Indenização

Ele caiu durante o recreio, quebrou o braço, fez 4 operações e agora vai receber R$ 211 mil

A Câmara de Apelações determinou a indenização.

Uma criança de 9 anos caiu durante o recreio de uma escola primária em Cipolletti, em maio de 2022, fraturou o braço direito e passou por quatro cirurgias. Anos depois, a Justiça de Río Negro reconheceu a responsabilidade da instituição pelas sequelas.

A Câmara de Apelações determinou uma indenização de 62.142.431 pesos argentinos, cerca de R$ 211 mil. A decisão de segunda instância não é definitiva e ainda aguarda confirmação.

O que aconteceu no recreio

Em 3 de maio de 2022, durante o intervalo na Escola Primária N° 234 Facundo Quiroga, a criança pisou em uma parte desnivelada do pátio, perdeu o equilíbrio e caiu. O impacto provocou dores intensas no braço e no pulso.

A escola não possuía serviço médico de emergência no local. Uma professora conseguiu um táxi para levar a criança até o Policlínico Modelo de Cipolletti, onde radiografias revelaram uma fratura deslocada no antebraço. Sob anestesia, os médicos reposicionaram o osso e imobilizaram o braço com gesso.

Quatro cirurgias e complicações em cascata

Em meados de maio, novos exames mostraram que a fratura estava angulada e deslocada. No dia 15 de junho, a criança passou pela primeira cirurgia. Os médicos colocaram uma placa e parafusos para estabilizar o osso, e ela iniciou a reabilitação com acompanhamento médico.

Em setembro, a criança voltou a sentir dores. Os médicos concluíram que a fratura havia consolidado e removeram o material de fixação. Pouco depois, ela caiu novamente e fraturou o mesmo braço.

Em 5 de outubro, a criança passou por uma segunda cirurgia. Os médicos colocaram agulhas cruzadas para estabilizar a fratura. Um mês depois, ela desenvolveu uma infecção na ferida cirúrgica e precisou voltar ao centro cirúrgico. Os médicos diagnosticaram osteomielite, uma infecção no osso, além de infecção na pele.

Perícia confirmou incapacidade de 34,5%

Especialistas em traumatologia e infectologia acompanharam a criança. Uma avaliação médica independente apontou incapacidade física permanente de 34,5% e sequelas estéticas duradouras.

A família processou a Província de Río Negro. Segundo os familiares, a falta de atendimento médico imediato na escola contribuiu para o agravamento do quadro. O tribunal de primeira instância rejeitou parte das indenizações pedidas, mas a Câmara de Apelações reverteu a decisão após nova análise das provas e da perícia médica.

Justiça reconhece responsabilidade da escola

Os juízes concluíram que a segunda queda não era completamente independente do acidente escolar. Para romper a relação de causalidade, o fato posterior teria de ser suficiente para se tornar uma causa alheia ao primeiro acidente. O tribunal considerou a falta de serviço de emergência na escola um fator agravante na sequência de complicações.

A sentença ordenou o pagamento de 57.567.031 pesos por dano físico e 4.575.400 pesos por dano moral, totalizando 62.142.431 pesos. A seguradora Horizonte responde pelo dano físico dentro do limite de cobertura contratado, enquanto a Província de Río Negro responde pelo dano moral. A resolução aguarda confirmação na instância final.

Clima

Tempestade nos EUA remove areia da praia e desenterra navio naufragado há mais de 140 anos

A descoberta aconteceu no sábado.

04/10/2026 08h01

Foto: K/Pexels

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Ventos fortes na costa leste dos Estados Unidos arrancaram uma faixa de areia da praia de Nantucket. Em Massachusetts, e deixaram à mostra pedaços de madeira que podem ter mais de 140 anos. A hipótese levantada por moradores é de que o material pertença ao Warren Sawyer, escuna de madeira que afundou na região em 22 de dezembro de 1884.

A descoberta aconteceu no sábado (26), na costa sul da ilha, justamente no trecho onde vestígios do mesmo naufrágio já tinham sido vistos em outras ocasiões. Um veterano do jornalismo local documentou os destroços expostos pelo temporal e repassou as imagens à NBC News.

Nenhum órgão confirmou oficialmente a origem da madeira até o momento. A análise que vai definir a que embarcação pertencem os fragmentos ainda está por vir.

A viagem que terminou em naufrágio

Ligando Nova Orleans a Boston, a escuna de três mastros seguia carregada quando foi surpreendida por uma tempestade violenta.

Todos os oito tripulantes, incluindo o capitão, escaparam com vida do encalhe. Duas semanas depois, moradores usaram trenós puxados por bois para retirar centenas de fardos do casco. Ainda preservado na areia — até que uma segunda tempestade, em janeiro de 1885, espalhou destroços por quase um quilômetro de litoral.

Não é a primeira reaparição do casco

Pedaços da mesma embarcação já haviam voltado à tona antes: primeiro no fim de 2022, quando uma seção de 13 metros surgiu no mesmo ponto da praia e foi associada ao naufrágio de 1.884 após análise de pesquisadores. Meses depois, em 2023, outro fragmento menor apareceu perto dali, mas acabou reenterrado pela areia antes que arqueólogos conseguissem registrá-lo direito.

O ciclo de exposição e soterramento se repete porque a dinâmica das marés e tempestades de inverno constantemente remodela a costa sul de Nantucket. Cada nova erosão forte tem potencial de reabrir a mesma cicatriz histórica na paisagem.

Destroços passavam despercebidos pelos visitantes

O jornalista que flagrou a cena relatou à NBC News a sensação de surpresa ao constatar que veículos circulavam sobre a estrutura sem que ninguém percebesse o que havia ali embaixo durante o verão inteiro.

Ele contou ainda que o próprio filho, ao ver os destroços, quis saber o destino da tripulação e a razão do encalhe mais de um século atrás.

Uma entidade dedicada à memória marítima de Nantucket enviou um representante ao local para levantar informações preliminares sobre o achado. O material reunido deve seguir para análise de arqueólogos ligados ao governo estadual, responsáveis por confirmar se os destroços realmente pertencem ao Warren Sawyer.

A legislação de Massachusetts proíbe a remoção de destroços históricos encontrados em praias públicas, o que reforça a importância de preservar o local intacto até a chegada dos peritos.

Eleições

Lei Seca nas eleições: veja em quais estados a venda de bebidas alcoólicas está proibida

A votação de domingo traz regras diferentes.

04/10/2026 07h00

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A votação de domingo traz regras diferentes conforme a região: alguns estados mantêm bebidas alcoólicas circulando normalmente durante a eleição, enquanto outros impõem restrições totais ou parciais.

Não existe uma regra única vinda do Tribunal Superior Eleitoral: a palavra final sobre proibir ou não a venda e o consumo de bebidas alcoólicas fica com cada Tribunal Regional Eleitoral, em articulação com a Secretaria de Segurança Pública do respectivo estado. Quando adotada, a restrição afeta bares, supermercados, restaurantes, lanchonetes e espaços públicos em geral para evitar desordens nas seções eleitorais.

Descumprir as regras definidas localmente configura crime de desobediência, sujeito a detenção que pode ir de três meses a um ano, além do pagamento de multa calculada em dias.

Nove estados vetam a venda por completo

A venda de bebidas alcoólicas será totalmente barrada durante a votação em nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, além de Ceará, Maranhão, Mato Grosso e Piauí. Nessas regiões, a restrição vale tanto em estabelecimentos comerciais quanto em vias públicas durante todo o período de funcionamento das seções de votação.

Catorze estados autorizam sem restrições

Já em catorze estados não haverá qualquer restrição à comercialização: Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, somados a Alagoas, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A permissão vale durante todo o dia da eleição, inclusive nos períodos de maior movimento nas seções.

Alagoas, que havia decretado Lei Seca anteriormente, revogou a medida e agora permite a circulação normal de bebidas alcoólicas.

Quatro estados deixam a cargo dos juízes locais

Bahia, Goiás e Tocantins adotam flexibilidade: juízes eleitorais de cada comarca decidem se aplicam ou não o veto. Essa autonomia permite que regiões com histórico de tumultos durante votações imponham a Lei Seca, enquanto áreas com votação tranquila mantêm a venda autorizada.

Rondônia segue modelo parecido, deixando a decisão a critério de juízes eleitorais em vez de estabelecer regra estadual única.

O que acontece com eleitor embriagado

Quem chegar à seção com sinais visíveis de embriaguez e provocar perturbação na votação pode ser impedido de exercer o direito do voto e ter que sair do local. O presidente da mesa receptora tem autoridade para acionar a polícia, caso necessário, a fim de manter a ordem.

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