Ciência

Cientistas da NASA detectam objeto se afastando da Via Láctea a 1,6 milhão de km/h

É a primeira vez que cientistas encontram um objeto com essa velocidade.

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Voluntários do projeto Backyard Worlds: Planet 9 ajudaram astrônomos da NASA a identificar um corpo celeste que escapará da gravidade da Via Láctea e seguirá para o espaço intergaláctico. É a primeira vez que cientistas encontram um objeto com essa velocidade de escape e massa similar ou inferior à de uma pequena estrela.

O corpo CWISE J1249 se afasta do núcleo galáctico a cerca de 1,6 milhão de quilômetros por hora. Além da alta velocidade, sua massa reduzida dificulta a classificação. Ele pode ser uma estrela de baixa massa ou uma anã marrom, categoria intermediária entre um planeta gasoso e uma estrela.

Como voluntários descobriram o objeto

Há alguns anos, os voluntários Martin Kabatnik, Thomas P. Bickle e Dan Caselden, que participam do projeto Backyard Worlds há anos, identificaram o corpo em movimento rápido ao examinarem imagens infravermelhas do telescópio WISE, que mapeou o céu entre 2009 e 2011. Observações de acompanhamento com telescópios terrestres confirmaram a descoberta e permitiram caracterizar suas propriedades.

Demissão em massa

Gigante fábrica com 9 mil funcionários fecha unidade no Brasil e transfere produção para o exterior

Os produtos agora são importados.

06/10/2026 13h21

Foto: Brett Sayles/Pexels

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A Isover encerrou 75 anos de operação em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, transferindo toda a fabricação de isolantes térmicos e acústicos para suas unidades espalhadas pelo mundo.

Em julho de 2026, o forno industrial que funcionava desde 1950 foi desligado, encerrando a produção local de mantas, painéis, feltros, tubos e lã de vidro que abastecia o mercado nacional. Os produtos que deixaram de sair da fábrica paulista agora são importados de aproximadamente 60 unidades da empresa em 28 países, garantindo o abastecimento contínuo dos clientes brasileiros.

A decisão encerrou uma das operações mais longevas do grupo francês Saint-Gobain no Brasil, iniciada em 1951.

Décadas de produção em isolamento térmico e acústico

Durante sete décadas, o complexo paulista funcionou como polo de manufatura para construções, indústrias, sistemas de ar-condicionado, veículos e infraestrutura. A lã de vidro ali produzida controlava temperatura e reduzia ruídos em imóveis e instalações comerciais, atendendo demanda consistente do mercado doméstico.

O fechamento não foi abrupto, e a empresa investi em equipamentos para controlar emissões e ajustou horários e procedimentos antes de desligar a produção em 4 de julho. A desmontagem dos equipamentos seguiu posteriormente, com o processo de desocupação do terreno previsto até 2028, sob acompanhamento ambiental contínuo.

Acordo ambiental antecedeu o fechamento

Reclamações de vizinhos sobre fumaça intensa, fuligem, odor forte e ruídos noturnos pressionaram a operação nos últimos anos. Em resposta, a empresa firmou acordo com o Ministério Público de São Paulo e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo em dezembro de 2025, formalizando o encerramento supervisionado da unidade.

O acordo garantiu que a desmontagem ocorresse de forma controlada, com o terreno permanecendo sob análise ambiental até o final do prazo. Esse compromisso institucional marcou o desfecho de conflitos ambientais que afetaram a vizinhança há anos.

Isover segue no Brasil com modelo de distribuição

A multinacional mantém presença comercial no país, operando agora apenas com logística, armazenagem, distribuição e vendas de produtos importados. Cerca de 100 funcionários trabalhavam diretamente na fábrica, enquanto outros 50 desempenhavam funções indiretas ligadas à atividade industrial — a empresa não informou afastamentos em massa, sugerindo redistribuição de pessoal.

Com mais de 9 mil funcionários e operações em aproximadamente 39 países, o grupo concentra agora sua atuação brasileira na recepção e distribuição de materiais produzidos globalmente. A mudança consolida a estratégia de centralizar manufatura em megaunidades, reduzindo custos operacionais em mercados menores.

Extra

No m² mais caro do Rio, doméstica se arrisca no parapeito para limpar janelas do patrão

A trabalhadora não usa nenhum tipo de proteção,

06/10/2026 12h59

Foto: Jimmy Liao/Pexels

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Na Avenida Delfim Moreira, na orla do Leblon, onde fica o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, uma doméstica se pendura no parapeito de um apartamento para limpar as janelas, sem equipamento de segurança. Registrada em fotos, a cena mostra a mulhere realizando trabalho em altura com as mãos desprotegidas, uma realidade que parecia superada.

Nota-se que a trabalhadora não usa nenhum tipo de proteção, usa apenas uma mão para se segurar no batente da janela e, com frequência, calça sandálias Havaianas enquanto se equilibra no parapeito estreito.

A cena se repete toda semana no mesmo endereço, prática que era comum décadas atrás, quando havia pouca preocupação ou informação sobre os direitos das trabalhadoras domésticas.

Uma realidade que não deveria persistir

Situações como essa remetem a épocas em que não havia legislação robusta para proteger profissionais do trabalho doméstico. Hoje, normas e diretrizes de segurança proíbem esse tipo de exposição ao risco e determinam que todo trabalho em altura exige equipamento apropriado e treinamento específico.

Cenas assim em um dos endereços mais valorizados da cidade mostram a distância entre o padrão de vida local e as condições de quem trabalha ali. A persistência dessa prática, apesar do avanço da legislação nas últimas décadas, mostra que ainda é preciso avançar no respeito aos direitos e à segurança das trabalhadoras domésticas.

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