Esportes

Convênio

Governo vai gastar R$ 16,7 milhões para reabrir Morenão

Expectativa é de que estádio, interditado há quatro anos, seja palco do jogo de estreia do Sul-Mato-Grossense de 2027

Continue lendo...

O Governo de Mato Grosso do Sul vai investir R$ 16,7 milhões para reabrir o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão após assumir oficialmente a gestão do espaço que pertencia à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A medida marca o início de um plano em etapas que prevê desde a retomada das atividades esportivas até a concessão do estádio à iniciativa privada, ação prevista para 2028. 

A transferência de gestão do estádio, interditado desde 2022 foi formalizada nesta terça-feira (31) e, segundo o governador Eduardo Riedel, representa o primeiro passo de um projeto mais amplo de reestruturação. A transferência do estádio à gestão estadual é ponto de partida para que o espaço seja, futuramente, palco de shows e eventos culturais. 

“Precisávamos encontrar um mecanismo para viabilizar investimentos de 300, 400, até R$ 500 milhões de reais. Isso não pode vir apenas da iniciativa pública, senão vamos continuar no mesmo ciclo: não investe porque não tem futebol, e não tem futebol porque não tem estádio. Agora estamos quebrando esse ciclo”, declarou Riedel. 

A proposta do governo é estruturar um ecossistema que integre infraestrutura, formação de atletas e governança, com incentivo à participação da iniciativa privada, inclusive por meio de mecanismos de dedução fiscal. Apesar da concessão por meio de parceria público-privada (PPP) ter prazo contratual previsto apenas em 2028, pode ser antecipada para 2026, destacou Riedel. 

"O que a gente está fazendo agora, de imediato, é a contratação da empresa que vai fazer esse estudo e esse projeto. Uma vez feito o estudo e o projeto, a gente vai ao mercado, vai na Bolsa de Valores para buscar uma empresa parceira que vai investir e administrar o Morenão por até 35 anos num novo equipamento. E vai explorar com futebol, com shows, com atração cultural, com tudo que aquele equipamento puder fazer. Sem o futebol, não tem Morenão", disse o governador. 

O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Estevão Petrallás, destacou a necessidade de mudança de postura para garantir a sustentabilidade do projeto.

"Se cada um assumir a responsabilidade de fazer sua parte (...) aquele passado de 30 anos tem que ser esquecido", afirmou. Além do financiamento estadual, Petrallás garantiu que a chancela sobre a reforma do gramado do estádio será de responsabilidade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), responsável por financiar os custos do gramado. 

Cabe destacar que a formalização do acordo entre o Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi confirmada na última quarta-feira (11), considerada um passo importante para a reabertura do estádio, que não recebe uma partida oficial desde abril de 2022. 

Reforma

A revitalização do Morenão foi dividida em três etapas principais: recuperação da estrutura e dos banheiros, adequações na parte elétrica e intervenções voltadas à acessibilidade e segurança contra pânico. Parte da reforma dos banheiros já foi concluída e a expectativa é de que o estádio seja palco de abertura do Campeonato Sul- Mato Grossense de 2026.

De acordo com o presidente da FFMS, a reforma do gramado será chancelada pela Confederação Brasileira de Futebol, intermediada diretamente pelo presidente da CBF, Samir Xaud.

Assine o Correio do Estado

Convênio com a UFMS

Plano do governo para resgatar futebol de MS passa por reforma do Morenão

Atualmente, times da Campo Grande não têm estádio para mandar jogos contra times de grandes torcidas

30/03/2026 21h06

Morenão não recebe jogos desde 2022 e atualmente está tomado pelo mato

Morenão não recebe jogos desde 2022 e atualmente está tomado pelo mato Gerson Oliveira

Continue Lendo...

O governo de Mato Grosso do Sul deve dar hoje mais um grande passo para colocar o futebol do Estado no cenário nacional até 2030. Para que este plano seja possível, a administração estadual vai assumir o Estádio Morenão, o maior de Campo Grande, que pertence à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A ideia do governo do Estado é reformar o estádio para torná-lo utilizável, algo que não ocorre desde 2022. Com a UFMS delegando a gestão do Morenão para o governo de Mato Grosso do Sul por 35 anos, a administração estadual pretende renovar completamente o gramado, reformar banheiros e vestiários e adequá-los às normas de segurança e acessibilidade.

Não está prevista no projeto uma grande reforma estrutural, nem mesmo uma ampliação do estádio ou transformação do espaço em uma arena, como afirmavam boatos durante as negociações para que o governo assumisse o estádio.

O objetivo é fazer com que os times de Campo Grande voltem a ter onde mandar seus jogos em grandes competições. Neste ano, por pouco, o Operário não ficou sem um grande estádio para mandar seus jogos.

Eliminado pelo Vila Nova (GO) neste mês, pela Copa do Brasil, o Galo teria que buscar estádios fora de Campo Grande para mandar jogos contra times das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, por exemplo.

A reativação do Morenão, inclusive, integra este plano, apurou o Correio do Estado. A intenção é que times de Mato Grosso do Sul avancem no Campeonato Brasileiro, saindo da Série D, onde estão desde que ela foi criada, em 2009.

Para esse propósito, de médio prazo, a administração estadual vê de forma positiva a transformação de alguns deles, como Pantanal e Operário, em Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs). Quando isso ocorre, as equipes ficam menos dependentes das subvenções públicas, melhoram o desempenho nas competições e podem conquistar, assim, mais torcedores e apoiadores, disse uma fonte do governo de Mato Grosso do Sul ao Correio do Estado.

Arena?

Nesse planejamento de médio e longo prazo para o futebol de Mato Grosso do Sul, a construção de uma arena multiúso só ocorreria depois que uma das equipes de MS subisse de patamar no futebol nacional.

Na visão dos especialistas do governo do Estado, só assim haveria demanda para construir uma arena multiúso, muito provavelmente na forma de parceria público-privada. Essa arena, contudo, não seria o Morenão, tampouco onde ele está construído, no campus da UFMS.
 

surfe

Medina retorna à WSL, se diz satisfeito com mudanças e focado no tetra

"Eu gosto de fazer tudo na minha vida passo a passo, mas eu acredito (no tetra). É por isso que eu voltei para o circuito", disse ele em entrevista coletiva

29/03/2026 23h00

Gabriel Medina. tricampeão mundial

Gabriel Medina. tricampeão mundial Foto: Reprodução / Agência Brasil

Continue Lendo...

Gabriel Medina começou 2026 de forma muito mais leve do que em 2025, ano em que lesionou o ombro no dia 9 de janeiro e não pôde competir em nenhuma etapa da WSL, o circuito mundial de surfe.

Ele teve bastante tempo para retomar o ritmo, pois a atual temporada começa em 1º de abril, novidade do calendário cuja abertura costumava ser entre o final de fevereiro e o início de janeiro. Em Bells Beach, na Austrália, onde será disputada a primeira etapa, o surfista de 32 anos começa a busca pelo tetracampeonato.

"Eu gosto de fazer tudo na minha vida passo a passo, mas eu acredito (no tetra). É por isso que eu voltei para o circuito. Se eu não tivesse essa vontade eu nem voltaria. Mas eu me sinto bem competindo, é o que faz sentindo pra mim, é o meu propósito.

Seria irado ser quatro vezes campeão mundial, seria além do meu sonho. Sempre quis ser três. Mas você alcança um objetivo e tem de criar outro. Esse é meu objetivo agora. Me colocaria em uma posição que não tem muita gente, isso me deixa ainda mais motivado", disse em coletiva de imprensa.

Apenas dois surfistas têm quatro ou mais títulos do circuito masculino. O australiano Mark Richards é tetra e a lenda americana Kelly Slater tem 11. Medina venceu as edições de 2014, 2018 e 2021.

Nas duas primeiras, a liga era disputada em pontos corridos do início ao fim, formato que está de volta este ano. Ou seja, o campeão será o surfista que terminar em primeiro na classificação.

De 2021, ano do último título do paulista, a 2025, o ranking servia para classificar cinco surfistas para o Finals, etapa derradeira na qual o vencedor da temporada saía de um mata-mata.

"O Finals foi uma experiência legal. É que não deu nada de errado, mas poderia alguém ficar doente, não estar 100%. Justo no dia de definir o que você fez no ano, acaba não sendo tão justo. Sou a favor do novo formato, decidido em Pipeline", opina o tricampeão.

Em uma temporada cheia de novidades, o surfista paulista traz sua própria dose de renovação. Decidiu, após anos sendo treinado pelo australiano Andy King, firmar parceria com um técnico de casa.

Agora, sua preparação está a cargo de Adriano Souza, o Mineirinho, um dos expoentes da Brazilian Storm e segundo brasileiro a vencer o circuito, em 2015, logo depois do próprio Medina.

"Eu tenho uma admiração gigantesca pelo Mineiro. Cresci assistindo ele. A gente sempre se deu super bem, então foi uma liga muito fácil. Ele se mostrou disposto a me ajudar.

A gente teve uma troca e começou a trabalhar mesmo agora no começo do ano. Voltei à minha rotina, a gente teve mais comunicação. É um cara que me entende. Eu tinha meu treinador australiano. Na comunicação, consigo me expressar melhor falando minha língua, ainda mais com o Mineiro", diz o surfista.

Recuperado da lesão desde o meio do ano passado, ele pretendia ter voltado a competir na etapa de Teahupoo, no Taiti, em agosto. Como estava sem ranking e a temporada já estava no fim, dependia de um wild card, convite que a organização costuma ceder em casos especiais, mas a oportunidade não veio porque as vagas já estavam preenchidas.

Dessa forma, teve de manter o ritmo apenas com treinamentos, enquanto também aproveitava o tempo sem competir para dar mais atenção aos amigos e à família. Agora, está 100% disposto a viver o circuito mais uma vez.

"Fiquei me preparando para esse momento que estou vivendo agora. Só estava pensando nessa primeira etapa. Desde o primeiro surfe, eu só pensava: ‘quero estar bem para a primeira etapa e me cuidar’. Tive todos os cuidados, me alimentei super bem, dormi bem, me recuperei super bem rápido. Isso me motiva ainda mais e me mantém fazendo as coisas que estou fazendo. Em nenhum momento pensei em parar. Só quero continuar. Independente do resultado, o surfe sempre tira o melhor de mim."

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).