Esportes

SUPER BOWL

Sem Tom Brady, Mahomes joga final para ser o novo rei da NFL

Philadelphia Eagles e Kansas City Chiefs disputam o Super Bowl neste domingo (12), às 19h30

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O trono está vago. E Patrick Mahomes, 27 anos, US$ 45 milhões (R$ 235 milhões) de salário por ano, é o maior candidato a ocupá-lo.


Com a aposentadoria de Tom Brady, o título de maior jogador da NFL, a liga profissional de futebol americano, o esporte mais popular dos Estados Unidos, está vago. Mahomes poderá reforçar sua candidatura de herdeiro se vencer o Super Bowl, a final do torneio, neste domingo (12). Sua equipe, o Kansas City Chiefs, enfrentará o Philadelphia Eagles.


A partida começará às 19h30 (de Campo Grande) com transmissão de ESPN/Star+ e Rede TV.


Na última semana, Brady anunciou pela segunda vez que não joga mais. Havia feito o mesmo no ano passado, mas decidiu retornar para mais uma temporada pelo Tampa Bay Buccaneers. Ele jura que agora é para valer e está pronto para assinar contrato de comentarista com a Fox por US$ 37 milhões (R$ 193 milhões) por temporada a partir de 2024.


Evitar que Mahomes vença o segundo Super Bowl da carreira é o plano de Jalen Hurts, líder do ataque do Philadelphia Eagles, time que começou como azarão, com cotação de 30/1 nas casas de apostas, e virou favorito ao título.


Os dois são os quarterbacks. É a posição de lançador. Nenhuma é tão importante do futebol americano. Ao lado do pitcher (arremessador) no beisebol, trata-se da mais glamourosa dos esportes americanos.


Será a primeira vez que o Super Bowl, agora em sua 57ª edição, terá confronto entre dois quarterbacks negros.


"Brady é o maior de todos os tempos. Ele é único", elogiou Mahomes, ao anúncio da aposentadoria do também quarterback que, por New England Patriots e Buccaneers, é o maior vencedor da história da NFL: sete títulos.


Mahomes, tal qual Brady, tem o talento para arrancar vitórias das garras da derrota. Foi o que aconteceu nas finais de conferência deste ano, contra o Cincinnati Bengals, e em 2021 diante do Buffalo Bills. Nos atuais playoffs, ele tem jogado bem apesar de lesão no tornozelo. Foi eleito MVP, o melhor jogador da temporada regular, depois de acertar 67% dos passes e lançar para 41 touchdowns, a pontuação máxima do esporte.


Já Hurts, além da precisão e do crescimento que demonstrou, tem a vantagem de contar com uma linha ofensiva quase inexpugnável. São os jogadores que bloqueiam os defensores rivais. Eles dão tempo e liberdade para o quarterback lançar. E, quanto mais livre, maior a chance de o lançamento ser preciso.


Mahomes e Brady se enfrentaram no Super Bowl há dois anos, e o agora aposentado levou a melhor. Como Mahomes não foi brilhante mesmo na final que venceu, em 2020, uma nova derrota agora pode levantar contra o lançador dos Chiefs as críticas de que não consegue atuar tão bem quando o título está em jogo.


Foi uma acusação feita muitas vezes a LeBron James no início da carreira, até o astro da NBA começar a ganhar. Ele já venceu o título da liga norte-americana de basquete quatro vezes.


Há outras críticas feitas Patrick. Uma delas respinga no próprio Brady e vem de nomes do passado da NFL.


"O que eles fizeram não me impressiona em nada", disse o comentarista Trent Dilfer, vencedor do Super Bowl de 2000 como quarterback do Baltimore Ravens.


A reclamação é que as regras mudaram tanto na NFL e favorecem de tal forma os ataques que se tornou "superfácil", segundo Dilfer, jogar na posição hoje em dia. A preocupação dos dirigentes é evitar ao máximo que os quarterbacks sofram impactos físicos mais fortes. Brady atuou até os 45 anos.


"Ele poderia jogar até os 50. Ninguém pode encostar nele!", disse Lawrence Taylor, astro histórico de defesa do New York Giants, campeão da liga em 1987 e em 1991.


A preocupação é com a saúde dos jogadores, mas também financeira. Quanto mais os ataques pontuam, quanto mais os quarterbacks lançam, mais as partidas se tornam atrativas para o torcedor comum. E mais a NFL fatura.


Já apontado como futuro herdeiro de Brady há alguns anos, Mahomes ouviu reclamações de ser protegido em excesso pelos árbitros. A promessa sempre existiu em sua trajetória. Ele foi a décima escolha na primeira rodada do draft de 2017, o evento em que as equipes selecionam os jogadores que saem das universidades.


Pelos Eagles, Hurts foi a 53ª seleção, já na segunda rodada.


Quem lembrar que Brady passou incólume pelos times e foi draftado pelos Patriots apenas na sexta rodada vai perceber que os avaliadores da NFL nem sempre acertam: 198 nomes foram chamados à frente daquele que seria o maior da história do futebol americano.


Mahomes pode, quem sabe, ser candidato a ocupar esse lugar. Mesmo que esteja sujeito a sofrer pegadinhas por causa disso. Em uma entrevista antes do Super Bowl, o ex-jogador Brandon Marshall perguntou se o astro dos Chiefs sabia que a cantora Rihanna o havia considerado o maior quarteback da história.


"É ótimo que ela pense isso de mim", respondeu Mahomes.


"Eu estou brincando com você. Ela não disse isso", desmentiu o próprio Marshall.


Rihanna gravou um vídeo horas depois.


"Eu acho que você é ótimo", esclareceu a artista, que vai se apresentar no intervalo da partida.
 

BRASILEIRÃO

Corinthians briga por G-5 do Brasileiro com o Cruzeiro antes de decisão na Libertadores

Partida acontece na Neo Química Arena neste domingo, às 18h30 (horário de MS)

16/08/2026 08h00

Goleiro do Corinthians, Hugo Souza

Goleiro do Corinthians, Hugo Souza Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

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O Corinthians tem se saído bem dentro de campo, mesmo com o turbilhão político nos bastidores, e terá a chance de entrar no G-5 do Brasileirão, se vencer o Cruzeiro na Neo Química Arena, às 19h30 deste domingo. A atenção, contudo, está dividida com a disputa das oitavas da Libertadores, com o Rosario Central, cuja rodada de volta está marcada para as 21h30 de quinta-feira, após empate sem gols na Argentina.

O resultado do meio da semana foi importante para que o crescimento da crise vivida no Parque São Jorge fosse contida. Ainda há, entretanto, muita insatisfação da torcida quanto à decisão tomada pelo presidente Osmar Stábile de não renovar o contrato do atacante holandês Memphis Depay.

É possível que ocorram manifestações sobre o caso nas arquibancadas, pois será o primeiro jogo em casa após o desfecho da negociação. Até mesmo a casa de Stábile foi alvo de protestos "Fora ratos" e "Acabou a paz" foram algumas das mensagens escritas em faixas colocadas em frente à residência do dirigente

Até mesmo o elenco foi afetado pela situação, uma vez que a renovação estava encaminhada e a reviravolta só chegou aos jogadores - inclusive ao próprio Memphis - quando o clube publicou uma nota nas redes sociais.

"Foi uma frustração, mas, como foge do nosso controle, isso acaba servindo para unir mais os jogadores. Foi um evento triste, mas serviu de motivação para uma entrega maior e, desta forma, conseguir um bom resultado aqui na Argentina", comentou o técnico Fernando Diniz depois do empate com o Rosario Central.

Na mesma coletiva, o treinador deixou em aberto possibilidades sobre como escalar o time contra o Cruzeiro, em seguida a uma viagem internacional, com pouco tempo de descanso. "É pensar bem e procurar fazer o melhor para o Corinthians", disse o treinador

Diniz nem sempre é adepto da cultura de poupar atletas antes de jogos importantes, mas, desta vez, pode mandar a campo um time alternativo. O problema é que tem poucas opções ofensivas em razão da lesão muscular ainda em tratamento de Yuri Alberto e da saída de Memphis. Também continua como baixa o volante André, um dos pilares do meio de campo alvinegro, que se recupera de lesão de grau dois na posterior da coxa direita.

O time alvinegro tem 32 pontos contra 33 do Cruzeiro, e aquele que vencer se garante entre os cinco primeiros colocados do campeonato. Aos corintianos, isso depende também de um tropeço do Bahia, que também tem 33 e joga contra a Chapecoense, às 11 horas deste domingo, na Arena Condá.

Os cruzeirenses vivem situação parecida à do Corinthians, afinal empataram por 1 a 1 com o Flamengo no primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. A diferença é que jogaram em casa, no Mineirão, e vão ter que surpreender os flamenguistas no Maracanã na quarta-feira, às 21h30.

O Cruzeiro tem, portanto, uma sequência de dois jogos como visitante, já que enfrentam o time paulista em Itaquera. Em frente a um cenário em que precisa decidir se poupa alguns jogadores, o técnico Artur Jorge garante que sua equipe não perde as principais características mesmo quando sofre grandes mudanças.

"Identidade não vai mudar nunca. Temos que mudar o 11 inicial algumas vezes. Somos das poucas equipes que fará, a partir do jogo contra o Corinthians, quatro partidas com intervalo de dois dias. Perceba o que isso representa em termos de exigência física para o elenco. O grupo está totalmente identificado com a ideia de jogo para que possamos poupar nossos principais valores contra quem quer que seja", afirmou.

O técnico português não conta com o atacante Kaique Kenji, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Cássio, ídolo do Corinthians, ainda se recupera de grave lesão multiligamentar no joelho esquerdo e continua entregue ao departamento médico, assim como Gabriel Pec, Luis Sinisterra e Villarreal.

Wesley, atacante formado na base do Corinthians e recentemente contratado pelo Cruzeiro após passagem pelo Al-Nasser, da Árabia Saudita, deve reencontrar a torcida alvinegra em Itaquera, agora como adversário. Ele chegou a abrir conversas para voltar a vestir a camisa corintiana, mas as negociações não avançaram porque o clube está impedido de registrar novos jogadores, com três transfer bans ativos.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS X CRUZEIRO

CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Angileri; Allan, Matheus Pereira, André Carrilo e Breno Bidon; Lingard e Gui Negão. Técnico: Fernando Diniz.

CRUZEIRO - Otávio; Fagner (William), Fabrício Bruno, Villalba e Gabriel Rojas; Lucas Romero (Zé Lucas), Gerson (Matheus Henrique) e Matheus Pereira; Arroyo, Kaio Jorge (Lucho Rodriguez) e Wesley.

ÁRBITRO - Davi De Oliveira Lacerda (ES).

HORÁRIO - 19h30.

LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

ESPORTE

Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

Oposta segue liberada para atuar pelo Osasco no Campeonato Paulista

15/08/2026 23h00

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco Divulgação: Osasco São Cristóvão Saúde

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O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar, na sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade segundo a qual somente atletas do sexo biológico feminino podem disputar as competições femininas da entidade. A oposta Tifanny, primeira atleta trans a disputar a Superliga, em dezembro de 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou com a equipe o título da temporada 2024/2025.

Em nota, o Osasco afirmou ter sido "surpreendido" pela decisão da CBV. Segundo o clube, a medida foi tomada "sem qualquer participação ou opinião prévia do clube". O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que "está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos". O Osasco também declarou "integral apoio a Tifanny".

Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Volleyball (FPV). A entidade informou que, como o Campeonato Paulista teve início antes da publicação da nova política, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

Assim, Tifanny segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. Neste sábado (15), a equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30 (horário de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

Nova política

Segundo a CBV, o novo critério de elegibilidade busca estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão cumprir os critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

A norma anterior previa que mulheres trans poderiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação entra em vigor nas próximas edições da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que permitiu a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), atendendo a pedido da própria CBV. Antes da decisão, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou, em regime de urgência, um requerimento relacionado à participação de atletas trans em eventos esportivos no município.

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