Esportes

PARA EVITAR ATAQUES

Liga de surfe estuda colocar drones e 'espanta-tubarão'

Ataque de tubarão a surfista durante etapa do mundial ainda é assunto recorrente

FOLHAPRESS

19/08/2015 - 13h34
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O ataque de tubarão ao australiano Mick Fanning, 34, em Jeffreys Bay, na África do Sul, há exatamente um mês, ainda é assunto recorrente entre os integrantes da WSL (Liga Mundial de Surfe ).

Os diretores da entidade estudam propostas para melhorar a segurança dos surfistas e vão até mesmo contratar um consultor independente para cuidar do assunto.

A ideia é que ele oriente os dirigentes e os ajude na escolha dos melhores equipamentos desenvolvidos para a prevenção de ataques de tubarão e que possam ser utilizados durante o campeonato.

A liga já recebeu orientação de várias entidades e até de empresas de equipamentos que trabalham com métodos de segurança no mar.

Entre as propostas colocadas no papel pela WSL estão o aumento de barcos e jet skis durante as baterias, a utilização de drone para fiscalizar o local da prova pelo alto e até a implementação do sistema "Shark Shield", um aparelho eletrônico que emite sinais elétricos, interfere nos receptores sensoriais do tubarão e o espanta.

O "Shark Shield" fica preso no tornozelo do surfista e pode ser colocado também nas boias que isolam a área de competição.

"Nós estamos procurando uma pessoa de gabarito e que já trabalhe com esse tipo de segurança para nos ajudar. Precisamos de um consultor para avaliar tudo o que já foi proposto, como mais barcos, drones e o 'Shark Shield'", disse Renato Hickel, diretor da WSL, à reportagem.

"Vai ser feito uma seleção do que a gente vai usar em termos de tecnologia e, então, vamos apresentar para os atletas", afirmou.

A direção da entidade vai se reunir com todos os surfistas do Mundial durante a nona etapa do campeonato, que acontece entre os dias 6 e 17 de outubro, em Landes, na França.

Essas novas tecnologias de segurança, porém, só serão utilizadas nas etapas com grande risco de ataques de tubarão, como os casos de Jeffreys Bay, na África do Sul, e de Margaret River, na Austrália.

Hickel já descartou alguns métodos como a implementação de redes no mar para impedir a entrada de tubarões no local de competição.

"Existem redes em Gold Coast [na Austrália] e em alguns lugares da África. Mas isso não é 100% seguro e é ainda muito criticado por ecologistas. Queremos utilizar métodos que não agridam o meio ambiente. E óbvio que vamos respeitar as medidas locais também", afirmou.

O ataque contra Fanning, que é tricampeão mundial, foi algo inédito para a liga. O surfista teve sorte, pois saiu do mar com apenas alguns arranhões.

A área de competição das etapas é sempre monitorada. Em Jeffreys Bay, por ser uma praia perigosa, há sempre uma lancha e dois jet skis na água, que estão lá só para observar a presença de tubarões.

Na areia da praia, há salva-vidas e até olheiros, que estão sempre em alerta.

No caso do mês passado, nada foi visto. Só foram notar a presença do tubarão quando o animal já estava atacando Fanning.

futebol

Botafogo tem dívida de R$ 1,1 bilhão só pela contratação de jogadores; total chega a R$ 2 bi

Apesar do cenário financeiro delicado, o Botafogo registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão

01/05/2026 21h00

Reprodução/Instagram @botafogo

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A SAF Botafogo divulgou na noite desta quinta-feira o balanço financeiro de 2025. O documento indicou uma dívida de aproximadamente R$ 2 bilhões. A maior parte do passivo consolidado indicou R$ 1,1 bilhão somente em valores a pagar pela contratação de jogadores. O clube está punido atualmente com transfer ban da Fifa e está impedido de registrar novos atletas.

A dívida é composta por R$ 1,35 bilhão de passivo circulante, ou seja, com vencimento em até 12 meses. A maior parte deste montante (R$ 880,7 milhões) se refere à "fornecedores e contas a pagar", que engloba pendências com transferências de atletas e outras diversas. Somado com o que precisa ser pago a longo prazo, o número pela compra de jogadores chega a R$ 1.105.262 000,00.

O passivo não circulante, por sua vez, apontou uma dívida acumulada de R$ 662,7 milhões, com R$ 286,8 milhões em obrigações com "fornecedores e contas a pagar" e R$ 201,1 mi em obrigações tributárias de longo prazo.

Paralelamente, o clube social mantém uma dívida histórica em processo de reestruturação, com redução de R$ 550 milhões desde 2022, mas ainda impactada por débitos reativados e pela obrigação legal de destinar 20% das receitas da SAF ao pagamento desse passivo. Levando em consideração as duas instituições jurídicas, a pendência total vinculada ao Botafogo chega a R$ 2,5 bi.

Apesar do cenário financeiro delicado, o Botafogo registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão. O principal motor de receita foi a negociação de atletas, que gerou R$ 733 milhões, representando alta de 661% em relação ao ano anterior.

Os números foram impulsionados pelas transferências de Luiz Henrique ao Zenit, da Rússia, e de Thiago Almada ao Atlético de Madrid, da Espanha. As premiações esportivas também tiveram peso relevante, somando R$ 269 milhões, além de receitas com sócio-torcedor (R$ 52 milhões) e licenciamento e vendas (R$ 60 milhões). O Botafogo foi um dos quatro brasileiros a participar do Mundial de Clubes da Fifa, ao lado de Palmeiras, Flamengo e Fluminense.

Responsável pela auditoria independente, a BDO se absteve de emitir opinião sobre as demonstrações financeiras, citando "limitações de escopo e falta de evidências suficientes". Entre os problemas apontados estão ausência de confirmações externas, documentação incompleta e dúvidas sobre valores a receber, inclusive de entidades ligadas ao grupo controlador.

O relatório destaca ainda incerteza quanto à continuidade operacional da SAF, que apresenta capital circulante negativo de R$ 952 milhões e passivo a descoberto de R$ 431,9 milhões. A disputa societária pelo controle do futebol alvinegro é citado como um dos obstáculos para o cumprimento de obrigações, uma vez que não sem suporte financeiro do controlador.

Copa Sul-Americana

Casa cheia: Recoleta x Santos esgotam ingressos para jogo na fronteira com MS

Jogo pela Copa Sul-Americana em Pedro Juan Caballero deve lotar o Estádio Río Parapití e atrair torcedores dos dois lados da fronteira

01/05/2026 18h28

Jogo pela Copa Sul-Americana em Pedro Juan Caballero deve lotar o Estádio Río Parapití e atrair torcedores dos dois lados da fronteira

Jogo pela Copa Sul-Americana em Pedro Juan Caballero deve lotar o Estádio Río Parapití e atrair torcedores dos dois lados da fronteira Divulgação

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Todos os ingressos para a partida entre Deportivo Recoleta e Santos, válida pela   4ª rodada da Copa Sul-Americana, já foram vendidos. O confronto está marcado para o dia 5 de maio, às 20h30 (horário de Mato Grosso do Sul), no Estádio Río Parapití, com capacidade para cerca de 25 mil torcedores.

A alta procura pelos ingressos evidencia a expectativa em torno do duelo internacional, especialmente pela presença do Santos, que mobiliza grande número de torcedores, dentro e também fora do Brasil.

Com a demanda aquecida, cambistas paraguaios já oferecem entradas por cerca de R$ 500, indicando escassez no mercado oficial. Os ingressos foram comercializados inicialmente, de forma oficial, por valores entre R$ 40 e R$ 198.

Embora o Recoleta tenha sede em Assunção, a diretoria optou por transferir a partida para Pedro Juan Caballero, cidade localizada na fronteira com Ponta Porã (MS).

A estratégia visa ampliar o público no estádio, atraindo torcedores sul-mato-grossenses e de estados vizinhos, como São Paulo e Paraná, além da significativa comunidade brasileira residente no Paraguai.

Inicialmente, o confronto estava previsto para o Estádio Defensores del Chaco, mas foi transferido após decisão confirmada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL).

A mudança ocorreu mesmo fora do prazo mínimo exigido pelo regulamento, que é de 15 dias para alterações de sede em jogos com distância superior a 50 quilômetros, caso de Assunção para Pedro Juan Caballero.

Por conta disso, o clube paraguaio foi penalizado com multa de 7 mil dólares.

Situação no grupo

Após três rodadas disputadas, o Santos ocupa a última colocação do grupo, com dois pontos. O Deportivo Recoleta soma três pontos. Já o Deportivo Cuenca, do Equador, aparece na vice-liderança, com quatro pontos, enquanto o San Lorenzo, da Argentina, lidera a chave, com cinco.

Pelo regulamento da Copa Sul-Americana, apenas o primeiro colocado de cada grupo avança diretamente às oitavas de final. O segundo colocado disputa uma fase eliminatória adicional contra equipes que terminam em terceiro lugar nos grupos da Copa Libertadores.

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