Demissão em massa

Gigante fábrica com 9 mil funcionários fecha unidade no Brasil e transfere produção para o exterior

Os produtos agora são importados.

A Isover encerrou 75 anos de operação em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, transferindo toda a fabricação de isolantes térmicos e acústicos para suas unidades espalhadas pelo mundo.

Em julho de 2026, o forno industrial que funcionava desde 1950 foi desligado, encerrando a produção local de mantas, painéis, feltros, tubos e lã de vidro que abastecia o mercado nacional. Os produtos que deixaram de sair da fábrica paulista agora são importados de aproximadamente 60 unidades da empresa em 28 países, garantindo o abastecimento contínuo dos clientes brasileiros.

A decisão encerrou uma das operações mais longevas do grupo francês Saint-Gobain no Brasil, iniciada em 1951.

Décadas de produção em isolamento térmico e acústico

Durante sete décadas, o complexo paulista funcionou como polo de manufatura para construções, indústrias, sistemas de ar-condicionado, veículos e infraestrutura. A lã de vidro ali produzida controlava temperatura e reduzia ruídos em imóveis e instalações comerciais, atendendo demanda consistente do mercado doméstico.

O fechamento não foi abrupto, e a empresa investi em equipamentos para controlar emissões e ajustou horários e procedimentos antes de desligar a produção em 4 de julho. A desmontagem dos equipamentos seguiu posteriormente, com o processo de desocupação do terreno previsto até 2028, sob acompanhamento ambiental contínuo.

Acordo ambiental antecedeu o fechamento

Reclamações de vizinhos sobre fumaça intensa, fuligem, odor forte e ruídos noturnos pressionaram a operação nos últimos anos. Em resposta, a empresa firmou acordo com o Ministério Público de São Paulo e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo em dezembro de 2025, formalizando o encerramento supervisionado da unidade.

O acordo garantiu que a desmontagem ocorresse de forma controlada, com o terreno permanecendo sob análise ambiental até o final do prazo. Esse compromisso institucional marcou o desfecho de conflitos ambientais que afetaram a vizinhança há anos.

Isover segue no Brasil com modelo de distribuição

A multinacional mantém presença comercial no país, operando agora apenas com logística, armazenagem, distribuição e vendas de produtos importados. Cerca de 100 funcionários trabalhavam diretamente na fábrica, enquanto outros 50 desempenhavam funções indiretas ligadas à atividade industrial — a empresa não informou afastamentos em massa, sugerindo redistribuição de pessoal.

Com mais de 9 mil funcionários e operações em aproximadamente 39 países, o grupo concentra agora sua atuação brasileira na recepção e distribuição de materiais produzidos globalmente. A mudança consolida a estratégia de centralizar manufatura em megaunidades, reduzindo custos operacionais em mercados menores.

Tecnologia

Robôs com quase 3 metros de altura vão lutar no Japão, e atração chama atenção do público

A partir de 15 de outubro, experiência terá endereço fixo em Tóquio.

06/10/2026 13h44

Foto: Soly Moses/Pexels

Continue Lendo...

Registros de um confronto entre duas estruturas robóticas gigantes tomaram conta das redes sociais nos últimos dias, feitos por quem presenciou a cena. Quem está dentro de cada estrutura comanda os próprios braços e pernas, e o exoesqueleto reproduz esses gestos em dimensões muito maiores, como se fossem de um robô de verdade.

O resultado lembra uma luta saída diretamente de um jogo eletrônico ou de um anime japonês. A partir de 15 de outubro, essa experiência terá endereço fixo em Tóquio, dentro de um shopping na orla de Odaiba.

Como funciona o exoesqueleto por trás da luta

Por trás do equipamento está a empresa japonesa Skeletonics, dona de um sistema patenteado conhecido como "estrutura tridimensional de elos fechados", capaz de transferir para a armação metálica, em tempo real, cada movimento feito pelos braços e pernas de quem está operando a máquina.

Nada ali se move sozinho: o robô só avança, soca ou recua porque a pessoa dentro dele fez exatamente aquele gesto primeiro.

Um minuto costuma bastar para vestir o equipamento, segundo a fabricante, sem exigir qualquer preparo prévio. O modelo pensado para combates, batizado SKELETONICS FIGHTER, chega a 2,2 metros de altura e pesa 30 quilos — já as versões maiores da linha ultrapassam os 3 metros.

O que o visitante encontra no parque

Instalado na região de Minato, o THE ROBOT PARK ODAIBA fica no sexto piso do shopping Aqua City Odaiba. A principal atração é o ROBOT FIGHT, em que dois competidores vestem as estruturas. E se enfrentam com regras dos jogos de luta: barra de energia visível, golpes especiais e sensores que registram cada impacto em tempo real.

A plateia também participa — dispositivos próprios permitem que o público interfira na disputa e ajude seu competidor favorito durante o combate.

Quem prefere não lutar pode experimentar o ROBOT RIDE, pilotando um Skeletonics de cerca de 3 metros para empunhar uma espada ou arremessar uma bola. Outra opção é o Cyber KASSEN, modalidade com espadas de material macio e sensores embutidos.

Da oficina de testes ao ponto turístico

Antes de chegar a Odaiba, a experiência rodou numa unidade de desenvolvimento em Hachioji, onde mais de 7 mil pessoas, entre elas turistas estrangeiros, já haviam testado os robôs. Há também uma oficina de montagem, em que o visitante monta estruturas próprias usando peças de alumínio.

O passe de 30 minutos sai por 2 mil ienes, cerca de R$ 70. Para 60 minutos, a tarifa é de 3 mil ienes, aproximadamente R$ 105. Já o pacote de 90 minutos custa 4 mil ienes, por volta de R$ 140.

Odaiba foi escolhida porque concentra um dos fluxos turísticos mais intensos de Tóquio. A instalação dos robôs ali amplia o alcance de um projeto que até então estava restrito a uma única oficina, e combates entre robôs gigantes já viraram espetáculo internacional antes.

Em 2017, o Guinness World Records já havia reconhecido um confronto entre o japonês Kuratas e o americano Eagle Prime como o maior combate entre robôs já registrado, somando as duas máquinas 14,5 toneladas.

Extra

No m² mais caro do Rio, doméstica se arrisca no parapeito para limpar janelas do patrão

A trabalhadora não usa nenhum tipo de proteção,

06/10/2026 12h59

Foto: Jimmy Liao/Pexels

Continue Lendo...

Na Avenida Delfim Moreira, na orla do Leblon, onde fica o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, uma doméstica se pendura no parapeito de um apartamento para limpar as janelas, sem equipamento de segurança. Registrada em fotos, a cena mostra a mulhere realizando trabalho em altura com as mãos desprotegidas, uma realidade que parecia superada.

Nota-se que a trabalhadora não usa nenhum tipo de proteção, usa apenas uma mão para se segurar no batente da janela e, com frequência, calça sandálias Havaianas enquanto se equilibra no parapeito estreito.

A cena se repete toda semana no mesmo endereço, prática que era comum décadas atrás, quando havia pouca preocupação ou informação sobre os direitos das trabalhadoras domésticas.

Uma realidade que não deveria persistir

Situações como essa remetem a épocas em que não havia legislação robusta para proteger profissionais do trabalho doméstico. Hoje, normas e diretrizes de segurança proíbem esse tipo de exposição ao risco e determinam que todo trabalho em altura exige equipamento apropriado e treinamento específico.

Cenas assim em um dos endereços mais valorizados da cidade mostram a distância entre o padrão de vida local e as condições de quem trabalha ali. A persistência dessa prática, apesar do avanço da legislação nas últimas décadas, mostra que ainda é preciso avançar no respeito aos direitos e à segurança das trabalhadoras domésticas.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).