Ciência!

Cientistas encontram um dos sobreviventes dos primórdios do Sistema Solar

Asteroide guarda uma história notável sobre os primeiros momentos do Sistema Solar

Um asteroide visitado pela sonda Hayabusa2 há alguns anos guarda uma história notável sobre os primeiros momentos do Sistema Solar. O asteroide Ryugu formou-se menos de 2 milhões de anos depois que surgiram os sólidos mais antigos do Sistema Solar, muito antes do surgimento de estruturas similares em outras rochas cósmicas.

A descoberta vem da análise minuciosa de minerais coletados pela sonda Hayabusa2, que trouxe à Terra amostras de dois locais diferentes do asteroide. Cientistas da Hokkaido University e da University of Hawaii lideraram a investigação dos grãos extraterrestres. A análise revelou uma cronologia que recua a origem do corpo celeste a um período extremamente primitivo.

Um asteroide sem as estruturas típicas de outras rochas

Meteoritos carbonáceos que caem na Terra costumam conter pequenas esferas de rocha, cada uma com cerca de 1 milímetro de diâmetro, do tamanho de um grão de areia grossa. Essas contas, chamadas de côndrulos, formaram-se quando o disco de gás e poeira ao redor do jovem Sol as derreteu e depois as resfriou rapidamente. Ryugu, porém, carece completamente dessas estruturas.

Mesmo meteoritos carbonáceos que sofreram alteração aquosa durante bilhões de anos ainda preservam côndrulos ou seus contornos. A ausência dessas estruturas em Ryugu e no meteorito Ivuna sugere que o material nunca passou por esse estágio primordial de fusão.

Alguns grãos de olivina de alta temperatura encontrados nos dois corpos indicam que a água não apagou toda a estrutura original. Os côndrulos, porém, nunca chegaram a se formar ali.

 

Um relógio mineral que precisava de novo calibre

A água percorreu a rocha da qual ele se desprendeu e deixou minerais para trás. Um deles é a dolomita, um carbonato que cresce diretamente de fluidos em movimento. Conforme cresce, a dolomita absorve manganês. Uma forma específica desse elemento decai em crômio, com meia-vida de cerca de 3,7 milhões de anos.

Ao medir quanto manganês e crômio restam, os cientistas conseguem datar o mineral com precisão. O método, porém, enfrentava um problema: diferentes laboratórios que analisavam o mesmo material publicavam datas com diferença de cerca de 5 milhões de anos.

A causa estava na calibração: algumas equipes usavam calcita como referência; outras, dolomita com uma proporção desequilibrada dos dois elementos. A equipe liderada por Noriyuki Kawasaki resolveu o impasse usando dolomita sintética com proporção uniforme. Depois, mediu os grãos das amostras A0058 e C0002 e a amostra de Ivuna com um feixe de íons.

Água fluindo durante milhões de anos

Os dois grãos de Ryugu produziram datas diferentes. A dolomita em C0002 formou-se cerca de 2,1 milhões de anos antes do carbonato em A0058, com margem de incerteza de aproximadamente 1 milhão de anos. Essa discrepância mostra que a água continuou alterando o corpo-mãe de Ryugu ao longo de um período prolongado.

Isótopos de oxigênio nos mesmos grãos forneceram a temperatura do fluido. O carbonato de C0002 cresceu em torno de 92°C. A amostra de Ivuna formou-se perto de 76°C, enquanto A0058 registrou cerca de 37°C, um valor consistente com estudos anteriores do mesmo grão.

Os dados abrangem um espectro que vai de uma temperatura próxima à corporal até quase o ponto de ebulição, tudo dentro de uma rocha flutuando no espaço. A progressão das temperaturas sustenta o cenário de água ativa em diferentes profundidades e tempos distintos, moldando lentamente o asteroide ancestral do qual Ryugu fez parte.

Ajuda ou atrapalha?

Com fortuna de R$ 9,1 bilhões, um dos mais ricos do Brasil diz: "o dinheiro começa a atrapalhar"

Ele afirmou que existe um limite a partir do qual acumular patrimônio deixa de fazer diferença na vida

04/10/2026 13h21

Foto: Daniel Dan/Pexels

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No B55 Conference, realizado em São Paulo nos dias 29 e 30 de setembro e com mais de 3 mil empreendedores, Guilherme Benchimol afirmou ao Forbes Brasil que existe um limite a partir do qual acumular patrimônio deixa de fazer diferença na vida.

Para o empresário, a busca por mais dinheiro pode perder sentido depois que as principais necessidades já foram atendidas. A partir desse ponto, aumentar continuamente o patrimônio deixa de representar uma mudança significativa na rotina e pode até passar a ocupar espaço demais na vida.

Da quadra de tênis ao mercado financeiro

O pai impôs uma condição: ele teria de continuar na escola ou largar o tênis.

A decisão acabou mudando o caminho que seguiria nos anos seguintes. O esporte, que fazia parte de sua rotina, ficou em segundo plano enquanto os estudos e, posteriormente, o trabalho passaram a ocupar cada vez mais espaço.

A mudança não significou apenas deixar as quadras, mas também abrir mão de uma atividade que fazia parte de sua vida naquele momento. Com o tempo, a trajetória profissional tomou uma dimensão muito maior do que poderia imaginar no início.

Uma trajetória construída a partir de Porto Alegre

A história profissional ganhou novos capítulos até chegar à construção de uma das maiores operações do mercado financeiro brasileiro. O crescimento da companhia acompanhou também a expansão de sua base de clientes e da estrutura formada ao redor do negócio.

Hoje, a companhia XP reúne 4,8 milhões de clientes ativos, mais de 18,3 mil assessores de investimentos e mais de 600 escritórios parceiros. O volume de ativos sob custódia chega a R$ 1,5 trilhão. A soma se aproxima de R$ 2,2 trilhões quando inclui os recursos administrados e os valores apenas depositados na plataforma.

Esses números ajudam a dimensionar o tamanho alcançado pela empresa ao longo dessa trajetória. O negócio passou a envolver uma estrutura ampla, com milhões de clientes e milhares de profissionais ligados à operação.

 

O ponto em que a riqueza deixa de ajudar

Até certo ponto, cada conquista financeira melhora a rotina de quem acumula recursos. Depois desse limite, porém, o excesso deixa de somar e passa a pesar mais do que ajuda, disse o empresário. Para ele, depois que as necessidades são atendidas, a felicidade não está ligada ao acúmulo de mais dinheiro.

A reflexão está ligada justamente à diferença entre conquistar segurança financeira e continuar acumulando patrimônio sem que isso represente uma mudança proporcional na qualidade de vida. Em determinado momento, segundo a visão apresentada por ele, o dinheiro deixa de ser uma ferramenta para resolver necessidades e passa a ter uma importância menor diante de outras questões.

Por isso, a frase sobre o dinheiro começar a “atrapalhar” está relacionada a esse ponto de saturação. A partir de determinado nível de riqueza, ter mais recursos não necessariamente significa ter mais satisfação ou aproveitar melhor o tempo.

O preço de nunca desacelerar

Benchimol ceitava esse ritmo como o preço a pagar, e o esporte ficou de lado, o peso aumentou e a vida pessoal se ajustou ao ritmo imposto pela companhia em crescimento constante. Cada meta alcançada abria espaço para a seguinte, num ciclo em que comemorar uma conquista servia apenas de ponte para a próxima.

A lógica fazia com que o momento de comemorar uma vitória durasse pouco. Assim que uma etapa era concluída, outra meta surgia no horizonte, mantendo a rotina em movimento e dificultando uma pausa mais prolongada.

O crescimento profissional, portanto, vinha acompanhado de um custo pessoal. Quanto maior ficava o negócio, maior também era a necessidade de acompanhar seu ritmo, deixando menos espaço para atividades e momentos que haviam ficado para trás.

O aprendizado sobre tempo e velocidade

O que parecia ser apenas o início de um projeto se transformou, sem que percebesse, em um quarto de século de trabalho.

Ao olhar para esse período, a percepção passa também pela velocidade com que os anos foram passando enquanto o foco permanecia voltado para o crescimento. O trabalho continuou avançando, novas metas foram estabelecidas e a trajetória acabou ocupando uma parcela enorme de sua vida.

É nesse contexto que a relação com o dinheiro ganha outro significado. Depois de décadas dedicadas à construção do patrimônio e da empresa, a questão deixa de ser apenas quanto ainda é possível acumular e passa a envolver o que fazer com o tempo conquistado ao longo desse caminho.

Oportunidade

Espanha procura voluntários para cuidar de animais com acomodação e alimentação gratuitas

A rotina é dividida em turnos de 4 horas ao longo de seis dias.

04/10/2026 12h49

Foto: Mikhail Nilov/Pexels

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Um refúgio para animais resgatados na Serra de Gredos, na Espanha, próximo ao limite entre Toledo e Cáceres e às margens do rio Tiétar, abriu inscrições para voluntários dispostos a morar e trabalhar no local com hospedagem e alimentação gratuitas. O Santuario Dharma recebe candidatos dispostos a trabalhar 24 horas por semana no cuidado dos animais.

A rotina é dividida em turnos de 4 horas ao longo de seis dias, com folga de um dia inteiro para descanso. O local abriga mais de 100 animais de 12 espécies, entre cavalos, cães, gatos, porcos vietnamitas, cabras, aves e tartarugas.

O que o voluntário faz por lá

Pela manhã, quem participa do programa abre as instalações, confere a presença de cada animal e faz uma checagem rápida de saúde antes de servir a primeira refeição do dia. A limpeza dos recintos também entra nessa primeira rodada de atividades.

À tarde, os voluntários cuidam dos animais que precisam de atenção redobrada, reforçam a alimentação e verificam a água dos bebedouros. Já à noite, as tarefas incluem alimentar os animais carnívoros e conduzir cada espécie ao abrigo onde passa a noite.

Benefícios e regras para participar

Em troca do trabalho, o santuário oferece quarto compartilhado, pensão completa, internet, serviço de lavanderia e transporte a partir do ponto de chegada do voluntário. O projeto funciona sob uma proposta ética vegana, e essa exigência vale para todos que passam pelo local.

Por isso, quem se candidata precisa manter o estilo de vida vegano durante toda a estadia e está proibido de consumir qualquer produto de origem animal dentro da propriedade. Casais e animais de estimação próprios também não podem entrar no local.

A seleção prioriza pessoas dispostas a um compromisso de longo prazo. A organização não permite álcool, tabaco, vaporizadores nem outras substâncias. As inscrições devem ser feitas apenas pelo site oficial do Santuario Dharma.

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