História

Após 4.300 anos, montanha de 157 metros na Turquia pode revelar onde está a Arca de Noé

A formação fica a poucos quilômetros do Monte Ararat.

Uma formação geológica com formato de barco no leste da Turquia voltou a despertar a atenção de pesquisadores em 2026. A formação, chamada Formação Durupınar, fica a poucos quilômetros do Monte Ararat, próxima ao distrito de Doğubayazıt, e mede 157 metros de comprimento. O capitão İlhan Durupınar a identificou em 1959, a partir de fotografias aéreas.

Uma pesquisa arqueológica autorizada pelo governo turco busca mapear seu subsolo sem danificar possíveis achados enterrados.

O projeto Noah's Ark Scans, conduzido pelo arqueólogo Cenker Atila, da Universidade Sivas Cumhuriyet, investiga há anos se a estrutura guarda evidências da Arca de Noé — o navio descrito na Bíblia como tendo repousado no topo do Ararat após o dilúvio. A pesquisa combina tecnologias para explorar o subsolo sem escavações imediatas, que poderiam comprometer possíveis descobertas.

Tecnologias que revelam o subsolo

Georradar, tomografia de resistividade elétrica, mapeamento LiDAR e análises químicas são usados em conjunto para criar um mapa detalhado das estruturas enterradas. Levantamentos geofísicos identificaram características incomuns: ângulos retos e compartimentos que lembram salas, localizados a até 9 metros de profundidade. Esses padrões destoam do que se espera de uma formação puramente geológica.

Amostras de solo coletadas em 2024 reforçaram o interesse dos pesquisadores. A concentração de matéria orgânica no interior da formação é aproximadamente três vezes maior do que na área externa circundante — uma diferença que sugere uma composição distinta naquele ponto.

A equipe também examina grandes blocos de pedra com furos encontrados no povoado vizinho de Arzap. Os pesquisadores interpretam os blocos como possíveis âncoras de arrasto, dispositivos usados por embarcações antigas para estabilização em águas turbulentas.

Próximas etapas e implicações

Testes de perfuração estão em andamento para coletar amostras mais profundas sem danificar irreversivelmente a estrutura. O Noah's Ark Scans planeja usar um robô subterrâneo para explorar as cavidades mapeadas pelo georradar e captar imagens do interior da formação. Escavações arqueológicas de maior escala só ocorrerão após a conclusão desses testes e do mapeamento geofísico completo.

Se os próximos testes confirmarem a presença de estruturas artificiais significativas ou artefatos relevantes, o conhecimento sobre esse episódio central das tradições religiosas cristã e islâmica poderá mudar. A pesquisa marca uma etapa da busca contemporânea por evidências que sustentem narrativas bíblicas ao combinar tecnologias de exploração do subsolo com metodologia arqueológica sistemática.

Filosofia

Bertrand Russell: "Cientistas tornam o impossível possível. Políticos tornam o possível impossível"

Filósofo britânico veceu o Prêmio Nobel.

08/10/2026 15h04

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Bertrand Russell, filósofo britânico laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1950, afirmou que os cientistas se esforçam para tornar possível o impossível, enquanto os políticos se esforçam para tornar impossível o possível. A reflexão continua provocando debate sobre como o conhecimento e o poder são utilizados.

A frase contrapõe duas visões sobre o progresso humano e a capacidade de transformação. Russell distingue quem trabalha para ampliar as possibilidades humanas de quem, a partir das instituições, pode limitá-las. Enquanto a ciência busca respostas para problemas que pareciam insolúveis, a política nem sempre converte essas oportunidades em melhorias concretas para a sociedade.

Duas formas de entender o progresso

A distinção que Russell propõe apresenta dois caminhos opostos diante dos desafios. De um lado estão os cientistas, movidos pela curiosidade e pelo questionamento dos limites estabelecidos, que buscam novas soluções para o que parecia impossível.

Do outro lado, quem exerce o poder precisa tomar decisões que afetam toda a sociedade. Seus interesses e prioridades, porém, podem bloquear o que já é tecnicamente viável.

A reflexão não precisa ser interpretada como rejeição absoluta aos políticos, mas como crítica às decisões que transformam o simples em complicado. Dispor dos meios necessários para resolver um problema não garante vontade de implementar a solução. Russell convida a questionar se os maiores obstáculos para avançar são realmente as limitações intrínsecas ou as barreiras que o próprio sistema constrói.

Conhecimento e responsabilidade coletiva

O raciocínio de Russell aponta também para a responsabilidade que acompanha o conhecimento adquirido. A ciência pode abrir novos caminhos, mas depende de decisões coletivas para transformar suas descobertas em bem-estar.

Para Russell, o verdadeiro progresso não consiste apenas em conquistar o que antes parecia inalcançável, mas também em evitar que as próprias escolhas impeçam o uso do que já está ao alcance.

Curiosidades

Homem usou pedra de 10 kg como batente e 30 anos depois descobriu que era um meteorito de R$ 500 mil

Durante anos, a história pareceu apenas uma lenda familiar.

08/10/2026 14h29

Imagem gerada por IA

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Um fazendeiro de Michigan, nos Estados Unidos, usou por três décadas uma pedra de mais de 10 quilos como batente de porta, sem imaginar o valor daquele objeto. Após um exame especializado, descobriu que se tratava de um meteorito avaliado em mais de 100 mil dólares.

Em 1988, quando a propriedade mudou de dono, a pedra permaneceu entre os bens da propriedade, já posicionada sob a porta de um galpão. Contaram a ele que, segundo um antigo relato da família anterior, o objeto teria caído do céu, mas ninguém havia investigado cientificamente sua origem.

Da curiosidade ao exame oficial

Durante anos, a história pareceu apenas uma lenda familiar transmitida entre os moradores da propriedade. O homem continuou usando a rocha no dia a dia e chegou a deixar que os filhos a levassem à escola para mostrá-la aos colegas.

A história ganhou novo impulso em 2018, quando a queda de outro meteorito em Michigan chamou atenção para esse tipo de achado. Por causa da repercussão, ele decidiu levar a pedra à Central Michigan University para uma análise detalhada.

O que os exames revelaram

A geóloga Mona Sirbescu identificou traços incomuns no material e, após testes mais aprofundados, constatou que ele era composto por 88,5% de ferro e 11,5% de níquel. Uma amostra foi então enviada ao Instituto Smithsoniano, que confirmou que se tratava de um meteorito autêntico.

Com 10,22 quilos e dimensões de 17 por 20 por 23 centímetros, o meteorito ficou entre os maiores já registrados no estado. Por seu alto teor de ferro e níquel, foi classificado como um meteorito de ferro do grupo IIIAB.

Em 2019, a peça recebeu reconhecimento oficial com o nome de Edmore, batizada em homenagem à localidade de Michigan onde ficou guardada por tanto tempo. Depois de servir por 30 anos para manter uma porta aberta, a pedra se transformou em uma peça científica avaliada em seis dígitos.

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