje no Napoli, e Massimiliano Allegri, que comanda o Milan, aparecem como opções mais viáveis no curto prazo.

A ideia da federação é definir rapidamente o substituto, já de olho no início da Liga das Nações, em setembro. O próximo compromisso da Itália será contra a Bélgica.

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