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PARIS 2024

Olimpíadas 2024: Futebol feminino perde, mas se classifica para as quartas

As brasileiras perderam para a Espanha, mas conseguiram classificação após derrota da Austrália para os Estados Unidos

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Mesmo com a derrota para a Espanha, a seleção feminina de futebol do Brasil conseguiu se classificar para as quartas de final dos Jogos Olímpicos Paris 2024, devido ao resultado de outro jogo, a derrota da Austrália para os Estados Unidos.

A seleção brasileira perdeu por 2 a 0 para a Espanha, campeã mundial na modalidade nesta quarta-feira (31) pelo Grupo C dos Jogos Olímpicos de Paris. A situação da equipe ficou mais complicada após a expulsão da principal jogadora brasileira, Marta, nos acréscimos do primeiro tempo.

Marta levou cartão vermelho ao chegar atrasada em uma disputa de bola e chutar a cabeça da espanhola Olga Carmona. A partida foi disputada na cidade de Bordeaux.

Os gols espanhóis foram marcados por Athenea del Castilho, aos 13 minutos do segundo tempo, e Alexia Putellas, já nos acréscimos. Com o resultado, o Brasil encerrou a primeira fase na terceira posição do grupo, com apenas 3 pontos conquistados na partida de estreia, quando venceu a Nigéria por 1 a 0.

As brasileiras deixaram o campo torcendo por uma vitória dos Estados Unidos contra a Austrália, para avançar às oitavas de finais – o que acabou acontecendo, pelo placar de 2 a 1.

Ainda não está definido quem serão as adversárias das brasileiras na próxima fase.

Domínio espanhol

A partida começou com as espanholas impondo seu jogo, com o primeiro chute a gol logo aos 2 minutos. Desde o início do jogo, ficou nítida a estratégia do técnico brasileiro, Arthur Elias, de posicionar o time defensivamente, apostando em contra-ataques.

Aos 9 minutos, o Brasil quase abriu o placar em uma jogada pela direita, na qual uma bola cruzada pela atacante Ludimila foi desviada pela zagueira Teresa Abelleira para, na sequência, bater na trave esquerda da goleira espanhola Cata Coll.

Perto dos 14 minutos, o Brasil leva susto ao sofrer um gol, corretamente anulado após marcação de impedimento da jogadora Patricia Guijarro, ao ajeitar uma bola para a cabeceada fatal de Lucia García.

Cruzamentos perigosos

A marcação nas laterais do campo de defesa do Brasil não conseguia evitar os cruzamentos perigosos do time espanhol. Foram várias oportunidades de gol, a partir de jogadas alçadas na área brasileira.

O Brasil apresentava também dificuldades na ocupação do meio de campo, com jogadoras mal posicionadas durante as saídas de bola, o que acabou resultando no controle da partida pelas espanholas que ocupavam ainda mais espaços graças à marcação em linha baixa, pelas brasileiras.

Aos 25 minutos, um bate-rebate quase resultou em gol espanhol por duas vezes, com duas bolas sendo salvas pela zaga brasileira. O primeiro chute, da jogadora Laia, foi bloqueado por Antônia. No rebote, Eva Navarro chutou ao gol brasileiro, mas a bola acabou não entrando após desvio feito por Tarciane.

A Espanha continuava muito à vontade, com repetidos cruzamentos perigosos contra a área brasileira. O Brasil permanecia recuado, esperando oportunidades para contra-atacar, mas foi pouco efetivo em suas tentativas.

O juiz deu 7 minutos de acréscimos no primeiro tempo. No quinto minuto, o que já estava complicado ficou ainda mais difícil, com a principal jogadora do Brasil, Marta, levando cartão vermelho após chegar atrasada em uma disputa de bola e acertar com um chute a cabeça da espanhola Olga Carmona.

Segundo tempo

No segundo tempo, a Espanha substituiu Eva Navarro por Salma Paralluelo e Lucía García por Mariona Caldentey. Assim como no primeiro tempo, a Espanha começou em ritmo forte, levando perigo ao gol brasileiro já nos primeiros minutos, com um chute que passou acima do travessão da goleira Lorena Leite.

A resposta brasileira veio aos 5 minutos do segundo tempo, com Ludimila perdendo boa oportunidade, ao chutar em cima da goleira Cata Coll. Na sequência, Kerolin perdeu outra oportunidade ao chutar fraco, para a defesa da goleira.

O técnico brasileiro tentou dar nova vida à seleção feminina substituindo Ludimila por Gabi Portilho, aos 9 minutos, e, na sequência, Tamires por Yasmim e Duda Sampaio por Jheniffer.

Na Espanha, Aitana Bonmatí entrou no lugar de Jenni Hermoso; e Alexia Putellas entrou no lugar de Patricia Guijarro. Mais tarde, devido a um choque que teve no nariz em uma disputa de bola, a goleira espanhola foi substituída, entrando em seu lugar María Rodriguez.

Gol espanhol

Aos 13 minutos, cruzamento feito pela espanhola Caldentey foi mal interceptado pela goleira Lorena e, no rebote, Athenea abriu o o placar. Mesmo com a vantagem, a Espanha manteve a postura ofensiva, levando perigo à meta brasileira.

Aos 33 minutos, o Brasil perdeu a oportunidade que poderia ter mudado a história do jogo, com Ana Vitória fazendo um contra-ataque e demorando a acionar jogadoras em melhor condição para finalização.

Aos 36 minutos da etapa final, nova oportunidade para a Espanha ampliar o placar, mas a zaga brasileira conseguiu evitar o segundo gol da partida.

Amarelo para os treinadores

Os dois treinadores receberam cartões amarelos, quando a partida caminhava para a etapa final no tempo regulamentar. Arthur Elias, do Brasil, por reclamação. Já a técnica espanhola, Tomé, por atrapalhar uma cobrança de lateral pelo time brasileiro.

O juiz concedeu 16 minutos de acréscimo, boa parte por causa dos atendimentos às duas goleiras. A Espanha manteve o domínio do jogo e, aos 12 minutos do tempo complementar, quase ampliou o marcador, mas a goleira do Brasil defendeu chute forte de dentro da área, à queima-roupa, de Athenea.

Contundida, a lateral Antônia deixa o campo após contusão no pé esquerdo. Com isso, o Brasil ficou com duas jogadoras a menos, uma vez que não era mais possível fazer substituições. Mesmo assim, em um suspiro final, a atacante Gabi Nunes quase marcou aos 15 da prorrogação. A cabeceada, no entanto, saiu fraca e nas mãos da goleira da Espanha.

Dominado, o Brasil sofreu o segundo gol nos descontos. Um chute colocado da jogadora Alexia Putellas, que havia entrado no lugar de Patricia Guijarro, estufou a rede brasileira, decretando o placar final da partida.

* Com Agência Brasil

BRASILEIRÃO

Vasco marca no último lance e arranca empate no clássico com o Flamengo

O time rubro-negro abriu 2 a 0 no placar com gols de Pedro e Jorginho, mas o Gigante da Colina foi guerreiro e buscou o empate com Robert Renan e Hugo Moura

03/05/2026 17h45

Flamengo x Vasco empatam em 2 a 2 no Maracanã

Flamengo x Vasco empatam em 2 a 2 no Maracanã Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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Flamengo e Vasco fizeram mais um "Clássico dos Milhões" disputado até o último minuto e terminando com empate por 2 a 2. O time rubro-negro abriu 2 a 0 no placar com gols de Pedro e Jorginho, mas o Vasco foi guerreiro e buscou o empate com Robert Renan e Hugo Moura. A partida, realizada no Maracanã, no Rio, foi acompanhada por mais de 60 mil torcedores.

O Flamengo desperdiçou uma boa chance de se aproximar do Palmeiras, que empatou com o Santos, por 1 a 1, no sábado, e lidera com 33 pontos. O time carioca, que vinha de quatro vitórias seguidas, chegou a 27 pontos, em segundo lugar, mas com um jogo a menos.

O Vasco, que vinha de derrota para o Corinthians, por 1 a 0, se recuperou e deixou o campo com gosto de vitória. O time chegou a 17 pontos, na 12ª colocação. Entretanto, segue sem vencer como visitante, sendo quatro empates e três derrotas.

O Vasco chegou com certo perigo nos primeiro minutos, quando Thiago Mendes recebeu dentro da área e chutou de bico, acertando o lado de fora da rede. Mas foi o Flamengo quem abriu o placar, aos sete minutos. Após cruzamento da esquerda de Samuel Lino, Pedro disputou dentro da área e ajeitou com dois toques sutis, girando e finalizando forte. Léo Jardim chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol.

Mesmo atrás do placar, o Vasco seguiu buscando o gol e Johan Rojas arriscou de muito longe. A bola, porém, quicou na frente de Rossi, que precisou espalmar para evitar o gol. Em outro lance, David desviou cobrança de falta de cabeça, mas para fora

O Flamengo respondeu com chutes de Pedro e Luiz Araújo, ambos para fora. No fim do primeiro tempo, o Vasco balançou a rede com David, mas o assistente marcou impedimento, confirmado pelo VAR

No início do segundo tempo, o Flamengo ficou em situação ainda melhor quando o árbitro foi chamado pelo VAR para um possível pênalti. Ele marcou a falta após ver pisão de Paulo Henrique no pé de Pedro. Na cobrança, aos 14 minutos, Jorginho deslocou Léo Jardim e fez 2 a 0.

Atrás do placar, o Vasco tomou mais iniciativa em busca do gol, embora o Flamengo também seguiu criando algumas oportunidades. Aos 38, o Vasco incendiou novamente a partida ao diminuir o placar. Nuno Moreira cobrou escanteio e Robert Renan subiu livre na pequena área para completar de cabeça.

Em outro lance, Puma Rodríguez avançou pela direita e cruzou para Spinelli, que chutou de primeira, mas para fora após desvio E, quando tudo parecia definido, o Vasco empatou a partida aos 51 minutos do segundo tempo. Cuesta recebeu na direita e cruzou. A bola quicou e Hugo Moura se abaixou para cabecear e deixar tudo igual. O lance ainda foi checado pelo VAR, mas o gol foi confirmado, literalmente, no último lance do clássico.

O Flamengo volta a campo na quinta-feira, às 21h30, quando visita o Independiente Medellín, da Colômbia, pela Libertadores. No domingo, às 19h30, visita o Grêmio em Porto Alegre (RS), pelo Brasileirão.

O Vasco também tem compromisso no meio de semana: pega o Audax Italiano, do Chile, na quarta-feira, às 19h, fora de casa, pela Sul-Americana. No domingo, às 20h30, recebe o Athletico pelo Brasileirão, em São Januário, no Rio.

FICHA TÉCNICA - FLAMENGO 2 X 2 VASCO

FLAMENGO - Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo, Jorginho (Saúl) e Luiz Araújo (De la Cruz); Plata, Pedro (Wallace Yan) e Samuel Lino (Bruno Henrique). Técnico: Leonardo Jardim.

VASCO - Léo Jardim; Paulo Henrique (Andrés Gómez), Carlos Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton; Barros (Hugo Moura), Thiago Mendes e Johan Rojas (Nuno Moreira); Puma Rodríguez, Brenner (Spinelli) e David (Adson). Técnico: Renato Gaúcho.

GOLS - Pedro, aos sete minutos do primeiro tempo. Jorginho, aos 14, Robert Renan, aos 38, e Hugo Moura, aos 51 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Léo Pereira, Alex Sandro e Plata (Flamengo). Paulo Henrique, Carlos Cuesta e Barros (Vasco).

ÁRBITRO - Wilton Pereira Sampaio (GO).

PÚBLICO - 57.516 pagantes (61.872 presentes).

RENDA - R$ 5.261.145,00.

LOCAL - Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

FEBRE

Álbum da Copa agita campo-grandenses mesmo com preço "nas alturas"

Com 980 figurinhas e aumento acima da inflação, fãs terão que gastar mais de R$ 1 mil para completar edição deste ano

03/05/2026 16h00

Versões do álbum da Copa do Mundo variam de R$ 24,90 a R$ 74,90

Versões do álbum da Copa do Mundo variam de R$ 24,90 a R$ 74,90 Foto: Arquivo

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Lançado na última quinta-feira (30), o álbum da Copa do Mundo de 2026 está agitando os colecionadores de Campo Grande e deixa bancas “suando” para dar conta da alta demanda, mesmo com aumento acima da inflação em comparação com a edição anterior, em 2022.

Produzido e distribuído pela editora americana Panini desde 1970, o álbum é um dos itens mais esperados pelos colecionadores em ano de Copa do Mundo, consolidando-se como um dos maiores fenômenos de colecionismo no Brasil. Por essa edição ser a primeira com 48 seleções participantes, este é o maior álbum lançado pela empresa referente à competição, sendo necessárias 980 figurinhas para completar a coleção.

Acompanhado disso, a Panini também resolveu reajustar o preço dos itens, estabelecendo o valor de R$ 7,00 por pacote contendo sete cromos cada, ou seja, R$ 1,00 por figurinha. Em 2022, o pacote custava R$ 4,00, com cada envelope contendo cinco cromos (R$ 0,80 cada figura). 

O preço do próprio álbum também aumentou. Em 2022, a versão brochura (capa mole) custava R$ 12,90, enquanto a versão de capa dura custava R$ 44,90. Para a edição deste ano, a editora definiu a brochura em R$ 24,90 e o capa dura em R$ 74,90.

Em suma, em um cenário de muito otimismo, mesmo que o colecionador consiga completar o álbum trocando todas as figurinhas, sem ficar com nenhuma delas repetida, o preço total ainda ultrapassa R$ 1 mil. Na última Copa do Mundo, o custo era de R$ 550.

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. Já o novo valor para completar o álbum de figurinhas teve um aumento de 81% se comparado à última Copa, o que representa um aumento bem acima da inflação no período.

Contudo, isso não significa que os colecionadores “pularam do barco”. Em conversa com Daniel Magalhães, proprietário da Banca Modular, que existe desde 2001 na Capital, ele revelou que os números são semelhantes aos da Copa do Mundo anterior e que muita gente ainda deve iniciar o álbum em breve, visto que o período de início de mês também deve favorecer isso.

“Creio que a cada ano tem mais gente colecionando, desde famílias que vão passando a tradição adiante, desde crianças que começam pelo estímulo dos outros amiguinhos na escola, ou adultos que conquistaram poder aquisitivo e aderem a hobbies mais custosos”, disse à reportagem.

Acerca dos novos valores, ele disse que o aumento já era esperado pelos colecionadores e que achou boa a ideia de conter mais figurinhas por envelope. “Como o álbum é maior, achei uma ideia inteligente o envelope vir com mais figurinhas. Pouquíssimas pessoas reclamaram do novo valor, porque nos três últimos anos os envelopes de álbum de futebol já custam R$ 1,00 por cromo. Os colecionadores não foram surpreendidos”, analisou.

Geovani Vegas, dono da Banca Elite, que conta com 22 anos de mercado, também disse que o aumento no preço foi pouco comentado pelos clientes. Porém, ele cita que a nova política da Panini em distribuir o álbum para tipos de estabelecimentos diferentes resultou em uma menor movimentação na banca este ano.

“Como a Panini fez questão de enfiar figurinhas em tudo quanto é canto, como padarias, lotéricas, lojas de ferramentas, mercados em geral e ainda receberam os produtos dois dias antes do que nas bancas, o início foi menor que a passada”, pontuou.

O jornaleiro ainda fala que a tradição deve superar o aumento dos preços nas próximas edições, especialmente em ano de Copa do Mundo. “Pessoal gosta demais. Eu vendia para guris, que agora são pais, e vendo para seus filhos. Isso é muito gostoso”, comentou.

Curiosidade

Pela primeira vez em quatro edições, não tem espaço dedicado à figurinha de Neymar, cuja convocação é uma das dúvidas de Carlo Ancelotti.

A Panini já havia descartado Neymar de outro produto que lançou para a Copa do Mundo, o Adrenalyn XL, uma coleção de jogo de cartas com 11 jogadores de cada nação que vai disputar o Mundial.

Também na página do Brasil, há o nome de Rodrygo, ausência certa no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá porque rompeu o ligamento cruzado anterior e menisco do joelho direito.

A página é preenchida pelos seguintes jogadores:

Goleiros: Alisson e Bento.

Defensores: Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Wesley e Danilo.

Meio-campistas: Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Casemiro.

Atacantes: Vinícius Júnior, Rodrygo, Luiz Henrique, João Pedro, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão.

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