NASA

5.000 dias em Marte: rover da NASA envia imagem que revela o planeta como nunca

A cena reúne duas tomadas feitas.

O rover Curiosity da NASA completou 5.000 dias de exploração na superfície de Marte e marcou a data com uma fotografia panorâmica inédita. A fotografia foi feita durante uma parada na crista de areia apelidada de "Chocolatal", com as câmeras de navegação do próprio equipamento.

A cena reúne duas tomadas feitas em momentos diferentes, unidas depois que os dados chegaram à Terra. Esse tipo de registro ajuda a entender como o robô se desloca pelo relevo irregular de Marte e o que ainda falta explorar na missão.

Como a imagem foi montada

A primeira foto foi feita na manhã de 30 de agosto de 2026, no dia em que a missão completou 5.000 dias. A segunda foi feita na tarde de 2 de setembro, quando o veículo repetiu o mesmo ângulo de observação.

As imagens originais são em preto e branco, mas o resultado final foi colorido artificialmente para diferenciar os dois horários. Tons azulados representam a cena matinal, enquanto amarelos marcam o registro vespertino, o que dá à foto um efeito parecido com o de um cartão-postal.

Detalhes visíveis na paisagem

Em primeiro plano, aparecem partes do próprio veículo, entre elas a antena cilíndrica usada para enviar informações às sondas que orbitam o planeta. Mais atrás, surge o gerador termoeléctrico de radioisótopos que fornece energia nuclear ao equipamento, peça essencial para manter os instrumentos funcionando por tanto tempo.

A composição também registra as marcas deixadas pelas rodas sobre o solo marciano, evidência do longo trajeto já percorrido. Atualmente, o robô avança pelas encostas do Monte Sharp, que se eleva a cinco quilômetros de altura e domina a paisagem ao redor.

Da posição atual, a vista se abre em direção ao fundo da cratera. A jornada já soma 5.000 dias de deslocamento contínuo por um território até então inexplorado.

Oportunidade

Argentina procura voluntários para viver perto de montanhas com casa gratuita, internet e bicicleta

A proposta foi publicada na plataforma Worldpackers.

05/10/2026 16h01

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Uma fazenda em San Rafael, Mendoza, oferece moradia gratuita em troca de 20 horas semanais de trabalho voluntário, permitindo conhecer as paisagens do sul argentino sem custos de hospedagem. A proposta, publicada na plataforma Worldpackers, atrai pessoas interessadas em viver em contato com a natureza enquanto colaboram com tarefas da propriedade rural.

Os voluntários recebem quarto individual, acesso à internet, uso de cozinha equipada e bicicletas para se locomover pelos arredores. Além disso, ganham dois dias livres por semana para explorar as atrações turísticas da região, como o Cânion do Atuel, o Vale Grande e o Embalse Los Reyunos.

Como funciona o voluntariado

O trabalho se estende de segunda a sexta-feira, com as 20 horas distribuídas ao longo dos cinco dias. As atividades incluem jardinagem, pintura, reparos na construção e tarefas rurais e se concentram na manutenção da casa e dos espaços externos da finca, que fica perto de um rio com vistas para as paisagens naturais locais.

A estadia mínima é de 5 dias e a máxima de 14 dias, com disponibilidade entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 — as datas devem ser confirmadas com o anfitrião. Podem se candidatar pessoas com idades entre 21 e 70 anos, tanto indivíduos quanto casais ou duplas, desde que tenham pelo menos nível iniciante de espanhol ou inglês.

Requisitos e o que não está incluído

O processo de inscrição é feito pela plataforma Worldpackers, onde se cria um perfil, localiza o anúncio e envia a solicitação. A aprovação final fica a critério do anfitrião da propriedade. Passagens aéreas, seguro de viagem, transporte interno no país e documentação necessária não estão incluídos e devem ser pagos por cada voluntário.

San Rafael oferece alternativas de lazer durante o tempo livre, como rafting, passeios de catamarã, cavalgadas e tours por vinícolas da região, combinando trabalho voluntário com a oportunidade de desfrutar um dos destinos turísticos mais conhecidos de Mendoza.

Filosofia

Ideia atribuída a Dostoiévski diz que perdoar alguém em silêncio é uma forma de autocuidado

Autor continua sendo uma das maiores referências mundiais.

05/10/2026 15h16

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Fiódor Dostoiévski continua sendo uma das maiores referências quando o assunto é sofrimento, relacionamentos e transformação pessoal. Mais de um século após sua morte, suas reflexões circulam nas redes sociais e em conteúdos sobre desenvolvimento pessoal. 

Uma das ideias mais difundidas é a de que perdoar não significa necessariamente manter a proximidade com quem causou o dano. 

A reflexão associada ao pensamento de Dostoiévski parte de uma realidade comum nas relações: nem todo perdão precisa ser acompanhado pela retomada do vínculo. Em algumas situações, perdoar em silêncio pode significar reconhecer o que aconteceu, abandonar o ressentimento e, ao mesmo tempo, escolher manter distância de quem causou sofrimento.

Em suas obras, o escritor russo explorou alguns dos dilemas mais profundos da natureza humana: sofrimento, culpa, fé, liberdade e as contradições que marcam os relacionamentos. Suas novelas continuam sendo analisadas pela complexidade psicológica dos personagens e pela relevância de suas reflexões nos dias atuais.

Perdão sem reaproximação

Uma das reflexões frequentemente associadas ao pensamento dostoievskiano está ligada à necessidade de proteger a própria estabilidade emocional. A ideia central é perdoar, mas à distância, e seguir o próprio caminho como uma escolha mais saudável. Embora essa formulação não apareça em suas principais obras, toda a sua literatura é permeada por temas de dor, redenção e dignidade pessoal.

Muitas pessoas acreditam que o perdão exige restabelecer o vínculo com quem provocou o dano. Porém, de uma perspectiva mais próxima do bem-estar psicológico, perdoar pode ser entendido como uma decisão interna para se libertar do ressentimento. Sem implicar a retomada de uma relação que se mostrou prejudicial.

Reconhecimento e mudança

Essa perspectiva também parte do reconhecimento de que as pessoas não agem nem sentem da mesma forma. Nem todos reconhecem seus erros ou demonstram disposição genuína para mudar. Quando alguém não identifica problema no próprio comportamento, qualquer tentativa de transformação raramente produz resultado.

Especialistas em desenvolvimento pessoal apontam que a maturidade está em identificar situações que ameaçam a paz emocional e agir conforme necessário. Às vezes, a resposta mais saudável não é manter confrontos constantes nem tentar convencer o outro, mas criar distância e aceitar que algumas relações chegaram ao fim.

Liberação pessoal acima de tudo

Essa abordagem não busca cultivar rancor nem indiferença, mas reconciliação consigo mesmo. Deixar de alimentar a raiva, renunciar a discussões sem fim e aceitar o que ocorreu permite recuperar a energia emocional para investir naquilo que está sob controle. O perdão funciona mais como ferramenta de libertação pessoal do que como concessão para quem causou o mal.

Dostoiévski mostrou em suas narrativas como o sofrimento pode se transformar em oportunidade de aprendizado. Sob essa perspectiva, romper relacionamentos que prejudicam a paz interior não é uma derrota, mas demonstração de força.

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