Esportes

Caso João Vitor

Testemunhas não sabem quem começou briga

Testemunhas não sabem quem começou briga

GLOBOESPORTE.COM

13/10/2011 - 14h52
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As primeiras testemunhas ouvidas pela polícia no caso João Vitor afirmaram não saber quem começou a briga – se o volante palmeirense e seus amigos ou o torcedor que ofendeu o jogador, identificado como Wellington Oliveira Almeida. A confusão ocorreu na terça-feira, em frente à loja oficial do clube, no bairro de Perdizes, em São Paulo (veja as imagens no vídeo ao lado).

O GLOBOESPORTE.COM teve acesso ao Boletim de Ocorrência (B.O.), registrado no 7º D.P. de São Paulo. João Vitor e Wellington aparecem como “autor/vítima” e não quiseram prestar queixa um contra o outro.

Duas testemunhas foram ouvidas – Erivaldo Pereira Rocha, um balconista do bar Alviverde, que fica em frente ao Palestra, e Rodrigo Joaquim Gonçalves, auxiliar-administrativo que estava no Alviverde. Os dois admitiram conhecer Wellington, “que frequenta sempre o bar”, mas não souberam dizer quem começou a briga.

João Vitor afirma que foi ofendido por Wellington e que, depois de ter o carro chutado pelo torcedor, os dois amigos que o acompanhavam desceram do veículo para protegê-lo. O jogador sustenta que foi Wellington quem o agrediu primeiro. Já o torcedor nega ter ofendido o volante. Disse que "apenas fez cobranças" e que então passou a ser agredido pelas pessoas que acompanhavam João Vitor.

– A hora que vi, tinha três pessoas batendo no Wellington, que estava no chão. Mas não sei quem começou a briga – disse Erivaldo, no depoimento.

– Só vi o Wellington sendo chutado e depois outros torcedores chegaram, e um tumulto foi instalado – disse Rodrigo.

Os policias que atenderam à ocorrência também não souberam dizer quem começou a briga. Eles relataram ter visto três pessoas - no caso, João Vitor e seus dois amigos - apanhando de "mais de 15 pessoas" e agiram para apartar a briga. Wellington, o torcedor acusado, sustenta que "do nada, apareceram alguns palmeirenses" e que "não viu" se João Vitor e seus amigos foram agredidos.

João Vitor estava acompanhado pelo cunhado, Cristiano Jorge Santos, e um amigo, Rafael Santos. Os três foram à loja do clube no Palestra porque o jogador queria gravar seu nome e número em camisas oficiais para dar de presentes a eles, que são seus conterrâneos de Alagoas.

No depoimento, João Vitor relata que, ao sair da loja, a caminho de seu veículo, foi abordado por Wellington, que estaria parado, ao lado do carro. Segundo o jogador, o torcedor o ofendeu da seguinte forma:

– E aí, João Vitor, seu p* no c* do c*. Tá andando de nave, mas jogar que é bom, nada! (N. do R.: "Nave" é uma gíria paulistana para carro imponente)

O jogador diz que, ao entrar no veículo, abaixou o vidro e disse que estava ali para estampar o nome e o número em uma camisa do clube, e que Wellington deveria fazer as cobranças no centro de treinamento. Nesse instante, Wellington teria dado um chute no carro de João Vitor. Foi quando Rafael e Cristiano desceram do carro para tomar satisfações com o torcedor.

– Eles ficaram do meu lado e o Wellington deve ter imaginado que fôssemos brigar – disse João Vitor, no depoimento.

Ainda de acordo com o volante, Wellington disse “não tenho medo dos três” e, então, partiu para a agressão.

– Eu me defendi e meus amigos me ajudaram – disse João Vitor, no depoimento.

O volante contou que vários outros torcedores “se aglomeraram” sobre ele e os dois amigos, agredindo-os fisicamente. O relato bate com a versão dos policiais que passavam pelo local e intercederam para apartar a confusão.

O cunhado de João Vitor, Cristiano Jorge Santos, e o amigo, Rafael Santos, também relataram que Wellington primeiro ofendeu o jogador e depois o agrediu fisicamente. Ambos afirmaram ter intercedido em defesa de João Vitor. Wellington nega ter tomado a iniciativa da briga.

– Eu estava indo para a faculdade quando vi um carro importado parado na frente da loja. Vi o João Vitor e fui conversar com ele. Perguntei se ele estava satisfeito com o desempenho do time e ele me ironizou – disse Wellington, no depoimento.

Wellington negou ter chutado o veículo.

– Não xinguei o João, apenas fiz cobranças, perguntando se ele estava feliz da vida em sua nave. Não sei como o João interpretou isso – disse Wellington, no depoimento.

Ainda segundo o torcedor, logo depois de entrarem no veículo, os amigos de João Vitor saíram do carro e foram para cima dele.

– Começaram a me agredir sem que eu tivesse feito nada. Caí no chão e eles me chutaram.
Wellington disse que, na sequência, “do nada, apareceram alguns palmeirenses” e que teve um “tumulto”.

– Mas não vi se João e os amigos apanharam – completou Wellington, no depoimento.

O GLOBOESPORTE.COM tentou entrar em contato com Wellington, mas ele não atendeu as ligações.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

TÊNIS

Brasil bate Suíça e avança na Copa Davis

Orlando Luz e Rafael Matos carimbam vaga no Rio de Janeiro

19/09/2026 22h00

Orlando Luz e Rafael Matos

Orlando Luz e Rafael Matos Foto: LUIZ CANDIDO/CBT

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A dupla brasileira de Orlando Luz e Rafael Matos confirmou o favoritismo diante dos suíços Jakub Paul e Dominic Stricker, venceu por 2 sets a 0, e fez o terceiro ponto da equipe brasileira. Com o resultado, o time nacional fez 3 a 0 nl duelo contra os europeus e avançou no Grupo Mundial 1 da Copa Davis. As parciais do jogo no Rio de Janeiro foram 7/6(1) 6/2 após 1h45 de encontro.Orlando Luz e Rafael MatosOrlando Luz e Rafael Matos

As outras vitórias foram de João Fonseca e Gustavo Heide em simples, na sexta-feira.

Com o resultado, o Brasil está classificado para os Qualifers, e tem chances de brigar por vaga na fase final na temporada 2027.

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