Esportes

ALDO REBELO:

‘Teremos todos os estádios prontos em tempo hábil’, afirma ministro do Esporte

‘Teremos todos os estádios prontos em tempo hábil’, afirma ministro do Esporte

CRISTINA MEDEIROS E JAKSON PEREIRA

12/01/2014 - 18h30
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A cinco meses da abertura e realização no Brasil do maior evento do futebol mundial, a Copa 2014, o desejo de que o País faça bonito é grande, mas há muitas dúvidas, por parte da população, em geral, sobre o evento. Assuntos como arenas inacabadas e o destino incerto para elas pós-evento, em algumas capitais; orçamento estourado, violência nas ruas, transporte, etc. são questionamentos frequentes. Nesta entrevista o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirma que os estádios serão entregues em tempo hábil, que há investimento direcionado tanto para a segurança quanto para o transporte e que acredita muito no conjunto de jogadores da Seleção Brasileira.

CORREIO PERGUNTA No fim do ano passado, logo após o acidente na Arena Corinthians, em São Paulo, os organizadores divulgaram que este não seria um problema, mas que a situação de Cuiabá e Curitiba, sim, eram preocupantes. Como estão as obras nessas arenas?

Aldo Rebelo- Infelizmente, o acidente na Arena Corinthians obrigou a adiar a data de conclusão da obra para o mês de abril. A Arena Pantanal seria entregue em dezembro, mas eu pedi que deixassem para janeiro. Vamos tentar compatibilizar a agenda de entregas dos estádios com a agenda da presidente Dilma. Curitiba pode sofrer algum atraso, mas nada que comprometa a qualidade da Copa. Teremos todos os estádios prontos em tempo hábil.

É sabido que a ocupação das arenas por jogadores e torcedores está diretamente ligada a uma logística de transporte a estes locais seja em dias de treino ou do jogo oficial. Como e com quem o Comitê Organizador da Copa está resolvendo este item em cada cidade-sede?

Esse é um tema afeito ao Comitê Organizador Local, às secretarias estaduais e municipais da Copa e aos setores de trânsito e transporte de cada cidade-sede. Cada uma terá uma solução adequada às suas características urbanas.

As imagens da violência na última rodada do Campeonato Brasileiro correram o mundo e a questão da segurança dos torcedores voltou a ser debatida. Como os organizadores estão trabalhando para que esse tipo de situação não ocorra dentro e fora dos estádios durante o Mundial?

Estamos investindo em equipamentos. As cidades-sede vão dispor de centros de comando e controle de segurança. Milhares de policiais estão fazendo cursos de especialização. Nosso sistema de segurança passou por um teste importante durante a Copa das Confederações, quando todos os jogos foram disputados em meio a grandes manifestações populares. Naquele mês, lamentamos a morte de um jovem que caiu de um viaduto em Belo Horizonte. Mas não houve nenhum outro incidente envolvendo torcedores, ou delegações, mesmo com as seleções se deslocando no meio dos manifestantes. Na Copa da Fifa, fora o fato de que não teremos enfrentamento direto de torcidas de clubes locais e de que o público nos estádios será diferente daquele que acompanha os campeonatos regionais e nacionais, teremos um clima de festa, com os torcedores festejando seus ídolos e comemorando a segunda Copa realizada aqui, que pode nos transformar em hexa campeões mundiais.

Arenas em cidades que não contam com times nas principais séries do futebol brasileiro, como Cuiabá e Manaus, são apontadas como verdadeiros “elefantes brancos” para depois da Copa. O governo federal estuda alguma forma de utilizar esses locais para não perder todo o dinheiro investido?

Eu não temo que as arenas virem elefantes brancos. São espaços multiúso, onde pode ser realizado qualquer tipo de evento e não só jogos de futebol. Nessas arenas há espaços para escritórios, centros comerciais, centros de convenções, cinemas. Tudo isso produz renda.
O que o governo federal fez, em relação às arenas da Copa foi disponibilizar uma linha de financiamento, via BNDES, de até R$ 400 milhões para as empresas e os governos. São empréstimos concedidos sob as mesmas garantias que se exige de qualquer financiamento. Dinheiro que voltará ao BNDES.

Na Copa das Confederações, os torcedores reclamaram da desorganização na entrega dos ingressos e que pagaram entradas de uma determinada classe e foram colocados em outra, muitas vezes inferior. O que a Fifa e o Ministério do Esporte estão fazendo para que isso não aconteça novamente?


A venda e a entrega dos ingressos é tarefa exclusiva da Fifa. O Ministério do Esporte, é claro, espera que nenhum torcedor tenha prejuízo.

Todo megaevento tem um planejamento anterior. No caso da Copa do Mundo, o senhor saberia dizer em quantos milhões o orçamento já estourou em relação aos iniciais R$ 13 bilhões previstos e quais decisões práticas foram tomadas para que o rombo não fosse maior ainda?

Não conheço essa previsão de R$ 13 bilhões. No primeiro balanço da Copa, divulgado pelo Ministério do Esporte, em janeiro de 2011, com referência aos investimentos em mobilidade urbana, estádios e seus entornos, portos e aeroportos, a cifra era de R$ 23,8 bilhões. No balanço mais recente, divulgado em novembro, o custo total da Copa chega ao R$ 26,5 bilhões.

Muito se fala no legado que o Mundial pode deixar para o desenvolvimento das cidades que receberão os jogos, mas o que o senhor destaca de mais importante que ficará para o País após receber o principal torneio de futebol do mundo?

Tomo Cuiabá como exemplo. Em quantos anos a Copa do Mundo antecipou a construção do Corredor Mário Andreazza e o VLT Várzea Grande Cuiabá? A modernização viária da cidade seria feita com a urgência que está sendo feita se a cidade não fosse sede de jogos da Copa do Mundo? Assim como Cuiabá, todas as cidades-sede e as regiões metropolitanas terão um legado de modernização viária e urbana depois da Copa.

Depois do sorteio do Mundial o Brasil ficou conhecendo seu caminho até o título. O senhor acredita no sucesso da seleção brasileira ou tem outra aposta ao título?

Acho que a seleção tem boas chances de conquistar o título. Várias outras seleções têm grandes jogadores. Mas o Brasil tem o melhor conjunto de bons jogadores.

Mesmo sendo um evento esportivo, a Copa do Mundo não está livre de manifestações por parte de quem discorda do evento, achando que o dinheiro poderia ser empregado de forma diferente. Vocês estão preparados para enfrentar esse tipo de protesto, como os do Black Blocs, por exemplo?

Eu acredito que a Copa vai ser disputada em clima de festa, com os torcedores festejando nas ruas. Podem acontecer manifestações, como acontece nas democracias. Mas nós sabemos respeitar os direitos dos outros. Creio que não haverá clima para violência, ou desordem.

Quais são os planos do Ministério do Esporte no que se refere a investimentos em jovens atletas visando melhor participação do País nas Olimpíadas 2016?

A presidente Dilma criou o programa Brasil Medalhas, que vai investir R$ 1 bilhão na preparação dos nossos atletas olímpicos e suas equipes técnicas. Nosso objetivo é ficar em quinto lugar nos jogos Paraolímpicos e em décimo nos Jogos Olímpicos. O governo federal começa um trabalho intenso para o desenvolvimento do esporte em todo o País. Em dezembro, divulgamos as 273 cidades onde serão construídos 285 Centros de Iniciação ao Esporte. Estamos assinando convênios com universidades federais para a construção de pistas de atletismo oficiais. Vamos construir cinco mil quadras em escolas e cobrir outras cinco mil.
 

Futebol

'Com essa lesão, não poderia continuar sua carreira', diz médico que operou Militão

Militão rompeu o tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda e está fora da disputa da Copa do Mundo de 2026

30/04/2026 23h00

Éder Militao

Éder Militao Foto/Reprodução

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O médico Lasse Lempainen, responsável pela cirurgia de Éder Militão, afirmou que o procedimento era inevitável diante da gravidade da lesão sofrida pelo zagueiro do Real Madrid. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, o especialista foi direto ao explicar o cenário clínico do jogador

"Não havia outra opção. O que posso dizer é que a lesão era muito grave. A única alternativa era a cirurgia: com esse problema no isquiotibial, ele não poderia continuar sua carreira profissional no mais alto nível", declarou o cirurgião.

Militão passou pelo procedimento após romper o tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda, lesão que o tirou da disputa da Copa do Mundo de 2026. Segundo o médico, apesar do impacto imediato, a decisão foi tomada pensando no futuro do atleta.

RECUPERAÇÃO EXIGE TEMPO E CAUTELA

De acordo com Lempainen, lesões musculares são comuns no futebol, mas nem todas exigem cirurgia. No caso de atletas de alto rendimento e com quadros mais severos - como o de Militão -, a intervenção se torna necessária.

Ele explicou que o tempo de recuperação varia, mas há um padrão para casos desse tipo: "Em termos gerais, quando um jogador sofre uma lesão grave de isquiotibial, leva entre quatro e seis meses para voltar a competir no mais alto nível."

O defensor brasileiro tem retorno previsto para cerca de cinco meses, o que o colocaria de volta aos gramados apenas no segundo semestre.

O médico também destacou que, mesmo após a cirurgia, não é possível eliminar completamente o risco de uma nova lesão. Ainda assim, há formas de reduzir esse perigo: "Sempre existe uma vulnerabilidade e um risco residual, como em outras lesões. Por isso, é fundamental uma boa cirurgia e uma reabilitação bem planejada, passo a passo, para minimizar esse risco ao máximo."

Militão pode voltar ao alto nível

Apesar do histórico recente de lesões, Lempainen demonstrou otimismo quanto à recuperação do jogador. Segundo ele, há diversos exemplos de atletas que retornaram ao mais alto nível após problemas semelhantes.

"Já tratei muitos esportistas de elite com esse tipo de lesão e eles conseguiram voltar ao máximo rendimento. Alguns, inclusive, tiveram seus melhores anos depois da cirurgia."

A nova lesão de Militão ocorre em um momento delicado para a seleção brasileira, comandada por Carlo Ancelotti. O zagueiro era peça importante no planejamento para a Copa do Mundo, mas está oficialmente fora do torneio.

A ausência se soma a outros problemas físicos no ciclo, ampliando as dúvidas sobre o setor defensivo. Ainda assim, a prioridade, neste momento, é garantir que Militão retorne em plenas condições - mesmo que isso signifique um período maior longe dos gramados.

Empate amargo

Operário empata no fim e é eliminado da Copa Verde

Com a eliminação o Operário se mantém vivo apenas na disputa do Brasileirão Série D

30/04/2026 11h00

Operário amarga empate fora de casa e está eliminado da Copa Verde

Operário amarga empate fora de casa e está eliminado da Copa Verde Foto: @felipesurto/Operário FC

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Em partida válida pela última rodada da fase grupos da Copa Verde, na última quarta-feira (29), o Operário foi até a cidade de Paranoá no Distrito Federal para enfrentar o Capital e em uma partida com um final emocionante, mas que acabou com ambas as equipes eliminadas. 

A partida era importante para ambas as equipes, pois visavam a classificação e os demais resultados da rodada estavam favoráveis, principalmente para a equipe do Operário, que em determinado momento chegou a liderar o grupo e estava se classificando momentaneamente. 

O JOGO

A partida começou com o Operário surpreendendo os donos da casa, logo aos nove minutos da primeira etapa. Após bela jogada pela ponta esquerda, Danilinho recebeu livre dentro da área e desviou a bola para dentro do gol. 

Abrindo o placar, dando esperança para a torcida operariana, que com o resultado de momento o time estava se classificando. 

Mas o bom momento do Galo da Capital ficou reservado à esse gol, após isso a partida foi de domínio completo do Capital, que buscava o gol a todo custo, e fez com que o goleiro Luiz Felipe trabalhasse bastante, seja em bolas paradas ou em jogadas trabalhadas pelas pontas. 

O gol de empate do time da casa veio no apagar das luzes do primeiro tempo, aos 53 minutos, último lance da primeira etapa. 

Após lateral cobrado na área a bola foi desviada e caiu nos pés de Deysinho, que deu um leve toque na saída do goleiro e deixou tudo igual no placar. 

No intervalo a tabela de classificação se encontrava da mesma forma que iniciou os jogos, com as três partidas terminando a primeira etapa empatados, ou seja, naquele momento não havia mudança de posição na tabela. 

E no momento os classificados eram o Araguaína que estava segurando o empate com o Vila Nova e o Rio Branco que empatava com o Primavera fora de casa. 

Restando apenas 45 minutos para definir os classificados a atenção era máxima dentro e fora de campo, pois qualquer gol em uma partida poderia mudar completamente o rumo da tabela. 

O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro tempo, o time do Distrito Federal tinha mais a bola e propunha mais o jogo e consequentemente levava mais perigo à meta defendida por Luiz Felipe, que continuou fazendo boas defesas e salvando o Operário. 

O Operário teve seus raros momentos de ataque no segundo tempo, já nos acréscimos o time quase desempata a partida, após cruzamento rasteiro na área, Alex Choco fez de tudo para chegar a tempo, mas não conseguiu desviar a bola e o Galo perdeu uma boa oportunidade. 

Na sequência do lance aos 49 minutos da etapa complementar Cesinha faz boa tabela, recebe fora da grande área e arrisca o chute rasteiro no canto direito do goleiro do Operário, fazendo um belo gol para virar a partida e colocar o Capital à frente do placar. 

O jogo ainda teve mais emoção, aos 51 minutos da segunda etapa, Luisinho toca para que recebe na entrada da grande área e bate cruzado, para empatar a partida. Mas o gol de nada adiantou, com os resultados dos outros jogos o Operário acabou eliminado da competição. 

A classificação final contou com uma reviravolta surpreendente, o Vila Nova, que se classificou em primeiro do grupo, garantiu a liderança aos 49 minutos da segunda etapa, quando virou a partida para cima do Araguaína. 

Completando os classificados, em segundo lugar ficou a equipe do Rio Branco-ES, que fez seu dever e segurou o empate fora de casa e ainda contou com a ajuda dos outros resultados. 

COMO FICA 

Os confrontos da próxima fase já estão definidos, pois de acordo com o regulamento da competição, o líder do grupo A enfrenta o segundo do grupo B e vice e versa. 

Então dessa forma, na semifinal os duelos serão, Vila Nova contra o também goiano Anápolis e o Rio Branco enfrentará a equipe do Gama do Distrito Federal, que liderou o grupo B. 

BOLA PRA FRENTE 

Com a eliminação, o Operário pode focar 100% de sua atenção no Brasileirão da Série D, onde o clube vive momento delicado, pois ainda não venceu na competição e se encontra fora da zona de classificação. 

O próximo compromisso do Galo da Capital é justamente pela competição nacional, onde na ocasião o clube vai até Minas Gerais para enfrentar o líder do grupo Uberlândia, que possui nove pontos em quatro partidas. 

A partida acontece no sábado (2), no Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia. A bola rola às 17h, horário de Brasília. 
 

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