Oportunidade

Argentina oferece moradia de graça para quem quiser trabalhar 25 horas na semana em cidade turística

Proposta exige 25 horas semanais de trabalho nas tarefas do dia a dia do local

Uma hospedagem na cidade de Cafayate, em Salta, na Argentina, abriu vagas para voluntários que aceitem trocar horas de trabalho por moradia gratuita. A proposta exige 25 horas semanais de trabalho nas tarefas do dia a dia do local, distribuídas conforme a demanda da casa.

Em troca, quem for aceito recebe uma cama em quarto compartilhado, café da manhã e acesso livre às áreas comuns da hospedagem. A proposta funciona como intercâmbio cultural: turistas ajudam na operação do negócio e, no lugar de salário, recebem hospedagem sem custo durante a estadia.

Cozinha, bicicletas e lavanderia liberadas

Quem participa do programa também pode usar a cozinha equipada da pousada, com utensílios e talheres disponíveis para preparar as próprias refeições. A lavanderia fica liberada, e há bicicletas à disposição para pedalar entre os vinhedos que cercam a região.

Em troca dessas facilidades, a hospedagem pede que os voluntários ajudem a manter os ambientes compartilhados organizados e arejados. A rotina inclui o atendimento e a recepção dos hóspedes, apoio no check-in e no check-out e ajuda na organização de reservas e cobranças.

Quem pode se candidatar à vaga

A limpeza leve da cozinha e a arrumação dos quartos completam a lista de tarefas esperadas de quem participa. Para se inscrever, é preciso ter entre 21 e 45 anos, falar espanhol em nível básico e aceitar ficar de 2 a 5 semanas no local.

A seleção aceita tanto viajantes sozinhos quanto casais ou duplas de amigos que queiram viver a experiência juntos. Esse formato de intercâmbio costuma atrair quem viaja com orçamento apertado e busca reduzir gastos com hospedagem durante períodos de alta procura turística.

Quem tiver interesse pode se candidatar pela plataforma digital Worldpackers, onde a vaga está disponível. Conhecida pelos vinhedos e pela paisagem de montanhas em Salta, Cafayate recebe mais visitantes nas épocas em que esse tipo de proposta costuma surgir.

História

Em 1971, uma "cabra" foi levada para uma ilha para ser caçada; hoje, ameaça todo o ecossistema

O animal chegou à ilha para fins de caça.

02/10/2026 19h21

Foto: Christina & Peter/Pexels

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Um mamífero introduzido em Tenerife há mais de cinco décadas para fins de caça transformou-se em uma ameaça ao ecossistema da ilha. O muflón, frequentemente confundido com uma cabra comum, está hoje no Catálogo Espanhol de Espécies Exóticas Invasoras e prejudica severamente a flora das Ilhas Canárias.

O muflón chegou à ilha em 1970 para fins de caça. Documentos registram que, em 1971, 11 exemplares foram soltos nas cumbres do Parque Nacional do Teide. A introdução, que parecia inofensiva, tornou-se décadas depois um problema de conservação ambiental.

Como o muflón se tornou uma ameaça

O muflón é um herbívoro robusto da família dos bovídeos. Os machos pesam entre 50 e 55 quilos e têm grandes chifres curvados para trás. As fêmeas são menores e raramente têm chifres, e o animal habita principalmente as zonas montanhosas e pode ser encontrado em várias altitudes nas cumbres de Tenerife.

O muflón não ameaça o ecossistema por agressividade, mas pelo consumo contínuo da vegetação nativa. Ao se alimentar dessas plantas, impede a regeneração de espécies que evoluíram isoladamente durante milhões de anos. O pisoteio também acelera a erosão do solo e a deterioração da cobertura vegetal.

O Governo documentou o consumo de espécies vegetais endêmicas das Canárias, incluindo plantas exclusivas de Tenerife.

Por que a expansão foi descontrolada

A geografia da ilha e as características biológicas do muflón favoreceram sua proliferação. Em um ambiente insular, o animal não encontrou predadores naturais capazes de controlar sua população. A ausência dessa pressão permitiu que se reproduzisse livremente e se expandisse pelas cumbres.

O Parque Nacional do Teide abriga uma flora particularmente vulnerável, com numerosas espécies exclusivas das Ilhas Canárias. Estudos ambientais registraram efeitos negativos sobre plantas ameaçadas, como a violeta do Teide. Essa vulnerabilidade torna a presença do herbívoro especialmente prejudicial para a conservação da biodiversidade local.

Esforços para controlar a população

As autoridades adotaram programas de controle para conter a expansão do muflón e têm como objetivo erradicá-lo. O animal permanece sob monitoramento contínuo como espécie prioritária para o manejo ambiental nas Canárias.

Ciência

Dormir pouco ou demais pode acelerar o envelhecimento; veja quanto dormir por noite

A pesquisa é da Universidade de Columbia.

02/10/2026 18h34

Foto: Polina /Pexels

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Privação de sono e excesso de horas na cama estão associados a sinais de envelhecimento biológico acelerado, segundo pesquisa da Universidade de Columbia publicada na revista Nature. O estudo analisou cerca de 500 mil adultos e identificou uma relação em formato de "U": tanto dormir pouco quanto dormir muito foram associados a indicadores menos favoráveis de saúde.

A investigação utilizou 23 relógios biológicos para examinar marcadores de envelhecimento em 17 órgãos e sistemas do organismo. Os pesquisadores observaram que o coração respondeu melhor próximo de seis horas de sono, enquanto os indicadores cerebrais se mostraram mais favoráveis perto de oito horas. De forma geral, uma rotina de seis a oito horas esteve associada aos melhores resultados avaliados.

A quantidade ideal depende de mais do que horas

O número de horas dormidas não deve ser analisado isoladamente: idade, rotina, condições de saúde e qualidade do descanso também interferem nos resultados. Dormir mais não significa necessariamente descansar melhor, assim como reduzir constantemente as horas de sono pode prejudicar o organismo. A pesquisa não estabeleceu uma relação causal, apenas uma associação entre as variáveis estudadas.

Para o Instituto Nacional de Estudos do Repouso, os achados reforçam a importância de buscar equilíbrio na rotina de descanso. O sono envolve o organismo inteiro, e a qualidade desse período não depende apenas do tempo na cama: o ambiente e as condições durante o repouso também fazem diferença.

O colchão permanece em contato com o corpo durante várias horas por noite e é um desses fatores. Suporte, adaptação ao corpo, estabilidade e manutenção do desempenho ao longo do tempo importam na escolha do produto.

Composição interna do colchão também influencia o descanso

Preço, firmeza e conforto costumam ser os primeiros critérios na escolha de um colchão. A composição interna, porém, também afeta o comportamento do produto ao longo do tempo. Alguns modelos fabricados no Brasil usam EPS — poliestireno expandido, conhecido como isopor — principalmente como elemento estrutural em colchões mistos.

O uso é permitido e regulamentado pela Portaria nº 35/2021 do Inmetro, que exige que a composição conste na etiqueta. Segundo o Instituto Nacional de Estudos do Repouso, conhecer a composição do colchão permite ao consumidor identificar os materiais presentes e a função de cada um.

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