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Itália perde para a Bósnia nos pênaltis e fica fora da terceira Copa seguida

Além dos bósnios, as seleções da Suécia, Turquia e República Checa também garantiram a vaga no Mundial

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A Itália escreveu nesta terça-feira mais um capítulo vergonhoso em sua história recente no futebol. No Estádio Bilino Polje, em Zenica, os tetracampeões mundiais saíram na frente na disputa da repescagem, mas tiveram um jogador expulso no primeiro tempo e viram a classificação escapar com o empate da Bósnia e Herzegovina. Nos pênaltis, os bósnios levaram a melhor por 4 a 1 e impuseram a terceira Copa do Mundo seguida sem a participação da Azzurra.

Além da Bósnia e Herzegovina, que volta à Copa do Mundo após 12 anos, também carimbaram seus passaportes as seleções da Turquia, da Suécia e da República Checa.

A partida em Zenica começou com os bósnios levando perigo e tendo maior controle da bola. No entanto, aos poucos, os italianos começaram a se soltar. Até que aos 15 minutos, Moise Kean recebeu passe açucarado, encontrou a defesa da Bósnia desprevenida e abriu o placar para os tetracampeões mundiais.

Mesmo que a Itália adotasse um perfil mais controlador, a Bósnia foi quem criou melhores chances no restante da etapa inicial, acumulando finalizações. A baixa precisão, porém, tornava a vida dos italianos mais tranquila. Mas os próprios italianos complicaram a partida.

Aos 42, Donnarumma cobrou pessimamente o tiro de meta, a bola ficou fácil para os bósnios armarem o contragolpe. Memic recebeu do lado esquerdo e tinha caminho livre até que foi derrubado por Bastoni. O árbitro não teve dúvidas e expulsou o italiano.

O drama italiano continuou no segundo tempo. O cenário parecia cada vez mais imprevisível. A qualquer momentos, os bósnios poderiam empatar. O goleiro italiano fez a diferença para evitar o gol bósnio.

Como a Bósnia precisava do gol, a defesa ficou fragilizada e permitiu ataques velozes da Itália. Kean teve a chance de fazer mais um, chegou cara a cara com o goleiro em contra-ataque, mas chutou por sobre o gol. Esposito também perdeu uma chance.

Os lances desperdiçados custaram caro. A Bósnia armou jogada pelo lado esquerdo. O cruzamento foi desviado na segunda trave, Donnarumma espalmou, mas a bola ficou viva para Tabakovic empurrar para a rede, aos 33.

O empate persistiu e o duelo decisivo foi para a prorrogação. O jogo continuou tendo a Bósnia como protagonista, dada a superioridade numérica, e os italianos esporadicamente chegando ao ataque.

O jogo, então, foi para os pênaltis. Esposito e Cristante perderam suas cobranças, e a Bósnia comemorou a classificação para o Mundial com gol marcado por Bajraktarević, jovem de 21 anos, que protagonizou discussões e mostrou ousadia ao longo de todo o duelo. A seleção bósnia será adversária do anfitrião Canadá, do Catar e da Suíça no Grupo B.

Tchéquia bate a Dinamarca nos pênaltis e volta à Copa após 20 anos

A Tchéquia foi a primeira seleção a abrir o placar. Aos 3 minutos, Sulic colocou os donos da casa em vantagem, em Praga. Depois que levou o gol, a Dinamarca se lançou ao ataque. Os efeitos só apareceram no segundo tempo. Aos 26, Andersen cabeceou após cobrança de falta, e empatou o duelo.

A partida foi para a prorrogação. Aos 9, os checos voltaram a ficar na dianteira com gol de Krejci. No segundo tempo da prorrogação, aos 6, a Dinamarca voltou a empatar. Hogh, de cabeça, após cobrança de escanteio fez a festa dos dinamarqueses. Nos pênaltis, os donos da casa foram mais eficazes, viram a Dinamarca desperdiçar três cobranças e ganharam por 3 a 1. Os checos ingressam no Grupo A, com México, África do Sul e Coreia do Sul.

Suécia tira Lewandowski da Copa do Mundo com herói Gyokeres

Na busca por um lugar no Grupo F - ao lado de Holanda, Japão e Tunísia -, a Suécia, diante de seus torcedores na Strawberry Arena, inaugurou o marcador aos 20 minutos com Elanga. Zalewski, aos 33, deixou tudo igual para a Polônia. No fim da primeira parte do jogo, aos 44, Lagerbielke colocou os donos da casa na frente novamente.

O duelo em Solna, cidade próxima a Estocolmo, ganhou contornos eletrizantes. A Polônia voltou a empatar a partida aos 11 do segundo tempo, com Swiderski. Mas aos 43, Gyokeres fez o terceiro gol em um lance que teve defesa do goleiro e bola na trave antes da conclusão.

Turquia segura o Kosovo e joga a Copa depois de 24 anos

O Kosovo se mostrou mais proativo do que os turcos no jogo disputado no Estádio Fadil Vokrri, em Pristina. No entanto, o placar ficou zerado nos 45 primeiros minutos. Mal começou a segunda parte, e os turcos surpreenderam. Aos 8, Akturkoglu marcou. E as emoções pararam por aí.

Os turcos, que não iam ao Mundial desde 2002, terão a companhia dos Estados Unidos, Paraguai e Austrália no Grupo D da Copa.

Convênio com a UFMS

Plano do governo para resgatar futebol de MS passa por reforma do Morenão

Atualmente, times da Campo Grande não têm estádio para mandar jogos contra times de grandes torcidas

30/03/2026 21h06

Morenão não recebe jogos desde 2022 e atualmente está tomado pelo mato

Morenão não recebe jogos desde 2022 e atualmente está tomado pelo mato Gerson Oliveira

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O governo de Mato Grosso do Sul deve dar hoje mais um grande passo para colocar o futebol do Estado no cenário nacional até 2030. Para que este plano seja possível, a administração estadual vai assumir o Estádio Morenão, o maior de Campo Grande, que pertence à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A ideia do governo do Estado é reformar o estádio para torná-lo utilizável, algo que não ocorre desde 2022. Com a UFMS delegando a gestão do Morenão para o governo de Mato Grosso do Sul por 35 anos, a administração estadual pretende renovar completamente o gramado, reformar banheiros e vestiários e adequá-los às normas de segurança e acessibilidade.

Não está prevista no projeto uma grande reforma estrutural, nem mesmo uma ampliação do estádio ou transformação do espaço em uma arena, como afirmavam boatos durante as negociações para que o governo assumisse o estádio.

O objetivo é fazer com que os times de Campo Grande voltem a ter onde mandar seus jogos em grandes competições. Neste ano, por pouco, o Operário não ficou sem um grande estádio para mandar seus jogos.

Eliminado pelo Vila Nova (GO) neste mês, pela Copa do Brasil, o Galo teria que buscar estádios fora de Campo Grande para mandar jogos contra times das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, por exemplo.

A reativação do Morenão, inclusive, integra este plano, apurou o Correio do Estado. A intenção é que times de Mato Grosso do Sul avancem no Campeonato Brasileiro, saindo da Série D, onde estão desde que ela foi criada, em 2009.

Para esse propósito, de médio prazo, a administração estadual vê de forma positiva a transformação de alguns deles, como Pantanal e Operário, em Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs). Quando isso ocorre, as equipes ficam menos dependentes das subvenções públicas, melhoram o desempenho nas competições e podem conquistar, assim, mais torcedores e apoiadores, disse uma fonte do governo de Mato Grosso do Sul ao Correio do Estado.

Arena?

Nesse planejamento de médio e longo prazo para o futebol de Mato Grosso do Sul, a construção de uma arena multiúso só ocorreria depois que uma das equipes de MS subisse de patamar no futebol nacional.

Na visão dos especialistas do governo do Estado, só assim haveria demanda para construir uma arena multiúso, muito provavelmente na forma de parceria público-privada. Essa arena, contudo, não seria o Morenão, tampouco onde ele está construído, no campus da UFMS.
 

surfe

Medina retorna à WSL, se diz satisfeito com mudanças e focado no tetra

"Eu gosto de fazer tudo na minha vida passo a passo, mas eu acredito (no tetra). É por isso que eu voltei para o circuito", disse ele em entrevista coletiva

29/03/2026 23h00

Gabriel Medina. tricampeão mundial

Gabriel Medina. tricampeão mundial Foto: Reprodução / Agência Brasil

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Gabriel Medina começou 2026 de forma muito mais leve do que em 2025, ano em que lesionou o ombro no dia 9 de janeiro e não pôde competir em nenhuma etapa da WSL, o circuito mundial de surfe.

Ele teve bastante tempo para retomar o ritmo, pois a atual temporada começa em 1º de abril, novidade do calendário cuja abertura costumava ser entre o final de fevereiro e o início de janeiro. Em Bells Beach, na Austrália, onde será disputada a primeira etapa, o surfista de 32 anos começa a busca pelo tetracampeonato.

"Eu gosto de fazer tudo na minha vida passo a passo, mas eu acredito (no tetra). É por isso que eu voltei para o circuito. Se eu não tivesse essa vontade eu nem voltaria. Mas eu me sinto bem competindo, é o que faz sentindo pra mim, é o meu propósito.

Seria irado ser quatro vezes campeão mundial, seria além do meu sonho. Sempre quis ser três. Mas você alcança um objetivo e tem de criar outro. Esse é meu objetivo agora. Me colocaria em uma posição que não tem muita gente, isso me deixa ainda mais motivado", disse em coletiva de imprensa.

Apenas dois surfistas têm quatro ou mais títulos do circuito masculino. O australiano Mark Richards é tetra e a lenda americana Kelly Slater tem 11. Medina venceu as edições de 2014, 2018 e 2021.

Nas duas primeiras, a liga era disputada em pontos corridos do início ao fim, formato que está de volta este ano. Ou seja, o campeão será o surfista que terminar em primeiro na classificação.

De 2021, ano do último título do paulista, a 2025, o ranking servia para classificar cinco surfistas para o Finals, etapa derradeira na qual o vencedor da temporada saía de um mata-mata.

"O Finals foi uma experiência legal. É que não deu nada de errado, mas poderia alguém ficar doente, não estar 100%. Justo no dia de definir o que você fez no ano, acaba não sendo tão justo. Sou a favor do novo formato, decidido em Pipeline", opina o tricampeão.

Em uma temporada cheia de novidades, o surfista paulista traz sua própria dose de renovação. Decidiu, após anos sendo treinado pelo australiano Andy King, firmar parceria com um técnico de casa.

Agora, sua preparação está a cargo de Adriano Souza, o Mineirinho, um dos expoentes da Brazilian Storm e segundo brasileiro a vencer o circuito, em 2015, logo depois do próprio Medina.

"Eu tenho uma admiração gigantesca pelo Mineiro. Cresci assistindo ele. A gente sempre se deu super bem, então foi uma liga muito fácil. Ele se mostrou disposto a me ajudar.

A gente teve uma troca e começou a trabalhar mesmo agora no começo do ano. Voltei à minha rotina, a gente teve mais comunicação. É um cara que me entende. Eu tinha meu treinador australiano. Na comunicação, consigo me expressar melhor falando minha língua, ainda mais com o Mineiro", diz o surfista.

Recuperado da lesão desde o meio do ano passado, ele pretendia ter voltado a competir na etapa de Teahupoo, no Taiti, em agosto. Como estava sem ranking e a temporada já estava no fim, dependia de um wild card, convite que a organização costuma ceder em casos especiais, mas a oportunidade não veio porque as vagas já estavam preenchidas.

Dessa forma, teve de manter o ritmo apenas com treinamentos, enquanto também aproveitava o tempo sem competir para dar mais atenção aos amigos e à família. Agora, está 100% disposto a viver o circuito mais uma vez.

"Fiquei me preparando para esse momento que estou vivendo agora. Só estava pensando nessa primeira etapa. Desde o primeiro surfe, eu só pensava: ‘quero estar bem para a primeira etapa e me cuidar’. Tive todos os cuidados, me alimentei super bem, dormi bem, me recuperei super bem rápido. Isso me motiva ainda mais e me mantém fazendo as coisas que estou fazendo. Em nenhum momento pensei em parar. Só quero continuar. Independente do resultado, o surfe sempre tira o melhor de mim."

 

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