Uma criatura estranha, com rabos, unhas grandes e sem pelos, foi fotografada após atacar animais em Ciudad Juárez, na fronteira do México com os Estados Unidos. O incidente ocorreu em 17 de outubro, quando um garoto viu o bicho agarrar uma galinha pela cabeça e fugir para o alto de uma árvore.
O ufólogo Jaime Maussan divulgou as imagens, que repercutiram internacionalmente em veículos como Net Noticias, Daily Mail e New York Post. O caso gerou teorias que vão de mutação genética a aparições alienígenas, e muitos internautas identificaram o animal como o lendário "chupacabra".
Investigação em andamento
Uma equipe foi mobilizada para localizar a criatura e instalou câmeras de segurança nas proximidades do local. Os pesquisadores registraram imagens do animal escalando um muro alto de tijolos, o que Maussan considera uma prova concreta da existência do bicho descrito pelos moradores.
Durante coletiva à imprensa local, quatro assistentes de pesquisa que trabalham com Maussan informaram que a criatura media quase seis pés de comprimento. Da cabeça até a ponta da cauda, sendo que apenas a cauda alcançaria aproximadamente um metro e meio. Maussan afirmou ao meio local que se trata de um predador e algo assustador, sem afirmar que fosse extraterrestre.

Lenda e contexto histórico
O nome "chupacabra" remete a uma figura do folclore das Américas, significando literalmente "sugador de cabras". A lenda atribui ao bicho ataques a animais de criação, principalmente cabras, mas também ovelhas e galinhas.
Estudos anteriores identificaram supostos chupacabras em avistamentos no México e no sul dos Estados Unidos como canídeos com sarna. Isso levou biólogos e gestores de vida selvagem a classificar o mito como lenda urbana. Apesar disso, cada novo relato reacende o interesse público pela criatura.
Falta confirmação científica
Não há confirmação científica de que se trate de um "chupacabra". A classificação permanece como interpretação popular, alimentada pelas redes sociais e pela cobertura internacional do caso. Moradores de Ciudad Juárez continuam tomando precauções com galinheiros e pequenos animais domésticos enquanto aguardam novos desenvolvimentos que ajudem a esclarecer o mistério.
Por que as pessoas confundem animais doentes com o chupacabra
A explicação científica para muitos avistamentos de "chupacabra" está na sarna, uma doença de pele que afeta canídeos selvagens e domésticos. Quando um cão ou outro canídeo contrai sarna, perde quase todos os pelos, fica com a pele avermelhada e inflamada e desenvolve uma aparência esquelética e assustadora, diferente de seu estado normal.
Isso torna o animal irreconhecível para quem o vê pela primeira vez. Além disso, a sarna causa coceira intensa e alterações no comportamento agressivo, levando esses animais a atacar outras criaturas de forma mais feroz que o habitual.
Biólogos e gestores de vida selvagem confirmaram que vários supostos avistamentos de chupacabra no México e no sul dos Estados Unidos foram identificados como canídeos com sarna — animais comuns transformados pela doença em criaturas irreconhecíveis.
Quando o chupacabra não é o que parece ser
Embora a maioria dos avistamentos verificados no norte do México e no sul dos Estados Unidos tenha sido atribuída a canídeos com sarna. As descrições variam tanto que nem todos os relatos se encaixam nesse padrão.
Alguns avistamentos descrevem a criatura como reptiliana, com espinhos descendo pelas costas e capacidade de se mover como um canguru — características que não combinariam com um cão doente, mesmo com sarna.
Além disso, certos relatos falam de um método de ataque muito específico: drenar todo o sangue e órgãos dos animais através de três orifícios dispostos em triângulo ou, às vezes, apenas um ou dois orifícios. Esses detalhes tampouco correspondem ao comportamento predatório típico de canídeos.
Por isso, enquanto muitos casos foram desmascarados como animais comuns com sarna, nem todas as descrições coletadas ao longo dos anos seguem esse padrão.


