Tendência

Adeus ao Papai Noel na árvore de Natal: a nova tendência que está conquistando as festas

Transformação responde a uma estética que privilegia a qualidade.

A figura clássica do Papai Noel pendurada nos galhos da árvore de Natal está perdendo espaço para uma decoração mais sóbria e acolhedora. A mudança reflete uma preferência crescente por materiais naturais e texturas orgânicas em vez do plástico brilhante e das cores saturadas que marcavam as festas tradicionais.

Essa transformação responde a uma estética que privilegia a qualidade sobre a quantidade, integrando a árvore ao ambiente da casa de forma harmoniosa. A tendência global conhecida como estilo cozy — aconchego — e a inspiração escandinava ganharam força, redefinindo como as famílias vestem o símbolo natalino.

Laços e veludo: protagonismo elegante

Os moños de tecido substituem as guirnaldas brilhantes tradicionais como estrelas da decoração. Terciopelo em tons de vinho, verde musgo, terracota, creme e tostado traz volume elegante e fluido aos galhos, oferecendo sofisticação sem pesar visualmente o olhar.

Madeira e fibras naturais: calor duradouro

Adornos artesanais esculpidos em madeira, estrelas feitas de cordão de algodão e detalhes em bambu ou arpillera criam uma atmosfera aconchegante que não envelhece. Esses materiais agregam uma calidez genuína, capaz de atravessar as estações sem perder seu apelo.

Vidro e cerâmica: luminosidade contida

Esferas opacas ou de vidro transparente com linhas simples ganham destaque frente ao plástico brilhante de outrora. Elas refletem a luz de forma suave, criando profundidade visual sem excessos que cansam a vista.

Elementos botânicos secos: aroma e textura

Rodajas de laranja desidratada, pinhas naturais, canela em rama e flores secas trazem uma assinatura selvagem ao conjunto. Além de textura visual, esses elementos liberam um aroma sutil que reforça o espírito sazonal sem artificialismos.

O objetivo dessa reorientação não é eliminar a alegria natalina, mas reinterpretá-la. Trata-se de construir um espaço equilibrado em que a decoração dialogue com o mobiliário do lar, valorizando a durabilidade e a beleza dos materiais acima da abundância visual.

Curiosidades

Psicólogos revelam frase de 10 palavras que pode ajudar a acalmar uma criança em menos de 1 minuto

Artigo foi publicado na revista Psychology Today.

27/10/2026 16h44

Foto: Alexandro David/Pexels

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Gritar "se acalma" ou mandar a criança para o quarto costuma piorar a birra, em vez de resolvê-la. O psicólogo infantil Jeffrey Bernstein, com 30 anos de experiência, defende outro caminho: uma frase curta que reconhece o sentimento da criança em vez de combatê-lo.

Em artigo publicado na revista Psychology Today, ele recomenda dizer: "Sei que você está bravo, estou aqui para te ajudar". A ideia é simples: mostrar que o adulto percebeu a raiva e não vai abandonar a criança nesse momento, em vez de exigir que ela pare de chorar imediatamente.

Por que nomear a emoção funciona

Segundo Bernstein, uma criança tomada por raiva intensa perde parte da capacidade de raciocinar e controlar as próprias reações. Nesse estado, ordens diretas tendem a soar como repreensão e alimentam ainda mais a frustração.

Dar nome ao que a criança sente valida a experiência dela sem aprovar o comportamento. O adulto não está dizendo que gritar ou chutar é aceitável. Está mostrando que enxergou a dor por trás da explosão.

Postura e tom fazem diferença

Bernstein orienta o adulto a se abaixar até a altura dos olhos da criança antes de falar. A voz deve ser baixa e pausada, porque a forma de dizer a frase pesa tanto quanto as palavras escolhidas.

Gritar anula o efeito da estratégia, mesmo quando o conteúdo da mensagem está certo. Depois de falar, o especialista recomenda ficar em silêncio e dar tempo para a criança processar o que ouviu, sem forçar uma resposta imediata.

O que vem depois da calma

Quando a respiração e o comportamento começam a se estabilizar, é hora de conversar sobre o que aconteceu. A conversa ajuda a criança a encontrar outras formas de mostrar frustração no futuro.

Bernstein reforça que empatia e acompanhamento emocional sustentam toda a estratégia. Não existe fórmula que apague uma crise em meio minuto, mas a frase reduz a tensão e melhora a conversa entre pais e filhos.

Por que validar sem aprovar acalma mais do que repreender

Quando um adulto grita "se acalma" durante uma birra, a criança interpreta isso como uma repreensão — uma punição por estar com raiva. Isso alimenta ainda mais a frustração porque ela sente que seus sentimentos não importam. É como se o adulto estivesse dizendo: "seu enfado é tão ruim que você merece uma bronca agora mesmo".

Dizer "sei que você está bravo, estou aqui para te ajudar" funciona diferente. O adulto separa a emoção (que é válida e real) do comportamento (que pode precisar de ajustes depois). A criança percebe que seus sentimentos são aceitos, mesmo que bater ou gritar não sejam aceitáveis. Essa validação reduz a defensiva, porque não há mais conflito entre o que ela sente e o que o adulto quer.

E se eu gritar a frase? Funciona mesmo assim?

Não. Bernstein deixa claro que a forma de dizer pesa tanto quanto as palavras escolhidas. Se o adulto disser a frase em tom alto e agressivo, a mensagem de empatia desaparece, e a criança continua sentindo que está sendo repreendida. O tom precisa ser tão calmo quanto o conteúdo da frase. Caso contrário, o adulto anula o efeito da estratégia.

Ciência

Criaram um filtro que remove a cafeína do café depois de servido; veja como funciona

O princípio é diferente de qualquer coador doméstico.

27/10/2026 14h49

Foto: Christopher Welsch Leveroni/Pexels

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Pesquisadores das universidades de Nova Gales do Sul e de Okayama criaram uma membrana de laboratório capaz de filtrar o café já preparado e retirar parte da cafeína antes do consumo. Até agora, a escolha entre a versão comum e a descafeinada acontecia antes do preparo, não depois.

O princípio é diferente de qualquer coador doméstico, que separa partículas apenas pelo tamanho. A nova tecnologia usa nanofiltração molecular, um sistema que identifica cada substância pela carga elétrica, pelo grau de hidratação e pela afinidade química entre as moléculas.

Como o filtro separa a cafeína

A equipe empilhou camadas bidimensionais de óxido de grafeno e ajustou os poros com alginato de sódio e íons de cálcio. O resultado foi a formação de canais microscópicos que funcionam como corredores seletivos, deixando passar certas moléculas e barrando outras conforme suas propriedades.

A cafeína é uma molécula pesada, mas conseguiu atravessar o filtro com maior facilidade. O tamanho não foi o fator decisivo na filtragem.

O que os testes mostraram até agora

Nos ensaios realizados com café instantâneo comercial, o filtro conseguiu baixar a concentração de cafeína em 47,4%, quase a metade do total. Outros compostos característicos da infusão permaneceram praticamente intactos durante o processo, o que preserva parte do sabor original da bebida.

Ainda assim, a redução é parcial e está longe de equivaler a um descafeinado comercial completo. O projeto segue como protótipo experimental em desenvolvimento. Faltam respostas mais certas sobre a velocidade de remoção da cafeína, a durabilidade, os custos, as variedades de café, a percepção sensorial e a viabilidade em grande escala.

Próximos desafios da pesquisa

Falta avaliar também como o consumidor percebe o sabor após a passagem pelo filtro e se a tecnologia é viável em escala industrial. Sem essas respostas, a aplicação prática em cafeterias ou produtos de supermercado ainda não tem data definida.

O experimento mostra que é possível remover uma substância específica de um líquido já pronto para consumo. Esse é o ponto que diferencia o estudo dos processos tradicionais de descafeinização, realizados antes de o grão virar café na xícara.

O que muda na rotina do consumidor

Até agora, era preciso decidir entre café com cafeína ou descafeinado no momento da compra ou do pedido. Com essa tecnologia, a decisão passa para segundos antes do consumo: a pessoa recebe a xícara pronta e pode passar o café por um filtro rápido se quiser reduzir a cafeína.

Na prática, isso significa que um mesmo lote de café preparado poderia servir a pessoas com preferências diferentes: uma que quer a dose completa bebe direto, enquanto outra, que deseja reduzir a cafeína, passa o café pela membrana. A flexibilidade acontece após o preparo, não antes.

Quando este filtro não funciona como descafeinado tradicional

O filtro reduz a cafeína em 47,4%, ou seja, remove pouco menos da metade. A bebida, portanto, não equivale ao café descafeinado comercial, que tem a cafeína praticamente zerada. O resultado é uma redução parcial, não a eliminação quase completa oferecida pelo café descafeinado de supermercado.

Além disso, ainda não se sabe como a tecnologia se comporta com diferentes tipos de café (coado, espresso, de diferentes origens e torras). Os testes aconteceram apenas com café instantâneo comercial, então aplicar o filtro a outras variedades é território desconhecido por enquanto.

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