Com queda na primeira descida da prova Slalom de Esqui Alpino, Lucas Pinheiro Braathen fica fora da competição. O atleta brasileiro-norueguês disputaria a segunda medalha olímpica das Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026.
Após vencer a prova de Slalom Gigante do Esqui Alpino no último sábado (14) com dominância e tranquilidade, Lucas Pinheiro fez história ao conquistar a primeira medalha na história do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno, e ser o responsável pelo hino do país tocar em meio a neve, no Stelvio Ski Centre em Bormio, norte da Itália.
Lucas Pinheiro ganhou a primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno - Foto: Rafael Bello/COBHoje, o atleta participou da sua segunda disputa nos jogos, na modalidade Slalom (tradicional) do Esqui Alpino, em que era cotado como o favorito para subir no pódio, não só pela atuação brilhante no sábado, mas também pela vitória do brasileiro na Copa do Mundo de Slalom em novembro de 2025.
Apesar do favoritismo, Lucas Pinheiro escorregou na primeira descida e foi automaticamente desclassificado, pois mesmo que concluísse a prova não conseguiria um tempo para disputar medalha, visto que o tempo das duas descidas são somados.
O medalhista brasileiro foi o sexto a descer e iniciou o trajeto com intensidade, 0.10s mais rápido que o então líder norueguês Atle Lie McGrath na primeira parcial e ainda 0.26s abaixo do tempo de Atle Lie na segunda parcial. Porém na metade do percurso, Lucas caiu e não completou a prova.
À imprensa nacional, o atleta falou das dificuldades que encontrou na pista, principalmente porque a neve não deu trégua nesta segunda-feira. "A visibilidade foi difícil para ler o terreno, mas quando eu cheguei naquela parte, tentei ir com toda a velocidade e deixei a disciplina em casa. Só estava com intensidade e esse esporte é muito complexo. É a estratégia entre técnica e intensidade".
Na prova de Slalom de Esqui Alpino, 96 atletas participaram da primeira descida, porém apenas 44 conseguiram finalizar a prova e ir para a segunda descida, com mais da metade sendo desclassificados por alguma penalidade.
Slalom Esqui Alpino
Com objetivo de contornar os portões e completar o percurso em menor tempo, tanto o Slalom tradicional, quanto o Slalom Gigante são geralmente disputados em duas descidas, e com a somatória de ambos os tempos, no final o competidor que tiver o menor número vence a prova
Já as diferenças entre as modalidades não são muitas além dos portões (bastões com molas) e a velocidade que o atleta desce, consequência da distância entre os portões. No tradicional são aproximadamente 13 metros entre eles, e a velocidade é mais abaixa, de 40 a 50 km/h.
No Slalom Gigante, modalidade em que o Brasil levou o ouro, os portões são mais distantes, com 25 metros aproximadamente entre um e outro, e com a velocidade maior, chegando a passar de 80 km/h. Nessa modalidade, o percurso também é mais longo.
*Saiba
Na prova, três competidores estavam representando o Brasil. Lucas Pinheiro foi o primeiro dos três a descer, na sexta posição, também por sorteio, porém não terminou a prova. O segundo brasileiro a descer foi Christian Oliveira Soevik, na 43ª posição, mas também não conseguiu terminar a prova, e foi desclassificado.
Já o brasileiro Giovanni Ongaro foi o único dos três representantes do país a completar a prova. Na primeira descida, o atleta foi o 57º competidor a descer e fez o percurso no tempo de 1min04s66 e ficou fora dos 30 primeiros.
Na segunda descida, ocorrida agora há pouco, o brasileiro conseguiu terminar o trajeto com o tempo de 2min06s87. Com isso, o brasileiro manteve a 31ª posição no ranking de melhores do mundo.

