Ciência

Dormir pouco ou demais pode acelerar o envelhecimento; veja quanto dormir por noite

A pesquisa é da Universidade de Columbia.

Privação de sono e excesso de horas na cama estão associados a sinais de envelhecimento biológico acelerado, segundo pesquisa da Universidade de Columbia publicada na revista Nature. O estudo analisou cerca de 500 mil adultos e identificou uma relação em formato de "U": tanto dormir pouco quanto dormir muito foram associados a indicadores menos favoráveis de saúde.

A investigação utilizou 23 relógios biológicos para examinar marcadores de envelhecimento em 17 órgãos e sistemas do organismo. Os pesquisadores observaram que o coração respondeu melhor próximo de seis horas de sono, enquanto os indicadores cerebrais se mostraram mais favoráveis perto de oito horas. De forma geral, uma rotina de seis a oito horas esteve associada aos melhores resultados avaliados.

A quantidade ideal depende de mais do que horas

O número de horas dormidas não deve ser analisado isoladamente: idade, rotina, condições de saúde e qualidade do descanso também interferem nos resultados. Dormir mais não significa necessariamente descansar melhor, assim como reduzir constantemente as horas de sono pode prejudicar o organismo. A pesquisa não estabeleceu uma relação causal, apenas uma associação entre as variáveis estudadas.

Para o Instituto Nacional de Estudos do Repouso, os achados reforçam a importância de buscar equilíbrio na rotina de descanso. O sono envolve o organismo inteiro, e a qualidade desse período não depende apenas do tempo na cama: o ambiente e as condições durante o repouso também fazem diferença.

O colchão permanece em contato com o corpo durante várias horas por noite e é um desses fatores. Suporte, adaptação ao corpo, estabilidade e manutenção do desempenho ao longo do tempo importam na escolha do produto.

Composição interna do colchão também influencia o descanso

Preço, firmeza e conforto costumam ser os primeiros critérios na escolha de um colchão. A composição interna, porém, também afeta o comportamento do produto ao longo do tempo. Alguns modelos fabricados no Brasil usam EPS — poliestireno expandido, conhecido como isopor — principalmente como elemento estrutural em colchões mistos.

O uso é permitido e regulamentado pela Portaria nº 35/2021 do Inmetro, que exige que a composição conste na etiqueta. Segundo o Instituto Nacional de Estudos do Repouso, conhecer a composição do colchão permite ao consumidor identificar os materiais presentes e a função de cada um.

Ciência

Café pela manhã reduz risco de morte, aponta estudo

A quantidade recomendada fica entre três e cinco xícaras por dia.

11/10/2026 07h49

Foto: Irbaf photo/Pexels

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Beber café nas primeiras horas do dia está associado a menor risco de morte precoce e de doenças cardiovasculares, segundo pesquisas das associações de cardiologia da Europa e dos Estados Unidos. Para obter esse efeito, a quantidade recomendada fica entre três e cinco xícaras por dia. Os benefícios incluem menor probabilidade de AVC, insuficiência cardíaca e arritmias graves.

O horário em que a bebida é consumida parece ser tão importante quanto a quantidade. Tomá-la à tarde ou à noite pode atrapalhar o ritmo circadiano e os níveis de melatonina no organismo, segundo apuração do g1.

1. Redução de mortalidade geral e cardiovascular

Uma pesquisa com 40.725 adultos, acompanhados entre 1999 e 2018, mostrou que quem concentrou o consumo no período da manhã teve 16% menos chance de morrer por qualquer causa. Entre as mortes ligadas a problemas cardiovasculares, a queda chegou a 31%.

Já outro levantamento, que seguiu 131.821 pessoas por até 43 anos, encontrou relação entre tomar café regularmente e menor risco de demência. A proteção também apareceu entre quem consumia a versão descafeinada, o que indica que a cafeína não é a única responsável pelos efeitos positivos. Outros compostos presentes na bebida também parecem ter papel nisso, conforme apurou o g1.

2. Proteção metabólica e hepática

A bebida também aparece associada a menor risco de diabetes tipo 2 e a menos alterações em enzimas ligadas a lesões no fígado. Pessoas que bebem café com regularidade tendem a acumular menos gordura nesse órgão.

Doses concentradas de cafeína, como as encontradas em cápsulas ou em pó puro, podem provocar fibrilação ventricular e levar à morte súbita, alerta a American Heart Association. A versão tradicional da bebida, preparada e consumida com moderação, é segura para a maior parte dos adultos.

O momento da ingestão pode importar mais do que o volume total consumido ao longo do dia: tomar café pela manhã reduz mais o risco de morte do que distribuir o consumo pelas horas seguintes. Por isso, concentrar o consumo pela manhã pode ser o ajuste mais simples para reduzir o risco de morte.

Tecnologia

Robô policial já é uma realidade no Brasil e primeiro exemplar faz aparição

Batizado de Arcanjo, o equipamento é o primeiro do tipo desenvolvido no país.

11/10/2026 07h03

Foto: igovar igovar/Pexels

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<p>Um robô humanoide criado para apoiar operações policiais de risco chegou a Brasília na quinta-feira (8) e passou pelos estúdios da TV Globo. Batizado de Arcanjo, o equipamento é o primeiro do tipo desenvolvido no país e tem o objetivo de reduzir a exposição de agentes de segurança a situações perigosas.</p>

<p>Durante uma entrevista ao vivo no Bom Dia DF, com os apresentadores Fred Ferreira e Luísa Doyle, a máquina deu um chute capaz de gerar impacto de 200 kg e mostrou passos de dança, em uma demonstração das articulações e da mobilidade do corpo mecânico.</p><div class="bob-video" style="margin:18px 0"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Ru9coRGETYo" width="560" height="315" frameborder="0" loading="lazy" allowfullscreen="" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture"></iframe></div><p><br></p>

<h2>Quem está por trás do projeto</h2>

<p>O projeto nasceu na IPQ Tecnologia, empresa baiana responsável pelo desenvolvimento do robô. O diretor de operações da companhia, Heitor Galvão, disse ao G1 que o desempenho do robô nos movimentos de dança apresentados durante o programa reflete características da região de origem da empresa.</p>

<p>Depois de passar pelos estúdios, o equipamento participará da ExpoJud 2026, evento que reúne magistrados, servidores e especialistas para debater o uso de inteligência artificial no setor de Justiça.</p>

<h2>Funções pensadas para a segurança pública</h2>

<p>Reconhecimento facial e monitoramento de perímetros estão entre as funções anunciadas pela fabricante. A empresa também prevê integrar o robô às plataformas já usadas pelas forças de segurança.</p>

<p>Por enquanto, o humanoide é uma plataforma de testes e demonstração e está em fase de aperfeiçoamento. O objetivo é que, após os ajustes necessários, ele possa atuar diretamente ao lado de policiais em ações que hoje colocam agentes humanos em risco direto.</p>

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