Na Avenida Delfim Moreira, na orla do Leblon, onde fica o metro quadrado mais caro do Rio de Janeiro, uma doméstica se pendura no parapeito de um apartamento para limpar as janelas, sem equipamento de segurança. Registrada em fotos, a cena mostra a mulhere realizando trabalho em altura com as mãos desprotegidas, uma realidade que parecia superada.
Nota-se que a trabalhadora não usa nenhum tipo de proteção, usa apenas uma mão para se segurar no batente da janela e, com frequência, calça sandálias Havaianas enquanto se equilibra no parapeito estreito.

A cena se repete toda semana no mesmo endereço, prática que era comum décadas atrás, quando havia pouca preocupação ou informação sobre os direitos das trabalhadoras domésticas.
Uma realidade que não deveria persistir
Situações como essa remetem a épocas em que não havia legislação robusta para proteger profissionais do trabalho doméstico. Hoje, normas e diretrizes de segurança proíbem esse tipo de exposição ao risco e determinam que todo trabalho em altura exige equipamento apropriado e treinamento específico.
Cenas assim em um dos endereços mais valorizados da cidade mostram a distância entre o padrão de vida local e as condições de quem trabalha ali. A persistência dessa prática, apesar do avanço da legislação nas últimas décadas, mostra que ainda é preciso avançar no respeito aos direitos e à segurança das trabalhadoras domésticas.


