Esportes

COPA LIBERTADORES 2019

River perde pênalti no último minuto e Cruzeiro arranca empate em Buenos Aires

Veja os melhores momentos da partida

RAFAEL RIBEIRO

24/07/2019 - 08h11
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O futebol e sua capacidade incrível de mudar sentimentos de um minuto para o outro. A história de River Plate e Cruzeiro, na noite desta terça-feira, no Monumental de Núñez, na Argentina, pela primeira partida das equipes nas oitavas de final da Copa Libertadores mostra isso.

O duelo já caminhava para o fim. O relógio do árbitro já contava com 52 minutos de jogo quando, após uma cobrança de escanteio, o VAR alertou o árbitro para uma irregularidade. O juizão foi até a tela e viu que Henrique puxou a camisa de Lucas Pratto, marcando, portanto, o pênalti.

Seria a água no chopp do Cruzeiro que fez uma partida defensivamente impecável, conseguiu segurar o ímpeto do River em sua casa e assim garantindo o resultado para buscar a classificação em Belo Horizonte. O time de Mano Menezes fez um primeiro tempo se defendendo mais e uma etapa complementar aproveitando bem os contra-ataques e, por detalhes, não marcou seu gol.

Então, no último minuto, Suarez, com o Monumental todo em suas costas, foi para a cobrança. O silêncio no estádio após a batida deu sentença ao argentino: o chute saiu forte, com altura e a bola foi parar nas arquibancadas.

As equipes se encontram na próxima semana, em Belo Horizonte, no Mineirão, e decidem quem avança para as quartas de final da Copa Libertadores da América.

Primeiro tempo

O Cruzeiro entrou em campo com seu melhor time. Vale lembrar, inclusive, que Fred não viajou para Buenos Aires por causa de uma crise de labirintite, mas, ainda assim, Mano Menezes tinha seu melhor time em campo. Já o River Plate iniciando temporada, tinha mudanças, era um clube diferente daquele que conquistou a América e tinha Lucas Pratto no banco de reservas.

Os primeiros minutos do confronto foram de muita igualdade em campo. As equipes faziam um importante duelo no meio, com trocas de passes e posturas defensivas e ofensivas parecidas, com as propostas de jogo.

Isso durou até os 10 minutos de jogo. Após isso, o River passou a colocar em campo um ritmo mais intenso de jogo. E passou a pressionar muito o Cruzeiro. Os argentinos dominaram o meio campo completamente e toda escapada da Raposa era rapidamente recuperada. O River cercou a área celeste e passou a colocar bolas insistentemente dentro da área.

Esse momento do jogo durou cerca de 12 minutos, até os 22, e serviu para mostrar o potencial do clube argentino, mas, sobretudo, a capacidade do time de Mano Menezes de ser pressionado sem sofrer grandes sustos. O River aproximou da área, mas não chegou contra o gol de Fábio claramente com uma chance de marcar um tento. O porém é que não conseguiu criar o contra-ataque perfeito para abrir o placar.

Aos 24 o River conseguiu criar uma chance com muito perigo. Em cruzamento na área, Álvares desvia de cabeça, antecipando a chegada de Dedé, mas Fábio conseguiu defender. No rebote, Fernández chutou para fora.

O Cruzeiro tentou igualar as ações em campo, mas não teve forças para avançar nas linhas de marcação com qualidade. A melhor chance ocorreu aos 36, em uma ótima escapada de Pedro Rocha pela esquerda, mas a zaga conseguiu se recompor com qualidade para evitar o pior.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, o Cruzeiro demorou apenas um minuto para conseguir balançar as redes. Em ótima jogada de meio campo, Lucas Romero deixou Marquinhos Gabriel na cara do gol e o atacante balançou as redes. O VAR entrou em ação e percebeu o impedimento por milímetros.

A situação serviu para mostrar que o Cruzeiro seria diferente em campo na etapa complementar. Se no primeiro tempo o time de Mano Menezes ficou acuado sendo atacado, agora se mandaria para o jogo.

A entrada de David também deixou o Cruzeiro mais eficiente na frente. A Raposa passou a incomodar bastante a zaga do River Plate que passou a ter dificuldades na marcação e, com isso, não conseguia ser tão agressivo como na etapa inicial.

Após a entrada de Lucas Pratto, o River voltou a crescer. O ex-atleticano demorou um tempo até conseguir entrar na partida, mas levou, pelo menos, duas chances claras contra a meta do goleiro Fábio.

O VAR entrou em ação no último lance do jogo. Em um cruzamento na área, Henrique segurou Lucas Pratto e após consulta ao árbitro de vídeo, o pênalti foi marcado. Suarez foi para a cobrança e mandou longe.

FICHA TÉCNICA:
RIVER PLATE (ARG) 0 X 0 CRUZEIRO (BRA)

Local: Monumental de Núñez, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 23 de julho de 2019, Terça-feira
Horário: 18h15 (de MS)
Árbitro: Não divulgado.
Cartões: Enzo Pérez, De La Cruz, Julian Álvarez (River Plate); David (Cruzeiro)

RIVER PLATE: Armani; Montiel, Pinola (Rojas), Martínez Quarta e Anglieri; Ignácio Fernández, Palácios, Enzo Pérez, De La Cruz, Matías Suárez, Julián Álvarez (Lucas Pratto).
Técnico: Marcelo Gallardo

CRUZEIRO – Fábio, Orejuella, Dedé, Léo, Egídio, Henrique, Lucas Romero (Jadson), Thiago Neves (David), Marquinhos Gabriel, Robinho (Ariel Cabral) e Pedro Rocha.
Técnico: Mano Menezes.

CONFIRA OS MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA:

Arteta x Luis Enrique

Arsenal e PSG duelam em final da Champions com Guardiola onipresente

Final é neste sábado, em Budapeste, a partir das às 12h (MS). Duelo será transmitido em TV aberta pelo SBT

30/05/2026 07h10

Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, sempre admitiram a influência que tiveram de Guardiola em suas carreiras de treinador

Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, sempre admitiram a influência que tiveram de Guardiola em suas carreiras de treinador

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Um foi eleito melhor técnico do mundo pela Fifa. Outro vive a ascensão após sete anos desde que começou a ser o treinador principal de uma equipe. Luis Enrique, de 56 anos, e Mikel Arteta, de 44, atravessam diferentes momentos de suas carreiras, mas compartilham algumas semelhanças.

Ambos são hoje dois dos principais técnicos na Europa. Os comandantes de Arsenal e PSG, desenvolveram trabalhos com estilos próprios. É impossível desvinculá-los, porém, de uma fonte que os forjou no ofício: Pep Guardiola, antecessor de Luis Enrique no Barcelona e de quem Arteta foi auxiliar no Manchester City.

Por isso que, mesmo sem sequer estar empregado, Guardiola estará presente de alguma forma na Puskas Arena, em Budapeste, onde Arsenal e PSG definem o título da Champions League às 13h (de Brasília) deste sábado.

Os dois técnicos, além de Guardiola, compartilham a vivência no Barcelona dos anos 1990, influenciado pela filosofia de Johan Cruyff. Arteta não chegou a jogar pelo profissional do clube. Curiosamente, ele virou profissional no PSG. Já Luis Enrique, ainda em campo, foi vitorioso com a equipe catalã.

PRATELEIRAS DOS GIGANTES

Quando chegou ao PSG, Luis Enrique já tinha um título de Champions League, em 2015, com o Barcelona. Ele encontrou um elenco com Neymar, Messi e Mbappé, enquanto o clube francês ainda apostava em grandes estrelas na obsessão pelo título europeu.

Durou pouco, já que o brasileiro e o argentino logo deixaram a equipe. Mbappé concentrou holofotes e não conseguiu a conquista da Champions. Ela veio justamente quando o francês já havia deixado o clube e por mérito do coletivo criado por Luis Enrique

Mesmo que uma peça-chave do time seja Ousmane Dembelé, vencedor da Bola de Ouro, o PSG se consolidou como melhor equipe do mundo a partir do seu jogo em grupo. Luis Enrique implementou ideias ofensivas, com rápidas transições e contando com liberdade para os jogadores, principalmente com o camisa 10, que quase não tem posição fixa. Foi assim que vieram títulos da Champions League e Intercontinental, além da manutenção do domínio na França e o vice no Mundial de Clubes.

Agora, caso vença mais um título neste sábado, Luis Enrique alcança o patamar de Carlo Ancelotti, Bob Paisley, Zidane e Guardiola, todos com três ou mais conquistas de Champions League O italiano, atualmente na seleção brasileira, é o recordista, com cinco orelhudas.

"Lembro-me dele com muito carinho por como ele era com os jovens e como foi como jogador. Como técnico, ele é alguém que teve a liderança de seguir um caminho e, mesmo com todo o barulho contra, continuar nesse caminho e acabar vencendo da maneira que venceu. Ele é um exemplo para todos", falou Arteta, ao Marca, sobre Luis Enrique.

MELHOR ANO DA CARREIRA

Quando o Arsenal disputou a final da Champions League pela primeira vez, perdendo para o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Mikel Arteta estava na metade da sua carreira como jogador.

Já quando o Arsenal o contratou como treinador, em 2009, ele nunca tinha exercido a função de técnico principal. O espanhol então deixou de ser auxiliar de Guardiola para ser um dos principais rivais na Inglaterra.

Hoje ele comanda uma equipe que tem sido fatal em contra-ataques e lances de bola parada, postura mais reativa do que o adversário deste sábado. Foi como conseguiu fazer o Arsenal voltar a vencer a Premier League após 22 anos no seu melhor como treinador. Um título inédito da Champions League pode representar também o melhor temporada da história do Arsenal.

"Não estou surpreso em vê-lo vencer a Premier League. O Arsenal mereceu. Eles foram os mais consistentes. É a melhor equipe da Inglaterra. Se não me engano, esta é a sexta ou sétima temporada dele no Arsenal, e dá para ver claramente o tipo de equipe que construiu", diz Luis Enrique, em avaliação sobre o adversário.

O CAMINHO DOS FINALISTAS

O Arsenal liderou a fase de liga da Champions com oito vitórias em oito jogos. Foram apenas quatro gols sofridos (dois do Kairat, um da Inter de Milão e um do Bayern de Munique).

A goleada por 4 a 0 sobre o Atlético de Madrid na fase de liga foi um cenário que não se repetiu no mata-mata. O Arsenal passou por Bayer Leverkusen (1 a 1 e 2 a 0), Sporting (1 a 0 e 0 a 0) e, novamente, o time de Diego Simeone (1 a 1 e 1 a 0).

Já o PSG precisou jogar a repescagem, após ficar apenas em 11º na fase de liga. A temporada começou com desgaste após a disputa do Mundial de Clubes. O time ainda caiu na Copa da França na segunda rodada para o Paris FC.

Veio, contudo, a recuperação na Champions, a partir da classificação às oitavas, eliminando o Monaco (3 a 2 e 2 a 2). Os próximos resultados mostraram um PSG no topo da Europa. Passou por Chelsea (5 a 2 e 3 a 0), Liverpool (2 a 0, duas vezes) e Bayern de Munique (5 a 4 e 1 a 1).

FICHA TÉCNICA

PSG X ARSENAL

PSG - Safonov; Hakimi, Marquinhos, Willian Pacho, Nuno Mendes; Zaïre-Emery, Vitinha, João Neves; Doué, Dembélé, Kvaratskhelia. Técnico: Luis Enrique.

ARSENAL - Raya; Timber, Saliba, Gabriel, Calafiori; Rice, Lewis-Skelly, Ødegaard; Saka, Gyökeres, Trossard. Técnico: Mikel Arteta.

ÁRBITRO - Daniel Siebert (ALE).

HORÁRIO - 13h (de Brasília).

LOCAL - Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria (HUN).

TÊNIS

Vitória de Fonseca contra Djokovic fará tênis ter campeão de Grand Slam inédito

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Roland Garros registrará um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam

29/05/2026 23h00

João Fonseca derrotou Djokovic em Rolando Garros

João Fonseca derrotou Djokovic em Rolando Garros Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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Brasil, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Noruega, Canadá, Holanda, Chile, Rússia, República Checa ou novamente Espanha? Muitos países ainda estão na disputa do cobiçado troféu de Roland Garros e uma coisa é certa: um campeão inédito de Grand Slam será conhecido no segundo Major da temporada. Graças à vitória de João Fonseca diante do número quatro do mundo, o experiente Novak Djokovic.

Com a eliminação do sérvio, aliada à ausência do atual bicampeão Carlos Alcaraz, fora por lesão, e a eliminação na estreia do líder do ranking, Jannik Sinner, Roland Garros registrará daqui uma semana um novo nome na seleta galeria de campeões de Grand Slam ainda em atividade.

E João Fonseca tentará acabar com o jejum brasileiro que vem desde Gustavo Kuerten, vencedor na terra batida francesa em 1997, 2000 e 2001. Ele garante estar bem fisicamente, apenas de ter jogado em cinco sets somente duas vezes - seu rival será o norueguês Casper Ruud, que também se desgastou com triunfo por 4/6, 7/6 (7/4), 6/4, 6/7 (4/7) e 7/5 sobre o norte-americano Tommy Paul após 4h47 de jogo.

"Para os próximos jogos, é descansar. Não tenho tanta experiência ainda (em cinco sets), não sei como e onde posso chegar, mas estamos tirando lições, é apostar no coração e entrar com tudo dentro de quadra", disse, em coletiva.

Dos tenistas em atividade, apenas Djokovic, o atual bicampeão Alcaraz e o veterano Stanislas Wawrinka tinham vencido em Roland Garros. Até para Sinner o troféu em Roland Garros seria inédito - é o Grand Slam que falta em sua galeria.

Entre os principais nomes do ranking, Alexander Zverev (3 do mundo), Félix Auger-Aliassime, Flávio Cobolli e Andrey Rublev são tenistas que sonham em desencantar em Roland Garros. Para isso, precisam desbancar o talento de jovens promissores que vêm embalados, casos de João Fonseca, Rafael Jódar, Jakub Mensik e Lerner Tien, todos de no máximo 20 anos e bem na disputa.

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